Casados? Não, Espera
10 Será apenas você

Joan e Sherlock fizeram amor no sofá-cama da sala. Foi tudo tão intenso que Joan sentiu como se fosse explodir com o toque de Sherlock, o cheiro dele impregnado nela. Em algum momento, eles foram para o quarto, e fizeram amor de novo. Joan se sentiu como se estivesse em câmera lenta outra vez, pois dessa vez foi diferente. Holmes explorou todo o corpo dela com as mãos, deixando um rastro de fogo por onde passava.
As mãos de Sherlock segurava o cabelo dela enquanto a outra percorria a parte da frente do seu corpo. Ele beijava o pescoço dela com tanta vontade que Joan sabia que deixaria marcas, mas ela não se importou. O corpo dele a pressionava com tanta força que ela mal conseguia se mexer.
Ela queria tocar o corpo dele também, mas ele não deixou, e aquilo só a deixou ainda mais excitada e com desejo. Holmes havia explorado todo o corpo dela com as mãos e a boca antes de permitir que ela o tocasse.
Sherlock olhava fixamente para ela enquanto a penetrava lentamente. Eles não quebraram o contato visual em nenhum momento, e aquilo foi a coisa mais erótica que Joan conseguiu imaginar. Ela podia ver a pupila dele dilatar enquanto ele aumentava o ritmo, e Joan arranhava as costas dele e tentando não gritar, o que ela não conseguiu.
Depois foi a vez de Joan tocar Sherlock, e dessa vez realmente explodiu em um milhão de pedacinhos, porque era seu parceiro e amigo ali e eles estavam juntos, ela sentiu-se a pessoa mais amada do mundo.
Em algum canto da sua mente, uma vozinha sussurrava irritantemente, lembrando-a, que aquele era o Sherlock, e para ele naquilo não passava de sexo casual. E ela iria sofrer muito depois, mas os gemidos de Holmes contra o ouvido dela eram mais altos e abafaram aquela vozinha até ela sumir.
[...]
O sol entrava pela janela do quarto, fazendo Joan despertar, ela abriu os olhos devagar, acostumando-se com a claridade e deu de cara com par de olho azuis a encarando.
– Bom dia. – Joan pigarreou.
– Bom dia Joan. – Sherlock sorriu.
Ela encarou-o e surpresa, não lembrava tê-lo ouvido chama-la pelo o nome, então alguns flash que havia acontecido na noite anterior veio a sua mente. A vozinha que Joan ignorara na noite passada voltara a falar na sua cabeça, lembrando-a que aquele era Sherlock, seu melhor amigo e parceiro. O homem que estava vivendo pós-amor, e que sexo não passa de um exercício, algo para suprir a necessidade do corpo.
– Isto definitivamente não é algo que podemos evitar conversar sobre. – disse ela em um tom baixo e suave. – Como estamos agora?
– Pelados. – ele respondeu.
– Isso é sério Sherlock. – Joan esbravejou o fazendo rir.
– Eu espero que você entenda que, apesar de seu conhecimento sobre meus relacionamentos passados com as mulheres que frequentavam a Brownstone, mas com você é diferente. – falou ele. – Não vejo o que aconteceu entre nós como sendo o mesmo que acontecia entre mim e as outras mulheres – afirmou ele, gesticulando nervosamente com as mãos. – era algo puramente sexual, em uma tentativa de satisfazer as necessidades do meu corpo, mas com você foi diferente de cada outro encontro que tive. E isso não é por causa de um aspecto físico ou fisiológico do tempo que passamos juntos. – ele a beijou. – O que aconteceu entre nós significou mais do que cada ligação ou conexão, emocional ou romântica, que já experimentei durante a minha vida.
– Seremos monogâmicos. – informou ela. – Nada de irmãs Lynch, Moriarty ou qualquer das suas amigas.
– Como você quiser. Eu prometo que será apenas você, como, na verdade, sempre foi. – disse ele. – Isso serve para você também, nada de ex-namorados ou meu irmão, ou flerta com o Marcus.
– Sherlock. – Joan o repreendeu. – Eu não flerto com o Marcus. – falou indignada.
Holmes começou a rir, fazendo Watson ficar bastante irritada, ela podia acreditar que ele estava achando aquilo engraçado. Ele a beijou.
Joan e Sherlock já tinham esquecido do mundo. Os lábios um do outro eram a droga mais viciante que existia um para o outro. Ele rolou para cima dela com cuidado e continuou a beijá-la. Suas mãos não deixavam o corpo dela, ora segurando a cintura dela. Joan gemia sem controle, sentindo as mãos de Holmes correrem por seu corpo, enquanto ela arranhava delicadamente o peito dele. A morena teve que morder o lábio para segurar um gemido alto quando ele subiu a mão quase perto dos seus seios, enquanto deixava um chupão em seu pescoço. Então batidas na porta da suíte soaram dentro do quarto praticamente escuro, fazendo Sherlock bufa frustrado.
– Você pediu algo? – Joan perguntou baixinho.
– Não. – Sherlock respondeu, antes de volta a beija-la.
– Sherlock, Sherlock... – Joan gemeu baixinho. – Espera, precisamos atentar a porta.
Holmes suspirou irritado, levantando-se, ele caminhou através do quarto escuro, pegando algumas peça de roupas, que estavam espalhada pelo chão. Ele rapidamente vestiu a calça, quase perdendo o equilíbrio, ele soltou o leve gemido de dor, seus ombros e pernas estavam doendo um pouco devido à noite anterior.
– Marcus. – Sherlock o cumprimentou mal-humorado. – Posso perguntar o que justifica a agressão contra a porta? Não que esteja particularmente preocupado, naturalmente, qualquer dando sofrido será cobrado da cidade.
Marcus apenas revirou os olhos entrando no quarto, empurrando um carrinho, que trazia algumas frutas, pães, e duas garrafa de café.
– Como vocês demoraram a descer, trouxe o café da manhã, e além de me certificar que está tudo bem. – disse Marcus. – Onde está Joan? – ele empurrou o carrinho com certa dificuldade para o centro do quarto.
– Dormindo. – Holmes murmurou. – E obrigada pela preocupação, estamos bem, só esquecemos de configurar os despertadores.
– Não custava nada conferir. – falou Marcus. – Ainda mais depois daquela sua briga com o Taylor, imagino que Joan não tenha ficado nada feliz.
Antes que Sherlock pudesse dizer algo, ele ouviu uma das portas do quarto ser aberta, e logo em seguida Joan surgiu, ela usava seu pijama habitual.
– Aconteceu algo? – Joan perguntou.
– Não. Marcus só veio saber se estamos bem. – Holmes respondeu. – Ele achou que você tinha me matado.
– Eu não falei isso. – Bell se defendeu.
– Mas pensou. – Sherlock retrucou.
Bell bufou revirando os olhos.
– Bom, não o matei, mas poderia. – comentou Joan. – Aquela discussão com Taylor foi absurda.
– Pensei que já tínhamos resolvido isso. – Holmes resmunga. – Por favor, não vamos começar novamente.
Joan sorrir diante da expressão derrota do parceiro.
– Bom, Marcus, você pode ir agora. Sherlock e eu estamos bem. – Joan praticamente empurrou o amigo para fora do quarto. – E obrigada pelo café. – disse ela fechando a porta. – Onde estamos? – ela pergunta e Sherlock apenas sorrir e levando-a de volta para dentro do quarto.
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