Cartoon Network Universe - Before The War - HDA.
4 Tumor no Karaokê.
O Concurso de Karaoke finalmente estava perto de se iniciar, onde Finn estava na fila para inscrever seu nome e de seus amigos que decidiram cantar, enquanto os restantes estavam sentados numa mesa escolhendo suas músicas.
— Já decidiu sua música, Jake? – Perguntava Marceline enquanto lia o catálogo das músicas.
— Está difícil, não conheço nenhuma, e você, Marceline?
— Eu ouço algumas, já que tinha achado um tocador de fitas antigo, mas nunca cantei uma para ninguém, só as minhas autorais.
— Qual é... Isso é injusto... Por favor, me diz que esse tocador de fitas está com você. –pedia Jake desesperado.
Terminado de escrever todos os nomes, Finn voltou até onde os seus amigos estavam.
— Pronto, já inscrevi todos, tem certeza que não quer participar, Iris? –dizia Finn se sentando em uma cadeira ao lado enquanto Marceline percebia que estava em nome de “Rainha dos Vampiros”.
— Finn, poderia me dizer por que meu nome de arte está na inscrição? –perguntou Marceline com um tom um pouco sério.
— Achei que ficaria maneiro. –explicou Finn.
— Na próxima, me pergunte, senão eu... – Dizia Marceline, até ver como o nome de Finn foi escrito.
— O quê? – Perguntou Finn, confuso, até também ver seu nome como “Finn, o tapado”.
— Parece que os caras das inscrições não foram com seu nome! – Disse Marceline, que caiu na risada, enquanto do outro lado de onde Finn e seus amigos estavam, em uma mesa, Hoss vigiava Simon e as crianças.
— Esse lugar está cheio de gente... Tenho que ser discreto para que ninguém me perceba – Comentava Hoss, em voz baixa enquanto continuava vigiando, até um grupo de família rica e esnobe parou à sua frente, atrapalhando a visão.
— Meu senhor pobretão, essa mesa já está reservada para mim e minha família. – Disse o moço mais a frente.
Hoss colocou suas pernas em cima da mesa e disse:
— Esquece, adorei essa mesa e já me acomodei com ela.
— Não adianta, temos o recibo bem aqui. – Disse o moço, irritado, revirando os bolsos à procura do tal recibo.
— Sério? Eu também, meu chapa. – Disse Hoss, e seu braço, apontado para a cabeça do senhor que ainda remexia os bolsos, se transformou em um canhão.
O senhor e a família trocaram olhares, ambos bem espantados e assustados.
— Pensando melhor, nossa mesa deve ser aquela ali... – Disse o moço, e ele e sua família fugiram.
Neste mesmo momento, foi anunciado o fim das inscrições onde, em seguida, as regras eram explicadas, na qual as músicas seriam cantadas na metade devido ao número alto de inscrições e que a chamada seria em sorteio, onde o número seria na ordem de inscrição, e quando ainda explicava, uma roleta de bingo era trazida. Por último, todos os inscritos e aqueles que vieram para assistir receberam tablets nas mesas, onde, de acordo com a explicação, serviriam como votação. Passou-se algum tempo, alguns cantaram bem, outras, mal... Inclusive, Jake.
— Cara, foi osso, sou bom de canto, mas sem conhecer o ritmo da música, eu só tropeçava. – Dizia o cão, sua autoestima já baixa.
— Relaxa, você poderia ter sido pior que aquele ruivo. – Dizia Marceline, apontando para Hoss, nada discreta.
— Ora, eu cantei bem! Minha mãe dizia que tinha uma voz de anjo. – Se defendeu Hoss, de onde estava.
— E depois se converteu em um demônio... – Comentava Marceline para os amigos, que riram.
— Ouvi isso! – Reclamou Hoss.
Nesse instante, outro número tinha sido sorteado. Era Lindinha, e todos estavam torcendo por ela.
— Muito boa noite pessoal... Olha que só vim aqui para me divertir, e não sabia qual música escolher, mas pelo visto o pessoal está pedindo que cante essa. – Depois do pequeno discurso, Lindinha começava a cantar a música “I Wish”.
— É ela de novo, será que está nos seguindo? – Comentava Jake.
— Não sei, mas seria bom se lutássemos um dia... Será que ela aceita um desafio? – Disse Finn, interessado.
— É melhor não. – Sugeriu Jake.
Enquanto isso, fora do concurso, Lu Blood estava junto de três capangas, que cobriam suas aparências.
— Atenção, eu não quero que ataquem ainda. – Explicava Lu Blood – Esperem meu aviso. Primeiro quero que achem o caçador e depois avistem a criança para pegá-la, entendidos?
Os capangas concordaram com a cabeça, indicando que estavam prontos. Então, Lu Blood e seu trio entraram, e nesse momento, Jujuba corria olhando o radar e verificava que todos os outros seis pontos estavam no local.
— Sério? De tantos lugares desta maldita cidade, eles também estão aqui? Glob, não me... – Dizia Jujuba, que fechou a boca, antes que dissesse alguma palavra não agradável.
Voltemos para dentro do Concurso, onde Lindinha tinha encerrado a música, um canto incrível, onde todos batiam palmas.
— Caramba, essa vai ser difícil de passar! – Comentou Finn, no mesmo tempo que Lindinha passava perto da mesa do grupo de Marceline – Vou aproveitar e pedi-la em um duelo agorinha.
— Finn, espere, não queremos confusões! – Disse Jake, e foi impedir Finn.
Então, aconteceu mais um sorteio e Marceline é chamada pelo nome de “Rainha dos Vampiros”.
— Nossa, que rapidez, estou indo – Disse Marceline, indo.
No momento em que Marceline começava a cantar, Jujuba chegava até Jake, que segurava Finn.
— Vocês são loucos ou o quê?! – Reclamou Jujuba.
— Que foi princesa? Sei que o Finn pedir um duelo com uma heroína do passado é um exagero, mas não tanto! – Perguntou Jake, fazendo força para não deixar Finn ir.
— Não é isso – Disse Jujuba – Por acaso vocês encontraram as versões mais jovens da Marcy e do Simon?
— Espere, essa é nova. Eles estão mesmo aqui? Que mundo pequeno. – Disse Finn, agora interessado no assunto e esquecendo Lindinha.
— Esquece! Se eles estão aqui ou no fim do mundo, devemos nos afastar deles agora mesmo, não podemos, no mínimo, deixar a Marceline se encontrar com o ela do passado. –Dizia Jujuba. Nesse momento, Marceline tinha encerrado a canta, a multidão do local parabenizando-a, e ela agradecia:
— Muito obrigada, queria ficar e cantar mais. – Discutia, enquanto voltava à mesa.
— É, mas fechamos as duas e temos outros para cantar, mande o próximo candidato. –retrucou o juiz do concurso, o número tinha sido sorteado, e quando eles anunciaram, a participante estava subindo no palco.
— Boa noite pessoal, eu gostaria de escolher a música número 1610 do catálogo. – Após a participante falar, Marceline automaticamente se virou, ela reconhecia aquela voz, era de sua mãe. Ela enxergou uma luz que não via por anos, e quando ia correr até lá, Jake entrou em cena e a segurou.
— Mas o que é que você está fazendo?! – Exclamou Marceline, tentando se soltar.
— Sem perguntas, vamos sair desse lugar agora! – Disse Jujuba.
— Agora? Mas eu nem cantei... – Dizia Finn, desapontado.
— AGORA. – Disse Jujuba, já sem paciência, e todos correram para fora do local. Já “seguros”, Marceline queria explicações.
— Pode parar agora, o que está rolando aqui?!
Enquanto Jujuba explicava, no concurso, Sra. Abadeer encerrava sua canção, todos aplaudiam, e, nesse instante, Hoss se aproximava até chegar à mesa onde se encontrava Simon e as crianças.
— Com licença, mas eu vi que seu carro está estacionado na frente da minha van. –Inventou Hoss.
— Mas eu não tenho carro, meu senhor. – Disse Simon, confuso.
— Eu sei, mas sempre quis usar essa desculpa.
Então, sem pensar duas vezes, Hoss socou Simon e raptou a Marcy de 3 anos, chamando a atenção de algumas pessoas próximas, que pararam de segurar seus tablets apenas para ver.
— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? MÃE! TEM ALGUÉM LEVANDO A MARCY! – Gritava Melicia para chamar atenção de todos.
— Qual é, apelar para a mãe é covardia – Disse Hoss, e pegou uma bomba de fumaça, a jogando no chão para cegar todos do local, que agora corriam e gritavam, assustadas, porém, Hoss não sabia da existência do grupo de Lu Blood no local, que apareciam na frente dele, sendo que um deles estava tonto.
— Onde você estava, seu idiota? – Perguntava um dos capangas.
— O quê? A bebida daqui é boa. – Respondeu o capanga tonto.
Lá fora, todos ouviam os barulhos e gritos das pessoas, o que chamou a atenção do grupo de Ooo, até Marceline lembrar que sua mãe ainda estava lá e corria para dentro.
— Marcy, não, qual é o problema desta vez?! – Reclamou Jujuba.
Voltando ao concurso caótico de Karaokê, onde o grupo de Lu Blood cercava Hoss, que transformava sua mão em uma metralhadora com bombas de água benta.
— Parados, ou eu derreto a fedelha no banho e... – Dizia Hoss, até levar uma cadeirada por Simon, e continuar como se não houvesse acontecido nada – Do que estou falando, era para estar fazendo isso agora mesmo.
— Solte a garota, seu gorilão! – Disse Simon, que percebeu que Hoss nem sequer sentiu nada, e agora que havia percebido Simon, lhe dava um olhar cruel para amedrontar o idoso. –Por favor, é só uma criança.
— Velho, você não sabe o que essa criança aguarda no futuro, ela é a semente de todo o mal, ela é filha do próprio... Cadê ela? –disse Hoss, olhando ao redor, até perceber Marcy nas mãos de um dos comparsas do Lu Blood.
— Por que sempre existem idiotas que se dedicam em discursos em vez de agirem? –perguntava o capanga que estava com a Marcy pequena, uma expressão confusa e assustada cravada no rosto.
— MARCY!!!– Gritou a Sra. Abadeer, vendo o que estava acontecendo.
— Devolva a minha irmã, seu urubu careca! – Gritava Melicia que batia nas canelas do comparsa que segurava Marcy, onde o mesmo removeu o gorro e revelou mesmo ser um urubu antropomórfico careca.
— Nossa, essa garotinha enxerga bem, mas chega de papo, a garota vai conosco, já está na hora dela ficar com o pai. –disse o comparsa de Lu Blood. Simon parecia sem opções, e ia pegando uma tesoura, ele parecia que iria remover o seu chapéu, até que Lindinha recupera Marcy e entrega a Sra. Abadeer.
— Moça, é melhor fugir. Eu seguro eles... e vocês não tem vergonha na cara de tentarem raptar uma criança? – Reclamou Lindinha com Lu Blood e seu grupo.
— Não se meta onde não é chamada, nós devemos levar a guria de volta para o Lorde Hunson. – Dizia o Comparsa Urubu.
— Eu nem sei quem é esse cara, mas ele não esperava uma das Super Poderosas por perto! – Disse Lindinha, se preparando para lutar.
— Você só sabe falar, olhe você está em minoria. – Disse o comparsa tonto, até Hoss dizer:
— Loirinha, eu posso ajudá-la, eu caçava esses caipiras das sombras antes de você chupar na mamadeira.
— Pode até ser, mas ainda estão em menor... – Dizia o Comparsa Urubu até ser atacado pelo Baixo-machado da Marceline, que quase levou sua cabeça, se ele não tivesse desviado por pouco – Quem foi o pirado?
— Onde ela está? – Disse Marceline, já perto, querendo saber onde a mãe estava. Lu Blood segurou sua arma e ordenou para os capangas:
— Interessante. Distraiam eles, eu tenho um assunto para resolver. – Então, Lu Blood jogou o machado em direção da dona, que segurou o cabo do machado no ar, e correu para seguir o grupo de Simon.
— Ora, quando o mestre Lu Blood pede algo, é uma ordem clara. –dizia o outro capanga que abaixou seu capuz, revelando que era um esqueleto de um gato antropomórfico com aura escura, onde podia esticar seu braço multiplicando os ossos.
Lu Blood? De onde eu já ouvi esse nome? Pensou Marceline, que tinha a sensação de conhecer o nome citado.
Logo, o outro capanga abaixou seu casaco junto com os outros, revelando que ele aparentava ser uma cabra branca.
— Que isso, está mais para um zoológico de horrores! – Reclamou Hoss, enquanto lá fora, o grupo de Simon tentava fugir, mas Lu Blood os seguia.
— Chega de brincadeiras, senhora Abadeer, você sabe de quem ela pertence, além disso, se entregar a criança, as perseguições irão parar e ninguém irá incomodar a criança e menor trabalho para você. – Alertou Lu Blood.
— Prefiro morrer protegendo minha filha a deixá-la nas mãos daquele imundo do Hunson – Disse Sra. Abadeer, ainda segurando sua filha.
Então, Lu Blood se irritou com tal decisão, e saca seu bastão que se transforma em espada, onde á ser balançada, ele criou uma onda vermelha que ia em direção da Sra. Abadeer, que quando atingiu o chão, bloqueou as rotas de fuga.
— Olha, Sra. Abadeer, Lorde Hunson não tem interesse da senhora morta, mas ele não me contou nada sobre feri-la. – Ameaçou Lu Blood, se preparando para atacar.
Então, do lado de Sra. Abadeer, Simon disse:
— Não tenho escolha mesmo... – E tirou seu chapéu, começando a cortar o fundo por dentro.
— Simon, o que está fazendo? – perguntava Sra. Abadeer, desesperada, que não entendia nada.
— Sabe, tem uma coisa que não contei, por ter medo de pensarem errado sobre mim. –Disse Simon, e removeu da embalagem de metal que havia pegado sua coroa e a colocou na cabeça.
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