Casamento Arranjado
18 Capítulo 18
Notas iniciais
4 meses de Casamento Arranjado *--------------------*
nos vemos lá na notinha!
Capítulo 18
Narrado por Edward
Subi as escadas pisando duro. Eu ainda estava chateado por Bella ter dito que eu estava velho. Eu tinha só 24 anos e podia facilmente passar por um cara de 21 anos, pois eu cuidava da muito bem da minha saúde e do meu corpo praticando exercícios físicos, a nossa diferença de idade não era tanta, era de sete anos e sinceramente, eu já havia visto casais com diferença de idades bem maiores do que essa e isso não ter sido empecilho algum, porque com nós tinha que ser diferente? Será que idade era algo muito importante para ela?
Enquanto me encaminhava para o banheiro para tomar um banho fui jogando minhas roupas de qualquer jeito pelo quarto, depois eu me preocuparia em pegá-las. Eu só queria clarear um pouco as ideias, afinal tentei não demonstrar que não havia gostado do comentário, mas no fim das contas eu havia ficado chateado de verdade pelas palavras de Bella em meu consultório.
Debaixo do chuveiro eu tomava um banho frio e terminava de me esfregar quando ouvi o barulho da porta se fechando, olhei para cima para ver quem era e quase caio para trás com a imagem a minha frente.
Bella totalmente nua, amarrando seus longos cabelos em um coque alto na cabeça, estava parada a minha frente sexy pra caralho. Seus seios empinadinhos em minha direção praticamente me convidando para tocá-los, a curvatura de sua cintura e a barriga lisinha com o piercing ali, eu estava simplesmente apaixonado por aquele adereço em seu corpo, ela era toda menininha algumas vezes, mas não se dava conta do quão sensual ela era.
Continuei descendo os olhos por seu corpo esguio, e eles se concentraram no pequeno triangulo entre suas pernas, e rapidamente me lembrei da tarde anterior, onde em um momento único de loucura eu estava com a cabeça entre suas pernas saboreando seu doce sabor e o quão maravilhado eu havia ficado com as reações que eu causava em seu corpo e com seus gemidos altos e meu nome saindo de sua boca quando ela gozou para mim. Minha minuciosa analise de seu corpo continuou e passou por suas coxas e pernas, imaginando-as envolta de meu quadril prendendo-me entre elas enquanto eu a fazia minha, repetidas vezes, sem parar para descansar até que ambos estivessem esgotados.
–Merda! -enfiei a cabeça embaixo da agua fria tentando me recompor, mas meu amigão lá de baixo já havia dado sinal de vida e estava completamente pronto para o que der e vier.
–Posso tomar banho com você? -ela veio em minha direção, caminhando feito uma gatinha manhosa.
–Não acho uma boa ideia. -e não era mesmo, pois ter seu corpo todo molhado tão próximo do meu faria me cometer uma loucura.
–Por quê? -tarde de mais, ela já havia entrado no box e molhava seus braços para se acostumar com a temperatura da agua.
–Sou velho demais pra isso. -eu disse deixando todo o meu ressentimento vir à tona.
–Vamos Ed, eu só estava brincando. -ela passou a mão por meu peito, fazendo calafrios descerem por meu corpo e meu sangue latejar em certa área. -Você está com tudo em cima. -ela deu uma risadinha meio tímida.
–Estava brincando é? -a virei de costas para mim com brusquidão para não cometer uma loucura com ela ali, mas aquela realmente não foi uma boa ideia, pois ter aquela bundinha redonda e empinadinha na direção do meu pau só terminou de fazer miséria com a minha mente e joguei tudo pro alto quando grudei seu corpo ao meu e ouvi um doce gemido sair de seus lábios suculentos. -Você gosta disso neném? -perguntei com a boca em sua orelha, e me deliciei ao ver sua pele se arrepiar com o ato.
–Gosto. -ela disse com a voz rouca e 'acidentalmente' meu pau roçou em sua bundinha e fiquei louco só de imaginar ele se enterrando em seu corpo, mais precisamente ali em sua bundinha.
Merda Edward deixa de ser pervertido! Com ela as coisas não são desse jeito. Isabella é especial e acima de tudo é a mulher que você ama, você não pode tratá-la dessa forma, ela não é como as vadias que você pegava na faculdade!–me dei um puxão de orelha mental e tentei me afastar dela para trazer um pouco de sanidade em minha cabeça, mas Bella não estava a fim de colaborar comigo e pegou meus braços rodeando-os em sua cintura, deixando-me abraçado a ela, seu corpo incrivelmente molhado e escorregadio.
–Droga Bella eu estou tentando manter o controle aqui. -essa menina ainda seria minha morte, pensei comigo mesmo, quando meu membro se acomodou no vão entre suas pernas por trás, louco para se enterrar em seu corpo.
–Não tente. -ela pegou uma mão minha e a acomodou em seu seio pequeno e suculento, e já que ela queria, eu não negaria, e fiz exatamente o que ela queria, apertei seu seio em minha mão e a outra foi escorregando sua barriga, brinquei um pouco com seu piercing, mas meu objetivo não era ali.
Meus dedos encontraram sua bucetinha quente, aquele lugar era meu Nirvana pessoal! Ela estava muito molhada, e com precisão comecei a esfregar meus dedos entre os lábios de sua intimidade arrancando gemidos altos dela, fazendo com que ela abrisse as pernas para melhor acomodar minha mão, e meu pau estava a centímetros de se enterrar em seu corpo, com a cabeça posicionada em sua entrada pedindo permissão para entrar, mas eu ainda tinha certo controle sobre mim e me contentei em apenas lhe dar prazer.
–Edward! -suas unhas cravaram em meu braço, sua cabeça pendeu para trás molhando seu cabelo que estava preso, senti suas pernas tremendo, aquilo era um claro sinal de que ela estava chegando em seu ápice, meus dedos foram para um ponto próximo a sua entrada e me concentrei em esfregar ali com um pouco mais de força, fazendo movimentos circulares. -Oh! -um fraco gemido saiu de seus lábios e eu sabia que ela estava gozando.
–Tudo bem? — avirei de frente para mim, encostando-a na parede, mantendo as mãos em sua cintura para que ela não caísse, ela ainda ofegante pelo recente orgasmo.
–Você é perfeito sabia? -ela jogou os braços em meu pescoço e uma de suas mãos foi para meu cabelo, e ataquei seus lábios com os meus, chupando seu lábio inferior entre os meus, infiltrando a língua em sua boca, explorando cada centímetro de sua boca quentinha.
–Linda eu preciso que você fique quietinha. -eu disse tendo uma ideia, eu também precisava me aliviar, ou então eu sofreria o mal das bolas roxas. -E por tudo o que é mais sagrado, não abra as pernas! -avisei e me afastei um pouco, posicionando a cabeça de meu pau em um ponto entre suas coxas, escorregando-o ali, imaginando que era o calor de sua intimidade me envolvendo. Literalmente eu estava fazendo sexo pelas coxas!
–E o que acontece se eu abrir? -ela estava ofegante.
–Só... Não abra. -eu disse entre gemidos quando comecei a me mover.
Acredite ou não minha menina estava gostando daquilo porque ela também gemia a cada estocada que eu dava entre suas pernas, suas mãos envolviam forte minha cintura, seu olhar fixando em meu membro se enterrando em suas coxas, aquela imagem era quente como o inferno. Eu estava frenético, empurrando com força quase no meu limite, uma mão minha agarrava seu cabelo e a outra eu apoiava na parede, e então de repente senti falta do calor dela envolta de mim.
–O que... -eu estava embasbacado quando ela ergueu uma coxa prendendo-a em meu quadril.
–Por favor. -eu sabia bem o que ela estava pedindo, mas eu não poderia dar isso a ela, pelo menos não agora.
–Bella... -com uma perna dela ainda em minha cintura, a rodeei em meus braços e bati com a cabeça no azulejo frio da parede. -Porque você faz isso comigo menina?
–Só um pouquinho, eu quero te sentir. -com ela pedindo assim quem teria coragem de negar? Eu não era forte o suficiente para tal coisa.
–Então fique quietinha e não se mexa por nada no mundo. -posicionei meu membro em sua entrada e forcei um pouco, entrando apenas com a cabecinha em seu calor, usando de toda a minha concentração para não me afundar de vez ali. Aquele simples contato me fez imaginar o quão apertada e deliciosa ela devia ser.
–Mais um pouco. -ela disse, olhei para seu rosto e seus olhos estavam fechados, ela estava totalmente entregue a mim naquele momento, e decidi não esperar mais para fazê-la minha, eu só precisava de sua confirmação.
–Tem certeza? -vi seus olhos se abrirem, e em tão ela acenou levemente confirmando, ela sabia muito bem o que eu perguntava, e não era só para saber se eu podia entrar um pouco mais, ela sabia que eu a faria minha naquele momento. -Vamos pra cama então. -desliguei o chuveiro, sai de dentro dela rapidamente para não terminar de consumar o ato com nós dois ali em pé, pois eu sabia que aquilo doeria para ela e eu a queria o mais confortável possível enquanto a fazia minha. A puxei pelas nádegas, a trazendo para meu colo com ela enrolando as pernas em volta de meu quadril e caminhei até meu quarto.
Parando ao lado da cama a coloquei de pé e soltei seus cabelos que caíram molhados em suas costas. Acariciei seu rosto lentamente querendo fixar aquela imagem em minha mente, aquele olhar de menina antes que eu a fizesse mulher, a minha mulher.
–Tem certeza Bella, porque se eu começar não vou conseguir parar. -eu tinha que avisar, pois não queria que ela se arrependesse de nada depois.
–Eu quero ser sua. -ela disse antes de se deitar em minha cama, um verdadeiro monumento a ser admirado, lentamente ela abriu suas pernas me convidando para ficar entre elas, totalmente entregue a mim, do jeito que sempre imaginei.
–Você é tão linda. -eu disse me posicionando entre suas pernas, nem um pouco disposto a esperar mais, mas mesmo assim eu teria que ser delicado com ela. Coloquei meu membro em sua entrada, e como eu havia feito no banho entrei só com a cabecinha, aquilo seria bem lento, pois eu aproveitaria cada segundo, cada centímetro dentro dela. Afundei um pouco mais, vendo que ela fechou os olhos. -Olha pra mim baby. -pedi, eu queria ver seus olhos enquanto a fazia minha.
Quando eu começava a me afundar mais dentro dela, pronto para chegar as vias finais, batidas na porta me paralisaram.
–Olha eu sei que vocês estão de promiscuidade ai. -a voz brincalhona de Alice se fez presente, quando ela havia chegado? -Mas Bella, seus pais ligaram dizendo que daqui vinte minutos eles vêm te buscar.
–Alice tem o dom de aparecer bem na hora errada, só pode. -me retirei por completo de dentro dela e sentei na cama frustrado.
–Dá tempo ainda. -ela se sentou ao meu lado, acariciando meu cabelo.
–Não Bella. -me virei para encarar seus olhos. -Nossa primeira vez não vai ser assim, uma rapidinha, eu quero que seja especial pra você e eu pretendo ser bem lento, só pra poder ficar mais tempo dentro de você. -sorri de lado vendo seus olhos se arregalarem.
–Ah ok. -ela ficava linda envergonhada. -Mas e você... -ela apontou para o meio de minhas pernas.
–Depois eu me resolvo.
–Não. -e então em um átimo ela estava ajoelhada no chão a minha frente.
–Bella não... -tentei tirá-la dali, mas ela me deu um tapa em minha mão me afastando de tentar impedi-la.
–Só me diz se eu fizer alguma coisa errada, tudo bem?
Oh merda, eu tinha certeza de que essa imagem iria ficar gravada em minha retina para sempre e que todas as vezes que eu fechasse meus olhos que eu veria essa cena. Bella envolvia meu membro com seus lábios vermelhinhos e fechei os olhos, tentando me controlar, para não puxá-la pelos cabelos e foder sua boca com força. Ela começou os movimentos com timidez, e até arranhou meu pau com o dente, mas ela pegou o jeito rápido, pois já movia sua boca ritmadamente em meu pau e o que não cabia ela envolvia com suas delicadas mãos.
–Porra! -gemi quando sua língua raspou a cabecinha do meu membro e eu sabia que se eu não tirasse meu pau da sua boca agora que o estrago ia ser grande. -Bella chega. -puxei-a com delicadeza pelos cabelos.
–Fiz algo errado? -ela me olhava preocupada enquanto eu mesmo terminava o serviço com minha mão e então senti os jatos quentes espirrarem em minha coxa.
–Você foi perfeita, mas acho que você não iria querer isso né? -ri com a expressão em seu rosto, ela tinha os olhos direcionados bem onde eu havia gozado e para minha completa surpresa ela levou sua mão até ali.
–É grosso. -ela estava mesmo mexendo na minha porra? Ela nunca ia deixar de me surpreender, por que... Espera! Ela havia mesmo colocado o dedo com a minha porra na boca? Merda!
–Bella...
–Não é tão ruim quanto ouvi falar. -ela tinha uma careta engraçada. -Da próxima vez se você quiser... -ela deixou a sugestão no ar e eu entendi muito bem o que ela quis dizer.
–Da próxima vez a gente vê isso anjo. -me levantei completamente feliz porque teria uma próxima vez. -Mas vamos, tenho que me limpar e seria bom se você descesse primeiro.
–Ok. -ela foi até suas roupas se vestindo rapidamente. -Vou ao quarto da Alice pra secar o cabelo. -ela saiu de meu quarto com o rosto em chamas.
Como ela conseguia isso? Em um momento ela era a criatura mais sensual do mundo e no outro aquela menininha doce e tímida, eu nunca deixaria de me surpreender com ela, e nem queria. Mas nesse momento eu tinha que tomar um banho rápido, e descer antes que os pais dela chegassem, não acho que o sr. Swan ficaria feliz em saber o que eu e a filha dele acabamos de fazer, mesmo ela sendo minha noiva.
Narrado por Bella
Uma vez Alice havia obrigado Rose e eu a assistirmos um filme pornô, que ela encontrou no quarto de Emmett, com ela, com a desculpa de que a gente tinha que saber o que fazer, já que nossas mães não entravam em detalhes com a gente sobre o assunto. A cada cena que se passava eu ficava mais assustada com o que via e as coisas grotescas que o casal fazia na tela, ainda mais quando a mulher colocou aquilo dele em sua boca e depois engoliu o gozo do cara. Naquele momento eu jurei a mim mesma que nunca em minha vida permitiria que um cara fizesse isso comigo.
Depois eu ouvi conversas nos vestiários da escola sobre o assunto. As garotas falavam que os garotos adoravam sexo oral e que ficavam loucos com aquilo, e então elas faziam para agradá-los. Eu achava tão nojento que até sentia ânsia de vomito quando ouvia algumas garotas dizendo que engoliam quando o cara gozava porque eles gostavam e eu achei aquilo tão machista, só porque o cara gostava não significa que nós mulheres tínhamos que agradá-los, ainda mais quando algumas reclamavam de não gostar de praticar o ato em seus namorados, mas mesmo assim faziam.
Eu não sabia por que algumas mulheres se submetiam a esse tipo de coisa, mas isso foi até o dia de hoje.
Foi uma sensação diferente e eu gostei. Gostei de ver Edward sem controle enquanto eu lhe dava prazer, gostei de saber que eu poderia fazê-lo perder a cabeça, naquele momento me senti poderosa. E como toda adolescente curiosa que esta se abrindo para o mundo do sexo, eu estava disposta a experimentar esse tipo de coisa. E além do mais, Edward não era qualquer um. Mesmo sendo difícil admitir eu já estava me apaixonando por ele, afinal se não estivesse eu não faria esse tipo de coisa com ele.
Então eu estava ofegante contra a porta do quarto de Alice repassando as ultimas imagens em minha mente. Eu quase havia perdido a virgindade. Eu quase havia perdido a virgindade! Não fosse por Alice aparecer em uma hora errada, como ela sempre fazia, eu estaria me perdendo nos braços de Edward agora.
Sequei meu cabelo bem rápido e o prendi em um rabo de cavalo. Depois de conferir se não tinha nada fora do lugar desci até a sala, encontrando todo mundo lá. Edward já me esperava sentado no sofá, ele tinha um sorrisinho malicioso e aquilo me fez corar com as lembranças recentes. Segui até onde ele estava para esperar meus pais chegarem.
Jasper e Emmett jogavam xadrez, enquanto Alice fazia a unha de Rose. Tio Carlisle estava lendo jornal tranquilamente em sua cadeira reclinável e Esme uma revista de decoração. Quando eu ia sentar no sofá Edward me puxou para seu colo novamente e senti meu rosto esquentar mais ainda, uma coisa era fazermos isso na frente de meus amigos, outra era na frente de meus futuros sogros, que eu carinhosamente chamava de tios. O fato de meus pais não terem parentes próximos da gente fez com que eu acolhesse a família Cullen em meu coração como parte de minha família, e semana que vem isso meio que estava para se tornar oficial.
–Então Bellinha o que você acha de uma noite de garotas sexta-feira? –Alice me olhou com a cara mais lavada do mundo, se olhar matasse ela estaria mortinha agora, afinal não fosse por ela agora eu estaria nos braços de Edward fazendo amor com ele.
–Na casa de quem? –me ajeitei melhor no colo de Edward para ficar mais confortável, e ele apertou minha cintura com um pouco mais de força. –Que foi?
–Nada. –ele respondeu respirando fundo e então senti um volume se fazendo presente em meu bumbum, olhei para ele sentindo meus olhos se arregalarem e ele tinha o maldito sorriso safado em seu rosto.
–Então lá em casa não vai dar, minha mãe resolveu reformar de novo e aquilo tá uma bagunça. –Rose disse exasperada, afinal sua mãe, a dona Helena, reformava a casa quase todo ano.
–Ah pode ser aqui em casa mesmo o que vocês acham? –Alice disse quase quicando de sua cadeira.
–Por mim tudo bem. –dei de ombros. –Rose você e a Alice querem ir comigo e minha mãe pra comprar meu vestido amanhã? –perguntei e Alice só faltou voar de tão alegre que ela ficou.
–Vou te ajudar a comprar o vestido mais lindo do mundo! –ela batia palmas de seu lugar toda entusiasmada.
–Querer ir eu quero, mas tenho que ajudar minha mãe em casa amanhã. –Rose respondeu emburrada.
–... e vai ser mais bonito que o vestido da princesa Kate Midleton. –nem notei que Alice estava falando ainda.
–Alice vai ser um casamento no civil só, se controle. –a repreendi e a vi murchar em seu lugar.
–Ah tudo bem sua ingrata, eu só queria ajudar. –ri de sua manha.
–Você vai ser a noiva mais linda do mundo. –Edward sussurrou em meu ouvido fazendo com que os pelinhos de minha nuca se arrepiassem.
Nesse instante a campainha tocou.
–Acho que são seus pais querida. –tia Esme foi atender a porta e rapidamente sai do colo de Edward me acomodando ao seu lado e ele puxou uma almofada para seu colo, e me abraçou pelos ombros, vi que Emmett ia fazer alguma piadinha sem graça e lhe dei um olhar atravessado fazendo com que ele engolisse e guardasse seus comentários só para si mesmo.
–Boa noite. –meu pai apareceu na sala cumprimentando a todos.
–Por favor, sentem-se. –Esme, que era uma anfitriã e tanto, indicou o sofá de dois lugares que estava vazio.
–Obrigada Esme. –minha mãe respondeu educadamente. –Como você está querida? –ela veio até a mim acariciando meu cabelo.
–Estou bem mãe. –eu respondi incomodada, ela não era dada a carinhos, o que estava acontecendo com meus pais afinal? –Descobriu alguma coisa pai? –perguntei curiosa.
–Infelizmente sim. –meus pais se sentaram no sofá que Esme havia indicado, Carlisle guardou seu jornal e se voltou para a conversa. –Querida, Billy Black entrou para a candidatura a prefeito de Forks também.
–E o que isso tem a ver com o que Jacob quis fazer comigo? –perguntei confusa.
–A minha teoria é, que Jacob a mando de seu pai estava tentando te difamar na cidade, e com isso iria passar a imagem errada da nossa família e assim prejudicaria a minha candidatura.
Então era isso? Por isso Jacob se interessou por mim? Tudo não passava de um plano para derrubar meu pai na politica? Essa noticia conseguiu fazer com que eu me sentisse pior ainda.
–Eu sinto muito querida. –meu pai disse afetuoso, seu olhar demonstrava um carinho que nunca vi antes, pelo menos não quando falava comigo.
–Tudo bem, Jacob Black é um idiota mesmo. –dei de ombros me aconchegando mais ainda ao lado de Edward, sentindo seu aperto reconfortante em volta de mim.
–Vamos pedir pizza o que vocês acham de ficar para o jantar Renée? –Esme disse já com o telefone em mãos, depois de um silencio constrangedor pairar pela sala.
–Por nós tudo bem. –minha mãe sorriu afetuosa para Esme.
Espera ai, para tudo! Minha mãe, dama da sociedade e toda requintada iria comer pizza? Eu devia estar em outra dimensão, só pode essa era a única resposta plausível. Preferi não fazer nenhum comentário, se meus pais estavam sendo amáveis e legais não seria eu a interferir, eu iria aproveitar o pouco de afeto que eu poderia conseguir deles, antes que eles voltassem ao normal.
O jantar foi uma comédia com Emmett fazendo piada e Alice implicando com tudo como só ela sabia fazer, Jasper e Rose não ficavam muito atrás, afinal para aturar aqueles gêmeos malucos só sendo malucos também. Despedi-me de minha futura família agradecendo a Emmett e Alice por terem me defendido de Jacob e um despedida bem calorosa de Edward, já que todos haviam saído da sala nos deixando sozinhos, que prometeu ir me visitar em casa amanhã depois que eu voltasse das compras com minha mãe e Alice.
Já em casa eu estava entrando em meu quarto quando ouvi minha mãe me chamar da escada.
–Querida seu pai e eu precisamos conversar com você. –respirei fundo me preparando, era tudo bom demais para ser verdade, pensei comigo mesma enquanto descia as escadas até o escritório de meu pai.
–O que foi? –perguntei.
–Bella temos que te mostrar uma coisa. –minha mãe entregou uma pasta bege e foi ficar ao lado de meu pai atrás da mesa enquanto eu me sentava na poltrona em frente a sua mesa.
–O que é isso tudo? –perguntei encarando os papeis já amarelados.
Quanto mais eu olhava aqueles papéis, mais meu coração parecia querer sair do meu peito. Eram exames no nome de Renée Swan de 17 anos atrás. Ultrassons. Em uma foto retirada de um ultrassom havia a forma de dois fetos pequeninos se formando ali.
–Mãe o que isso significa? –sem eu nem ao menos perceber as lágrimas escorria em meu rosto.
–Querida, sua mãe teve uma gestação normal e tranquila de gêmeos. –respondeu meu pai, já que pelo estado de minha mãe ela não teria condições de responder, já que ela estava em prantos. –Ela deu entrada no hospital com sete meses de gestação no dia 13 de setembro, ela não teve complicações na gestação e para nós estava tudo normal, nós teríamos nossas duas bebês normalmente, só que durante o parto algo aconteceu e sua irmãzinha não nasceu com vida, os médicos não conseguiram salvá-la.
–Por isso que... –eu sentia a dor em meu peito se dilacerando, rasgando forte, abrindo um buraco que eu nunca soube estar ali. –Por isso que minha vida inteira vocês me trataram com indiferença?
–Entenda, nós te amamos mais do que tudo filha. –meu pai se levantou vindo até mim. –Só que para nós sempre foi difícil olhar para você e não ver como seria nossa pequena Anabella seria, mas isso não fez com que nós amassemos menos você, só que o trauma foi grande tanto para mim quanto para sua mãe e tínhamos muito medo de perdê-la. Falar isso tudo para você não justifica, mas explica muita coisa.
–Porque isso tudo agora, vocês sempre me esconderam isso e por que só agora vocês dizem isso? –eu estava revoltada com toda essa situação. –Porque vocês me entregaram de bandeja num casamento sem amor se me amam tanto como você fala pai?
–Porque nós estávamos perdendo você querida. –minha mãe havia conseguido parar de chorar e veio até mim.
–Como assim me perdendo? –perguntei entre um soluço, a pasta contendo os exames da gravidez de minha mãe caída em meu colo.
–Você queria ir embora pra longe de nós, você sempre falava isso e eu ouvia suas conversar com suas amigas sobre ir para outro país fazer faculdade, e então Edward caiu com uma luva nessa situação toda. –minha mãe segurava uma mão minha com força.
–Caiu como uma luva? E o que ele vai ganhar com esse casamento? Vocês estão pagando a ele para se casar comigo é isso? –me levantei bruscamente, como se eu tivesse acabado de levar um soco no estomago.
–Não querida. –meu pai veio para o meu lado. –Ele veio pedir você em casamento uma semana depois de seu aniversario de casamento porque se apaixonou por você quando te conheceu.
–O que? –aquilo tudo era informação demais para uma noite só.
–Ele te ama querida e nós não poderíamos entregá-la para ninguém menos digno. –disse minha mãe com ar emocionado. –ainda mais quando claramente, você sente o mesmo por ele.
–Eu vou dormir. –dei as costas me encaminhando até a porta do escritório.
–Bella...
–Deixa meu amor, ela precisa ficar sozinha para pensar. –ouvi meu pai dizendo antes que eu saísse de seu escritório e subisse as escadas correndo até meu quarto, me enfiando debaixo das cobertas e chorando como nunca chorei antes na vida.
Eu chorei por ter perdido uma irmã que nem tive a oportunidade de conhecer. O quanto eu não havia desejado ter alguém para dividir meus brinquedos, ir para escola comigo, ter alguém para conversar porque eu não tinha amigos até conhecer Alice e Rose. O quanto não odiei meus pais por toda a indiferença que eles me tratavam. E pior, o quanto não odiei Edward por achar que ele iria se casar comigo apenas por interesse e dinheiro? Eram tantas coisas em minha cabeça, tudo ao mesmo tempo e eu sentia que eu estava a ponto de explodir.
Como meu pai havia dito saber de tudo isso não justificava suas ações, mas me ajudava a entender muita coisa. O quão doloroso não deveria ser para meus pais olhar para mim todos os dias e ver a imagem exata de como seria Anabella? A garotinha que eles nem tiveram a oportunidade de ver de olhos abertos, escutar seu choro e acompanhar o crescimento dela. Já era doloroso o bastante para mim, mesmo eu sabendo de sua breve existência somente agora, 17 anos depois.
Eu não sabia a que horas havia conseguido dormir, mas quando acordei eu tinha uma terrível dor de cabeça e meus olhos estavam inchados de tanto que chorei. A terça-feira me recebeu com uma bela de uma surpresa também, eu estava menstruada e com cólicas insuportáveis e meus remédios haviam acabado. Tomei um banho rápido e escovei meus dentes, evitando me olhar no espelho e ver a sombra de alguém que nem conheci ali, pois eu estava quase perdendo a hora da escola.
–Mãe a Alice e vai com agente para comprar o meu vestido tudo bem? –eu disse pegando uma maçã da mesa do café para comer no caminho.
–Tudo bem. –minha mãe sorriu amável. –Você está bem filha? –me encarando com um olhar de pena, vendo que eu não tinha uma aparência muito boa.
–Estou sim mãe. –eu não sabia como agir. –Mãe acabou o meu remédio de cólica. –eu disse enquanto mordia a maçã.
–Tem mais no armário da cozinha. –fui até a gaveta de remédios e peguei uma cartela vermelha com meus remédios. –Ah e por falar nisso temos que marcar um ginecologista para você.
–Por quê? –perguntei confusa.
–Ora essa você vai se casar na semana que vem querida, precisamos saber se está tudo bem com você. –ouvi meu pai pigarrear do seu lugar na mesa e como ele, eu estava corada até a raiz do cabelo.
–Ah ok então, pode marcar. –peguei minha mochila e corri até a sala, mas voltei para a cozinha, eu tinha que perguntar uma coisa a eles: — Só me responde uma coisa, porque só agora vocês resolveram demonstrar o quanto se importam comigo?
–Porque nós te amamos e eu não queria que você se casasse achando que te despachamos para qualquer um, como eu sei que você estava pensando. –meu pai disse com um pequeno sorriso brincando em seus lábios e não é que eles realmente me conheciam bem? –E fique longe de Jacob Black, vou ver se consigo um mandado de segurança contra ele ainda hoje.
–Tudo bem então, estou perdendo a hora já, até mais tarde. Tchau pai, tchau mãe. –e corri até a garagem para pegar meu carro e ir para mais um dia de cão.
E era só terça-feira ainda! –pensei comigo enquanto dava partida em meu carro.
Notas finais
E então o que acharam? Teve de tudo nesse capitulo, desde coisas safadinhas à Bella descobrindo da morte de sua irmã O.o confesso que isso não foi planejado quando tive a ideia dessa fic, mas acontece que ultimamente um surto de inspiração vem me atacando, e a fic que já estava planejada paara a cabar vai se alongar um pouquinho mais, gente só mais um capitulo e depois o tão experado e 'enrolado' casamento okay rsrsrs
Adorei o numero de leitoras fantasmas que resolveram aparecer, gente eu não mordo okay, só Edward morde aqui então não sintam-se envergonhadas em comentar eu leio TODOS os comentários okay!
Então quem ainda não deu as caras aqui apareça, porque os próximos capitulos vão ser bem grandes e caprichados e eu quero recomendações tbm viu >
Bjus e até segunda que vem e coloquem seus dedinhos para trabalhar nos comentários!
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