Notas iniciais
Capitulo enorme para vocês!
Aproveitem *-*

Capitulo 15

Narrado por Edward

Nunca dormi tão bem em toda a minha vida, era uma sensação incrível ter Bella dormindo em meus braços, totalmente entregue a mim, foi a melhor sensação do mundo. Nunca que eu ia imaginar que nossa noite terminaria dessa forma. E quando que eu iria imaginar que aconteceria o que aconteceu no banheiro. Não que eu estivesse reclamando.

Quando vi Bella estava lá enquanto e eu me masturbando como um garoto de 15 anos pensando nela, e de repente suas mãos substituíam as minhas, me fazendo alucinar no melhor orgasmo da minha vida. Ela tinha o toque inexperiente, mas nem por isso menos prazeroso, e eu queria ser aquele que iria ensinar a minha menina a ter e dar prazer.

Depois de uma noite perfeita, os doidos dos meus irmãos tinham que me acordar daquele jeito? Nos pegando em uma situação constrangedora como aquela?

Agora estávamos em minha cama e eu beijava sua boca a longos minutos, como que para ter certeza de que tudo não havia sido um sonho, um sonho bom.

-Bom dia anjo. –afundei meu rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro.

-Bom dia. –ela disse ofegante. –Bom é melhor a gente descer né? –ela deu um tapinha em minhas costas, visto que eu ainda me encontrava em cima dela e entre suas pernas.

-Porque, tá tão bom aqui. –eu resmunguei, não querendo sair dali.

-A gente não combinou de sair hoje?

-Sim, mas só mais tarde.

-Ok, mas eu tenho que ir pra casa pra pegar alguma roupa.

-Tudo bem, só vou tomar um banho antes depois te levo pra casa. –me levantei, ainda com um leve desconforto entre as pernas. –Se quiser me acompanhar. –eu disse da porta do banheiro deixando a ideia no ar, só pra ter o prazer de vê-la corando.

-Idiota. –entrei no banheiro antes que um travesseiro me atingisse, rindo de sua atitude.

Parecíamos um casal de verdade, daqueles que tinham muito tempo de convivência e eu estava adorando tudo isso e não via a hora de experimentarmos essa convivência em nossa casa.

Descemos para tomar café com a minha família e meus irmãos ficaram fazendo gracinhas insinuantes. Foi engraçado ver Alice praticamente se ajoelhando aos pés de Bella, enquanto ela se fazia de brava com ela. Eu sabia que de inicio Bella havia ficado chateada com toda essa história de atrapalharmos seu encontro com o almofadinha de sua escola, mas eu não poderia permitir aquele almofadinha tocando no que é meu e parece que ela havia nos perdoado, agora Bella só fazia graça com Alice, eu nunca vou entender em qual momento da nossa noite conquistei sua confiança.

-Quanto leite você quer amiga? –Alice veio com uma jarrinha de leite ao lado de Bella, servindo-a.

-Alice para com isso. –Bella disse rindo da cara dela e vi meus pais se segurando parar não rir também, aquela era uma situação muito engraçada. Era uma sensação incrível a que eu tinha agora. A sensação de estar completo com a minha família toda ali reunida, afinal Bella era minha família também agora, só não era oficial ainda.

Fiz uma nota mental de conversar com minha mãe e minha futura sogra sobre os andamentos dos preparativos do nosso casamento, pois eu conhecia minha família e mesmo sendo a vontade de Bella que fosse algo sem muita frescura, eu sabia que eles não deixariam esse dia passar sem ser festejado, mas eu teria que saber tudo de antemão, para preparar a minha Bella para o que nossas famílias tinham em mente para o nosso grande dia.

-Você não quer mais nada, biscoitos, pão, chocolate quente? –Alice insistia com Bella.

-Não. –Bella olhou para o alto, como que implorando por paciência e rolou os olhos para mim, vendo que eu ria da situação.

-Certeza, porque se você quiser eu faço. –Alice disse enquanto passava manteiga em uma torrada e empurrando-a em direção a Bella. –Oh que tal um bolo de chocolate?

-Alice, chega! –disse Emmett e ele riu alto. –Você se lembra da ultima vez que tentou fazer um bolo né? –vi Alice corar e achei aquilo fascinante, pois Alice não tinha vergonha de nada.

-Ok, ok. –Alice disse ofendida. –Eu só queria ser prestativa, mas já que você não quer...

-Para de frescura sua fingida. –Bella disse. –Amanhã a gente conversa lá na escola. –vi Alice engolir em seco e afirmar com a cabeça silenciosamente.

Bella já havia trocado de roupa e eu só subi para pegar meus documentos para leva-la para casa. Ela me esperava na porta da garagem.

-Vamos? –abri a porta para que ela entrasse, assim que me acomodei ao seu lado liguei o radio em um som ambiente, estava tocando um CD do Jason Mraz. –Se lembra da ultima vez que estávamos juntos nesse carro? –perguntei cheio de malicia.

-Lembro sim. –ela disse em uma voz baixinha, ela estava toda coradinha.

-Eu amo ver você corando. –desci a mão por seu pescoço, sentindo ela se arrepiar ao meu toque. –Mas não precisa ter vergonha de mim anjo.

-Eu sei mas... –ela respirou fundo. –Eu nunca tive nada parecido com isso antes, é tudo muito novo para mim.

-Nem com Jacob Black? –não pude evitar a pergunta e muito menos esconder a fúria em minha voz.

-Nunca tive nada com ele. –ela me olhava assustada.

-Mas pretendia. –afirmei.

-Sim, mas foi antes de... Ah você sabe. –ela corou mais ainda se possível. –E se você preferir eu nem chego nem mais perto dele.

-Eu prefiro, não gosto de outros caras desejando o que é meu. –vi ela fechar os olhos em fenda.

-Mas eu também exijo que nenhuma mulher chegue perto de você a não ser eu mesma. –ela disse rispidamente.

-Seu desejo é uma ordem minha linda. –destravei seu sinto trazendo-a para meu colo. –Esta com ciúmes? –perguntei zombeteiro.

-Não. –ela cruzou os braços em seu peito, fazendo-os ficar em evidencia pelo decote de seu vestido.

-Esta sim. –sussurrei em seu ouvido. –Vamos continuar de onde paramos aquele dia. –eu disse antes de atacar seus lábios suculentos ouvindo um doce gemido saindo de seus lábios.

Estacionei o carro em frente a sua casa.

-Vem. –ela pegou em minha mão me levando para dentro de sua casa. –Mãe, pai? –ela chamou, mas ninguém respondeu.

-Seus pais não estão? –perguntei.

-Devem ter ido para algum almoço com alguém importante. –ela disse irônica e naquela frase eu senti toda a sua magoa para com seus pais e eu jurei a mim mesmo que daria um jeito naquilo por ela, para nunca mais ver aquela dor em seus olhos. –Vem vamos subir.

-Tem certeza? –perguntei meio incerto. –Afinal o que seus pais vão pensar se chegarem e me encontrarem aqui com você sozinha?

-Sério Edward, eles me deixaram dormir em sua casa sem ninguém lá, você ainda acha que eles se importam? –e lá estava a magoa novamente.

-Tudo bem, mas se comporte mocinha, nada de me atacar de novo se não... –eu disse para amenizar a situação e me deliciei com o som de sua risada.

-Deixa de ser tão idiota! –a segui em direção aos cômodos de cima, indo para seu quarto.

Bella havia pegado algo em seu guarda roupas e foi direto ao banheiro de seu quarto para se arrumar. Fiquei zanzando pelo local, tentando conhecer um pouco daquela garota que tanto me fascinava.

Sua estante de livros tinha uma enorme e vasta variedade de títulos. Desde Shakespeare, Eleanor H. Porter à Suzanne Collins. Havia alguns DVDs de filmes antigos como A Noviça Rebelde, e até uma edição especial de Orgulho e preconceito, e muitos filmes sobre vampiros e zumbis. Sua coleção de CDs ia do rock clássico ao pop.

Na mesa do computador tinha uma área reservada apenas para fotos, algumas dela com seus pais, eu sabia que a minha menina os amava muito e a magoava a forma fria que eles a tratavam, mas eu conversaria com eles e tentaria mudar isso por ela. Havia muitas fotos dela com seus amigos, na maior parte com meus irmãos com Rose e Jasper também, o sorriso naquelas fotos era sincero e estonteante e eu planejava arrancar muitos daqueles sorrisos dela. Percebi que não tínhamos nenhuma foto juntos, eu também mudaria isso.

Sua cama era de solteiro, uma colcha roxa floral, vários travesseiros e uns ursinhos de pelúcia. Tinha também um sofá debaixo da janela, com uma persiana roxa também, um grande tapete felpudo e branco, um puff também roxo jogado ao lado de sua estante de livros, eu podia facilmente imaginá-la ali, deitada por horas e horas se perdendo em seus livros.

Ela não tinha muita maquiagem em sua penteadeira, apenas o básico, fiz uma nota mental com o nome de seu perfume para não me esquecer, e seu armário de roupas era abarrotado de jeans e blusas de manga comprida, pouca roupa de calor e inúmeras caixas de tênis All Star, pelo visto ela tinha uma coleção deles.

-Ajuda... –ouvi uma voz estrangulada e vi Bella saindo do banheiro enroscada com os braços para cima presos em sua blusa, a blusinha que ela colocava havia se enrolado com o sutiã e ela bambeava de um lado para o outro tentando dar um jeito naquilo, eu me segurava ao máximo para não rir quando um ponto brilhante em sua barriga lisinha me chamou a atenção. Ela tinha piercing no umbigo?

Merda me senti ficando duro com a visão.

Narrado por Bella

A visão de Edward parado em meu quarto com as mãos nos bolsos era uma coisa a ser admirada, afinal não era todos os dias que aquilo acontecia. O deixei sozinha por alguns minutos para poder me arrumar.

Eu havia escolhido uma regatinha azul, jeans e jaqueta. Mas a minha esperteza sem precedentes e a pressa de voltar logo para o meu quarto fez com que eu nem me secasse direito, e quando coloquei minha blusinha me atrapalhei toda, ficando com os braços presos acima da cabeça, não conseguindo ajeitar a roupa, a única maneira que encontrei foi sair e pedir ajuda.

-Ajuda... –pedi desesperada, eu não podia ver Edward, mas pude escutar seus risinhos baixos, ordinário. Eu ainda me debatia em mim quando vi que ele não me ajudava. Dei um jeito de colocar a cabeça para frente e o vi encarando minha barriga de olhos vidrados. –Dá pra me ajudar ou vai ser difícil?

-Er claro... –ele balançou a cabeça e em um movimento puramente masculino ele colocou a mão em seu membro e ajeitando-o e vindo a minha direção. –Como você conseguiu a essa proeza? –ele riu e desenrolou minha blusa abaixando-a.

-Eu estava molhada. –eu disse indo para o banheiro pra pegar minha jaqueta.

-Molhada? –o vi engolir em seco.

-Mente poluída, eu estava no banho. –eu não acredito, ele só pensa nisso! Peguei uma escova para pentear meu cabelo e passei o meu perfume. –Afinal o que tanto você encarava em mim?

-Eu não sabia que você tinha um piercing. –ele disse sentando-se em minha cama.

-Ah. –senti meu rosto esquentar. –Eu nem lembrava mais.

-Me deixa ver de novo. –ele pediu com a voz sedutora.

-Não. –calcei meus sapatos e peguei minha bolsa. –Vamos. –me levantei e fui até a porta para espera-lo.

-Só mais uma vez e nós vamos. –ele estava parado a minha frente agora, com uma cara sedutora, se aproximando de mim lentamente, como um predador.

-Tu-tudo bem. –encostei-me à porta, não confiando completamente em minhas pernas.

Edward estava com uma mão apoiada na porta ao lado da minha cabeça, e a outra mão ergueu minha blusinha até meus seios ficarem de fora. Sua mão deslizou pela minha pele até o meu umbigo, brincando com o piercing ali.

-Você é uma delicia sabia. –ele sussurrou e aproximou o rosto de mim, colando seus lábios aos meus prensando-me contra a porta, institivamente minhas pernas circularam sua cintura prendendo-o a mim. Sua mão havia mudado de lugar e massageava meus seios por cima do meu fino sutiã de renda.

-É melhor pararmos. –eu disse ofegante enquanto ele mordiscava minha orelha.

-Por quê? –mãe de Deus, porque ele tinha que usar aquela voz rouca contra mim?

-Por que se não a gente não sai mais daqui. –tentei empurra-lo para me soltar dele, mas foi inútil.

-Essa é a ideia. –ele deu um forte chupão em meu pescoço e com certeza aquilo deixaria uma marca ali.

-Deixa de ser pervertido. –eu dei um tapa em seu ombro. –Você não prometeu que iriamos sair? –perguntei, testando minha voz manhosa, quem sabe funciona com ele. E não deu outra, no mesmo instante ele se afastou e sorri vitoriosa.

-Então vamos. –ele se ajeitou novamente em suas calças e respirou fundo, abrindo a porta para que eu saísse.

Tranquei toda a casa e seguimos até seu carro com ele abrindo a porta para mim.

-Vamos ter que passar em minha casa antes. –ele disse ligando a ignição.

-Por quê?

-Vou trocar de camisa e preciso pegar algumas coisas. –seguimos então a tão conhecida estrada até a casa dos Cullen. –Espere aqui. –ele parou o carro em frente à entrada da casa e fiquei lá fuçando em seu porta luvas.

Tinha alguns CDs, moedas jogadas, pacotes de salgadinho e camisinhas. Pera ai, porque ele anda com isso tudo de camisinha no porta luvas?

Observei-o voltando para o carro, vestido em uma camisa xadrez azul com preto, absurdamente lindo e carregando uma cesta, ele abriu a porta de trás do carro colocando as coisas que ele carregava lá e logo se acomodou ao meu lado.

-Que cara é essa? –ele perguntou quando viu que eu estava em silencio, emburrada contra o vidro do carro.

-O que é isso? –perguntei pegando o pacote de camisinhas do porta luvas.

-Camisinhas. –ele disse como se aquilo não fosse nada de mais.

-E porque você em isso guardado em seu carro? –ele deu um sorriso safado.

-Você sabe pra que. –bufei irritada com sua resposta, ele era um canalha aproveitador que estava me usando, mas se ele acha que iria conseguir alguma coisa comigo estava muito enganado. –Ciúmes amor?

-Não. –eu disse. –Você pode enfiar isso ai que você tem entre as pernas em quem você quiser. –dei de ombros.

-Bella olha pra mim. –ele pediu, mas me neguei a olha-lo, então ele pegou em meu queixo me obrigando a encara-lo. –Elas estão ai antes de eu te conhecer, desde antes do nosso noivado eu não as uso mais.

-Então porque você as guarda ai?

-Sei lá. –ele deu de ombros. –Faz muito tempo que não paro pra limpar meu carro. –estreitei meus olhos em sua direção.

-Se você pensa que vai usa-las comigo está bem enganado querido. –eu lhe avisei.

-Eu não penso. –ele se aproximou sorrateiramente de mim colocando os lábios em meu ouvido. –Porque quando eu a fizer minha, nenhum pedaço de plástico vai estar entre nós. –e dizendo isso ele se voltou para seu assento, como se não tivesse dito nada demais e ligou a ignição dando partida.

E eu? Eu estava completamente arrepiada em meu lugar, hiper-ventilando e ainda sem reação pelo que ele havia acabado de dizer.

Acho que chegamos, pois Edward parou o carro. Não sei onde estou porque simplesmente não consegui prestar atenção no caminho. As palavras de Edward ainda ardiam em mim. Como ele pode simplesmente dizer algo assim e fingir que nada aconteceu.

-Vem Bella. –olhei para os lados dando de cara com a floresta.

-Serio que você vai me levar pro meio do mato? –eu disse descendo do carro e me colocando ao seu lado.

-Deixa de ser tão obtusa, é só uma trilha. –ele riu da minha cara, quem ele pensa que é para me chamar de obtusa?

-Ok senhor sabe tudo, para onde essa trilha vai dar então? –perguntei, afinal eu estava mesmo curiosa.

-Você vai ver. –ele acionou as travas e o alarme do carro, eu não havia percebido que ele pegou as coisas no banco de trás do carro e começou a caminhar em direção a uma trilha feita entre as arvores.

-Vamos fazer um piquenique? –comecei a caminhar ao seu lado e ele segurou minha mão contra a sua e o calor de sua palma na minha me acalmou, era um quentinho gostoso e confortável.

-Sim. –ele respondeu simplesmente.

Caminhamos por uns dez minutos. Ocasionalmente ele dizia alguma coisa, um comentário sobre a floresta, ou então sobre seu consultório.

-Chegamos. –ele disse assim que meus olhos encontraram uma vasta campina, flores roxas e amarelas espalhadas aqui e ali. O som dos passarinhos e do riacho logo a frente fazia daquele um lugar mágico.

-Como você encontrou esse lugar? –perguntei encantada, soltei de sua mão e adentrei na campina, totalmente fascinada com a beleza daquele lugar.

-Quando adolescente eu costumava fazer muita trilha com meu pai e acabamos encontrando esse lugar. –ele se colocou ao meu lado e estendeu uma manta na relva macia. –Desde então sempre vinha aqui para pensar, ou quando queria ficar sozinho.

-É lindo aqui. –me sentei ao seu lado na manta, meio tímida com a situação.

-Não tanto quanto você. –ele disse acariciando meu rosto e me dando um singelo selinho nos lábios. As borboletas em meu estomago batiam suas asas ansiosas, querendo e esperando por mais daquela sensação.

Eu não poderia descrever aquela tarde com nenhuma definição que não fosse perfeita. Edward e eu passamos o dia ali nos conhecendo.

Ele perguntou desde a minha cor favorita, que eu disse ser roxo, filmes e bandas preferidas e eu lhe devolvia com as mesmas perguntas. Sua cor favorita era azul, seu cantor favorito era Blake Shelton, quem diria que Edward Cullen gosta de country, o filme era Velozes e Furiosos. E ele adora livros de ficção juvenil e clássicos como Jane Austen, dividindo os mesmos gostos sobre a literatura comigo.

Ele me contou um pouco sobre a sua estadia na faculdade e sobre os amigos que ele havia feito ali. Um tal de James que estava para vim visita-lo, e ele pensava em fazer parceria com ele na clinica de pediatria da família, já que James era como um irmão para ele.

Sua lista de namoradas era bem longa e eu me incomodei um pouco com aquilo, mas não lhe disse nada, afinal não era da minha conta o que ele fez antes de me conhecer.

-E você quantos namorados teve? –corei com sua pergunta.

-Não quero falar sobre isso. –eu disse virando meu roto para o riacho, onde alguns animais bebericavam agua aqui e ali.

-Porque? Foram tantos assim?

-Não. –respirei fundo, eu sabia que ele não ia desistir até ter uma resposta minha. –Nunca tive um namorado antes, você é o primeiro e se quer saber, você foi o primeiro cara que eu beijei também. –eu encarei seu olhar perplexo e vi sua confusão se dissipando e passando a ser uma alegria genuína.

-Você vai achar ruim se eu te disser que essa é a melhor coisa que já ouvi na vida? –ele disse rolando seu corpo para cima do meu e me prendendo ali, numa prisão com seus braços.

-Machista. –respondi antes que ele atacasse meus lábios em um beijo incrível.

O que era apenas para ser um beijo se tornou uma confusão de mãos para todo o lado, depois de arrancar minha blusa Edward massageava meus seios com um olhar fascinado, sua mão foi escorregando por minha barriga até parar em meu umbigo, brincando com meu piercing.

-Quando você o colocou? –ele perguntou dando beijinhos em minha barriga.

-Ano passado, eu e as meninas colocamos juntas. –eu disse por entre o folego, afinal eu não estava muito a fim de conversar sobre isso agora.

-Alice tem um também?

-Sim. –eu disse entre um gemido quando sua mão voltou para meu seio, abaixando o sutiã expondo-o para ele. Era uma loucura tremenda eu deixar ele me tocar dessa forma, mas eu simplesmente não conseguia impedi-lo de continuar. Então segui o ditado, ajoelhou tem que rezar!

Sua boca substituiu sua mão, mordiscando meus mamilos, que estavam extremamente sensíveis. Com presteza, Edward também arrancou meu sutiã. Eu estava pouco a pouco perdendo o controle, minhas mãos acariciavam suas costas por dentro da camisa, rapidamente ele se levantou e arrancou sua camisa pela cabeça, jogando-a de lado, expondo seu peitoral para mim. Ele não era do tipo todo definido, seus músculos não eram exagerados, eram na dosagem certa para fazerem miséria com a minha imaginação. Minha mão passeou por sua barriga, parando no cós de sua calça, ele olhava o percurso de mim mão com curiosidade e respirando rápido quase sem folego, com uma dose de coragem abri o cinto e a braguilha, acariciando o caminho até quase tocar seu membro.

-Merda. –ele gemeu e voltou a me atacar com suas mãos e lábios.

Rapidamente suas mãos voaram para minha calça, tirando ela de mim, deixando-me apenas de calcinha. E sem que eu percebesse, pois eu estava muito distraída com as expressões faciais que ele fazia, senti minha calcinha também sendo arrancada de meu corpo, me deixando ali totalmente a sua mercê, eu não seria capaz de pará-lo, e não sabia se teria forças para impedi-lo também.

-Você é tão linda. –ele sussurrou, seu dedo percorrendo a linha do meu pescoço, até chegar ao inicio de minha intimidade depilada, me tocando ali, adentrando seu dedo entre os lábios da minha feminilidade, ministrando toques que faziam calafrios percorrerem todo o meu corpo, fazendo com que meus dedos dos pés se curvassem. –Amor eu quero fazer uma coisa. –ele disse enquanto depositava beijos em todo o meu corpo, descendo cada vez mais, abrindo minhas pernas com as mãos e parando com a cabeça entre elas.

-Oh não. –eu tentei impedi-lo, prevendo o que ele queria fazer, mas antes que eu o alcançasse sua língua ocupava o mesmo espaço que seus dedos estavam antes. –Droga! –eu quase gritei quando ele começou a investir mais profundamente com sua língua em mim, agarrei seus cabelos, sentindo meu corpo se contorcer em um orgasmo intenso. –Isso foi... –eu respirava sem folego.

-Você é uma delicia sabia?–Edward estava com um sorriso sacana enquanto lambia os lábios e voltava o trajeto do meu corpo até a minha boca, depositando beijos de boca aberta e quando nossos lábios se tocaram senti meu gosto ali presente.

-Minha vez. –eu girei de forma que ele estivesse embaixo do meu corpo.

-Bella não... –ele tentou me impedir da mesma forma que fiz com ele, mas rapidamente infiltrei minha mão em sua calça arrancando seu membro para fora, totalmente ereto em minha direção.

Eu ainda não estava pronta para fazer sexo oral nele, então fiz o mesmo que na noite anterior embaixo do chuveiro, enquanto me inclinava sobre seu corpo, beijando-o minha mão fazia os movimentos de vai e vem em seu membro.

-Porra! –ele gritou e então senti seu liquido quente jorrando em minha barriga. –Me deixa limpar isso. –ele disse ofegante, puxando um pedaço da manta e limpando a minha barriga, mas mesmo assim ela continuou pegajosa, não achei tão nojento, eu ouvia as garotas na escola falando que aquilo era muito nojento, mas não era algo tão insuportável assim. Deitei por cima de seu corpo, sentindo seu membro flácido em minha barriga.

Ele deu uma risadinha baixa.

-O que foi? –o encarei. –Eu fiz algo de errado?

-Não, você é maravilhosa. –ele fazia movimentos circulares em minha costa, me mandando uma sensação de calmaria. –É que eu nunca nos imaginei nesta situação antes.

-Ah. –corei, enterrando meu rosto em seu pescoço cheiroso.

Eu senti o sol da tarde esquentando minha pele, e os carinhos de Edward continuaram por um bom tempo.

Depois de uma sessão de amassos digna de uma sessão de filme pornô em uma locadora, e depois do lanche da tarde Edward propôs voltarmos para casa.

O caminho de volta foi feito em um clima leve. Eu ainda meio tímida pela intimidade que trocamos na campina, mas ainda assim sua presença era confortante.

Eu não sabia que eu podia me sentir assim com ele. Mas por outro lado eu queria impelir esses sentimentos para longe de mim, afinal ainda tinha toda aquela coisa de casamento arranjado e sem sentimentos. Embora ele fosse o cara mais carinhoso, gentil e apaixonante do mundo, eu sabia que ele fazia aquilo pura e simplesmente para termos uma boa convivência em nosso casamento forçado, afinal quem queria viver em pé de guerra embaixo do próprio teto? E eu como uma boba iludida estava caindo certinho nessa armadilha chamada amor.

Eu sabia que iria quebrar a cara, mas o que eu poderia fazer, eu já estava apaixonada por Edward Cullen, e isso era uma coisa que não tinha como voltar atrás, não dava simplesmente para você arrancar o sentimento de dentro de você.

Afinal se fosse fácil assim deixar de amar alguém, não existiram tantos livros, filmes e músicas sobre corações partidos e amores impossíveis.

Notas finais
Hmm... Quem ai quer ir a um piquinique com Edward Cullen!
digam-me o que acharam do capitulo, perceberam alguma coisa?
Vocês querem que eu prolongue a fic ou que eles casem logo e fim?? Porque tive algumas ideias aqui que tou louca para escreve-las *-*
Então é isso deixem seus comentários e recomendações, afinal eu mereço pois tive um trabalho enorme nesse capitulo, espero que tenham gostado *-*
Bjussss e até segunda que vem com mais um capitulo!!