Casados Por Acidente
49 Capitulo 49 - Com Certeza esse é meu final Feliz..
Notas iniciais
— Vamos!
O caminho até a médica parecia estar mais longo que o normal. Edward havia me convencido a mudar de médico, só concordei porque realmente não havia me dado bem com Dr. Caius
— Relaxa Swan! — Edward sussurrou em meu ouvido e me abraçou.
— Estou tentando amor! — disse e deitei minha cabeça em seu ombro.
Minutos depois o motorista nos avisou que havíamos chegado. Estávamos no estacionamento do prédio. Aparentemente nenhum fotógrafo a vista, ainda era muito complicado sair às ruas. Edward saiu primeiro e me ajudou a sair. Estávamos perto do elevador quando me dei conta que não havia pegado minha bolsa, Brad, um dos seguranças que nos escoltava em praticamente todos os lugares. Um dos únicos de confiança, disse que voltaria ao carro e pegaria para mim. Agradeci e Edward sorriu malicioso, olhei para ele sem entender. Ele me puxou para si, beijou lentamente meu pescoço causando-me leves arrepios pelo corpo
— O que acha de elevador? — perguntou baixinho no meu ouvido
—Oh meu Deus... Nada disso Cullen! — O repreendi e ele gargalhou.
— Relaxa Swan, estou só brincando. — Disse e Brad voltou me entregando minha bolsa. Agradeci novamente e a abri, peguei o último exame e vi em que andar era, havia anotado no papel do exame as informações da minha nova medica, tinha uma péssima memória. Entramos no elevador e eu apertei o botão do sétimo andar. O andar inteiro era o consultório 'Feminino'.
Tivemos que aguardar uns quinze minutos, a Dra. Siobhan terminava de atender outra paciente. Olhei o relógio pregado em uma das paredes que tinha um tom de rosa claro, e a hora parecia ter se arrastado e constatei que havíamos chegado antes do horário mesmo. Tomei um susto quando Edward segurou minhas pernas, sem perceber as estava batendo no chão, causando um barulho desagradável.
— Acalme-se ! — Pediu e me deu um beijo no rosto.
— Não consigo! — Disse revirando os olhos. E senti uma leve dorzinha, paralisei no mesmo momento, e toquei minha barriga, meu Deus, não podia ser nada grave. E logo aconteceu de novo e mais forte, foi então que me dei conta do que realmente era, e que não havia percebido o que era quando aconteceu na noite anterior.
— Oh meu Deus! Como sou burra!
— O que foi pequena? — Edward perguntou aflito
— Nosso bebê chutou! — murmurei e Edward agachou-se a minha frente e começou a tocar minha barriga.
— Chuta pro papai, meu amor. — Ele dizia baixinho pra minha barriga, e foi então que parecia que estava acontecendo uma rave dentro de mim. Lágrimas escorriam pelo meu rosto, deixando minha visão totalmente turva. Tentei sem sucesso limpar as lágrimas do rosto do Ed.
— Isabella Cullen — A secretária me chamou. — Pode entrar.
Edward limpou suas lágrimas rapidamente e levantou-se, respirei fundo e me recompus, levantei-me e quase corri até a sala da doutora. Edward tentava me controlar mas sem sucesso.
— Isabella Cullen, prazer, sou a Dra. Siobhan, Como está? — A doutora perguntou assim que entrei. Ela aparentava estar por volta dos cinquenta anos, era negra, sem sinal algum de rugas apenas pequenas marcas de expressão na bochecha e testa, seu rosto era redondo, olhos cor de mel, era alta com um corpo curvilíneo, seus cabelos cacheados estavam soltos, vestia uma calça jeans clara uma blusa preta lisa, um salto preto fechado e seu jaleco por cima.
— Nervosa. — murmurei a fazendo rir
— Você deve ser o Sr. Cullen, como vai ? — Siobhan perguntou o cumprimentado com um aperto de mãos.
— Muito bem doutora, bom, na verdade ansioso. — Edward sorriu torto, me fazendo derreter por ele.
— Pode deitar ali Isabella. Vamos torcer pra poder ver o sexo do bebê hoje. — A doutora sorriu. Caminhei até a cama e com ajuda de Edward deitei, levantei minha blusa.
—Aguarda só um instante meu bem. — Siobhan pediu. — Essa semana trocamos todos os equipamentos do consultório por novos. Se acostumar com o novo às vezes se torna difícil. — Sorriu e passou o gel em minha barriga, como aquilo estava gelado. — Pronta? — Perguntou sorrindo, assenti e ela foi espalhando o gel por toda minha barriga com a maquininha.
— Oh meu Deus!
— O que foi? — Edward perguntou rapidamente
— Conseguem ouvir? — indagou e fizemos silêncio, aos poucos a sala foi preenchida pelo som do coraçãozinho do meu bebê. Era a segunda vez que ouvia e a cada batida, eu me emocionava. Logo em seguida por mais um som de coraçãozinho.
— Parabéns papais, vocês terão gêmeos. Senti as lágrimas escorrerem por meu rosto, Edward estava branco que nem papel, mas sorria tão lindo, queria poder eternizar esse momento, seus olhos brilhavam enquanto olhava para a pequena televisãozinha, mesmo sem entender nada do que ali estava. Siobhan começou a nós mostrar na pequena televisão nossos bebês. O que eram suas mãozinhas, perninhas.
— Tem um que colaborou agora, parabéns papais, um deles é menino. — A doutora sorriu e tentou nos mostrar também. Sorri para Edward e sussurrei entre as lagrimas.
— Nosso Thomas! Ele sorriu assentindo e beijou minha testa.
Ele sorriu assentindo e beijou minha testa.
— E.. É uma menina! Parabéns Sr. e Sra. Cullen, terão um casal!
No meu último ultrassom não havia dado que teria gêmeos, a Dra Siobhan, disse que isso talvez possa ter sido um erro do médico, mas não quis entrar em detalhes pra não queimar o colega de profissão.
— Alison.. É um belo nome é até a Alice vai concordar comigo! — Edward disse tocando minha barriga, estávamos deitados em nossa cama curtindo as novidades.
— Helena amor. É infinitamente mais lindo que Alison! — Retruquei de volta.
— Assim fica difícil... Acho melhor escolhermos outros nomes.. — disse fazendo beicinho.
— Okay Sr. Teimoso vamos escolher um, que ambos gostem. — sorri e lhe dei vários selinhos por todo seu rosto.
— Que tal Chloe, ou Lucy, Lizzie, Mariene ou Eloá. Gosto desses nomes.. — Edward disse sorrindo
— Gostei de Chloe!
— Chloe Swan Cullen! Sorrimos e então recebemos chutes de aprovação. Só conseguia gargalhar e fazer caretas de dor ao ver a empolgação de Edward e dos bebês ao me chutarem.
Um mês depois
Havia acabado de pegar mais um travesseiro e ajeitado em minha cama, mal conseguia dormir a noite, não havia uma posição boa o suficiente, e quanto eu finalmente achava, Thomas e Chloe não me deixavam dormir..
— O que você acha? Depois dos pequenos nascerem? — Edward perguntou deitando ao meu lado na cama. Em uma ligação recente que Alice fez, ela tocou no assunto do casamento, com a chegada da gravidez, isso tinha ficado de lado.
— Que tal o próximo final de semana? Amanhã ainda é segunda, da tempo de organizar algo super íntimo, a não ser que queira fazer uma big festa! — Disse sorrindo e gesticulando minhas mãos demonstrando o quão poderia ser grande
— Pode ser amanhã mesmo meu anjo, só quero tornar isso oficial, com o grande "Sim" de ambos ! — Respondeu me provocando e mostrei a língua a ele, que revirou os olhos e veio para mordê-la, mas não deixei.
— Chata! O puxei para mais pertinho de mim, e fingi que ia beijá-lo e o lambi, Edward fez uma careta me atacou, lambendo todo meu rosto e por último meus lábios, onde depois depositou vários beijinhos.
— Jogou sujo.. — Sussurrei e em um dos selinhos mordi levemente seu lábio e aprofundei o beijo. Nossas línguas se tocavam com cada vez mais ânsia e em poucos segundos tive que interromper para recuperar o fôlego. Edward fez uma trilha de selinhos até meu pescoço, onde dava leves chupões me fazendo gemer baixinho. Lentamente Ed abaixou as alças de meu baby doll, deixando meus seios desnudos, e sua boca seguiu uma trilha de beijos molhados intercalado com chupões, Edward circulou minha aréola com sua língua e depois chupou com força meu seio, mordi o lábio tentando conter o gemido.
— Aí, aí, aí — resmunguei de dor assustando Edward
— O que aconteceu?
— Seu filhos, querem me quebrar.. — sussurrei, e toquei minha barriga.
— Calminha ai, assim mamãe não aguenta. Edward colocou as mãos sobre minha barriga sentindo nossos babys agitados.
— Esse fim de semana então? — Indagou
— Esse fim de semana.
[...]
— Você ficou louca Isabella? — Alice disse me olhando brava.
— Sério mesmo Alice? — Perguntei fazendo careta.
— Como vou preparar um lindo e grandioso casamento em menos de uma semana?
— Não vai ser nada grandioso. Será no jardim daqui de casa, com apenas as famílias. Cerimônia íntima Alice. Apenas para oficializar de verdade. — Respondi e Alice se jogou no sofá mais brava ainda.
— Se não quiser ajudar, tudo bem, peço ajuda a Nina.
— O que? Nada disso Belícia, eu vou ajudar. Vamos lá, temos coisas a organizar, seu vestido a comprar, o cardápio, convites, lista de convidados, a decoração, e não menos importante as madrinhas! — Ela sorriu dando uma piscadela.
— Acho que você não precisa nem de convite né? — Sorri revirando os olhos.
Alice pegou um bloquinho de notas, e começamos a falar de todas as opções que tínhamos para tudo. No fim daquele dia mostrei ao Edward e juntos decidimos tudo.
— Ed, e seus pais? — Perguntei enquanto fazíamos a lista de convidados.
— Convide só a minha mãe Bella...
— Mas e sua irmã, seu pai? — questionei
— Não sou bem vindo naquela família, então eles também não serão na nossa. Simples assim.. — respondeu rispidamente
— Encerramos então.. Guardei minhas coisas, dei boa noite a ele, e deitei de modo mais confortável. No dia seguinte Alice e eu iríamos pessoalmente comprar tudo.
[...]
— O grande dia finalmente chegou querida. — mamãe dizia, toda chorosa. ―Eu trouxe algo. — ela virou-se pegou algo em sua bolsa ― Isso vai ser, seu algo azul e emprestado, me devolva depois, porque foi um dos poucos presentes que seu pai me deu. – Disse revirando os olhos e colocou em meu pulso uma pulseira fina de ouro, com pequenos cristais azuis, que não soube identificar. Sorri e agradeci.
— Finalmente é hoje mãe. — Sorri, levantei-me da cadeira, estava tão ansiosa. Olhei-me no espelho, estava com olheiras horríveis, Alice me mataria assim que me visse. Mas eu simplesmente não consegui dormir noite passada, toquei minha barriga, meus bebês estavam caminhos. Meu vestido ia até os joelhos, seguindo a tradição do branco, era um tomara que caia, mas era coberto nos ombros e manga longa de renda que sobrepunha todo o resto do vestido. Segundos depois Alice entrou no quarto, com sua maleta gigante de maquiagem.
— Olá Tia Renée. — Alice cumprimentou minha mãe, que retribuiu. — Meu Deus Isabella, que olheiras são essas?
— Não reclame baixinha, apenas faça seu trabalho.
— Meu trabalho seria muito mais fácil se você tivesse me escutado. Devia ter dormido Bella. — disse revirando os olhos. Sentei-me novamente na cadeira enquanto Alice pegava todas as maquiagens necessárias no momento. Ela começou preparando minha pele, logo depois passou uma sombra clara, com uma rapidez impressionante logo minha maquiagem estava pronta e era a hora de sofrer com meu cabelo sendo puxado, fixado e um pouco mais puxado, aquela merda era quase uma tortura.
―Está linda! – mamãe sorriu assim que fiquei pronta.
― Eu sei, fiz quase um milagre. – Alice suspirou me fazendo rir.
― Vá à merda Alice! – suspirei passando a mão em minha barriga, hoje os bebês estavam especialmente animados.
― É assim que me agradece por te deixar bonita? – Alice dramatizou e eu ri. Sério ela podia muito bem virar uma atriz, nunca vi ninguém tão dramático na minha vida.
― Deixa de ser dramática Alice e vai chamar o Charlie – mamãe mandou e no mesmo momento a baixinha estava fora do quarto, ela morria de medo da minha mãe.
― Obrigada por isso. – sorri para mamãe que veio me abraçar.
― Sempre que precisar, a menina Alice aprendeu a nunca irritar Renée Swan – brincou me olhando. ― Nem posso acreditar que você está casando, eu sei que a senhorita já é casada, mas é bom ver que essa loucura deu certo. – sorriu apertando a ponta do meu nariz, como fazia quando eu era uma menina.
― Eu lhe enlouqueci muito né mamãe? – perguntei sorrindo ao me lembrar de cada confusão que já entrei.
― Nem me lembre disso, você e seu irmão quase me levaram a loucura, mas são as melhores partes da minha vida – colocou a mão sobre minha barriga e sorriu. – E agora você também terá essa parte.
― Sabe eles ainda não nasceram, mas já consigo entender tudo que a senhora fez e o quando tentou me proteger, eu daria o mundo para poder protegê-los para sempre. – confessei tocando sua mão ainda sobre minha barriga.
― Eu lhe entendo querida. Mas, saiba que eles vão querer voar como você um dia quis e a única coisa que poderá fazer é confiar – sorriu me olhando nos olhos. ― Assim como confiei em você, eu sempre soube que você conseguiria conhecer esse homem. Minha Bella sempre conseguiu tudo que quis, mas eu também sabia que você precisava crescer muito e por isso deixei você sair de casa aquele dia, eu sabia que isso lhe faria crescer. – Confessou e eu suspirei.
― E se ele me deixasse? – Perguntei rindo.
― Ele não lhe deixaria, aquele homem ainda não sabia mais já estava perdido desde o primeiro momento que lhe viu. – Brincou apertando meu queixo.
― Ele negará isso até a morte! – Ri rolando os olhos.
― Homens. – Suspirou e eu ri.
― O que tem os homens? – A voz grossa do meu pai nos fez pular.
― Charlie quer me matar do coração? – Mamãe resmungou o encarando.
― Desculpe querida, mas eu fui chamado. – Brincou se aproximando. ― Então o que tem os homens?
―Eu estava dizendo a Bella o quanto vocês homens podem ser cabeças duras e incapazes de arrumar corretamente uma gravata. – Mamãe reclamou ajustando corretamente a gravata do meu pai. ― Bom vou descer tenho que encontrar seu irmão, ele vai entrar comigo, mas deve estar com Rosalie em algum lugar. — Mamãe disse me beijando e saindo do quarto.
― Você está linda querida! – Papai disse me olhando.
― Obrigada o senhor também está lindo! – Pisquei sorrindo e ele riu.
― Então vamos? Acho que seu noivo está quase tendo um troço. – Brincou me oferecendo o braço e eu ri.
― Ele é exagerado. – Prendi meu braço ao seu sorrindo enquanto caminhávamos para fora do quarto.
―Se quiser correr puxa meu braço que te levo embora. – Brincou enquanto caminhávamos em direção ao jardim interno da casa onde eu e Edward morávamos.
― Não seja bobo papai eu amo aquele cara! – Sorri para meu pai que riu, assim que chegamos encontramos Nina. Alice e Rose nos esperando, elas seriam minhas damas.
― Está linda Bellinha! – Rose sorriu me abraçando. ― Nem acredito que você conseguiu.
―Nem eu – sorri e olhei para Nina.
― Fez o que te pedi? – Perguntei a olhando, ela estava imensa, seu bebê viria logo.
―Sim o Will falou com eles e eles disseram que viriam. – Disse e eu suspirei.
―Tomara que uma vez na vida o Willdiota tenha acertado. – resmunguei e ela riu.
― Deixa de ser implicante! – Resmungou me fazendo rir. ― Agora vamos entrar logo. – Disse se posicionando.
Logo que a marcha nupcial começou a tocar fizemos nossa entrada lentamente pelo tapete vermelho estendido sobre o gramado. Tudo estava maravilhoso, mas eu só conseguia enxergar ele, parado lá me olhando com se eu fosse todo seu mundo.
― Cuida bem da minha menina. – Papai disse entregando minha mão para ele.
― Com a minha própria vida! – Prometeu e meu pai sorriu indo ficar ao lado da minha mãe – Você está linda! – sussurrou.
― Você também! – Respondi quando paramos em frente ao reverendo.
O sermão não demorou muito e logo estava na parte das alianças, eu e Edward decidimos escrever os votos.
―Isabella posso dizer que você entrou na minha vida a colocando de pernas para o ar. Mas, ao mesmo tempo você trouxe algo que eu não sabia que faltava, você me trouxe amor, alegria, paz... Com seu sorriso você foi capaz de amolecer meu coração e transpor minhas barreiras, com seu jeito louco você me ensinou a feliz e hoje eu te dou essa aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade, prometo de amar para sempre! – Disse deslizando a bela aliança em meu dedo, e eu como era de se esperar chorava como nunca.
― Edward eu te amo e por esse amor é que estou aqui. Eu sempre sonhei com esse momento e toda noite jurei para mim mesma que um dia estaria aqui, talvez por que em meu coração eu já soubesse que nossas almas foram feitas para estarem juntas. Você diz que eu te trouxe todas essas coisas, mas você as trouxe para mim também e hoje aqui eu sou uma pessoa infinitamente grata por tudo. Por isso, receba essa aliança como prova do meu eterno amor e da minha fidelidade, te amarei para sempre até depois da morte. – Deslizei a aliança em seu dedo.
― Pelos poderes a mim concedidos e com a graça de Deus eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva! – O reverendo disse e no mesmo momento fui puxada para os braços de Edward, que gentilmente me beijou.
Com Certeza esse é meu final Feliz..
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