Casa Celestial

2 Rodos e Frigideiras


Notas iniciais
Yooo! Hoje tentarei uma boa comédia, tristeza já basta no prólogo neh?


18:50


Agora a coisa estava pior do que o imaginado, como se não bastasse a notícia de que teria de ficar para ser parte da nova base da Saber, não tinha encontrado um lugar para passar a noite, todos os hotéis estavam lotados. Nossa morena até pensou em procurar motéis, como diria o novo mestre “para quem está se afogando crocodilo é tronco”, mas nem isso ela encontrou e se arrepiava só em pensar que teria de dormir ao relento.


Derrotada, ela começa a vagar sem rumo pelas ruas de Magnólia até que decide parar em uma cafeteria, não era porque iria dormir na rua que também deveria ficar com fome, não é?


Mal a maga percebeu quando uma jovem rosada lhe deixou um panfleto na mesa, tendo um leve susto ela olha de relance para a moça, a primeira coisa que lhe chamou atenção foram os chifres.


—Me desculpe... – Começou a rosada. __Estou entregando panfletos da pensão de Lucy-sama, desculpe incomodar. – A jovem estava prestes a se retirar quando sua mão é agarrada.


—Espera! – Exclamou Minerva. __Tem vagas na pensão? – Ao se dar conta que tinha prendido a moça com suas mãos, ela à solta. __Ah, me desculpe.


—Uh, não foi nada, me desculpe. – A rosada começava a confundir Minerva com tantos pedidos de desculpas. __Ela será inaugurada hoje, ainda está vazia, me desculpe. – Áries olha para o outro lado e vê Leo lhe esperando na porta da cafeteria. __Me desculpe, tenho que ir.


—Ah, claro... – Minerva não sabia o que pensar sobre as desculpas daquela menina. __Espera ai, “Lucy-sama”? – Pensando um pouco, a morena chegou a uma conclusão. __Seria a da Fairy Tail?


Ótima oportunidade para se desculpar e ainda tinha encontrado um lugar para passar a noite, já nem ligava mais para a tal missão que foi designada sem o seu consentimento. Apresou-se em terminar de comer e correu para o endereço do folheto.


E o lugar não era longe do centro, outro ponto bom para Minerva. Passou por três quarteirões e dobrou a direita seguindo por mais 10 minutos de caminhada, já podia ver a casa de três andares com a fachada “Casa Celestial”, só podia ser ali. Apertou mais o passo com medo do lugar fechar antes que ela pudesse arranjar um quarto, isso seria terrível. Ao adentrar a sala, a jovem ficou admirada com a decoração, viu o belo conjunto de estofados da sala e logo pensou que poderia dormir por ali mesmo, parecia muito confortável.


Como não via ninguém na recepção e muito menos naquele cômodo, resolveu se sentar no sofá, e que sofá! Era tão macio quanto pensava, o cansaço da missão acabou lhe atingindo e sem perceber se deitou, estava no céu!


—Com licença... – Perguntava uma voz feminina, vindo de trás do sofá. __Você está bem?


Minerva num pulo se levantou, um tanto envergonhada de sua atitude, quase dormiu na sala da pensão.


—Perdão... – Ao ver quem tinha falado, a maga abaixou a cabeça. __Por quase dormir no seu sofá e por tudo que lhe fiz, Lucy-san.


—Levante a cabeça Minerva, não guardo rancor. – Dizia a loira dando um de seus sorrisos característicos. __E sobre o sofá, até eu tenho vontade de dormir nele. – Finalizou rindo.


—Não é? Como pode ser tão macio... – Sonhava a morena olhando para o móvel. __Essa pensão é sua?


—Sim. – Afirmava Lucy. __Todos da Fairy Tail estão fazendo o seu melhor para seguir em frente, não quero preocupa-los então abri meu próprio negócio. – Agora, com os olhos brilhantes ela finaliza. __Ela não é linda?


—Realmente, muito bom gosto. – A morena estava feliz, poder conversar facilmente com a maga celestial lhe restaurava o humor. __Lucy-san, preciso de muitos quartos.


—Pode me chamar de Lucy, mas você não está sozinha? – Perguntava a loira um tanto confusa.


—Agora estou, mas logo chegarão outras pessoas. – Vendo a curiosidade da loira ela continua. __Sabe, meu novo mestre conseguiu que Makarov-san permitisse uma nova base da Saber aqui na cidade. – Analisando se poderia continuar pela expressão da moça, finaliza. __Não tentando substitui-los, mas nos interessa estar deste lado de Fiore, não temos nenhuma base nos arredores.


—Sabe, me alegra que outras pessoas venham para Magnólia, torna a cidade mais feliz. – Ria Lucy. __Estou ainda mais contente que você queira ser minha primeira hospede!


—Sou a primeira? Quanta honra! – Quando ambas riram, Minerva percebeu que poderia ser o início de uma grande amizade. __Podemos ser amigas Lucy? Estou sempre entre garotos, adoraria mais uma menina.


—Mas é claro! – A maga celestial estava brilhando. __Vou te registrar, a propósito... – Com um olhar interrogativo, a loira pergunta. __Quantos quartos precisa?


—Aquele idiota não me falou quantas pessoas virão. – Praguejava Minerva. __Quantos quartos tem? – Recebendo como resposta o número 22, a morena finaliza. __Quero 10 então, para prevenir, claro que a guilda irá pagar por eles mesmo se não usarmos.


—Certo! – Lucy estava mais feliz do que nunca, sua primeira hospede. __Aqui, o seu quarto é a terceira porta a direita. – Entregava para a morena a chave. __Tem um banheiro em cada andar, o nosso é nessa primeira porta. – Aponta Lucy. __Tenha uma boa estadia!


—Obrigada Lucy. – Agora sim, finalmente teria o seu banho, estava no céu.


—Eu te chamo para o jantar. – A morena a olhou interrogativa. __Como é uma pensão, eu ofereço a comida.


Agradecendo, Minerva vai para seu quarto arrumar as coisas e logo corre para o banheiro. Lucy vai pulando de alegria para a cozinha, onde virgo surge perguntando sobre sua punição, como não recebeu nenhuma começou a ajudar a maga celestial.


Estando ali, somente na companhia de seu espírito, Lucy começou a pensar sobre o que Minerva disse. Bom, se ela reservou 10 quartos, 10 pessoas devem vir, correto? Nesse caso, quem será? Conhecia alguns membros da Saber, só os que compareceram nos Grandes Jogos Mágicos. Nesse jantar, ou talvez amanhã, iria bancar a repórter e lhe perguntar.


A loira empalideceu quando começou a pensar sobre o comportamento dos futuros hospedes, e se fossem como seu antigo time? E se quebrassem toda a pensão? Não, não deveria estar pensando esse tipo de coisas, iria atrair o azar... Mas do jeito que ela era, tinha azar até no azar.


—Jantar pronto! – Exclamava a maga celestial olhando para Virgo. __Obrigada Virgo, me ajudou muito.


—Hora da punição Hime? – Dizia o espírito mostrando algemas e causando uma gota na testa da loira.


—Não Virgo, nenhuma punição. – Lucy viu a empregada sumir em um piscar de olhos. __Hora de chamar a Minerva!


Lucy havia inventado um dispositivo para avisar sempre que a comida estivesse pronta, colocou uma campainha que iria reproduzir o som nos três corredores, não haveria alma que não soubesse que era hora de comer. Ansiosa para testar, a loira apertou o botão com gosto.


Um som alto ecoou pela pensão, até a maga se assustou, fez uma nota mental para revisar a campainha no dia seguinte. A próxima ação foi levantar uma frigideira como se fosse uma espada, quando viu Minerva abrir bruscamente a porta do banheiro lhe apontando um rodo.


—Que aconteceu Lucy? Cadê os bandidos? – Ao olhar para a loira, uma gota surge em sua testa. __Seu jeito de cozinhar não é um tanto diferente?


—O seu jeito de tomar banho também. – Retrucou Lucy. __Isso foi o aviso que a comida já está pronta, esqueci de te dizer.


—Bom, ninguém viu... – Disfarçava Minerva enquanto colocava o rodo atrás da porta do banheiro. __E o que tem pra comer?


A loira não se deu ao trabalho de falar, apenas mostrou a forma de vidro com macarrão. Os olhos da morena brilharam e não demorou muito para que ela corresse até a mesa, se tinha uma coisa parecida com Sting, era o apetite.


—Bom, Minerva... – Começava Lucy um tanto tímida. __Quem virá para a pensão?


—Quem virá...? – A morena agora estava pensativa, o que deveria dizer? __Sabe que não sei, mas acho que os Dragões Gêmeos virão, Orga pode ser que venha também... – Pensando um pouco mais, ela finaliza. __Definitivamente Rufus tem que vir!


—Você se dá bem com Rufus?


—Até que sim viu. – Falava Minerva entre garfadas. __Mas a melhor parte dele é que cuida da papelada rápido!


Por algum motivo, Lucy se lembrou de Erza ao ver sua hóspede falando assim. Nesse clima agradável, as magas terminaram de jantar e logo se despediram, Minerva correu para o quarto e logo desmaiou de sono. Nossa loira fez exatamente a mesma coisa, olhou para a louça e pensou “amanhã eu lavo isso”, fechou as portas e foi dormir.


Quebra de Tempo


Com o dia raiando, a maga celestial estava toda serelepe, hoje iria tentar encontrar mais clientes. Preparando panquecas para o café, ela vê Minerva entrando no banheiro e por acaso seus olhos batem no relógio em cima da porta, 09:15.


Fazia tempos que não tinha uma manhã tão calma como essa, sempre acordava com Natsu e Happy no seu antigo apartamento, as vezes nem dormia direito... Mas sentia saudade da falta de sossego.


Já que eram apenas as duas, Lucy fez poucas panquecas e começou a arrumar a mesa, claro que arranjou um tempo para abrir as portas da pensão, tinha esperanças de que o cheiro da comida atraíssem novos clientes. Com tudo arrumado, ela apressou-se para a bancada da cozinha visando apertar o botão.


O que a maga não notou, foi que quando virou as costas um grupo de pessoas havia adentrado o local. Com gosto, ela apertou o botão da campainha e algo impressionante aconteceu.


No que se ouviu o som tonitruante, iniciou-se um grito agudo de dor acompanhado por gritos mais baixos. Num piscar de olhos, Minerva abriu bruscamente a porta do banheiro empunhando o rodo como se fosse uma espada, já Lucy sacou sua frigideira e virou-se em um pulo, ambas as magas olhavam para a direção do grito, as portas da pensão.


—Lucy, agora são bandidos? – Gritava Minerva olhando primeiro para a maga celestial. __Acho que estou sofrendo um déjà vu....


—Eu quem o diga... – Respondia a loira, agora olhando para a porta. __Por que esse grito?


—Vocês estão querendo me deixar surdo? – Falava o homem irritado. __Eu vou processar vocês por tentarem arruinar minha audição!


Em ambas as magas surgiram gotas em suas testas ao perceberem quem estava na porta.


—Sting! – Exclamava Minerva escondendo o rodo atrás da porta do banheiro. __Vocês não viriam só amanhã?


—Sim, mas o Sting teimou com o mestre e ele nos mandou hoje cedinho. – Respondia Rufus adentrando a sala e indo em direção a Lucy. __Senhorita, não quero ser indelicado, mas pelo que me lembro, não é assim que se segura uma frigideira.


—Ah, isso... Apenas esqueça! – Falava a loira escondendo a frigideira, um tanto envergonhada, era a segunda vez que lhe diziam algo assim. __Sejam bem vindos à pensão! Estão com fome? Eu vou preparar mais panquecas. – Disse a maga indo em direção ao balcão da recepção. __São quantas pessoas?


—Sobre isso senhorita Lucy... – Começava Rufus. __Por enquanto somos quatro, mas de acordo com minha memória, irão chegar mais três membros.


—Claro, sete quartos. – A loira pegou 4 chaves e entregou para o Memory Maker. __Elas estão com o número do quarto, vou fazer mais panquecas para todos e logo toco a campainha para virem comer. – Finalizava sorrindo.


O mago murmurou um “Obrigado” e virou-se para o grupo, foi então que Lucy reparou nos integrantes. Primeiro viu Orga, nos ombros do esverdeado estavam os dois exceeds Lector e Frosch, um pouco atrás vinham Minerva e Sting, ambos pareciam discutir, por último, viu Rogue pegando uma das chaves com Rufus. Pereciam uma grande família feliz.


Deixando de lado esses pensamentos, a loira fez seu caminho para o fogão. Não demorou muito para que Minerva viesse lhe ajudar.


—Sabe Minerva. – Começava Lucy. __Você e Sting parecem próximos. – A loira viu sua amiga engasgar com o ar. __Tudo bem? – Perguntou preocupada.


—Estou ótima! – Respondia exaltada. __Não somos próximos, ele que gosta de me encher a paciência.


—Não é isso que parece sabe. – Céus, estava parecendo Mirajane. __Mas, eu sentia falta dessa confusão.


Ambas permaneceram conversando enquanto preparavam o café, não demorou muito para Rufus se sentar no sofá e pegar uma revista qualquer. Rogue veio logo em seguida acompanhando Frosch e Lector, os exceeds não queriam se sentar com os magos, tinham uma grande pergunta para fazer. Voaram imediatamente para a bancada onde estavam as garotas.


—Lucy-san! – Chamava Lector. __Pode me dizer uma coisa?


—Claro, se eu souber Lector. – Falava a loira olhando para o gato, Minerva também parou o que estava fazendo e passou a prestar atenção.


—O que é quando um homem toca aqui... – O exceed botava a pata no peito. __E aqui... – Agora, as patinhas iam no bumbum. __Em uma mulher?


Rogue foi o primeiro a se agitar, onde aqueles dois tinham visto algo assim? Lucy e Minerva não sabiam o que responder, Rufus até parou de ler para ver como iriam se esquivar desse tipo de pergunta.


—Bom... – Começava Lucy um tanto envergonhada. __Onde você viu isso Lector?


—Eu vi Sting-kun fazendo isso com uma mulher grandona! – O gatinho se esticava todo para simular a altura.


—O Fro também viu!


Minerva não pensou duas vezes, passou a mão em uma garrafa de bebida que tinha na bancada e bebeu de uma vez só. Rogue queria morrer, o que seu parceiro andava fazendo na frente dos exceeds inocentes?! Antes mesmo do moreno ter tempo para se levantar, o dragão branco chega na sala a procura de comida e vai em direção a bancada.


—Já posso comer? – Ao perceber a aura assassina de Minerva, o loiro pergunta. __O que aconteceu?


Não deu nem para ver o movimento, a morena se jogou no pescoço do rapaz e começaram a rolar pelo chão, os gatos ficaram assustados e gritavam para que parassem, Lector dizia “Sting-kun não brigue com a dama!”, já Frosch só concordava. Rufus voltou a abrir a revista, para ele era normal aquele tipo de coisa, Rogue tinha medo que os dois quebrassem o lugar e resolveu tentar separa-los, porém sem sucesso, ele volta para o sofá.


Lucy só ficou observando, já era acostumada com esse tipo de confusão, no fundo passou a gostar. Começou a se assustar quando viu os magos emanando auras diferentes, começariam a usar magia.


—Sting, eu pensei que você tivesse tomado jeito, mas continua o mesmo galinha! – Dizia Minerva com os dentes cerrados.


—Eu não sei do que você está falando Minerva, mas se quer brigar então vamos com tudo! – Respondia o loiro.


—Ninguém vai brigar aqui! – Lucy passou por trás de ambos e lhes deu uma frigideirada na cabeça. __Comportem-se!


Rufus olhou para aquilo um tanto curioso, era uma forma diferente de usar a frigideira, ele se lembraria disso. Rogue achou aquilo inusitado, ficou um tanto admirado. Já os brigões, olharam para a maga celestial enquanto acariciavam o local da pancada.


—Foi ela quem começou! – Exclamava o loiro em sua defesa. __E que história é essa de galinha?


—Lector acabou de dizer que te viu apalpando uma mulher alta! – Gritava Minerva.


—Mas não era uma mulher.


—Como assim “não era mulher”? – Perguntava Lucy confusa.


—Era o Orga.


—O QUE?!?! – Todos da sala gritaram.


—Ah não, só bebendo muito! – Falava a morena pegando outra garrafa e virando.


—Minerva eu estou ficando preocupada com você. – Falou a maga celestial vendo a amiga beber muito logo de manhã. __E seu estomago ainda está vazio, para piorar.


—Me explica essa história Sting! – Gritava a morena alterada.


—Vocês estão fazendo tempestade em copo d’água! – Agora Sting tinha entendido tudo. __Ontem teve uma festa de despedida na guilda e o Orga perdeu uma aposta comigo. – Vendo os olhares interrogativos dos homens, ele diz. __Rogue e Rufus não viram porque foram dormir cedo, mas o Orga teve que se vestir de mulher.


—E isso é motivo para você tatear o coitado? – Falava Lucy ainda segurando a frigideira. __Não responde, eu tenho medo da resposta. – Virando para os magos sentados no sofá ela finaliza. __Hora de comer! – A loira apertava o botão vendo os dragões gêmeos tapar os ouvidos.


A hora do café foi tranquila depois de esclarecer o que tinha acontecido, claro que Rufus não poupava comentários travessos com o dragão branco e Minerva o acompanhava. Contaram que o novo mestre da Saber era jovem e muito poderoso, era o irmão mais velho do Memory Maker. Isso deixou Lucy curiosa, como seria o irmão de Rufus?


Observando todos, a maga celestial pôde perceber algumas características. Minerva e Sting pareciam nunca parar de brigar, agora mesmo disputavam quem comia mais panquecas. Rogue parecia ser calado, mas fazia piadas nas horas certas, isso era algo inesperado de alguém que aparenta ser tão fechado. Orga era outro que adorava uma confusão, vez ou outra imitava o comportamento de uma mulher para tentar irritar Minerva e ria muito quando a morena descontava no Dragon Slayer. Rufus era parecido com Rogue, mas ele era mais solto e parecia ter um pouco mais de modos.


—A relação de vocês é tão bonita. – Falou Lucy admirada, atraindo todos os olhares, chegando a interromper a briga pelas panquecas.


—Lucy, eu acho que a sua versão de “relação bonita” está errada. – Dizia Minerva um tanto pasma.


—Não está não, são como uma família. – Sorria a maga celestial. __Uma grande família feliz.


—Sabe senhorita Lucy... – Começa Rufus sem jeito. __Nós, em partes, somos.


—São da mesma guilda, claro que são uma família! – A loira ria da situação, era como a Fairy Tail.


—Não senhorita Lucy, não está me entendendo. – Falou Rufus. __Nós temos laços familiares mais fortes do que só a guilda.


Lucy lhes lançou um olhar interrogativo, nenhum deles se pareciam, não tinha como ter um laço sanguíneo.


—Bem senhorita, para começar sou o irmão mais novo de nosso mestre. – Falava Rufus apontando para si mesmo. __E primo de nossa dama Minerva. – Finalizou o mago apontando para a morena.


—E eu sou irmã de criação dessa ameba loira aqui. – Falou Minerva apontando para Sting, que fechou a cara quando ouviu o novo apelido.


—Quem você está chamando de “ameba loira”? – Perguntava Sting querendo começar outra briga.


—Tem algum problema com isso? – Retrucava Minerva.


—Chega! – Disse Lucy mostrando a frigideira, os dois estremeceram. __Isso é surpreendente.


—Lucy! Quer ser minha irmã? – Perguntava o loiro com os olhos brilhando. __Você é mais parecida comigo do que esse espantalho aqui.


—Como é? – Gritou Minerva, fazendo o Dragon Slayer tapar os ouvidos.


—Acho melhor não Sting... – Disse a loira vendo a situação dos estranhos “irmãos”.


—Senhorita Lucy tem irmãos? – Perguntava Rufus.


—Não, meus pais faleceram a algum tempo e sou filha única. – Começava a loira. __Mas a Fairy Tail virou minha família.


—Nesse caso, por que não me adota como irmão senhorita? – Perguntou Rufus. __De acordo com minha memória, seriamos “uma grande família feliz”.


—Ela vai ser irmã do Rufus?! – Exclamava Minerva fazendo o “irmão” tapar os ouvidos novamente. __Então eu tenho uma prima!!!


—Parou, vai ser minha prima também! – Falava Sting ainda com as mãos nas orelhas. __Eu não vou deixar nenhum homem se aproximar de vocês duas!


—Que situação interessante. – Murmurava Rogue vendo a confusão feita.


—Eu nem tive tempo de responder. – Lucy ria timidamente. __Ganhei dois irmãos e dois primos.


—Minerva para de gritar! – Gritava Sting tentando tapar a boca da “irmã”.


—Mas Rufus, e quanto a Rogue e Orga? – Sussurrava Lucy, mas o dragão das sombras podia ouvir.


—Eles chegaram depois senho-.


—Ei, não somos irmãos agora? – Interrompia a maga celestial. __Não me chame assim.


—E como deveria? – Perguntava o loiro. __Diga e guardarei em minha memória.


—Eu não sei como irmãos se chamam. – Ambos ainda sussurravam.


—Pensarei em algo... – O Memory Maker pensou um pouco. __Lulu-chan.


—Isso parece nome de cachorro! – Se exaltou Lucy, fazendo o dragão das sombras dar uma leve risada.


—” Lulu-chan, isso está guardado em minha memória”. – Murmurou Rogue imitando a voz de Rufus para que somente os dois pudessem ouvir.


Lucy riu um pouco com a imitação do moreno e passou a prestar atenção na briga entre Minerva e Sting. Rufus sentiu uma pontada no peito ao ouvir Rogue pronunciando o mesmo apelido, será que já estava desenvolvendo complexo de irmã igual a Sting? Já Rogue lhe olhou de forma que indicasse a brincadeira sem nenhuma má intensão escondida.


E assim, começava a história de uma grande família.