Notas iniciais
Gente quero agradecer a Kamila Barbosa (mila_baby) por aguentar meus 'xiliques' e 'crises existenciais' saibamq ue sem ela o capitulo hot do capitulo anterior não sairia... e ela me incentivou com esse capitulo... Obrigada amiga por me aguentar *---------------*

Agora vamos ao capitulo e leiam as notinhas por favor!

Capítulo 19

Narrado por Edward

Chegando ao consultório reparei na garota de cabelos ruivos e cacheados, sentada atrás da mesa junto com a Leah, meu pai que estava ao meu lado se apressou em nos apresentar.

–Edward sua mãe nos indicou Victória para substituir Leah, ela é prima de Tânia Denali, a corretora que os ajudou e escolher sua casa.

–Caramba a mãe é bem rápida hein! –brinquei. –Prazer Victória. –lhe estendi a mão. –Seja muito bem vinda, espero que goste de trabalhar conosco.

–O prazer é meu dr. Cullen. –ela sorriu amavelmente. –Obrigado pela oportunidade.

–Imagina Victória, é sempre bom ajudar quem gosta e quer trabalhar. –meu pai sorriu. –Bom, a Leah vai te ensinar tudo o que você precisa, qualquer duvida pergunte a ela tudo bem.

–Tudo sim, mais uma vez obrigada. –notei que Leah encarava a garota com os olhos em fendas, desconfiada, mas acho que aquilo devia ser ciúme porque Victória estaria em seu lugar depois de todo esse tempo que ela trabalhou aqui, nada demais.

Eu queria ligar para Bella, ouvir sua voz, mas seu celular havia quebrado e até onde sei, ela não havia arrumado outro ainda, então o jeito era esperar até mais tarde para poder vê-la. Antes do almoço recebi a ligação de meu amigo James.

–Edward meu camarada, eu chego ai na quinta-feira. –ele disse animado. –Então espero que você seja educado e vá me buscar no aeroporto de Port. Angeles.

–Tudo bem seu folgado que horas seu voo chega?

–Às 17 horas e não se atrase. –ele desligou antes que eu pudesse lhe dar uma resposta à altura. Filho da mãe!

James e eu nos conhecemos em meu primeiro ano de faculdade, e nos tornamos amigos desde então. Durante os quatro anos seguintes, sempre íamos juntos as festas da faculdade e ajudávamos um ao outro nas conquistas, e como fazíamos o mesmo curso e praticamente estávamos em todas as aulas juntos sempre fazíamos os trabalhos em grupo juntos, apesar de ele ser um fanfarrão por natureza e não levar quase nada muito a sério ele sempre foi muito dedicado nas aulas e se formou sem segundo lugar como melhor aluno, pois o primeiro da turma foi eu, as vezes ele era meio competitivo e não gostou muito em ser o segundo, mas competitividade era uma qualidade que eu admirava em meu amigo, pois quando ele queria muito uma coisa ele não descansava até consegui-la, e ninguém era nada nesse mundo sem ter um pouco de ambição. James foi muito mais do que um amigo para mim durante todo esse tempo, ele foi um irmão e eu estava feliz por ele vir para cá em meu casamento.

Meu pai já havia me informado de que em breve ele iria se aposentar, para poder curtir sua ‘velhice’, como ele mesmo dizia, com a minha mãe viajando para os lugares que a dona Esme sempre sonhou em conhecer, antes que viessem seus netos, pois eles queriam se dedicar aos seus netos mimando-os e estragando-os, palavras do próprio Carlisle Cullen. Então, nós precisaríamos de alguém para substitui-lo aqui no consultório, e era ai que James entrava, eu iria lhe oferecer sociedade aqui no consultório e ele poderia vir trabalhar conosco. Ele ainda não sabia de nada, para ele, ele viria aqui apenas para estar presente em meu casamento, ele nem sonhava com a proposta que eu lhe faria. E como em breve meu pai se aposentaria, sai do hospital, pronto para assumir maiores responsabilidades no consultório da família, pois também eu não teria como manter um casamento trabalhando 24 horas por dia, ainda bem que eu não havia sido efetivado no hospital assim eles não ficariam com nenhum buraco na equipe pediátrica.

–Dr. Cullen. –Victória apareceu em minha porta. –A mãe da paciente das 16 horas ligou cancelando a consulta, você está com tempo livre na agenda, ligo para transferir a próxima paciente ou não? –ela perguntou prestativa.

Reparei melhor na garota. Ela deveria estar na casa dos 20 anos, seus cabelos eram muito vermelhos e estavam soltos em longos cachos até o meio de suas costas. Ela era bonita até, mas nada que se comparasse a minha menina.

–Pode transferir o paciente Victória. –eu disse em meu tom profissional, o mesmo com que sempre me dirigia a Leah.

–Tudo bem. –ela disse indo até a porta. –Ah, pode me chamar de Vic se preferir.

–Tudo bem. –foi só o que eu disse, pode parecer implicância de minha parte por estar acostumado ao jeito sério de Leah, mas não gostei dessa intimidade que Victória mostrou em seu primeiro dia de trabalho aqui conosco, mas resolvi deixar pra lá, afinal ela só estava querendo ser simpática.

Enquanto eu esperava o próximo paciente, meu telefone começou a tocar.

–Edward Cullen. –atendi.

–Edward, aqui é Charlie como vai? –meu futuro sogro perguntou, estranhei sua ligação, será que havia acontecido alguma coisa com minha Bella?

–Estou bem. –respondi. –Aconteceu alguma coisa com a Bella? –perguntei preocupado.

–Não meu rapaz. –Charlie riu de minha preocupação. –Será que poderíamos conversar hoje? Vamos aproveitar que Renée e Bella estrão fora e venha tomar uma bebida comigo.

–Tudo bem Charlie, vou sair mais cedo hoje, então passo ai às 17h30min tudo bem?

–Pode ser, vou te esperar então.

O que será que Charlie tanto queria conversar comigo? Afinal, depois que pedi a mão de Bella em casamento nunca mais conversamos. Será que ele havia mudado de ideia e não mais autorizaria meu casamento com sua filha? Mil e uma coisas passaram por minha mente, pois sempre que alguém dizia ‘será que poderíamos conversar’, coisa boa não é e então repassei os ultimo dias em minha cabeça, procurando em minha memória o que eu poderia ter feito de errado.

Atendi outro paciente com catapora, ao que parece o surto de catapora na cidade estava controlado, mas não erradicado, sem esquecer a breve conversa que tive com Charlie, eu estava ansioso com o conteúdo da tal conversa. Então na hora marcada eu estava em frente à casa dos Swan e Charlie me recebia em sua casa.

–Edward eu te chamei aqui para resolvermos os pormenores do casamento. –Charlie me entregou uma pasta. –Aí está o acordo pré-nupcial de comunhão parcial de bens, tudo o que vocês dois adquirirem depois do casamento será dividido em partes iguais caso o casamento não dê certo, mas todos os bens que Bella herdar de nossa família será de exclusividade dela.

Como homem, senti meu orgulho ferido por estar sendo colocado nessa situação, mas eu sabia que como pai Charlie se preocupava com sua filha, mesmo não demonstrando muito isso, e que ele estava cuidando do bem estar de Bella, mesmo depois que ela se casasse e passasse a ser minha responsabilidade.

–E também você vai encontrar um contrato, que eu e você assinaremos, pois fizemos um trato antes de eu concordar com este casamento se lembra?

–Claro que me lembro se não lhe dermos um neto no primeiro ano o casamento será anulado. –eu disse me lembrando do episódio em que fui até Charlie e Renée pedir Bella em casamento e depois a saída tempestiva de Bella da casa, revoltada, gritando com Deus e o mundo.

Lembrando-me do começo de tudo começo a reparar no quanto minha menina mudou em tão pouco tempo em relação a sua opinião sobre o casamento. De rebelde a gatinha manhosa. Ri com meu pensamento e me voltei para a conversa.

–Lembre-se esse contrato e o acordo pré-nupcial foi feito visando o bem de minha filha que fique claro, se você tiver algo que queira adicionar, peço ao meu advogado para alterar o contrato e amanhã já o tenho pronto e em mãos.

No contrato havia tudo o que eu já sabia e que Charlie havia dito se Bella não engravidasse de um filho meu no prazo de um ano, o casamento seria anulado e todo o dinheiro ou bem que conquistarmos depois do casamento será dividido em partes iguais. Mas acontece que se Bella e eu por ventura viéssemos a nos separar eu não iria querer nada, então eles poderiam ficar com todo o dinheiro e bens que quisessem, pois eu não saberia como usufruir de nada sem Bella ao meu lado. Assinei o contrato na linha designada a mim e observei Charlie assinar como tutor legal de Bella, pois ela ainda era menor de idade.

–Bom, amanhã levarei ao cartório parar reconhecer firma. –ele guardou a pasta com cuidado em uma gaveta em sua mesa. –Agora vamos assistir ao jogo, Yankes contra os Lions. –Charlie sorriu e o segui em direção a sala.

Ele foi até a cozinha e voltou com duas garrafas de cerveja e me ofereceu uma. Charlie era um torcedor assíduo dos Yankes, ele gritava quando erravam um passe, xingava pior do que um caminhoneiro quando o outro time marcava um ponto. Eu não conhecia esse lado de meu futuro sogro e estava cada vez mais impressionado.

Mas impressionado mesmo eu fiquei quando quase no fim do jogo ouvi barulhos de risos e olhando em direção à porta observei Renée, Bella e Alice entrando na casa e rindo de alguma piada particular delas e cheias de sacolas de lojas. Os olhos de minha menina brilhavam e nunca a vi tão linda antes.

–Essa saída só de garotas rendeu hein. –Charlie brincou ao observar a quantidade de sacolas que elas carregavam e eu o acompanhei rindo de sua piada, quando meu olhar encontrou o de Bella.

–Edward o que faz aqui? –ela veio até mim e espontaneamente me deu um selinho, sorri internamente, sem ela nem ao menos perceber eu já a havia conquistado, eu só precisava ouvir de sua boca o que eu já tinha certeza, mas eu esperaria pelo seu tempo.

–Assistindo o jogo com seu pai. –ela estreitou os olhos e pegou um punhado de amendoim que havia em uma vasilha no centro da mesa.

–Então que tá ganhando? –ela se jogou ao meu lado no sofá.

–Os Yankes claro! –Charlie disse.

–Bellinha vem vamos guardar suas compras, anda! –Alice veio puxando Bella de meu lado.

–Se eu der um sumiço em Alice será que a tia Esme vai ficar muito brava? –ela sussurrou pra mim.

–Eu te encubro. –sussurrei de volta.

–Ai, deixem de ser tão chatos vem Bella! –e então revirando os olhos Bella subiu as escadas com sua mãe e Alice.

–Ela já gosta de você rapaz. –Charlie disse depois de um minuto em silencio assistindo ao jogo.

–Eu sei e você sabe o que sinto por ela. –respondi.

–Espero que você faça por merecer o coração de minha menina, porque se ela sofrer por sua causa eu mesmo faço questão de acabar com sua vida. –pais super protetores metiam medo, mas pais que ameaçavam metiam mais medo ainda.

Mas Charlie não precisava se preocupar com isso. Eu dedicaria cada dia de minha vida em fazer Bella feliz. Eu sabia que nem tudo seriam flores, afinal nós dois somos humanos e erramos, e nada é perfeito nesse mundo, mas acima de tudo eu esperava conquistar a cumplicidade de Bella e juntos, seriamos, eu e ela contra o mundo, enfrentando os desafios que viriam pela frente.

Narrado por Bella

Eu só queria que as aulas acabassem logo, não aguentava mais os olhares e muito menos os cochichos pelos corredores e as risadinhas de Jéssica e Lauren na aula de biologia, nunca fui do tipo agressiva e que saia distribuindo socos e tapas involuntariamente por ai, mas nesse momento tudo o que eu mais queria era sentar a mão na cara de Jessica e sua comparsa. E durante o período em que estive na escola naquela terça-feira descobri que contar até dez NÃO funciona! É tudo papo furado.

As fofocas se deviam ao fato de alguém ter espalhado pela escola que eu estava noiva de Edward Cullen e que mesmo assim eu havia aceitado sair com Jacob no sábado, então agora eu era a nova vadia da escola. Nem é preciso investigar muito para saber quem espalhou essa fofoca toda, pois todo mundo sabia que foi Jacob, eu só não sabia como ele descobriu isso, seu pai devia ter algo a ver, e as fofocas eram muito agressivas ainda mais por Jacob estar com o orgulho ferido por ter dado um belo bolo nele no dia do encontro, ele fez questão de ser bem cruel ao espalhar para a escola toda sobre meu noivado. Porque ele me odiava tanto a ponto de fazer essas cosias comigo? O que eu fiz para ele? Tá certo, se o pai dele queria atingir o meu na politica, não era para eles tentarem sujar a imagem do meu pai, ao contrario de tentar sujar a minha?

Dei graças a Deus quando a ultima aula acabou. Esperei Alice para que fossemos embora juntas e fomos até a minha casa para encontrar minha mãe e de lá irmos até Port Angeles comprar meu vestido para o casamento que seria na semana que vem.

No fim das contas meu dia havia sido bem divertido. Eu não sabia que minha mãe podia rir tanto. Eu estava gostando dessa nova fase com a minha família. O vestido era simples e Alice havia dito que Edward iria gostar, eu esperava que sim. E como Alice era uma criatura impossível, enquanto ainda estávamos no shopping ela nos fez entrar em uma loja de lingeries sexys.

–Alice de jeito nenhum. –balancei a cabeça negativamente enquanto ela jogava em minha sacola um conjunto de calcinha, sutiã e cinta-liga azul turquesa.

–Para de ser boba e fica quieta que eu sei o que estou fazendo. –meia hora depois eu tinha uma sacola cheia de roupas intimas das mais diversas cores e minúsculas, não serviriam para esconder nada, e pela cara de Alice esconder não era a intenção dessas peças.

–Só não sei qual é o problema com as calcinhas que já tenho. –resmunguei enquanto minha mãe pagava a compra que saiu num valor exorbitante.

–Bella, você vai ser uma mulher casada, você tem que agradar seu marido, deixa de ser jeca! –depois dessa eu me calei e só observei.

Ainda entramos em várias lojas de roupas e sapatos, minha mãe e Alice pareciam estar naquele filme Delírios de Consumo de Becky Bloom, e gastavam descontroladamente em cada loja que viam. Tenho certeza que meu pai não gostaria nada de ver a fatura do cartão no fim do mês.

–Tenho que comprar um celular novo. –foi à única coisa, além do vestido, que eu queria realmente comprar.

Sai da loja de celulares com um modelo simples, pois já que celular para mim era só para entrar em contato com as pessoas, o aparelho não precisava ser daqueles cheios de frescuras.

Ao chegarmos em minha casa fiquei surpresa com a visita de Edward, que assistia o jogo de futebol americano com meu pai e o quão estranha era aquela situação.

O resto a semana passou sem muito acontecimentos históricos. E já era sexta feira e faltavam cinco minutos para a última aula acabar. Eu passaria no consultório para ficar com Edward pelo resto da tarde e depois iriamos para sua casa para festa do pijama com Alice, onde seriamos separados.

Eu ainda não havia tido a oportunidade de abordar Edward e lhe contar sobre a conversa que tive com meus pais na segunda-feira a noite, onde eles haviam revelado o real motivo dele ter me pedido em casamento e eu esperava que fosse hoje. Então praticamente sai voando da sala de aula quando o alarme de fim de aula tocou e corri para o meu carro. Em menos de dez minutos eu já estava no consultório.

Estranhei quando entrei e vi duas garotas na recepção. Leah como de costume e uma garota de cabelos ruivos do lado dela, olhando para o computador enquanto Leah lhe falava alguma coisa.

–Oi Leah, o Edward tá ocupado? –cumprimentei.

–Ele esta com um paciente, mas daqui a pouco ele já estará livre, pode esperar aqui mesmo.

–Ah ok então. –sorri timidamente me virando para me sentar em uma das cadeiras da sala de espera.

–Você é noiva do dr. Cullen? –a ruiva, que estava ao lado de Leah ficou me encarando enquanto perguntava.

–Sou sim e você quem é? –perguntei curiosa.

–Sou a Victória, vou ficar no lugar de Leah quando ela for para a faculdade.

–Ah o Edward comentou mesmo comigo, parabéns Leah.

–Obrigado. –ela disse, mas vi que ela encarava Victória com olhos em fenda, não entendi o motivo à garota aprecia ser tão simpática.

–Você é tão novinha, porque vai ser casar tão cedo? –percebi Victória encarar minha barriga, como se procurasse uma gravidez evidente ali.

–Não é o que você imagina, não estou gravida. –sorri tentando ser simpática também, mas não gostando nem um pouco da intromissão da garota sem nem ao menos me conhecer direito.

–Oi gata. –um homem alto e loiro se sentou ao meu lado, me retrai um pouco totalmente desconfortável com sua presença.

–Olá senhor. –eu disse educadamente o rapaz riu alto chamando a atenção de Leah que o encarou zangada.

–O senhor Cullen está com uma paciente, por favor, não faça barulho senhor Carter. –Lea lhe chamou a atenção.

–Eu já disse que pode me chamar de James, docinho. –ele sorriu para Leah que fechou mais ainda a cara para ele. –A propósito linda, sou James Carter e você? –ele me estendeu sua mão, mas prontamente o ignorei, não gostando de sua aproximação, não lhe dei intimidade para tal coisa.

–Isabella Swan. –eu disse observando que sua mão retraiu e que seu sorriso largo, estilo Colgate, havia sumido.

–Ela é a noiva do dr. Cullen, James. –Victória disse se intrometendo, sério eu já estava mudando a imagem de simpática que tive dela, substituindo-a para uma imagem de fofoqueira.

–Dá pra ver porque meu amigo se encantou por ela. –James sussurrou baixinho e então tive um estalo em minha mente.

–Você é o amigo de faculdade dele né? –perguntei.

–Sim, ele já havia lhe falado de mim?

–Ele comentou que você viria para o nosso casamento, não imaginei que chegaria tão cedo.

Nesse momento a porta da sala de Edward se abriu e ele acompanhou os pacientes até a mesa de onde Leah e Victória estavam, era um casal de gêmeos lindinhos e loirinhos e cada um trazia um pirulito em mãos e mais uma vez observei encantada Edward interagindo com crianças.

–Oi linda. –ele veio até mim depois de se despedir das duas crianças e da mãe deles.

–Oi. –sorri timidamente abraçando-o e aproveitando para sentir seu perfume.

–Como foi seu dia? –ele perguntou.

–Normal. –dei de ombros.

–Normal nada ela acabou de me conhecer. –James gargalhou e Edward o acompanhou.

–Bom vejo que não preciso fazer as apresentações então. –Edward sorriu. –Mas o que veio fazer aqui James, a gente não combinou nada.

–Não vim te ver seu lesado. –ele sorriu em direção à mesa onde estava Victória e percebi que ela corava.

–Não tem desconfiometro mesmo. –Edward resmungou. –Então fica aí, Leah qualquer coisa me avise tudo bem. –e ele me arrastou até sua sala.

–Legal a nova secretária. –eu disse baixinho.

–Ela é bem diferente da Leah, só espero que ela não se envolva com James.

–Por quê?

–Bom, eu vou oferecer sociedade para ele aqui no consultório, não seria nada profissional os dois se envolvendo. –ele comentou enquanto eu me acomodava em seu colo.

–Então... –eu não sabia muito bem como abordar o assunto, então resolvi ser sincera. –Conversei com meus pais segunda-feira a noite.

–Sobre o que neném? –ele perguntou com a voz abafada em meu pescoço.

–Eles me falaram o porquê de você ter me pedido em casamento. –nesse momento seu rosto saiu de meu pescoço e ele me encarou seriamente.

–E o que eles disseram?

–Que você quis se casar comigo por estar apaixonado por mim.

–E você algum dia duvidou disso anjo? –ele colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha.

–Na verdade duvidei sim. –dei de ombros. –Afinal o que você pensaria se eu aparecesse em sua casa te pedindo em casamento e o obrigando a se casar comigo?

–Que eu era um puta de um cara sortudo! –ele sorriu torto.

–Besta. –eu disse.

–Mas eu não te obriguei a casar comigo, eu dei a opção de você não aceitar.

–Mas meus pais não me deram essa opção.

–Então você não aceitou porque quis?

–Não. –respondi sinceramente e vi seu olhar magoado. –Me deixa explicar. –então lhe contei a história toda de minha irmã gêmea que nunca soube de sua existência até dias atrás, sobre o trauma que isso causou em meus pais e do motivo deles serem frios comigo durante todo esse tempo e o porquê de terem me obrigado a me casar com ele.

–Não posso aceitar que você se case comigo por obrigação. –seu tom de voz era frio e eu senti meu coração gelar com aquilo.

–Você vai desistir de mim logo agora que estou começando a gostar de você? –agora era a minha vez de me sentir magoada.

–Bella olha pra mim. –ele virou meu rosto para que eu pudesse olhar em seus olhos. –Você quer se casar comigo?

–Sim. –sussurrei antes de abraça-lo e esconder meu rosto em seu pescoço, sentindo seus braços me apertarem em torno dele.


Segui o carro de Edward até sua casa, minhas coisas já estavam todas no banco de trás. Fiquei sabendo que James estava passando um tempo, até o casamento, na casa dos Cullen. Não sei por que, mas eu me sentia desconfortável na presença dele, talvez seja pelo jeito atirado dele, ou porque eu não o conhecesse bem. Então eu lhe daria uma segunda chance, podia ser só implicância minha no fim das contas.


O jantar foi uma piada. Alice, uma baixinha enfezada encarou feio o amigo de Edward o tempo todo, e eu sabia que se uma pessoa fosse digna daquele olhar vindo de Alice, era porque boa pessoa não era, pois Alice geralmente gostava de todo mundo. Mas o foco principal das conversas e brincadeiras estavam em James, que contou todos os podres de Edward na época da faculdade, deixando-o envergonhado com algumas coisas que ele falava, e me deixando secretamente com ciúmes, pois pelo que o amigo dele deixou parecer à lista de mulheres que já passaram na cama de Edward era bem extensa. Mas eu não deveria me importar, deveria? Afinal isso tudo foi antes dele me conhecer.

Depois do jantar o pessoal foi para a sala conversar, enquanto Alice, Rose e eu subíamos para a ‘festa do pijama’ que se resumia em fazer fofoca, Alice pintar as unhas do meu pé de vermelho sangue, enquanto Rose fazia tranças no cabelo dela.

–Então... –Alice ficou vermelha de repente. –Bellinha o Edward me contou que você mudou de ideia sobre a lua de mel.

–Sim. –eu disse também ficando envergonhada.

–E o que te fez mudar de ideia? –Rose perguntou toda empolgada em seu lugar.

–É que o Edward é bem carinhoso sabe e eu estou começando a gostar dele.

–Ai minha amiga esta apaixonada! –Alice suspirou sonhadora.

–Minha amiga esta transando. –Rose deu uma gargalhada, e eu senti todo meu sangue se concentrando em meu rosto.

–Rose!

–Você não negou. –ela apontou o pente em minha direção.

–A gente não esta transando. –respondi encabulada.

–Nem vem Bella, domingo você o Edward sumirão o domingo todo e segunda ficaram trancados no quarto por um bom tempo. –Alice disse com uma risadinha silenciosa e eu a fuzilei com os olhos.

–Bom se você não tivesse aparecido bem na hora, Edward e eu podíamos muito bem ter transado! –cruzei os braços, chateada.

–Ai meu Deus, eu interrompi bem na hora H?

–Te odeio por isso. –eu disse, mas não consegui segurar por muito tempo, nós três começamos a gargalhar como loucas e se alguém passasse pelo corredor naquele momento iria achar que estávamos loucas. –Vou sentir falta disso sabia. –eu disse quando me recuperei do riso.

–Do que? –Rose perguntou.

–De passar um tempo assim com vocês.

–Mas quem disse que nós não vamos mais nos ver, tá que você vai ter coisa melhor pra fazer depois de casada, mas isso não quer dizer que vamos deixar de ser amigas. –Alice disse.

–Confessa Bella. –Rose disse sorrindo. –Você ama a gente.

–Amo mesmo suas bocós! –ri da cara dela e no minuto seguinte, demos iniciamos a famosa guerra de travesseiros.

–Borrou todo seu esmalte Bella, vou ter que começar tudo de novo! –Alice resmungou quando estávamos jogadas no chão recuperando o folego, ergui meus pés para cima e resmunguei ao ver que ela falava a verdade.

–Droga!


Eu não sabia que horas eram, mas rolei pela cama o tempo todo sem conseguir dormir. Ali estava muito quente e eu estava me sentindo sufocada. Resolvi descer para tomar uma agua e um pouco de ar.


–Sem sono? –uma voz atrás de mim disse enquanto eu pegava agua na geladeira.

–Meu Deus James, que susto! –coloquei a mão no peito tentando recuperar meu folego.

–Desculpa gatinha. –ele se aproximou e dei dois paços para trás. –Tá calor né? –ele pegou o copo de minha mãO e começou a beber de minha agua, me deixando totalmente sem jeito.

–É. -respondi encabulada. –Boa noite. –eu disse e sai rapidamente dali.

Corri as escadas acima em direção ao quarto de Alice, mas quando cheguei ali segui em frente e fui até o quarto de Edward, a porta estava destrancada e resolvi entrar. Lá estava ele, encolhido abraçando seu travesseiro ressonando todo lindo dormindo, com uma expressão calma, parecendo um anjo.

–Edward. –chamei baixinho, cutucando-o no ombro.

–Que foi? –ele abriu os olhos me encarando confuso.

–Posso dormir com você? –vi um sorriso se abrir minimamente em seus lábios e ele ergueu seu lençol, indicando que era para eu me juntar a ele.

–Boa noite neném. –ele sussurrou e novamente já estava no mundo dos sonhos, com os braços quentes me apertando de encontro a ele.

–Boa noite Ed. –me acomodei melhor em seus braços e peguei no sono rapidamente.

Notas finais
UFA! Capitulo enormeeeeeeeee 11 páginas do word O.o

Vocês gostaram? O que acharam desse capitulo e o que esperam daqui pra frente da fic?

Comentário? Recomendações?

Bom, ótima semana para vcs pessoal *----------------*

//////////////////////////////////////////////////////////////////LEIAM MINHA NOVA FANFIC COM A ANA PAULA CARGA EXPLOSIVA!

http://fanfiction.com.br/historia/344377/Carga_Explosiva/

SINOPSE:Edward Cullen é filho de um importante magnata do petróleo, mas contrariando todas as expectativas do pai que sonhava que o filho assumisse os negócios da família, decidiu cursar medicina, seu pai então o deixa a mercê da própria sorte. Tendo que aprender a se virar sozinho, Edward começa a correr em raxas de carro para ter o próprio dinheiro.

Conhece então, Isabella, uma garota de espirito livre, que parece curtir cada dia de sua vida como se fosse o ultimo, e com uma lista de coisas que gostaria de realizar antes de morrer. Isabella, meche com seus sentidos, provoca-o e é a criatura mais sensual que Edward já conheceu na vida.

Contrariando a tudo e a todos, ambos se entregam a uma paixão que mais parece uma carga explosiva de sentimentos. Mas Isabella tem um segredo, o motivo pelo qual ela se afastou de seus familiares, que pode ou destruir a relação de ambos, ou fortifica-la ainda mais.