Casais Improváveis
1 Jin e Mari
Notas iniciais
A mochila era pesada de mais para seu corpo. O suor escorria pelo seu rosto e era possível ver o esforço que ela fazia para levar a imensa mochila do seu quarto para a porta da base.
Ela não sabia o que fazer. Já havia tentado de tudo, mas aquela coisa era pesada de mais para ela.
No momento ela arrastava a mochila azul pelo chão da base. E ela ainda teria que descer escadas! Aquilo seria impossível para a garota.
– Hey, Mari, precisa de ajuda? — A azulada corou fortemente. Jin havia falado com ela, havia perguntado se queria ajuda, e ela não sabia o que fazer além de dizer:
–Não, não precisa.
Ele sorriu.
– Eu não sou nenhum tipo de monstro, Mari — Ele tocou seu rosto — Não precisa se intimidar.
Ela corou mais e sorriu de volta.
– Eu sei que não, Jin.
– Ainda bem que sabe. — Ele continuou sorrindo, depois de um longo tempo em que eles se encaravam, Mari piscou os olhos, voltando a realidade.
– Eu adoraria conversar, mas tenho que ir.
– Vai aonde?
Ele a olhou com interesse.
– A biblioteca, tenho que devolver alguns poucos livros.
Ele olhou para a imensa mochila.
– Poucos, né...? Uhum... Sei...
Ela ignorou o breve sacarsmo e voltou a puxar a mochila.
– Você realmente pretende ir até a biblioteca se esforçando assim?
– É...
– Mas não vai.
Ela lhe olhou confusa.
– Como assim não...
Ele pega a mochila do chão e joga nas suas costas.
– Não precisa fazer isso...
– Não temos que ir a biblioteca?
Mari lhe deu um olhar estranho.
– O que você carrega aqui, tijolos?
– Eu já disse... Apenas alguns livros.
– Alguns?
– É...
Ele lhe deu um olhar cético.
– Isso nao tem o peso de alguns livros.
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A biblioteca era enorme, como Jin nunca a tinha visto antes? Ele acompanhou Mari até o grande portal que dava a entrada, ela o indicou o lugar para deixar a mochila, enquanto procurava mais 'alguns' livros para ler, Jin achou um livro enquanto esperava, algo sobre lutas.
A obra em suas mãos a surpreendeu.
– Desde quando você lê? — Ela perguntou surpresa. Pegou o livro de suas mãos e analisou o título. Ele rolou os olhos.
– Eu não sou inútil, eu sei ler. — Disse com uma expressão séria.
Ela corou.
– E-Eu não quis dizer isso... — Ele sorriu.
– Sei que não.
Jin começou a sentar em uma mesa quando ela segurou sua mão, o impedindo.
– Não gosto de ler aqui, é muito... Muito quieto. — Ele sorriu, mas nao era obvio que ali seria quieto? Afinal, aquilo era uma biblioteca. — Eu gosto de ler lá fora, quer vir comigo? — ele levantou-se, ainda segurando a mão de Mari e a levou para fora.
Pararam em um sossegado parque que ficava logo em frente a biblioteca. Ela tomou a frente e os levou até a sombra de uma arvore.
Ela olhou para a sua mão entrelaçada a do garoto, corou e logo retirou a mão dali. Ele não entendeu a ação da garota, mas nao fez nenhum comentário.
Após ela ter começado a ler, Jin nao agüentava o local tão calmo e quieto. Segurou a mão livre dela e começou a brincar com a mesma. Ela tirou os olhos do livro e o encarou.
– O que foi? — Ele perguntou ao perceber o olhar dela em cima dele.
– O que você está fazendo? — Ela falou lentamente.
– Uh... Segurando sua mão? — Ela corou .
– Isso é... Constrangedor — Ela puxou sua mão da dele.
Ele sorriu e pegou a mão dela de volta.
– Que continue sendo constrangedor, eu nao vou soltar sua mão.
– Porque...?
Ele pensou por um tempo.
– Não sei, acho que gosto da sensação da sua mão na minha. — Ela corou e olhou para as duas mãos por um tempo.
– O que isso quer dizer?
– Hã?
– Isso tem que significar algo, tem que ter algum fundamento. Tudo tem uma explicação.
Ele apertou sua mão.
– Nem tudo precisa de uma explicação.
– Mas tem que ter! Eu preciso entender isso!
– Isso o que?
– Essa sensação estranha de estar perto de você, o coração acelerado e como eu nao consigo pensar direito. É tudo tão diferente! Eu já procurei em todo lugar, mas eles nunca explicam nada. Nada que possa me ajudar.
Ele sorriu, nao podia acreditar no que estava ouvindo.
– Eu acho que sei o que é.
Ela o olhou surpresa.
– Sa-sabe? — Ele se aproximou dela.
– Uhum. — Ela corou e antes que pudesse falar mais alguma coisa ela sentiu o toque dos lábios deles no seu. Ela nao podia pensar, isso deveria incomoda-la, ela deveria ser racional, mas aquilo nao importava no momento. Ela só queria... Continuar com aquilo.
Depois de um tempo eles se separaram e ela o abraçou.
– Já leu sobre paixão, Mari?
Notas finais
Eu quero fazer os capitulos serem brevemente ligados.
Ficou horrivel... eu sei.
No iPod parecia bem maior . esse capitulo ficou extremamente pequeno '-'
Deixem um review, faz bem pro coração da autora *-*
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