Casamento Arranjado
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Enjoy it.
Capítulo 20
Narrado por Edward
-Alice você tem certeza de que a Bella vai gostar mesmo desse lugar? –perguntei incerto, faltava uma semana para o casamento e Alice batia o pé que o lugar que ela me ajudou a escolher para a lua de mel seria perfeito.
-Vai por mim maninho, Bella vai adorar não se preocupe. –ela disse colocando alguns panfletos de viagens a minha frente. –E o lugar é bem recluso e vocês vão poder curtir juntos.
-Tudo bem então.
-Mas a viajem não vai poder durar mais que cinco dias, daqui duas semanas começam as provas finais e a Bella precisa estudar. –ela se ajustou na cadeira de meu consultório.
Como andávamos sem tempo, já que eu tinha que organizar as coisas por aqui antes de sair de viajem, Alice ia até o consultório em minhas horas vagas para acertarmos os detalhes da viajem, afinal essa era a nossa única opção.
Nesse instante alguém bateu na porta e a cabeça sorridente de James apareceu no vão da porta.
-Fala James. –cumprimentei meu amigo e vi que Alice fechou a cara e ficou rígida em seu lugar.
Eu já havia percebido que Alice não tinha gostado de James, mas eu não entendia o porquê, afinal ele era tão legal com ela, assim como era com todos, mas vai saber Alice é muito imprevisível e às vezes poderia ser só implicância mesmo.
-O que deu nela? –James perguntou, olhando de cenho franzido para a porta que havia acabado de se fechar anunciando a saída nada gentil de minha irmã de minha sala.
-Não liga pra ela. –dei de ombros. –O que veio fazer aqui cara?
-Três palavras: Despedida de Solteiro. –ele disse.
-Sem chance cara! –ri de meu amigo, que me olhava com cara de cachorro pidão só faltando se ajoelhar aos meus pés.
-Edward é a sua despedida de solteiro cara, você tem que aproveitar!
-Uma despedida de solteiro não faz sentido, quando eu não vejo a hora de me casar. –eu disse guardando meu jaleco e pegando as chaves de meu carro.
-Cara você foi abduzido. –ele balançou a cabeça.
-Um dia você vai conhecer uma mulher que faça você querer se prender também, ai a gente volta relembrar essa conversa.
-Talvez eu já tenha conhecido. –ele resmungou.
-O que eu não ouvi isso direito. Quem é eu conheço?
-Ah conhece! –ele deu um sorriso malicioso que não entendi, mas deixei de lado aquilo para provocá-lo ainda mais.
–Me diz quem é a pobrezinha para eu avisá-la do perigo que ela está correndo.
-Há muito engraçado você. –ele resmungou fechando a cara. –Vamos sair para beber e comemorar o casório pelo menos!
-Tá bom você venceu!
O casamento seria amanhã dia 15 de novembro, seria realizado durante a tarde, parecia que a data não chegava nunca e eu mal podia esperar. Eu só queria passar minha ultima sexta-feira de solteiro ao lado de minha menina, mas ao parece que as garotas tinham outros planos e sinceramente eu tinha medo de onde Alice e Rosalie a levariam.
-Não deixe que Alice te leve a um clube de stripper. –eu disse enquanto conversava com Bella pelo celular.
-Edward a gente é menor de idade, não entramos. –ela respondeu com uma risadinha.
-Eu conheço Alice, pode ter certeza que ela arruma um jeito de entrar se quiser. –se esse fosse realmente o plano de Alice, nada iria impedir que ela conseguisse, eu conhecia minha irmã, não existe ser mais determinado do que ela no mundo.
-Aposto que sim, mas não se preocupe vai ser a noite da tortura. –ela respondeu com um muxoxo.
-Tortura? –questionei.
-Sim, tortura, sabe como é hidratação no cabelo, fazer as unhas, massagem...
-Tudo bem, mas não deixe que ela te torture muito a quero inteira para amanhã. –brinquei e eu poderia ter certeza de que ela corava do outro lado da linha. –Vou sair para beber algo com o James tudo bem?
-Só não exagere muito, não quero meu noivo com cara de ressaca em meu casamento.
-Não vou estar prometo. –brinquei. -Até amanhã então. –me despedi dela e fui terminar de me arrumar.
Desci as escadas e encontrei James sentado sozinho na sala, zapeando os canais pela TV, ele parecia estar em outro mundo, com um olhar vidrado no rosto e nem prestava atenção direito ao que estava fazendo.
-Vamos então? –o surpreendi e ele parecia realmente assustado e antes mesmo que eu pudesse dizer algo ele se recuperou se levantando e desligando a TV.
-Vamos, chamei um táxi pra gente.
-Porque se tem o meu carro? –perguntei confuso.
-Cara a gente vai beber até entortar o caneco, então é melhor irmos e voltarmos de táxi.
-Ok então. –dei de ombros concordando e seguimos até a entrada da casa, onde o taxi já nos esperava.
A corrida de táxi levou meia hora e logo parávamos em frente a um bar movimentado. Fui pegar o dinheiro para pagar o taxista, mas meu amigo me interrompeu.
-Hoje é tudo por minha conta! –aceitei sem reclamar.
-James você disse que a gente ia sair para beber. –eu disse enquanto observava o lugar a minha volta, cheio de casais dançando aqui e ali, e várias mulheres vestidas em roupas vulgares encostadas no balcão.
-Eu disse que você iria beber não eu! –ele bateu em minhas costas e fomos até o balcão pedir algo para beber.
-Você não tem jeito mesmo. –brinquei.
-Duas doses de absinto. –ele pediu ao barman.
-Não vou beber isso, é muito forte.
-Credo esta parecendo uma velhinha e seus sete gatos. –ele pegou as bebidas. –Toma logo e não reclama.
Respirei fundo antes de levar o copo a minha boca. Não tinha mau nenhum em beber um pouco hoje para comemorar, afinal de contas amanha seria meu casamento com a mulher que amo e eu estava feliz por isso. Depois do absinto, que com uma dose eu já estava rindo a toa, não sei mais quantas bebidas e doses eu já havia tomado. James estava se agarrando com uma garota em um canto e eu me encontrava jogado em um canto, onde havia alguns sofás e a ultima coisa de que me lembro é do garçom me trazer mais uma dose da bebida verde.
~*~
-Ai minha cabeça. –gemi rolando em minha cama.
Como eu cheguei aqui? –era o que eu me perguntava enquanto segui em direção ao banheiro, à bile subindo em minha garganta, só tive tempo de chegar a pia e logo eu vomitava até o que eu não tinha dentro de mim.
-Mãe. –gemi assim que entrei na cozinha.
-Querido que cara é essa, você está bem? –ela veio preocupada até mim.
-Bebi demais.
-Percebi afinal ontem você chegou sendo rebocado por seu amigo. –dona Esme me olhou com uma careta de desgosto, uma atitude que deixava bem claro que ela não havia gostado nada de ter me visto caindo de bêbado.
-Eu não devia ter exagerado, e agora quem vai ficar em meu lugar no consultório agora de manhã? –gemi enquanto me sentava em uma cadeira e apoiava meus cotovelos na mesa, afundando o rosto em minhas mãos e respirando fundo para controlar a ânsia de vômito.
-James se ofereceu para ficar no seu lugar por hoje. –minha mãe me entregou uma xicara de café preto. –Ele é muito decente, o seu amigo.
-Ele é sim, tanto que vou oferecer sociedade para ele no consultório. –sorvi alguns goles de café, forte e sem açúcar.
-Isso é muito bom, não vejo a hora de seu pai se aposentar. –mamãe suspirou sonhadora. –Sabia que estamos planejando uma viajem para o Egito?
-Sempre foi seu sonho ir pra lá né? –eu ainda me lembrava de quando era criança e minha mãe me mostrando seus livros com história sobre os faraós, reis do Egito, figuras da Cleópatra e seus súditos, as pirâmides, e me lembro de que naquela época o que eu mais gostava era de ver o brilho nos olhos de minha mãe quando ela contava histórias do país que tanto a fascinava.
-Sim. –ela disse se levantando e indo pegar algo na geladeira. –Agora, coma isso aqui e vá dormir mais tarde te acordo para se arrumar você não quer casar de ressaca né?
-Com certeza não. –ri, mas me arrependi em seguida, porque aquilo fez minha cabeça doer ainda mais.
~*~
-Acorda! –eu sentia meu corpo balançar, mas não conseguia abrir os olhos. –Edward levanta! –abracei meu travesseiro, virando de costas para quem quer que esteja perturbando meu sono. –Ótimo não vá ao seu casamento então!
-Que? –levantei meio desnorteado, sentindo tudo girar a minha volta.
-Olá bela adormecida. –Alice estava parada a minha frente, ela vestia um vestido rosa claro e seus cabelos estavam em uma trança. –Aqui está sua gravata, seu terno está passado e dentro do guarda-roupa, vá tomar um banho, daqui à uma hora é seu casamento e você não é a noiva para se atrasar. –Alice me entregou uma caixa retangular onde estava a gravata.
-Tá bom. –levantei indo em direção ao banheiro.
Depois do banho eu já estava completamente acordado, e eu estava em frente ao espelho, tentando a todo custo dar o nó na gravata azul que Alice havia me trazido, mas a bendita estava dando um baile em mim.
-Posso entrar? –ouvi a voz de minha mãe.
-Sim mãe. –então ela veio até mim e tomou a gravata de minha mão. –Você e seu pai são idênticos, não conseguem dar um nó em uma gravata nem que a vida suas dependa disso.
-Não exagera mãe. –ri.
-Prontinho querido. –ela sorriu amavelmente. –Quer ajuda com o cabelo também?
-Seria bom. –ri afinal eu havia tentado domá-lo, mas tudo o que eu fazia era vão.
-Depois do casamento será o jantar em comemoração na casa dos Swan.
-Pensei que você e a senhora Swan estavam planejando uma festa. –comentei.
-E estávamos, mas decidimos por um jantar em família. Alice passou o dia em sua casa organizando tudo como pediu para hoje à noite, e não se esqueça, você e a Bella tem que estar no aeroporto às 5 da manhã, então não saiam muito tarde do jantar e acordem cedo amanhã. –mal sabia minha mãe que eu não tinha planos de dormir essa noite, mas preferi não comentar nada, afinal esse não é o tipo de assunto que se trata com a sua mãe.
-Ok mãe, obrigada por tudo. –a abracei, sentindo-a tremer em meus braços. –Mãe você está chorando?
-Não é nada querido. –ela secou uma lágrima e então saiu correndo do quarto em prantos fiquei olhando espantado para a porta que acabava de se fechar e comecei a rir da loucura de minha mãe.
-Posso saber por que sua mãe saiu correndo e chorando daqui filho? –meu pai entrou em meu quarto, tão chocado como eu.
-O senhor sabe como a mamãe é. –dei de ombros e fui terminar de me arrumar, passei meu perfume favorito e chequei se não havia nenhum fio de cabelo fora do lugar.
-Como está se sentindo filho? –meu pai perguntou, sentado de minha cama.
-Nervoso. –ele riu.
-Me senti assim quando em casei com sua mãe também. –ele tinha um sorriso apaixonado no rosto, ele sempre ficava assim quando se lembrava de seu casamento, mas então de repente seu semblante ficou serio. –Edward quero que saiba, um casamento é um fardo tão pesado que é necessário duas pessoas para carregá-lo. Não adianta só você amar, então quero que você tenha certeza meu filho, de que é isso mesmo que você quer, pois os dois são jovens, mas aquela garota tem muito mais a perder do que você com esse casamento.
-Como assim? –questionei confuso por suas palavras.
-O que quero dizer é, o mundo pode ter evoluído em questões tecnológicas, mas a mente do homem continua tão arcaica quanto sempre foi e o machismo ainda é presente na sociedade, só que entre quatro paredes. Se esse casamento não der certo, ambos vão sofrer, mas você meu filho tem mais chances de seguir em frente do que ela, pois ela como mulher, vai ser sempre subjugada e pode ter certeza de que qualquer homem que ela venha a se casar no futuro, caso vocês não deem certo, jogará na cara dela esse casamento falho, entende?
-Eu te entendo pai, mas ela mesma me confessou que estava gostando de mim. –sentei-me ao seu lado. –Eu não sabia que os pais dela a estavam obrigando ao casamento, mas quando soube eu quis desistir de tudo e ela quem pediu para que eu não desistisse dela.
-Bom sendo assim... –o sorriso voltou aos lábios de meu pai. –Desejo toda a felicidade do mundo para você meu filho.
-Obrigada.
~*~
Não houve votos ou juras de amor. Não vi Bella se encaminhando a mim em vestida de noiva, apesar de estar igualmente linda em um vestido branco tomara que caia com uma fita azul da cor de minha gravata marcando sua cintura, com certeza aquilo era coisa de Alice. Mesmo não tendo todas as pompas de um casamento religioso, eu estava feliz, por que ali, assinando seu nome após o meu e tornando-se oficialmente minha, estava a minha Bella, com um doce sorriso nos lábios enquanto pousávamos para algumas fotos que nossas mães e Alice disparavam em nossa direção.
O jantar foi normal, todos estavam lá, meus pais e irmãos, meus sogros, Jasper, Rosalie e James, todos eles de testemunhas de minha felicidade junto com a minha menina, que pelo que eu observava estava radiante essa noite.
Eu estava encostado ao lado da janela, observando Bella conversando com nossa família quando James se aproximou.
-Tá oficialmente amarrado agora hein! –deu um soco brincalhão em meu ombro. –E qual é a sensação?
-A melhor. –ri da careta que meu amigo fez. –Cara eu não me lembro de quase nada de ontem à noite, dei algum vexame lá no bar?
-Não que eu tenha visto. –deu de ombros e soltou uma gargalhada. –Encontrei você jogado em um sofá dormindo e roncando, só faltava babar ai te levei pra casa e você ficou resmungando que era para eu te levar direto pro seu casamento.
-Bom poderia ser pior. –comentei envergonhado.
-Igual àquela vez na festa da fraternidade lembra, você bebeu tanto que subiu na mesa e começou a arrancar a roupa.
-Nem me lembre. –gemi ao me lembrar, no dia seguinte todo mundo tinha um vídeo de mim dançando só de cueca em uma mesa.
-Cara, bons tempo, a gente tocou o terror em Dartmouth. –ele saiu e me deixou rindo sozinho.
-Do que você ri tanto? –Bella veio até mim tímida, peguei em sua mão beijando sobre sua aliança.
-Como está senhora Cullen? –perguntei enquanto a puxava em meus braços sentindo seu calor.
-Bem e você senhor Cullen?
-Me sinto maravilhosamente bem. –colei meus lábios nos seus, sentindo a textura delicada de seus lábios no meu e então os flashes recomeçaram.
-Elas não vão nos dar sossego nenhum. –Bella gemeu afundando seu rosto em meu peito.
-Quer ir pra nossa casa? –perguntei com a boca colada em seu ouvido, sentindo-a estremecer em meus braços.
-Quero sim. –ela então me olhou e o que vi ali em seus olhos era desejo. Desejo por mim e aquilo me fez querer pegá-la em meu colo como um homem das cavernas e sair correndo com ela dali.
Narrado por Bella
A semana que antecedeu ao meu casamento foi uma correria completa e uma das coisas que tive que fazer foi ir ao médico ginecologista, nunca passei tanta vergonha em minha vida, como minha mãe não pode ir comigo então quem me acompanhou foi Alice, então eu aproveitei e fiz todas as perguntas necessárias, e pedi um anticoncepcional, já que me lembro de uma conversa com Edward em que ele havia dito que não usaríamos preservativos em nossas relações, o médico havia aconselhado que Edward fizesse um exame de rotina para checar se estava tudo bem com a saúde dele, mas Alice se adiantou dizendo que ele já havia feito e que estavam limpo.
Na noite anterior Alice e Rosalie vieram me embelezar e dormiram aqui em casa, em nossa ultima noite das garotas comigo solteira. Eu sabia que Edward havia saído com James para beber, mas eu me sentia inquieta durante toda a noite.
-Bella o que você tem? –Alice perguntou depois que me viu suspirar emburrada pela milésima vez, ela e Rose me encaravam preocupadas.
-Se eu falar uma coisa vocês prometem que não contam para o Edward? –perguntei e as duas afirmaram. –James, eu não gosto dele, ele não me passa um pingo de confiança.
-Eu achei o mesmo. –Alice disse fazendo uma careta. –Meu santo não bateu com o do cara, ele é... Falso demais. –finalizou com uma careta de nojo.
-Olha não posso falar muita coisa porque quase não o vi. –Rose disse. –Mas ele é empoladinho demais, certinho demais, correto demais e ninguém assim me parece ser boa pessoa. –com essa eu e Alice rimos, Rose não gostava de quase ninguém, isso é fato!
-Mas Bella me deixa te dar um conselho de amiga. –Alice fez uma cara etérea, como alguém que estivesse tenho uma visão. –Não confia nesse cara e muito menos aceite ele dentro da sua casa. E não fique perto dele sem que Edward esteja junto com você, você pode não ter percebido ainda, mas eu vi o jeito que ele olha para você.
-Claro que não, ele pode ser o melhor amigo de Edward, mas isso não significa que ele tenha que ser meu amigo também. –eu disse aturdida. –Mas o que você quis dizer com ‘o jeito que ele olha para mim’?
-Bella querida, ele te olha do jeito que meu irmão te olha, como se você fosse de comer. –senti meu rosto esquentar quando Alice disse isso. –Claro que Edward pode te olhar assim o quanto quiser, ele tem todo esse direito, mas esse James não tem esse direito Bella, fica esperta!
-Ok, não vou ficar perto dele Alice pode deixar. –respondi seriamente.
Alice saiu cedo para resolver algumas coisas e na noite anterior ela havia chegado com uma mala para mim, dizendo que era para que eu a levasse na lua de mel e que eu estava proibida de abri-la antes de estar sozinha com Edward, ela me fez prometer por tudo o que me era mais sagrado até, embora eu estivesse tentada a abrir e conferir o que aquela maluca havia colocado em minha mala, mas não o fiz mesmo estando com medo do conteúdo. Edward fez mistério sobre o destino da lua de mel e eu já estava achando que ele iria me levar para algum lugar isolado do mundo e me manter trancada ali, e quando o questionei sobre isso ele não negou.
O dia do casamento chegou e passou como um borrão e quando vi, Edward terminava de colocar minhas coisas na porta malas de seu carro e se sentava ao meu lado dentro do carro. Na despedida de nossa família, nossas mães choraram, meu pai ficou emburrado em um canto e tio Carlisle se despediu de nós, ele estava orgulhoso. Emmett fazendo gracinhas insinuando sobre nossa lua de mel e Alice implicando com a minha cara de ‘morta viva’, eu estava cansada poxa estava acordada desde as seis da manhã!
-Pronta amor? –Edward perguntou dando a partida no carro.
-Sim. –sorri para ele e ele dirigiu calmamente até a casa que ele havia comprado para nós.
Era a casa dos carvalhos! Eu não tinha visto a casa que ele havia escolhido e ele simplesmente escolheu aquela que havia me encantado.
-Gostou? –ele perguntou se inclinando em minha direção e beijando meu ombro desnudo e um calafrio correu por todo o meu corpo.
-Como você sabia? –me virei em sua direção vendo que o sorriso torto estava lá.
-Eu vi seus olhos brilhando quando viu essa casa e eu soube que seria essa a casa que eu iria querer passar o resto de minha vida com você.
Inclinei-me em sua direção, a intenção era ser um beijo rápido e simples, mas nada com Edward era simples, e um beijo sem muitas intenções acabou virando e melhor beijo de minha vida. Seus lábios eram quentes e exigentes contra os meus, sua língua disputava espaço dentro de minha boca, e sua mão em minha nuca trazia-me cada vez mais para perto dele. Durante essa ultima semana não tivemos intimidade alguma, trocávamos apenas alguns beijos, mas sempre aparecia alguém para nos interromper, geralmente Alice, e naquele beijo dentro de seu carro, matamos praticamente toda a saudade que sentíamos um do outro.
-Vem conhecer a nossa casa Bella. –ele se separou de mim ofegante e saiu do carro indo abrir a porta para mim.
Eu o esperava na porta de nossa nova casa, ele estava no carro pegando as malas. Depois de destrancar a porta ele de repente me pegou em seu colo.
-É o que manda a tradição. –ele deu de ombros entrando na casa.
Quando me firmei em meus pés comecei a admirar a casa. Na escada que levava para os cômodos de cima havia um caminho de velas, e eu podia sentir um leve perfume de lavanda na casa.
-Gostou? –Edward me abraçou por trás, apoiando o queixo em meu ombro, enviando-me calafrios por todo meu corpo.
-Ed nossa casa é linda, obrigada. –me virei para ele para beijá-lo.
Delicadamente Edward tocou seus lábios nos meus, segurando em meu rosto como se fosse à coisa mais delicada do mundo. Em algum ponto da troca de caricias a urgência tomou conta de nós dois e o beijo foi aprofundado para algo mais intenso. Nossas línguas se movendo uma contra a outra sensualmente, então Edward me segurou pela cintura me fazendo andar para trás até que senti a parede dura atrás de mim e gemi ao ser prensada por ele ali, suas mãos percorriam a lateral de meu corpo, levantando um pouco o vestido instintivamente ergui uma perna prendendo-a em volta de seu quadril, quando senti a excitação de Edward tocando em mim gemi com o contato, Edward gemeu alto quando se apertou mais em meu corpo e então se afastou.
–Me desculpe eu... –ele tentou se afastar.
–Não pare. –o puxei de volta para o beijo e senti que Edward me guiava para algum lugar, quando senti o degrau da escada bater em minha canela. –Aí. –gemi, agora, de dor e então Edward me olhou preocupado.
–Se machucou?
–Não. –eu disse sorrindo. –Sou desastrada lembra? –ele sorriu e então voltou a me beijar e subimos as escadas, muito lentamente, sem desgrudar nossos lábios por nada no mundo.
Quando entramos em nosso quarto nos separamos para respirar. As janelas estavam abertas e a luz do luar preenchendo o cômodo e iluminando mais a cama do que em qualquer outro lugar do quarto, parecia que o luar havia sido programado para se concentrar ali, no local que um casal de apaixonados se amaria pela primeira vez, havia mais algumas velas e pétalas de rosa espalhadas pelo chão e sobre a colcha da cama também. Edward estava parado me olhando apenas.
–O que foi? –perguntei.
-Você é tão linda sabia? –ele levou sua mão até a pele sensível de meu pescoço, descendo as caricias em meu busto.
Gemi quando ele apertou-me corpo contra o seu mais uma vez, apertando meu bumbum em suas mãos fortes, dei um pulinho em seu colo, entrelaçando minhas pernas em sua cintura.
-Dessa vez... –puxei seu cabelo, inclinando sua cabeça um pouco para trás para que ele pudesse me olhar, seu olhar era quente contra o meu e aquilo me excitou ainda mais. –Ninguém vai nos interromper.
-Não. –e voltou a atacar a pele de meu pescoço, dando um chupão ali que eu sabia que ficaria marca, mas naquele momento não me importei com aquilo, à única coisa que importava era nós dois ali e o que dividiríamos um com o outro ali, naquela cama, naquela noite ele me faria sua mulher e seriamos um só.
Tirei o terno cinza que ele vestia jogando-o no chão, desfiz o nó de sua gravata e comecei a desabotoar sua camisa, embora minhas mãos tremessem e Edward tentasse me distrair com seus lábios na pele de meu pescoço, mantive o meu foco de tirar sua roupa e em pouco tempo à camisa e a gravata levaram o mesmo destino de seu terno. Edward então, com a ajuda de seus pés tirou seus sapatos e puxou as meias, jogando-as em qualquer lugar do nosso quarto. A única peça de roupa era sua calça e eu me preparava para tirá-la quando o ele me virou de costas para ele.
Suas mãos delicadamente colocaram meu cabelo para o lado, e inclinei meu pescoço para o lado, lhe dando maior acesso a minha pele. Senti o zíper de meu vestido descendo, afrouxei meus braços e senti a peça de roupa deslizar pelo meu corpo, fazendo um montinho aos meus pés, Edward então me virou de frente para ele e se ajoelhou, pegando uma perna minha e colocou meu pé em seu ombro e começou abrir a sandália de tiras, depositando beijinhos em minha panturrilha, fazendo com que minha pele queimasse ainda mais por ele, repetiu o processo na outra perna, mas seus beijos foram subindo pela minha perna, e ele deixou beijos molhados no interior de minha coxa e eu gemi com o contato tão próximo com a minha intimidade. Nós já havíamos tido certa intimidade antes, mas tudo era tão novo agora que estávamos casados.
-Você é linda senhora Cullen. –ele se levantou e tomou certa distancia de mim, fazendo com que eu sentisse a falta de seu corpo perto do meu.
-Volta aqui. –fui em sua direção, mas com um sorriso ele se afastou novamente.
-Estou admirando a vista. –não tinha nada demais para ele admirar em mim, eu vestia um simples conjunto de renda branca, mas mesmo assim ele parecia encantado com o que via em mim.
-Edward. –gemi frustrada por ele se manter afastado por muito tempo e vi seu sorriso se alargar ainda mais.
-O que você quer amor? –ele perguntou vindo em minha direção lentamente, quase em câmera lenta.
-Por favor. –gemi quando suas mãos tocaram minha cintura.
-É só dizer o que você quer que eu faça neném, que eu faço. –ele disse com a boca roçando meu pescoço.
-Você. –respondi simplesmente.
-Seu desejo é uma ordem senhora Cullen. –então rapidamente ele me pegou no colo, me jogando em nossa cama, fazendo com que eu risse de sua atitude de homem das cavernas. –Quis fazer isso à noite toda. –ele disse antes de me beijar.
Suas mãos estavam por todos os lugares, tocando partes de meu corpo que eu nem sabia ser possível sentir prazer. Delicadamente ele foi retirando meu sutiã, beijando cada pedaço de pele que era descoberto. Quando seus lábios tocaram meu seio descoberto, automaticamente inclinei meu corpo para lhe dar maior acesso a aquela parte sensível de mim que clamava por mais de seu toque e ele, literalmente, como uma criancinha faminta, me ‘mamava’, em pouco tempo meu sutiã fazia companhia ao resto de roupas no chão.
-Você está muito vestido. –resmunguei abaixo de seu corpo, Edward então apoiou as duas mãos na cama ao lado de minha cabeça, me dando acesso livre ao seu corpo.
Deslizando minhas mãos desde seus ombros e peitoral, parei-as no cós de sua calça, sentindo que ele prendia a respiração comecei a desafivelar o sinto, abrindo a braguilha junto com o zíper, e deslizando minhas mãos para dentro de suas calças, onde fiz uma coisa que sempre tive vontade, apertei seu bumbum e ele ergueu uma sobrancelha me encarando divertido.
-Sempre quis fazer isso. –dei de ombros, não tirando minhas mãos dali.
-Você pode me tocar sempre que quiser neném. –ele deu seu melhor sorriso torto e entendi muito bem o duplo sentido de suas palavras.
Lentamente, com a sua ajuda fui retirando sua calça, junto com a cueca boxer, jogando suas roupas junto ao monte de roupas que já estavam no chão. Em pouco tempo ele estava acima de mim, completamente nu, e a única peça de roupa que nos separava era minha calcinha, Edward então a deslizou por minhas pernas a peça, me deixando totalmente nua para ele, abrindo com seus joelhos minhas pernas e ficando entre elas. Minha respiração estava ofegante, diante a expectativa do que estava para acontecer.
-Tão minha. –ele disse com a voz rouca, descendo uma mão desde o meu seio até minha entrada que clamava por seu toque, com a outra mão ele se mantinha apoiado na cama, com seu corpo inclinado sobre o meu. –Tão molhada neném, isso tudo é pra mim? –ele tinha um pequeno sorriso safado no rosto, enquanto deslizava um dedo em minha entrada que pulsava por seu toque.
-Sim, só pra você. –eu disse entre um gemido, já que ele começou a movimentar seus dedos em minha intimidade.
-Vai doer um pouco. –ele disse quando posicionou seu membro duro em minha entrada, deslizando-o lentamente em minha carne, sem retirar os dedos de minha intimidade, mandando ondas de prazer por meu corpo. –Abra seus olhos linda. –ele pediu, eu nem havia percebido que fechei os olhos.
Senti uma fisgada dentro de mim e gemi de dor, Edward então intensificou os movimentos de seus dedos, enterrando-se por completo em meu corpo.
-Você está bem? –ele perguntou, a mão antes em minha intimidade puxou minha perna para cima, colocando-a envolta de seu quadril, fiz o mesmo com a outra perna, e aquilo fez com que ele se afundasse mais em meu corpo, a dor já havia sumido e deu lugar a um prazer que nunca senti antes.
-Edward, por favor... –implorei que ele se movimentasse, mas ele ainda ficou parado, então percebendo que ele queria que eu tomasse a iniciativa, comecei a empurrar meu quadril de encontro ao seu.
-Porra. –ele gemeu antes de começar a encontrar seu quadril com o meu.
Nunca imaginei que tanto prazer assim era possível, Edward já havia me feito ver estrelas antes, com sua boca e dedos, mas nada tão sublime quanto o que eu sentia agora. Era impossível saber onde começava meu corpo e terminava o dele, minhas mãos arranhavam suas costas pedindo para que ele fosse mais forte.
-Goza pra mim neném. –ele disse entre um gemido abafado, sua boca lambendo meus seios enquanto eu jogava minha cabeça para trás me entregando ao orgasmo mais intenso que já senti gemendo seu nome, apertando-me envolta de seu corpo enquanto seu membro entrava e saia de dentro de mim com força, entregando que ele também chegava ao máximo de seu prazer, logo senti seu liquido quente me invadindo e gemi com a sensação de ser completamente preenchida por ele.
-Você é perfeito. –gemi quando ele girou seu corpo, ainda nos mantendo conectados, deixando-me caída em cima de seu corpo, completamente mole e sem reação.
-Nós somos perfeitos juntos neném. –ele disse enquanto puxava o lençol por cima de nós e acariciava minhas costas. –Agora dorme um pouco, você deve estar cansada.
Eu não sabia que estava tão cansada até que ele dissesse. Ainda sentindo seu membro dentro de mim, totalmente preenchida por ele, senti seus braços se apertando a minha volta enquanto eu me entregava ao mundo dos sonhos.
Notas finais
Leitoras fantasmas saiam do além deixem seus comentarios e recomendações, não dói e não cai o dedo dedicar 1 munuto de seu tempo para isso, mas incentiva e anima a autora que vos fala! *------------------*
Bjus e até a próxima segunda-feira com a continuação perfeita da lua de mel deles!
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