Joan abriu os olhos e pestanejou cansada, antes de pressionar as mãos no colchão, empurrando-se para cima. Ela passou as mãos pelo cabelo e inclinou-se, esfregando os olhos, procurou o relógio no criado mudo, que marcava seis e meia da manhã.

Joan levantou-se da cama e foi na direção da sala de estar, não demorou muito para ela ouvir vozes vinda do cômodo, que logo identificou como sendo Marcus e Sherlock.

— Achei que éramos amigos. – a voz de Marcus soou abafada.

— E somos.

— Só que não parece. – Marcus reclamou. – Por que não me contou sobre você e Joan? Não sou uma pessoa confiável?

— Marcus, não é assim.

— Não é assim. – Bell imitou o sotaque britânico de Holmes. – Então? Vocês estão juntos? Quero detalhes.

— Você está parecendo uma colegial.

Joan controlou a vontade de rir e se concentrou em escutar a conversa, mas tudo ficou incrivelmente silencioso. Então de repente, a porta se abriu.

— Watson! – Sherlock exclamou exaltado. – Você está acordada. Eu estava considerando enviar Clyde para despertá-la em 30 minutos.

Joan observou por um momento como seu parceiro estava claramente nervoso e apreensivo.

— Você ia me deixar dormir até as sete? Estou tocada. – Joan caminhou na direção ao sofá, sentou-se no extremo oposto dele. – Em que estão trabalhando?

— Enquanto você estava dormindo. Marcus e eu revisamos as imagens do quarto de Taylor. – Sherlock respondeu.

Marcus entregou o laptop para Joan e parando a cena atual, que mostrava Taylor de pé falando ao telefone. Uma mão estava em seu bolso e sua cabeça estava inclinada, mas era possível ver o sorriso arrogante e presunçoso, que estava em seus lábios. Edward e Carmem estavam sentados no sofá

— Acreditamos que descobrimos o método que Taylor pretende usar para transportar as mulheres. – comentou Marcus.

— As duas e quarenta desta manhã, Taylor fez uma breve chamada para alguém, que eu presumo que seja o responsável pelo transporte. – Sherlock declarou, sua voz tornando-se baixa e em ritmo acelerado. – Parece que estão planejando transporta-las de navio em vez de carro, o que torna nosso trabalho de localiza-las um pouco mais fácil.

— Certo. – falou Joan. – Nós só precisamos analisar que navios estão saindo amanhã depois da sete da manhã. – comentou. – As mulheres provavelmente não serão transportadas à luz do dia. – acrescentou ela. – Mas elas vão certamente ser colocadas em um contêiner de transporte. Ele vai movê-las hoje à noite, ou, eventualmente, na noite passada, quando estávamos dormindo. – afirmou, recordando a calma e tranquilidade do seu próprio sono.

— Já informamos ao capitão Gregson, e ele está fazendo os arranjos necessários. – Sherlock informou. – O nosso trabalho de hoje é ajudar nas buscar, e manter os olhos atentos sobre Taylor e seus associados.

— Nós temos menos de vinte quatro horas. – Marcus acrescentou. – Não podemos falhar com elas. – afirmou com convicção, Holmes e Watson assentiram.

— Nós vamos. – Joan falou convicta.

Um pequeno silencio se instalou entre o trio. O dia passou rápido, eles trabalharam incansavelmente esperando resolver o caso em menos de vinte e quatro horas.

Durante esse tempo, trocaram informações com a polícia em relação aos navios que saiam do porto na manhã seguinte, embora estivessem limitados a apenas quatro possíveis navios. Depois de algumas horas de levantamento do inventário, olhando para o destino dos navios, Sherlock acreditava que os quatros navios eram de fato os mais prováveis.

— Poderíamos dar uma pausa, precisamos comer algo. – Joan murmurou, cansado, recostando-se contra o sofá.

Apesar de ter dormido bem e por um período razoável de tempo, sentia-se exausta e, estranhamente com fome. Raramente durante uma investigação nunca sentira tão cansada ou faminta, mas desde que acordou tinha consciente da presença da fome.

— Concordo. – Sherlock respondeu fechando o laptop e empurrando-o para o meio da mesa. – Hoje é o último dia aqui, então a nossa vigilância nas ações de Taylor dentro hotel é essencial. Apesar de sua arrogância.

Joan piscou algumas vezes, deixou as mãos caírem sobre seu colo, antes de fechar os olhos e respirar profundamente. Eles não podiam falhar.

Sherlock sentia-se agitado e incerto, e ele não estava completamente certo porquê. O caso estava causando um certo cansaço mental, mas, ao mesmo tempo, ele estava experimentando um emaranhado de sentimentos estranhos, que ele estava lutando para separar e identificar.

Insegurança e confusão, mas também um profundo sentimento, pressentimento esmagador de apreensão, que ele não creditava que estava apenas ligado ao caso. Apesar de sua incerteza quando à natureza de seu estado emocional atual, ele não tinha dúvidas quanto a sua nova relação com Joan. Talvez fosse a única certeza que Sherlock tinha no momento.

Sherlock caminhou rapidamente através da sala de estar, oferecendo um sorriso e um aceno rápido para Joan, antes de caminhas diretamente para a porta do quarto.

Joan observou por um momento como seu parceiro claramente nervoso e apreensivo.

— Então você e Sherlock estão juntos? – Marcus perguntou com um sorriso maroto nos lábios.

— Estamos. — Joan respondeu timidamente.

— Isso é ótimo! – Marcus exclamou. – Fico muito feliz por vocês.

***

Taylor estava mergulhado em seus pensamentos, enquanto alguns colegas ao seu redor tagarelavam alegremente sobre qualquer coisa sem importância. O clima estava desconfortável, então ele apenas pigarreou dando alguns cumprimentos frios.

— Taylor está tudo bem? – Carmem perguntou. – Você está tão quieto.

— Estou apenas pensando algumas coisas. – ele respondeu. – Como a morte do detetive precisamos aumentar a segurança.

— Não vejo necessidade. – Edward se pronunciou.

— Edward, os policias nunca estiveram tão perto dos meus negócios, e se eles souberam da entrega da mercadoria?

— Acho impossível. – Carmem falou. – Você acha se eles soubessem de qual já estariam feito algo?

— Você tem razão! – disse Taylor.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.