Casais Improváveis
7 Zero e Arme
Notas iniciais
Mais um capítulo, esse é do tipo " Amor de criança" , só se não deixei claro ali em baixo --'
O banco não era alto, mas seus pés, que ela balançava constantemente, mal tocavam o chão. Seu sorriso branco e reluzente, verdadeiramente feliz, impressionava as pessoas que já a conheciam e sabiam que ela era uma criança mais séria, poucos sabiam que o motivo era ela não ter outras crianças com quem brincar, possuia apenas a companhia dos livros.
Mas aquele foi um dia diferente.
Tinham mais pessoas estranhas entrando em sua casa e de seu avó, uma importante escola, do que geralmente. Muitas pessoas grandes, e que (finalmente!) traziam suas pessoas pequeninas com elas.
Era a primeira vez que a menina via tantas pessoas pequeninas como ela.
Nesse dia ela saltitou em direção a elas, recepicionou-as e explicou tudo que sabia sobre aquele lugar e livros, o que era muito, algumas ficavam realmente interessadas, outras sorriam por educação, mas um pequenino chamava atenção dela. Seus cabelos eram de uma cor estranha para a idade dele, não que ela pudesse reclamar da estranheza de qualquer cor de cabelo, os proprios fios eram roxos, mas os dele eram brancos! Nenhuma pessoa pequenina tinha cabelos brancos. E seus olhos, ela não conseguia ver seus olhos, nem o que estava debaixo da franja.
E ali, sentada naquele banco, depois de muito correr e brincar, ela encarava intrigada o menino.
Ele estava sentado embaixo de uma árvore, estava assim desde que os outros pequeninos começaram a se divertir. Reunindo a pouca coragem infatil que precisava, ela pulou do banquinho e correu até ele.
Ela parou do seu lado, respirando forte por causa da corrida, e ele nem levantou a cabeça, a menina se sentou do lado dele.
Oi, pequenino. — Sorriu.
E tudo que recebeu de volta foi um sussurro, com um tom um tanto mal-humorado e ríspido:
Do que me chamou?
Pequenino...? — Ela sussurrou de volta, os olhos arregalados de surpresa e curiosidade.
Não me chame assim — Respondeu.
Do que eu te chamo então?
Ela não teve resposta.
Que tal o nome? — A roxinha sorriu ao pensar nessa solução. — Eu sou Arme.
Zero.
Quê?
Zero, meu nome. — Sussurrou com impaciência.
E ela riu. Ele olhou indignado para ela, os olhos ainda cobertos pela franja.
Que nome estranho, mas eu não posso dizer nada, né? — Disse sorrindo.
Se antes ele sentiu raiva pelo comentario, depois ele um pequeno sorriso escapou de seus labios, achando graça da criança que estava a sua frente.
QUE LINDO! — Ele se sobressaltou com o grito, o sorriso sumiindo. — Aaah — Reclamou triste a roxinha. — Você fica tão lindo quando sorri.
Ele sorriu de novo, contagiado pela doçura de Arme.
Você também fica linda quando sorri. — Disse um tanto corado, coisa que nunca acontecia.
É ISSO! — Ela gritou novamente, dessa vez sem assustar o garoto. — É isso que os livros sempre dizem e que eu sempre quis saber como era, mas eu nunca tive oportunidade, mas agora que você disse eu sei, eu sei que é assim, é igualzinho aos livros... — Ela começou a dizer mais baixo e muito rapido, impedindo Zero de entender o que ela dizia.
Arme, Arme... — Ele tentava interrompe-la, mas ela não parava de falar. Então segurou seus braços e a chocalhou um pouco para que prestasse atenção nele. — Arme- repetiu. — Do que você está falando?
Namorados, oras! — Ela disse indignada. — É assim, igual aos livros, é bem assim que acontesse e eu sempre quis saber como era na vida real. — Ela disse mais pausadamente.
Hã...?
Ela sorriu mais feliz do que nunca e segurou as mãos do garoto que ainda estavam em seus braços.
Zero, quer ser meu namorado? — Disse num tom formal e infantil, parecia até que estava brincando, mas até agora, não tinha falado algo mais sério.
Ele sorriu e balançou a cabeça, então isso era namorar.
Aham — Murmurrou.
Ela se jogou em seus braços e o abraçou com força.
Então está feito, somos namorados, como os livros dizem.
Ele retribuiu o abraço. Logo ela se separou e sorriu para ele:
E já que eu sou sua namorada, eu posso ver... — Sem completar a frase ela levou a mão a franja dele e afastou.
Nã... — Mas antes que Zero pudesse impedir, o sorriso de Arme se desmanchava lentamente, ele a olhou preocupado. — Arme?
Ela se manteve mais alguns segundos em silêncio, e passou a mão pelo seu rosto.
Eu gosto tanto disso, porque esconde debaixo da franja? — A roxinha encarava aquilo com tanta admiração e interesse. Ele sorriu, era a primeira pessoa que não o olhava nojo após ver aquilo.
Ele levantou, a abraçou e rodou no ar. Estava muito,muito feliz.
E o dia passou assim, os dois correram e brincaram, se jogaram no chão e rolaram na grama, se escoderam e se chamaram de namorados.
Mas o dia chegou ao fim, e eles tiveram que se separar.
Venha me ver de novo, viu, namorado? — Ela disse sorrindo.
Ele concordou com a cabeça e seguiu seu grupo. Talvez eles realmente se encontrem, talvez nunca mais se vejam, mas isso depende do destino, e nem eles, nem eu, controlamos o destino.
E foi assim, dentro dos muros daquela escola, que com um garoto pequenino, que Arme teve seu primeiro namorado.
E também foi assim, naquele mesmo dia, ainda criança, que Zero descobriu o que era o amor.
Notas finais
Obrigado! Espero que goste! *---*
Desculpem-me por ter demorado a postar. --'
Eu postei uma nova história, com a Nath, This is Halloween, se quiserem vão lá dar uma olhadinha, eu ia gostar muito *0*
Eu gostei muito da ideia, talvez não do jeito que eu escrevi, mas da ideia que eu tive.
Reviews, eu gosto muito, lá você pode reclamar, dizer que gostou, ou não, perguntar algo que você não entendeu, dizer como odiou, recomendar casais e etc. E ainda me deixa muito, muito feliz! (:
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