Casa Comigo?
21 Capitulo 20 - Encontro
Notas iniciais
Cap.20 — Encontro
(Bella)
– Acorda meu amor. – Edward sussurrou em meu ouvido.
– Não quero levantar agora! – protestei.
– Ah vem tomar café comigo! – ele pediu. – Fiz com tanto carinho e ainda trouxe na cama pra você. – disse beijando meu pescoço.
Abri os olhos e vi a bandeja na ponta da cama. Sentei-me e ele colocou a bandeja mais perto de mim.
– Coloquei tudo o que você gosta: croissant, frutas, iogurte, suco de laranja...
– Tá vendo como você é um homem perfeito! Meu pai fez bem em me obrigar a casar com você.
– Não se esqueça que aquele testamento é falso e que você não precisa estar casada comigo. – Edward disse e percebi que ele ficou chateado.
– Você ficou chateado pelo o que eu disse não foi? – perguntei. – Nós não sabíamos que o testamento era falso, e você sabe que eu já estava apaixonada por você!
– Eu sei, mas...
– Mas nada! – disse me sentando em seu colo. – Olha pra mim! – pedi e ele me olhou. – Eu te amo! Esquece o que eu disse.
– Eu também te amo, é que é meio estranho saber que a gente se casou por causa do testamento do seu pai.
– Eu acabei me envolvendo com você por causa do testamento, mas o casamento não, eu casei com você por que eu te amo. A Alice que acabou atrapalhando depois.
– E eu bati em você. Me arrependo até hoje!
– Mas já passou! E agora temos que pensar em um bem maior! – disse alisando minha barriga.
– Tem razão! Nosso Ethan que logo, logo estará aqui conosco. – disse beijando minha barriga de 7 meses. – Agora vamos tomar nosso café?
– Simmmm!!!! – disse empolgada. – O Ethan está morrendo de fome.
Tomamos nosso café juntos em meio a beijos e caricias.
– Agora preciso ir meu amor. – Edward disse me dando um selinho.
– Fica um pouco mais? – pedi manhosa.
– Sabe que não posso.
– Pode sim. Você manda naquilo tudo!
– Mando, mas tenho que dá exemplo! – disse me dando um beijo.
– Tá bem. Eu também preciso me arrumar para o almoço com os meus pais e a Alice.
– Tomem cuidado hein? Verifiquem se não tem ninguém seguindo vocês, principalmente o Jacob.
– Ok! Vamos tomar cuidado.
(...)
Já estava pronta para sair quando ouvi uma batida na porta.
– Pode entrar! – disse.
– Oi Bella já estou pronta! – Alice disse da porta do quarto.
– Eu também já estou pronta. Vamos? – perguntei.
– Vamos!
Descemos e acabamos dando de cara com Esme.
– Aonde vão meninas? – ela perguntou.
– Vamos almoçar fora. – disse.
– Querem companhia? – ela perguntou.
Olhamos-nos e sabíamos que ela não poderia ir conosco. Carlisle sabia que meus pais estavam vivos, mas não sei se Esme também sabia, achei melhor deixar ela de fora por enquanto.
– Vamos deixar para uma próxima né mãe! – Alice disse. – Eu e a Bella precisamos de um tempo a sós.
– Fico muito feliz em ver que estão se dando bem. – Esme disse sorrindo.
– Temos que nos dar bem, afinal de contas somos irmãs biológicas. – Alice disse.
– É melhor irmos logo, antes que cancelem nossa reserva. – disse.
– Bom almoço meninas. Divirtam!
Entramos no meu carro e seguimos direto para o prédio onde meus pais estavam escondidos, sempre me certificando que ninguém estava nos seguindo.
(...)
Assim que chegamos ao prédio segui direto para o apartamento. Toquei a campainha, que logo foi atendida por minha mãe.
– Que bom que chegaram! – ela disse. – Charlie está muito ansioso.
Cumprimentei minha mãe e entrei.
– Oi Alice. – minha mãe disse sem graça.
– Olá Sra Swan. – Alice respondeu da mesma forma.
– Sem formalidades. Somente Renée. – minha mãe disse fazendo com que ela entrasse.
– Cadê o papai? – perguntei.
– Está lá dentro. Eu vou chamá-lo. – disse.
– Não precisa ficar nervosa Alice. Papai vai te contar tudo! – disse.
Logo meu pai apareceu, totalmente nervoso.
– Oi pai. – fui até ele e lhe dei um beijo no rosto.
– Oi minha filha! – disse abraçando Alice e começou a chorar. – Desculpa minha filha.
– Onde está a minha mãe? – Alice perguntou sem ao menos abraçá-lo.
– Eu vou te contar. – ele disse se recompondo.
– Vamos almoçar primeiro. – mamãe disse colocando a mesa.
(Alice)
Almoçamos em total silencio. Estava ansiosa para saber a verdade sobre minha origem, que ninguém nunca teve coragem de me contar.
Comemos a sobremesa e eu logo perguntei de novo.
– Onde está a minha mãe?
– Vamos para a sala e eu vou te contar tudo. – Charlie disse.
Fomos para a sala. Eu me sentei ao lado da Bella e Renée e Charlie sentaram no outro sofá.
– Bem, Renée e eu éramos casados há alguns anos e ela não conseguia engravidar. Em uma noite cheguei em casa muito tarde e completamente bêbado. Renée já estava dormindo. – Charlie tomou fôlego e continuou. – Elizabeth apareceu na cozinha para tomar água. Eu sempre achei-a uma mulher linda, ela chamava a atenção dos homens por conta do corpo que ela tinha. – Charlie parou novamente e olhou para a esposa. – Tem certeza que quer ouvir?
– Vamos lá para dentro mamãe? – Bella pediu, querendo poupar a mãe de ouvir sobre a traição.
– Não. Eu vou ficar e eu já sei dessa historia toda, querido. Você já me contou, não se lembra?
– Sim, mas que deve ser difícil para você ter que ouvir de novo.
– Sem problema. Pode continuar. – disse.
– Como eu dizia, Elizabeth apareceu na cozinha só de camisola, para beber um copo d’água. Perguntou se eu precisava de alguma e foi aí que cometi uma loucura. – Charlie abaixou a cabeça.
– Você abusou dela? Foi isso? – perguntei.
– Não! O que aconteceu entre Elizabeth e eu foi consensual. Eu nunca abusaria de uma mulher. – se explicou. – Eu a agarrei e a beijei. Logo depois ela me puxou para o seu quarto e... – Charlie parou e olhou para Bella, totalmente sem graça.
– E transaram! – Bella terminou. – Não precisa ter vergonha pai. Como acha que o seu neto foi feito? – ela debochou.
– Tudo bem. – disse. – É foi isso, fomos para o quarto dela e transamos. No dia seguinte eu percebi a burrada que tinha feito e disse que ninguém poderia saber do que aconteceu naquela noite e ela concordou, porem meses depois ela me procurou e disse que estava grávida. Eu entrei em desespero.
– Você pediu que ela abortasse? – perguntei.
– Naquele momento eu não sabia o que fazer. Eu tinha medo de perder Renée, apesar de a ter traído eu sempre amei a minha mulher! – disse olhando para Renée.
– Ok, mas o que aconteceu com a minha mãe? – perguntei de novo.
– Eu pedi um tempo para pensar e ela concordou em não dizer nada a ninguém naquele momento.
– Charlie ficou estranho por alguns dias e eu fiquei questionando o que tinha acontecido, até que ele me contou, por não suportar a pressão. – Renée disse. – Eu chorei muito quando soube da traição e da gravidez, e também por achar que jamais daria um filho ao meu marido.
– Naquele momento fiquei com medo de perder a minha mulher. Pensei em dar dinheiro para Elizabeth abortar, mas...
– Peraí! – exclamei. – Você cogitou a hipótese de um aborto? – perguntei.
– Pensei, mas porque eu achava que a Renée não fosse me perdoar.
– Não só perdoei como também impedi o aborto, mas infelizmente sua mãe morreu horas depois do seu nascimento.
– Como? – perguntei com lagrimas nos olhos.
– Não podíamos levar Elizabeth para um hospital, então contratamos uma parteira, mas a sua mãe teve uma hemorragia após o parto e não resistiu. – Charlie disse.
– Vocês não a levaram para o hospital? – perguntei.
– Levamos, mas ela não resistiu por muito tempo. – Charlie explicou.
– E porque me entregaram para os Cullen?
– Cuidamos de você até os 3 meses, quando eu descobri que estava esperando a Bella. – Renée disse sorrindo para a filha. – Até então para todos os efeitos você era filha da nossa empregada e não o fruto de uma traição de Charlie, mas ficamos com medo que descobrissem e como Carlisle já trabalhava na empresa, pedimos esse favor a Esme e ele.
– Eu sempre desconfiei que tinha algo de errado, até que ouvi uma conversa da Esme e do Carlisle. Ele queria que eu soubesse da verdade, mas Esme tinha medo, ela dizia que sentia que eu era sua filha de verdade.
– Mas de fato é Alice. – Bella se pronunciou pela primeira vez. – Eles te criaram, te deram amor, eles são seus pais de verdade.
– Se você não quiser me perdoar e...
– Nos perdoar querido. – Renée disse. – Eu tenho minha parcela de culpa Alice. Fiquei com medo que a sociedade descobrisse a traição do meu marido e te afastei do seu pai e da sua irmã.
– Enfim, se você não quiser nos perdoar, eu vou entender filha. – Charlie disse com lagrimas nos olhos.
– Eu preciso pensar. – disse. – Vamos Bella?
Esperei Bella se despedir dos pais e seguimos para casa.
(Edward)
– Você acha que ela não vai querer perdoá-los? – perguntei à Bella.
– Não sei. – ela disse levantando a cabeça do meu ombro. – Eu fiquei morrendo de dó dos meus pais. Eles tem esperança que Alice mude de idéia.
– Tomara! – disse.
– O jantar está servido! – Esme apareceu na sala para anunciar.
Seguimos para a sala de jantar.
– Cadê o papai? – perguntei.
– Foi tentar convencer Alice a jantar conosco. – respondeu. – O que aconteceu no almoço de vocês, para a Alice ter ficado assim?
Bella olhou para mim sem saber o que dizer.
– Ela só está com dor de cabeça querida. – Carlisle nos salvou. – Disse que deve ter sido algo da comida. Já dei um remédio para ela.
– Por isso não gosto quando vocês comem fora. – disse.
– É só de vez em quando mãe. – disse começando a servir o prato da Bella.
(...)
Já era madrugada e Bella pediu que eu fosse buscar um copo d’água para ela.
Cheguei a cozinha e dei de cara com Alice, que comia um lanche.
– Não sabia que ainda estava acordada. – disse.
– Eu não jantei e estava morrendo de fome. – respondeu. – Eu não tive coragem de encarar Esme.
– A mamãe! – corrigi. – Independente do que aconteceu Esme e Carlisle são seus pais, mas Charlie precisa do seu perdão.
– Por um lado, acho que foi bom ter sido criada pelos Cullen, pelo menos ganhei dois irmãos!
– Quero que saiba que a Rosalie e eu te amamos muito, assim como o papai e a mamãe, e que sempre estaremos aqui por você! – disse a abraçando.
– Obrigada Ed! – ela disse chorando. – Você nem devia gostar de mim depois de tudo o que já fiz.
– Esquece! Isso é passado!
– Você me perdoa?
– Já te perdoei faz tempo tampinha! – brinquei com os seus cabelos.
– Será que a Bella vai conseguir me perdoar um dia? – ela perguntou.
– Eu também já te perdoei Alice. – Bella disse entrando na cozinha.
As duas se abraçaram e eu fiquei emocionado com aquela cena.
– Alguém pode me explicar o que está acontecendo na minha cozinha? – mamãe perguntou.
É, acho que chegou a hora de a dona Esme saber a verdade.
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