Eu irei me casar, custe o que custar.

Foi a única coisa que pensei antes de fazer a pior, ou melhor, proposta para a pior pessoa que eu conhecia.

Agatha estava na minha frente, amarrando seus cachos em um coque feito as pressas para não começar a suar muito, a sua frente tinha algumas garrafas de cerveja e por um momento, ela se tornou a mulher mais atraente do mundo.

— Agatha, posso te propor algo? — Eu pergunto, segurando uma garrafa de Skol com a mão suada de nervoso.

— Claro, gatinha — Ela diz com um sorriso.

Aquele maldito sorriso, com aquela maldita voz arrastada que a tornou a mulher mais atraente do mundo, mas só por alguns segundos.

— O que acha de se casar comigo, se a gente estiver solteira aos 32? — Eu pergunto, sentindo que poderia morrer, se ela recusasse a proposta.

— Giselle, você sabe que a Agatha namora, né? — Mariane me pergunta, voltando de repente para a mesa.

Namorava— Agatha corrige.

— Ah meu Deus, sinto muito — Mariane fala e abraça Agatha de lado.

— Não deveria, eu terminei porque quis — Agatha diz, tentando se afastar de Mariane.

— Ah, então um brinde ao seu término — Mariane fala pegando uma das garrafas, meia vazia, e a erguendo.

Nós brindamos e bebemos uma parte do que restou de cerveja nas garrafas.

Mariane segue para o outro lado da mesa e levanta o braço para pedir mais uma garrafa.

Agatha cutuca minha coxa e quando eu olhei, ela se aproximou de meu ouvido.

— Eu aceito sua proposta. — Ela diz com a voz baixa, sedutora e meio irritante, que só ela tem.