O casamento da semana

Reunira grande parentada

A célebre Machadada

Toda reunida estava

O primo gordo

Com vasta pança de chope

Observando várias bundas

Com um olhar triste

Chega o noivo, bem contente

E pergunta: o que viste?

Nada de mais, primo

Muito bonito seu casório

Vou ficar aqui, parado

Olhando a pilha de bem-casados

O noivo então foi embora

Saiu um pouco, foi dar uma volta

Naquela bendita hora

O primo, na frente da cerca

Pousou um bem casado

e pensou, que merda

gordo desse jeito

não arrumo nem namorado

quem dirá namorada!

Acho que nem uma mal falada!

Que horror, que tormento

Mas a visão daquele momento

Acalentou-o, excitou-o

Aliviou seu pensamento

Pois ali estava a bebida

Para animar-lhe o casamento

A cerveja descia pela goela

Pois o que ele não queria

era ficar ali de vela

O bêbado, super contente

Não sabia mais o que fazia

Enquanto a noite vagarosamente caía

E pensou numa estripulia

“Pois vou aprontar, ainda de dia!”

Olhou, com olhar malicioso, para o bem casado

E dentro de instantes ele já estava mijado

O passarinho, gorjeando

Uma andorinha, que ali havia pousado

Veio, passou, e roubou-lhe o bem casado;

E largou-o de novo

Logo na mão do noivo!

Ele, feliz

Tacou-lhe uma mordida

Distraído, inocente

E o bêbado, rindo, perguntou-lhe:

O que sente?

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