Casais Improváveis
12 Dio e Lire - Especial de Halloween
Notas iniciais
Desculpa, desculpa, desculpa!
Eu fiquei de castigo porque fiquei em português por um ponto.
Um ponto!
É verdade que eu meio que relaxei nas ultimas provas e me ferrei porque já achei que estava passada.
Então minha mãe me devolveu o netbook hoje.
Desculpa!
A primeira vez que o vi, gotas de suor desciam pelo seu corpo, sua postura transmitia confiança, ele sabia perfeitamente o que estava fazendo, suas mãos realizavam movimentos rápidos, fortes e perfeitos, sua concentração estava voltada no que ele fazia.
Seu rosto mantinha-se abaixado, tudo que se podia ver eram seu cabelo vinho e chifres.
O que seria bem estranho se não fosse Halloween.
Eu odiava o Halloween tanto quanto eu odiava rock.
Mas lá estava eu parada no meio da multidão encarando um guitarrista no meio de um show de rock no Halloween. Ainda havia os demônios, que circulavam pela nossa cidade como pessoas normais, a população não estava assustada com a verdade, nossa cidade estava acostumada com monstros há décadas.
O que eu não fazia pelo meu namorado?
Apesar dele não ser nada comparado ao ser que me chamará a atenção no palco.
Então, ele levantou a cabeça e varias garotas gritaram e suspiram, nada menos do que o esperado comparado com a visão que se teve: seu rosto era perfeito, sem nenhuma marca, a pele parecia ser macia e eu queria toca-la, seus sorriso era tão perfeito e sombrio que só me fazia querer me aproximar dele, e seus olhos, no mesmo tom do cabelo, eram profundos e quando eu os encarava eles pareciam me levar parar outro lugar.
Inconscientemente, eu dei um passo em sua direção.
Tive a desconfortável sensação de que ele olhava para mim. Besteira. Mesmo assim eu desviei o olhar e voltei a procurar meu namorado.
E o encontrei. Infelizmente.
Seu cabelo, sua fisionomia, seu jeito, era impossível ser outra pessoa. Eu comecei a caminhar em sua direção, minha visão começando a ficar nublada pelas lagrimas, eu cutuquei seu ombro, ele ainda demorou um pouco para desgrudar os lábios da menina que ele estava agarrado, sorrindo, ele se virou para mim, e quando me identificou, ficou surpreso.
– Lire?! O que tá fazendo aqui? – Ele afastou um pouco a menina para trás de si, tentando esconder o segredo. Acho que ele estava mais surpreso do que deveria.
– Vim te fazer uma surpresa e parece que consegui. – As lagrimas que eu estava tentando segurar começaram a cair, mas eu permaneci em pé, encarando-o.
– Lire, não é o que você está pensando...
O barulho do tapa que eu dei nele ecoou e fez muitas pessoas virarem para ver o que estava acontecendo. As pessoas que me conhecem provavelmente não acreditariam, eu não era agressiva e não chorava em publico.
O que eu não fazia pelo meu namorado?
– Espero que você fique feliz com ela. E só com ela. – Eu suspirei e olhei pela última vez para a cara dele. – E já que eu sei que você não é muito inteligente, isso quer dizer que estou acabando com você. – Eu dei as costas e comecei a andar para longe dali, eu conseguia ouvir os amigos dele implicando com ele e a última nota da música sendo tocada.
O seu estava sendo sem estrelas e a o brilho da lua estava mais forte. Fechei meus olhos e deixei as lagrimas caírem.
– Você não é do tipo que parece gostar de rock. – Não olhei para a pessoa.
– Não gosto.
– Interessante. – A pessoa tocou minha mão para eu abrir os olhos. O garoto de chifres e olhos profundos estava parado na minha frente. Seu rosto ainda era mais bonito de perto.
– Dio. – Ele estendeu a mão, mas eu não a toquei, ele a abaixou. Após um tempo de silêncio ele perguntou: — E o seu?
– Quê?
– Seu nome. Qual é o seu nome?
– Lire. – Ele confirmou com a cabeça.
– Belo nome. – Eu sussurrei um obrigado. Ele voltou a cantarolar a última música que ele cantou no show, eu conhecia o ritmo e acompanhei. Lentamente ele se aproximou de mim e segurou minha cintura, ele me abraçou e sentiu meu cheiro, e me beijou.
Eu me perguntava onde estava a gentil e meiga Lire.
Quem era aquele garoto? Porque ele apareceu ali? Porque eu estou aceitando a situação? O que vai acontecer se alguém me vir?
Eu parei de pensar nos meus atos, no que aconteceria se alguém me visse lá, nos boatos que ocorreriam, eu me deixaria levar pela correnteza.
Eu estava começando a ficar sem ar e ele percebeu, sua boca desceu pelo meu pescoço e ficou por lá. A sensação era boa e segundos depois eu já tinha esquecido porque eu estava chorando. No momento eu estava me perguntando porque meu pescoço estava doendo tanto.
– Dio... – Eu consegui sussurrar.
– Calma, querida Lire, é só um pouco de sangue, nada de mais.
Meu coração parou por um segundo.
– É um deles...
– Você é bem esperta.
Eu sabia que existiam, todos sabiam, mas nunca achei que seria uma vitima deles. Dos demônios.
Ele percebeu minha surpresa, e riu levemente. A sensação não era ruim, mas eu sentia que não deveria estar ali, mesmo assim não fui embora, era bom ter ele perto de mim.
– Fique comigo, eu nunca vou te deixar chorar. – Ele sussurrou e eu suspirei. Eu o abracei mais forte e concordei.
Um dia me ensinaram que todos tinham um anjo, alguém para te guardar e proteger, Dio era o meu, cobrava meu sangue para me proteger. A ironia de toda a situação me agradava.
Depois desse dia, os boatos aconteceram, sobre meus estranhos encontros, saídas repentinas, o fim do namoro.
– Você mudou, Lire. – Era a frase que eu mais ouvia desde então.
Era verdade, então, tudo culpa do meu ex-namorado.
Afinal, o que eu não fazia por culpa dele?
Notas finais
Para quem le THI ( This is Halloween) minha outra fic com a Nath, atrasou por minha culpa, mas a gente já vai dá um jeito nisso...
Bem... obrigado por ler. Agora que eu voltei, eu vou postar os proximos capitulos assim que possivel.
O proximo é o meu presente de aniversario, então eu vou escolher o casal, depois desse vai ser um Arme e Jin, que me pediram, mas não tenho certeza se esse vai ser o de Natal ou não.
Qualquer erro me avisem, por favor!
Obrigado!
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