Casados? Não, Espera

6 Não estou interessado


Notas iniciais
Oi, gente, capitulo novo, espero que gostem. E não deixem de ler as notas finais.

A piscina do hotel era algo extravagante. Havia uma grande piscina no centro do salão com duas jacuzzi no lado direito, mas ao fundo se encontravam linhas de vime e cadeiras e mesas brancas acolchoados que cercaram a piscina que estavam ocupados por três pessoas.

– É incrível esse lugar! – exclamou Joan.

– Realmente. – disse Sherlock. – Nesse início de manhã há poucos hospedes ao redor.

Joan sorriu levemente sobre a observação antes de caminhar no sentido de um par de cadeiras perto da piscina. Sherlock caminhou alguns passos atrás Joan, observando ela de forma calma e confiante começou a arrumar seus pertences sobre a cadeira enquanto ele parava logo atrás dela. Joan vasculhava sua bolsa retirando uma garrafa de água e toalhas. Enquanto ela fazia isso Sherlock retirava rapidamente seus short e camisa, jogando descuidadamente sobre as costas de uma das cadeiras.

Os movimentos e presença das roupas atraiu a atenção de Joan instantaneamente e ela virou-se para encarar Sherlock que estava parado poucos passados dela, apenas usando calção de banho azul marinho. Os olhos dela percorreram corpo dele brevemente, descansando sobre o peito tenso por alguns momentos antes de subir para o rosto dele.

Os olhos de Sherlock estavam arregalados e reflexivos quando ela olhava para ele sorrindo brevemente antes de se voltar para a cadeira alcançando as mãos até as costas à procura do zíper. Depois de alguns momentos de dificuldades, parcialmente devido ao posicionamento do zíper, ela sentiu Sherlock se aproximar. Ele desceu suavemente sua mão sobre o zíper que, sem dificuldades, escorregou lentamente para baixo. Joan sentiu o tecido afrouxar enquanto caía sobre seus ombros. Sherlock deu alguns passos para trás e Joan puxou o vestido sobre os ombros. Ela, então, virou-se revelando o biquíni pretos sem alças.

– Você não acha esse traja um pouco pequeno? – Sherlock perguntou olhando Joan de cima a abaixo. – Não é apropriado para uma mulher casada.

– Encontro você na piscina. – Joan avisou.

Sherlock a observou se afastar. Ele fechou os olhos e respirou fundo, enquanto lutava para compreender a natureza do contato físico que ele e Joan haviam compartilhado. Enquanto pensava sobre isso ele descobriu que tinha perfeita lembrança de cada toque, cada olhar e cada carícia suave. Mas sua concentração foi quebrada por um garçom desajeitado à sua esquerda que derramou metade de um jarro de suco de laranja em cima das azulejos ao lado da piscina.

Ele fitou o rapaz correr na direção do armário da limpeza. E então Sherlock voltou sua atenção para Bell e Gregson que estavam conversando junto ao bar. O capitão ria, fazia alguns comentários, um breve gesto e um tapa nas costas de Bell de uma forma amigável antes que ambos caem na gargalhada.

Sherlock caminhou rapidamente para a beira da piscina onde Joan estava distraída encostada na parede de azulejos azuis da piscina.

– Finalmente. – disse ela ao perceber sua presença. – Achei que ficaria a manhã toda sentado. – ela o puxando para água.

Sherlock a segurou pela cintura encarando-a e logo olhou para sua boca. Roçou levemente os lábios sobre os dela sentindo Joan arfar. Pressionou sua boca contra a dela. Ele se moveu, inclinando a cabeça, sussurrando o nome dela antes de suas bocas se encontrarem. Seus lábios contra os dela eram perfeitos. Ela abriu seus lábios lentamente, o deixando entrar. E embora os dois não pudessem ler a mente um do outro, eles estavam sincronizados em um pensamento só: aprofundar aquele beijo, mas Joan se afastou um pouco assustada.

– Desculpa. – murmurou Sherlock.

Então Joan o beijou, bem suave agora, apenas comprimindo seus lábios nos dele. Aquele beijo foi diferente, reacendeu alguma coisa dentro dela que ela jurava estar morta há muito tempo. Um beijo lento e rápido, profundo, que consumiu o seu fôlego. A mordida que ele deu em seu lábio inferior doeu de um jeito bom, o melhor possível. Eles se separaram, olhando um nos olhos do outro.

Joan podia ver o brilho dos seus próprios olhos dentro dos olhos de Sherlock e ela sorriu. Um sorriso tão grande que ela achou que ia rasgar sua boca mas mesmo assim não conseguia parar. Ele sorriu de volta para ela e o mundo dela estava todo ali, naquele sorriso.

– Pela feições de Bell e Gregson, passaremos por um pequeno interrogatório. – a voz de Joan soou rouca.

– Faz parte do nosso disfarce, ser um casal apaixonado. – Sherlock sussurrou.

Joan sentiu-se desanimada com a ideia de que tais ações e demonstrações de carinho faziam parte do “show”, de que fazia parte de seus disfarces. Ela considerou as ações deles desde do elevador. Pareceu que isso não era uma explicação satisfatória. Lembrou das mãos deles sobre suas costas e como ela reagiu, ficando mais perto dele. Sherlock sempre evitava qualquer contato e agora eles estavam apenas alguns centímetros de distância, seus olhos estavam conectados, navegando através de um mar de confusão e incerteza, sobre seu comportamento atual. Era um pergunta que nenhum dos dois sabia a resposta. Um mistério que ainda não estava resolvido.

– Melhor saímos. – disse Sherlock. – Alguns hospedes estão incomodado com a nossa... – ele parou abruptamente engolindo um pouco antes de continuar. – demonstração de afeto.

Joan apenas assentiu, e deixou que Sherlock a guiasse para fora da piscina, eles lentamente fizeram seu até a mesa.

– Melhor você colocar meu roupão. – falou Sherlock. – O homem a nossa esquerda não para de fita-la. – informou ele.

Joan encarou Sherlock. Dando-lhe um olhar de repreensão, ela tomou o roupão das mãos dele e o vestiu.

– Ninguém está me olhando. – disse ela.

– Ele estava. – disse Sherlock inclinando-se para próximo de Joan. – E eu, como seu marido, acho completamente inadequado. – afirmou, colocando a mão sobre seu peito.

Joan revirou os olhos e tentou se concentrar no que estava acontecendo ao redor. A piscina, que antes estava vazia, agora tinha um número considerável de hospedes. Próximo das jacuzzi encontrava-se um casal idoso. Joan deduziu que eles estavam em uma segunda lua de mel, depois de 50 anos de casados.

– Clara. – Sherlock a chamou. – Você vai querer algo? – perguntou.

Foi então que Joan percebeu a presença de uma mulher alta, parecida com uma modelo, pele alva, olhos verdes e com longo cabelo loiro, próximo deles segurando um pequeno bloquinho. Joan sentiu-se levemente incomodada os olhares lançados pela garçonete na direção de Sherlock.

– Coquetel de morango. – disse Joan.

A jovem apenas assentiu e saiu, os deixando sozinhos novamente.

– Ela faz seu tipo. – Joan comentou, recebendo de Sherlock um olhar confuso. – Loira, alta, lembra muito as irmãs Lych.

– Não estou interessado. – Sherlock bateu os dedos sobre a mesa.

– Ela estava interessada em você. – Joan debruçou-se sobre a mesa. – Se não estivéssemos, você sabe... – antes que pudesse terminar Sherlock a interrompeu.

– Como já falei não estou interessado. – ele sorriu. – E fora que sou um homem casado.

Notas finais
O que acharam? E outra, estou aqui para indicar a fanfic da minha amiga Ana Oliveira. Duas Luas Sherlock Holmes esta atrás um serial-killer, mais conhecido com "W", uma mulher habilidosa na arte de matar, ela nunca deixa uma única pista para trás. Procura-la é como caça fantasmas, mas quando "W" é encontrada para executar Sherlock, ela acaba cometendo o maior dos erros de um assassino profissional: envolve-se com sua vítima. http://fanfiction.com.br/historia/603791/Duas_Luas/