Casais Improváveis
56 Lily Potter & Alvo Potter
Notas iniciais
Tema: Harry Potter
Shipper: Lily Potter & Alvo Potter
Secret Love
– Esses bolinhos da vovó são realmente fascinantes! – comentou James, meu irmão comendo feito o tio Rony.
– Hum eu sei disso – disse o tio Rony com a boca cheia.
Eu adorava os feriados em família, principalmente quando eram na Toca. Sempre era divertido e sem falar que a comida da vovó Molly era sem igual! Por isso James e tio Rony não paravam de comer quando estávamos lá.
– Alguém ai viu o Alvo? – perguntou meu pai entrando na cozinha.
– Ele sumiu de novo? – indaguei suspirando.
– Sabe como é seu irmão Lily... – suspirou cansado — Mas enfim, viu ele?
– Não, mas vou procurá-lo. – disse saindo para o quintal e deixando os homens aproveitando os bolinhos.
Alvo estava estranho ultimamente, não que ele tenha sido normal algum dia, mas esses tempos ele estava mais isolado e quieto. Isso me incomodava, principalmente pelo fato de ele parecer sempre me evitar. Quando eu entro ele dá uma desculpa e sai, quando eu o chamo ele fingi que não escuta. Fico frustrada com isso! Se ele estava com raiva de mim tinha que me dizer pelo menos o porquê! E por esse motivo eu tenho feito de tudo para me aproximar dele, inclusive procura-lo quando ele sumia.
Vasculhei o quintal e nada. Então voltei para dentro da casa e subi até o quarto, ele só podia estar lá. Tentei não fazer muito barulho e abri a porta do quarto dele e do James devagar.
Como eu esperava lá estava ele, sentado na cama olhando para a janela.
Com rapidez fechei a porta e lancei o feitiço Abaffiato para que ninguém se intrometesse na nossa conversa.
Ele saltou da cama e ficou me encarando assustado.
– Lily! Ficou maluca? – perguntou ainda de pé.
– Olha quem fala! – guardei minha varinha – Você que anda estranho ultimamente! Evitando nossos pais e principalmente a mim! – sentei-me na cama de James – Me diga Alvo, o que esta acontecendo?
Cruzei os braços e o encarei com firmeza. Ele não iria sair dali sem me esclarecer tudo.
– Lily, por favor! Não tem estranho comigo – ele voltou a sentar na cama e olhar a janela – e vá embora.
– Viu? É disso que eu estou falando! – ele se virou e me olhou confuso – Você sempre me manda ir embora! Nunca fica no mesmo local que eu, diga logo o que eu te fiz!
– Não tem nada de errado Lily! – ele se alterou – Pare de me pressionar!
Fiquei triste por ele me tratar daquele jeito. Ele era meu irmão... meu amigo, eu o amava muito, doía ser tratada assim.
Eu brigava todo o dia com James, porém isso não me afeta do mesmo jeito que as brigas com Alvo, com ele é diferente, sinto vontade de chorar sempre que discutimos. Isso desde criança.
– Alvo... por favor, chega. – praticamente implorei a ele.
Ele me olhou e logo sua expressão amenizou, agora parecia que ele havia ficado com pena de mim.
– Lily... Eu... Eu – ele não conseguia formar uma frase, parecia muito nervoso.
Me levantei e fui até ele, ajoelhando-me em frente a cama. Ele recuou um pouco parecendo que eu iria tentar fazer mal a ele.
– Alvo, me diga o que está acontecendo. – pedi com firmeza, o encarando sem ao menos piscar.
Ele me olhou em silêncio por alguns segundos.
– Não – ele se levantou e ficou de costa para mim – eu não posso Lily, por favor, vá embora.
Olhei para seu semblante de costa e continuei na mesma posição por um momento, enquanto sentia meu peito doer ao vê-lo assim comigo.
Eu não podia sair dali e continuar fingindo que aquilo não me afetava. Não iria suportar mais conviver com ele como se fossemos desconhecidos.
Ergui-me e por impulso o abracei, envolvendo meus braços pela sua cintura e apoiando a cabeça em suas costas. Ele ficou rígido com meu toque, tenso.
– Alvo, eu não suporto isso! Eu te amo... – porque eu senti que aquele eu te amo não era amor de irmão?
Eu estava confusa demais. Tudo que eu queria era ficar ali abraçada nele até que alguém viesse e me tirasse.
– Lily, você não sabe o quanto sua declaração acaba comigo... Não entende. – ele se virou para mim e estava... Chorando?
– Alvo, por que... – ele me interrompeu.
– Lily, eu não quero te evitar, é só que eu preciso te evitar para não causar problemas. – disse entristecido.
– Que problemas Alvo? Diga-me logo o que está acontecendo! – eu estava a ponto de entrar em desespero.
– Não posso Lily, eu tenho que lutar contra isso! – seu rosto estava contorcido, como ele estivesse com dor – Eu tenho que expulsar esses pensamentos, você é minha irmã... Irmã... – ele pareceu remoer essa última palavra.
Eu não sei por que, mas sabia do que ele estava falando. Agora eu entendia tudo! Eu o amava, sim, mas não do jeito certo ou como irmão. Eu o amava como algo a mais e ele sentia o mesmo, por isso estava me evitando. Mas não poderíamos... Seria um ultraje! Porém ultraje maior seria deixar esse sentimento morrer.
– Alvo, eu te amo – disse segurando seu rosto – e não me importa se somos irmãos ou não – ele fez menção de me interromper, mas eu o calei com o dedo – Eu sei que você deve achar que sou maluca, e eu sou mesmo. E não vou esconder meus sentimentos.
– Lily, isso é insanidade! Não entende a gravidade dessa relação? – ele parecia mais desesperado do que eu.
– Eu não ligo Alvo! Sei que não poderemos contar nada a ninguém, mas vou me formar ano que vem e você esse ano, depois da escola podemos ir morar juntos! Ir para outro país, viver juntos! – dizia alegremente com a ideia.
Ele ficou em silêncio, pensativo e aquilo não estava me deixando nada feliz.
– Diga alguma coisa! – pedi sacudindo seus ombros.
– Lily... Eu... – ele estava em conflito interno, podia ver isso.
– Vou esclarecer pra você. – e o beijei.
Ele não relutou nem um momento, nós dois queríamos isso e nenhum tinha força para negar. Beijamo-nos suavemente, como Alvo era doce! Um primor de pessoa! Como eu o amava! Agora podia sentir mais forte do nunca.
Separamo-nos e nos encaramos.
– Eu sempre gostei da Itália. – comentou sorrindo.
Sorri de orelha a orelha e o abracei deixando a alegria me dominar.
– Eu te amo Alvo! Para sempre!
– Eu te amo Lily, de todas as formas para sempre.

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