Cartaz
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Eu quis postar ela sozinha para poder divulgá-la mais especificadamente, sabe? As pessoas pedem One NaruHina, ai mando o link daquela fic e ela fica "What?" , por isso to postando aqui.
Espero que curtam essa fic, ela diz bastante sobre os opostos mais comuns, e é legal poxa! Fora que eu sou um amor de pessoa! kkkkk
Para os leitores que lêem minhas outras fic, elas estão sem atualização por causa do Bloqueio, (I'm a Mess) e também porque preciso da minha friend pra continuar (All About Us).
Peço desculpas, juro que vou tentar fazer isso ser mais rápido!
Sem mais delongas e avisos chatos, eis o Capítulo!
—Bom dia Hina Hime! Como está hoje? — Sinto minhas bochechas corarem levemente, sabia que já éramos namorados, mas ter toda aquela atenção devotada exclusivamente a mim, por aquele que eu sempre sonhei ao meu lado, me causava isso. Era como se fosse a primeira vez, como se isso nunca houvera acontecido antes. Meu coração palpita desenfreadamente, sinto que se eu estivesse em algum tipo de desenho animado, meu coração já teria pulado para fora numa absurda velocidade. Sorrio calmamente pra ele, enquanto brinco com meus dedos que ainda estão entre as mangas.
—E-estou bem Naruto-kun. — Minha voz é soa quase que em um sussurro, desvio meu olhar de seus olhos para as lojas da rua, não conseguiria mais encarar aquele lindo encontro entre o céu e o mar, meu rosto com absoluta certeza se esquentaria e ficaria mais vermelho do que já estava, se isso fosse possível, e por mais que amasse vê-los, não aguentaria passar vergonha por passar vergonha, Céus! Isso é confuso até mesmo em minha própria mente
—Hime-chan, olhe pra mim. — Sinto sua mão gelada tocar em meu queixo fazendo-me encará-lo e um arrepio gostoso passa por todo o meu corpo. Seu sorriso enorme e costumeiro vai ganhando espaço entre os seus lábios coloridos em um lilás, demonstrando o frio que sentia. Uma vontade louca de beijá-lo dominou meu pensamento e movimentos, e sem um segundo a mais para pensar direito sobre isso, selei meus lábios nos dele. Este que se espantou, mas sorriu logo em seguida em meio ao beijo, era tão bom o gosto de seus lábios, a maciez, o movimento que fazia. Naruto explorava cada canto de minha boca, e por mais que eu sentisse os olhos das pessoas ao meu redor caindo sobre mim, não quis me afastar, era como se em um piscar de olhos eu pudesse perder tudo aquilo.
Naruto se afasta levemente e toca com carinho minha bochecha, acariciando-a com seu polegar, seus lábios já estavam de volta a sua cor original, só que mais inchado.
—Ótimo jeito de me aquecer Hina-chan! — Ele diz um tanto safado, pondo sua mão sobre a minha e entrelaçando seus dedos aos meus, para que agora eu caminhasse ao seu lado.
—Naruto-kun! — Chamo-o atenção por ter me feito perceber a vergonha que eu tinha acabado de passar.
—HINA!!! — Sento em um susto na cama, me deparando com três pares de olhos arregalados ao meu redor, Tenten-chan gritava meu nome, e pela sua cara um tanto divertida, imaginei que não era a primeira vez que ela chamava me chamava.
—Hmmmm, Sonhando com o Narutinho Hina-chan? E eu jurava que você era santa, mas depois de gemer o nome dele assim.
—Ino-Chan! — Berrei de volta, já em uma coloração que ultrapassava o vermelho escarlate em minhas bochechas.
—Vamos gente, deixe a Hina quieta! — Tenten disse ao meu favor, com certeza a melhor amiga que eu arrumara em anos! — Ela precisa ter calma pra nos contar todos os detalhes do sonho! — Traidora! Seu riso aumentou até se tornar em uma gargalhada, acompanhada das outras meninas, obviamente eu era o centro das atenções, um centro vermelho com cabelo preto azulado e olhos pérola, algo realmente engraçado, principalmente na visão das três, Tenten, Ino e Temari.
—Tenten-chan! — Levei ambas as palmas de minhas mãos ao meu rosto, tampando-o com força esperando que tudo aquilo sumisse.
—Ok, Ok, gente, deixa a Hina quieta. Bora se trocar e sair um pouco como a gente tava querendo. — Temari disse calma, tentando por ordem no lugar e como sempre, ela era escutada, ela tinha o dom de deixar tudo problemático, e ao mesmo tempo de organizar tudo que estava problemático, era isso o que Shika, seu namorado problemático dizia.
—S-s-sair? -disse nervosa, meu sonho havia sido tão real, eu queria apenas ficar mais um pouco na cama e tentar retornar para aquele sonho. Ou então voltar um pouco antes daquela parte do sonho, para que eu descobrisse como eu havia conseguido finalmente conversar com Naruto.
—Sim sim Hina-chan. Vamos dar uma volta por ai e ver onde o destino nos leva. — Ino espalmou no ar, e foi levando sua mão levemente ao lado, como se estivesse vendo o que o futuro nos aguardava. Até que uma almofada acertasse sua cabeça, fazendo com que seu corpo de modelo se chocasse contra ao meu colchão. — Temari!!! — O som abafado da voz de Ino com o meu colchão, mostrava a quão irritada ela havia ficado com tal situação, abri um espaço maior entre meus dedos para que eu pudesse ver tudo àquilo com mais clareza, se aquela seria uma briga de Ino x Tema, eu não poderia perder nenhum detalhe precioso.
—Calada Ino, vai se arrumar logo. Meu irmão disse que talvez encontrasse a gente no meio do caminho. — Ino levantou rapidamente e encarou Tema em silêncio por alguns segundos, até semicerrar os olhos, buscando ver alguma mentira, fez um triangulo com as mãos e encarou Temari. Ela garantia que aquela posição fazia ver pela mente da pessoa. — Oh, não! Vai ler minha mente? Tomar conta de meus movimentos? — Temari riu alto.
—Isso realmente funciona! Meu professor de Yoga garantiu!
—Você deveria pedir seu dinheiro de volta! — Tema riu mais alto.
—É como se eu estivesse liberando uma energia de meu corpo em forma de poder! — Ino rebatia, com toda a crença naquilo em que dizia.
—É claro, é claro. E se eu balançar o meu leque forte, consigo criar um furacão! — Temari riu mais uma vez debochando de Ino, essa que cruzou o braço com um bico enorme.
—Eu faria você se ajoelhar, mas como eu sei que é verdade o que teu irmão disse, vou gastar meu precioso tempo me arrumando. Afinal, preciso gemer que nem a Hinatinha com o sonho dela. — Nunca me odiei tanto na vida, eu havia assinado minha sentença de morte, juntamente com o pedido de como praticá-la.
Tenten me olhou como quem dizia "depois você me conta tudo" e se levantou para se arrumar, Ino e Temari também faziam isso e por mais que todas as partes do meu corpo clamassem para que eu não levantasse, eu o fiz. Seria bom relaxar um pouco, andar pelas ruas e imaginar uma continuação para meu sonho, já que esse era o máximo que eu conseguiria fazer.
Olhei para todas as peças de roupas que eu possuía em meu armário, nenhuma me agradava, apenas aquela que eu tinha certeza que as meninas odiariam que eu pusesse; o moletom roxo, meu fiel e escudeiro moletom de calça azul e blusa de frio de zíper, roxa com as mangas em um tom casca de ovo. Era exatamente essa mesma roupa que eu havia usado em meu sonho com Naruto, enquanto ele usava seu moletom preto e laranja, com uma toca e cachecol da mesma cor. Sorri comigo mesma, seria bom usar essa roupa no tempo frio que fazia lá fora, me lembraria de todo o sonho. Seria bom carregar comigo por mais um tempo a sensação daquele beijo que ainda ficara em minha boca.
Saímos do apartamento e nos dirigimos a nenhum lugar especifico, as meninas conversavam entre si e viravam na rua que acreditavam que seria interessante passar, alguns dos motivos era o local onde Gaara disse que estaria, pra onde talvez ele fosse, para o lugar que ele podia estar.
Caminhávamos com Ino caçando Gaara pelas ruas frias. Por diversas vezes quis parar e participar da conversa, mas tudo naquele dia lembrava-me tanto o sonho. Qualquer capuz ou cachecol laranja me chamava atenção, era como se eu pudesse vê-lo nas pessoas que usavam o mesmo acessório que ele no sonho, e que assim, ele viria, calmamente até a mim e me perguntaria se eu estava bem.
Suspirei sem nem mesmo perceber, eu olhava para os lados, buscando algum lugar que eu quisesse ir, aquele labirinto que estávamos caminhando na procura de Gaara, já havia acabado com a pouca paciência que Temari tinha, ocasionando novas brigas. Tenten às vezes conseguia apartar, mas nem mesmo os anos aturando Rock Lee como sua dupla na escola a havia preparado para aquilo.
—Eu tenho certeza que ele vai estar naquele bar Temari!
—Assim como tinha nos outros três anteriores Ino?
—Se ele não estava naqueles três ele tem que estar aqui! — Ino tinha suas mãos em punhos ao lado do corpo e se mantinha na ponta do pé, na tentativa de ficar no tamanho de Temari, que cruzava os braços e olhava tudo aquilo com indiferença.
—Eu prefiro voltar pra casa, isso já me cansou. Mais alguém comigo? — Tenten levantava a mão desapontada com toda a situação, eu estava prestes a concordar com ela, até ver um cachecol e gorro laranja, que eram trajados em uma pessoa que também usava um moletom laranja e preto, ela estava no final da viela que havia a nossa esquerda. Meus olhos acompanharam-na até que a pessoa tornasse seu caminho à esquerda em direção ao parque, meu coração falhou uma batida, para acelerar em seguida, seria possível ele estar com a mesma roupa? Seria possível ser ele? Era ele? Por mais que eu soubesse que eu não iria conversar com ele, pois tinha medo de como ele poderia reagir, meu coração clamava por uma confirmação, será que o destino realmente guardava aquilo pra mim como Ino havia dito?
Ignorando Tenten, tornei meu caminho pra viela, Ino, Temari e Tenten gritavam pelo meu nome, mas eu havia tomado uma decisão e não desistiria dela, afinal, iria só confirmar aquilo que eu precisava confirmar. Cada passo que eu dava me deixava mais nervosa, fazia meu coração aumentar mais um ritmo, mais uma batida.
A duvida sobre se eu realmente queria que fosse ele ali, para me fazer alimentar as esperanças em algo irreal, ou então, que não fosse, para que eu pudesse despertar daquele transe que dominava por completo minha mente. Seria bom que fosse ele? Ou não? Fechei meus olhos, talvez se eu não olhasse teria coragem de andar. Caminhei de olhos fechados, mais devagar logicamente, mas ao menos eu já caminhava. Após o medo de levar um tombo e passar vergonha dominasse meu corpo e alguns passos já dados, cheguei ao final da viela.
O caminho de paralelepípedos da viela seguia até um pouco mais a frente de seu final, sendo misturado com um gramado até que por fim, o chão fosse tomado por toda a grama. O Longo gramado se estendia por todo o espaço, tendo bancos, brinquedos, academia ao ar livre e grandes árvores por toda sua extensão. As pessoas estavam agindo de forma estranha ao cotidiano, todas elas estavam com um braço apoiado em uma árvore, algumas delas estavam sozinhas, outras possuíam acompanhantes, diferentes dos quais eu sempre os via caminhando juntos.
—Hina-chan! Não ta ouvindo a gente? — Tenten apoiou sua mão em meu ombro, anunciando sua presença, enquanto Ino tagarelava algo sobre estarem perdendo tempo para achar Gaara.
—Gomene Ten-chan. Eu precisava vir até aqui. — Vagava meus olhos por entre aquelas pessoas em frente aos troncos de árvores, Verde, Azul, Rosa, Cinza, Preto, todas as cores estavam em algum canto do parque, mas não aquela combinação, não o Laranja e preto que eu tanto queria ver.
—O que está procurando? — via Tenten girar seus olhos pelo parque, procurando por algo, sem parar um momento se quer, até que seus olhos focaram em algo que não pude distinguir o que era — O que eles estão fazendo? — apontou com o queixo para aquela cena em nossa frente.
-Também gostaria de sab...
—O Gaara! Ali! — Ino passou por entre nós, agarrando minha mão esquerda e a direita de Tenten, nos obrigando a correr ao seu lado, parando a 100 metros depois. -Ok meninas, não precisam agir como desesperadas, é só andar de modo calmo e sorrir tranquilamente. Ah, e claro descobrir quem é aquela vaca com o MEU Gaara!
—Relaxa amiga, é só andar de modo calmo e sorrir tranquilamente!
— Temari apareceu andando calmamente, não perdendo a oportunidade que tinha para zoar Ino-chan. — Aquela ali, é a Matsuri. E por mais impossível que isso possa soar, eu prefiro você a ela. Então, faça algo que tire a mão dela daquele bendito cartaz!
—Cartaz? — perguntei curiosa, por que uma pessoa estaria com a mão em um cartaz?
— É, um trabalho social da faculdade do Choji, Shika passou a semana toda pendurando esses cartazes. Era pra ser um a cada duas ruas no mínimo, mas, pelo visto, o lado preguiçoso dele falou mais alto.- Todas nós arregalamos os olhos, Shikamaru, o preguiçoso, tinha passado uma semana fazendo trabalho que não era dele?
—Por que o Shikamaru aceitaria uma coisa dessas? — Tenten disse por fim, demonstrando com palavras o que nós pensávamos.
—Se ele passasse essa semana ajudando o Cho a pendurar os cartazes, não pagaria churrasco por um mês.
—Uma proposta dessas, nem mesmo com a preguiça do Shikamaru ele recusaria. — A voz de Tenten era risonha e bem alegre, levando as outras a rir com ela, mas havia algo que eu ainda estava curiosa, a saber.
— Tema-chan, o que são esses cartazes?
—É uma forma de socialização com desconhecidos.
—Como? — voltei a perguntar.
— Vem ver. — Temari saiu andando a nossa frente, encarei Tenten que deu de ombros e em seguida inclinou sua cabeça ao lado que Temari havia ido, me dizendo pra segui-la. Parando a apenas alguns passos de uma árvore mais próxima ela começou a ler. — Coloque sua mão aqui, espere um estranho colocar a mão aqui. Só tirem as mãos quando não forem mais estranhos.
— Mas aquela menina, Matsuri, já conhece o Gaara não? -Ino surgiu atrás de nós, em seus olhos via-se que saltavam faíscas.
— Já sim. — Temari respondeu com um sorriso de lado. — Ótima ideia! — Tema foi andando em direção ao seu irmão, enquanto eu analisava tudo e todos a minha volta, pessoas diferentes do costume de cada um conversavam e riam, outras coravam de vergonha e ficavam sem jeito, ainda havia alguns que se encaravam sem piscar os olhos, exalando grande admiração, parecendo que já se conheciam há anos, mas eram apenas minutos.
Suspirei, será que se Naruto estivesse ali, com a mão em algum cartaz esperando por um estranho, e eu chegasse, será que ele me olharia com admiração? Escárnio? Dó da garota que sempre desmaiava em sua presença? Abaixei a cabeça, com absoluta certeza de todo o mundo, a última seria a que realmente aconteceria.
— O que foi Hina-chan? — Perguntou Tenten preocupada com meu semblante. Sorri de leve tentando passar algum tipo de certeza no que eu diria.
—Nada, estou bem.
— Esse foi o seu melhor pra mentir? Porque não deu certo. Por que você correu lá trás pra esse beco? Quem foi que você viu?
—Ninguém.
— Ninguém? Hinata! Não minta.
—Eu achei ter visto alguém, mas não é a pessoa.
—Ah, então você viu alguém.
—Sim, mas era só um estranho. -comecei a brincar com meus dedos ainda na manga da blusa, o ar fresco que corria entre as árvores balançava meu cabelo, e de certa forma me trazia uma sensação de que tudo ia ficar melhor.
—Que bom que era um estranho! — estranhei a animação de Tenten, por que ela havia ficado tão feliz assim? Por eu não ter visto ninguém conhecido? — Já que quem você viu foi um estranho... — Tenten começou a andar e a segui para que pudesse entender o porquê daquele sorriso bobo estampado em seu rosto. — Significa que você pode ir ali — ela esticou seu dedo indicador em direção a uma árvore, ela era a mais distante de todo parque, e nela, estava uma pessoa com um gorro e cachecol laranja, apoiando sua mão animadamente na árvore. — E colocar sua mão, assim finalmente não serão mais estranhos. E quem sabe você não geme de verdade dessa vez?- Tenten riu me fazendo corar de vergonha, tampei meu rosto com as mãos e balançava a cabeça tentando ignorar aquilo.
— Tenten — chan!!!
— É sério Hina-chan, você tem que ir lá. Você vive sorrindo por conta dele. Sonhando com ele. Vamos, se dê essa chance!
— É-é melhor n-não. — desviei meu rosto de sua direção olhando para trás, vendo ao longe uma Ino triste, o que era de fato estranho, já que ela estava com a mão no cartaz onde Gaara estava.
— Por que não?
— Ino não parece bem, deveríamos ir vê-la.
— Ela vai ficar bem.
— A Ino, ela... Precisa da gente.
—Hinata! Não muda de assunto! Ele esta ali, aberto a novas conversas, essa é a sua chance. Por que não vai?
—Porque assim é melhor. — Sussurrei cabisbaixa.
—Por que é melhor? O que é melhor? Sofrer por ele não saber quem você é?
— H-hai! — limpei uma lágrima que escorreu do meu olho esquerdo. Como aquilo doía, ele não saber quem eu era.
— Como?
— É melhor sofrer por ele não me conhecer, do que me conhecer e mão gostar de mim.
—Agora chega Srta. Hyuuga Hinata! — senti as mãos de Tenten nas minhas costas, num segundo, eu estava com Tenten, no outro eu estava trombando em Naruto, não estava preparada para o empurrão que levei, ocasionando passos tortos e uma quase queda, se não fosse pelos braços do loiro que me segurou.
— Eita, espera o ônibus parar pra depois descer no ponto. — ele me olhava sorridente, com um sorriso tão enorme que seus olhos se fechavam, meu coração aqueceu e quando me dei por conta de que eu estava em seus braços, minha pele tomou um tom escarlate e fechei os olhos com a vergonha.
— G-gomene N-Naruto-kun. — Senti sua feição mudar, e então abri os olhos, ele me olhava estranho e sua feição mostrava que estava mal, sem jeito, e que se pudesse, sairia dali. Será que somente agora ele percebeu quem havia segurado? E se ele tivesse visto antes que era eu? Seguraria-me? Fui colocada em pé novamente e aquele olhar não saia de seu rosto, me encarando sem desviar os olhos por um segundo.
— An, é... — Sua mão foi levada a nuca, coçando de maneira nervosa, suas palavras não saiam, era o meu medo se tornando realidade, não meu sonho. Fechei os olhos com força impedindo o choro e me virei pra sair, mas sua mão me segurou. — Aonde vai?
— E-eu, não vou te atrapalhar mais. Gomenasai Naruto-kun.
— Nani? Me atrapalhar? — assenti com a cabeça.
— Sei que não me quer aqui. Gomenasai pela queda.
— Por que acha isso? — ele parecia confuso, como se não fosse aquilo que ele queria. Não! Não se deixe levar pelo coração Hina! Obrigava-me a fazer isso, não poderia me machucar mais, toda aquela feição já era o suficiente.
— Você tem feições fortes.
— O que? Não! Não é isso o que esta pensando. Foi um grande mal entendido. Eu só... — sua mão foi levada a nuca de novo, então essa era sua mania fofa, quando estava sem graça ou sem jeito, ele coçava sua nuca. — só fiquei meio mal por você saber meu nome, e eu não saber o seu.
— S-somos apenas estranhos. — disse querendo mudar o foco, como eu iria dizer que sempre o admirei quando o via pelas ruas? Brincando com os órfãos, conversando com todos, espalhando alegria e se estabanando em tudo. Como diria que amava o sorriso dele e seu olhar? Assim como achava doce e suave sua voz? Como diria que o conhecia pelas diversas visitas que fazia em meu sono? Abaixei minha cabeça corando com meus pensamentos, como amá-lo tanto só de vê-lo e ouvir coisas ao seu respeito? Ele abriu um enorme sorriso e com o indicador em meu queixo, levantou minha cabeça.
— Ótimo! Assim a gente pode conversar! — Ele colocou sua mão novamente no cartaz e me olhou empolgado, como uma criança em seu dia de aniversário. — a não ser que não queira. -Levantei calmamente minha mão, com receio de que aquilo fosse mais um sonho, onde eu seria acordada pelas meninas e descobrir que não era real, que ele não queria me conhecer. Quando finalmente minha mão foi posta no cartaz, ele já iniciou a conversa.
— Então, você sabe meu nome, mas e o seu?
—H-Hinata, Hyuuga Hinata.
—Lindo nome. — Agradeci silenciosamente, não acreditando que aquilo era real, eu realmente estava falando com ele? E ele elogiava meu nome? — Você sempre fala muito assim? — ele riu, com a deliciosa risada que tinha. Céus! Como eu desejava gravar um áudio daquele sorriso pra nunca mais esquecer-me de seu som. — Vamos, me diga algo sobre você, ou então passaremos o resto da vida aqui, um olhando pra cara do outro. Se bem que não seria de todo ruim, você é parece que foi esculpida por gregos. — Era oficial, a cor da minha alva pele havia sido modificada, era vermelha sua cor natural. — Você realmente é tão tímida assim? — ele riu de novo, e eu apenas não conseguia responder com palavras, então assenti com a cabeça. — Já que você não é muito de falar, criar assuntos, o que acha se eu fizer perguntas e você respondê-las? E ai, vou falando sobre mim também, até quando estiver mais a vontade pra falar. O que acha? — Meu coração realmente pularia pra fora da minha caixa torácica, ele além de conversar comigo, estava respeitando minha imensa timidez, estava sendo muito receptivo, ao contrário do que sempre imaginei. Sorri feliz pra ele e assenti com a cabeça.
— Aceito.
— Ótimo Hina! Quer dizer... — lá estava sua mão na nuca novamente — posso te chamar assim né?! — assenti feliz, era ótimo ver que ele já me dera apelidos, e me lembrava vagamente dos apelidos em meus sonhos, o quanto ele era carinhoso. — Primeira pergunta, cor favorita? -olhei para minha blusa com o roxo predominante, e olhei pra ele novamente, que me encarava esperando uma resposta, mas não conseguia abrir a boca, mal sabia como o "Aceito" havia sido pronunciado — Isso foi uma dica ou resposta? — Neguei e assenti respectivamente, ele curvou a cabeça como um gatinho que não compreende o ato que alguém praticou, me fazendo rir da maneira fofa que ele ficava — Hm, quer dizer que é roxo? — assenti. — Caramba! Tenho que fazer alguma pergunta onde você tenha que responder falando, e eu vou conseguir! To certo! Só me deixa pensar...
— Diga-me Hina, qual é a sua Comida favorita? — mordi meu lábio inferior, pensando se havia alguma forma de dizer sem pronunciar uma palavra, era engraçado ver que ele estava determinado a conseguir aquilo, então porque não garantir mais alguns segundos com Naruto? Isso! Apontei pra ele. — Eu? — assenti — Você é canibal? Ou isso é alguma perversidade? — ele sorriu de modo safado e balancei a cabeça várias vezes e de modo rápido negando. Apontei então para o símbolo em seu moletom, a espiral lembrava "Naruto" o nome de um ingrediente que se coloca no Ramen, minha comida favorita Isso deveria bastar para se ter como resposta. — Ok, eu... Meu moletom, que comida é essa? Existe mesmo? — ri timidamente e assenti, repetindo as informações dadas. — O que meu moletom tem a ver comigo? AH, você ama a laranja! — balancei a cabeça rindo. — Se você não falar, não vou saber. — estiquei meu dedo indicador e contornei o desenho estampado em seu moletom, sentindo seus músculos por debaixo de todo aquele pano, corei no mesmo instante, eu havia imaginado corretamente em meus sonhos, voltei a contornar o desenho antes que minha mente me levasse a caminhos que não deveriam ser percorridos, e logo após fingi pegá-lo com hashis. — Ainda não faço idéia. — Mordi mais fortemente meus lábios e instintivamente apontei pra ele e em seguida fechei a mão em punho levantando apenas os dedos; indicador e dedo médio com a palma virada pra ele, fazendo um movimento para a direita. Só depois de ter terminado a sinalização me toquei que não havia motivo algum para ele saber que aquilo significava "seu Nome" em Libras — Naruto? Ah! Você gosta de Naruto? — Encarei-o desacreditada, ele conhecia a língua? Minha vontade era indagá-lo sobre havia algum surdo em sua família ou em roda de amigos, mas por hora, deveria permanecer calada, assenti com a cabeça sorrindo, um sorriso maior do que todos os outros, ele era um rapaz tão fofo. — Mas Naruto ta mais pra ingrediente de... AHHH SUA COMIDA FAVORITA É RAMEN! – Seu grito me assustou, ocasionando um leve pulo, fazendo-o rir alto, enquanto eu estava concordando com os olhos esbugalhados. — É a minha também! Ramen com certeza é a melhor comida mundial!
— É sim.
—ELA FALOU! Alguém viu isso? Ou foi miragem? — ele perguntou olhando para os lados, como se realmente estivesse com essa dúvida. – Hm... Vou te fazer falar mais, tenho que fazer... Então Filme favorito?
— Senhor dos anéis. — respondi baixo vendo-o arregalar os olhos.
— Por favor, só não me diga que prefere senhor dos anéis à Harry Potter?!
— Hai.
— NANI? HARRY POTTER É PERFEITO!
— Mas é uma cópia ruim de Senhor dos anéis.
— Não ouse dizer isso! Eles não têm nada de semelhante!
— Frodo seria o Harry, o portador da maldição e o mundo precisa dele. Sam seria o Rony, o melhor amigo e ajudante, disposto a morrer para salvar o Frodo/Harry. Smigol e Dobby nem se fala. Gandalf e Dumbledore? São idênticos! E o fato do anel, está presente em cada um dos filmes da saga de HP, mas principalmente na Pedra Filosofal. — Filmes, ele havia me perguntado do assunto que eu mais gostava de debater, e por mais que a timidez fosse enorme, sentia que podia conversar com ele tranquilamente, sem me importar com algo errado que eu diria, ou de apenas divergir de opinião, me sentia tão bem ao seu lado.
— O único motivo que me impede de brigar com você é porque esse assunto te fez falar, então calmamente eu vou declarar que... – Naruto pigarreou e se posicionou de modo pomposo com a mão em seu peito. – Harry Potter é o melhor e fim de discussão.
—Não é...
—Shiii! Fim de discussão! Eu discuto isso com você amanhã!
— A-amanhã? – Ele havia pedido meu silencio de forma brincalhona, seria a ordem também uma brincadeira? Perguntei sem conseguir encará-lo, se a resposta fosse “não” seria bem melhor não ouvi-la.
—É... Bem, eu digo...
—Não precisa dizer nada – Levantei a cabeça e me deparei com ele coçando a nuca por diversas vezes, não queria que ele dissesse nada, pois se ele ainda não quisesse falar comigo amanhã, o faria querer falar, ele vai gostar de mim, por quem sou. Sorri meiga e por um instante pude vê-lo corar, mas isso com certeza era coisa de minha mente. – Você tem alguém surdo na família? Ou algum amigo?
— O que? Como sabe? – Ele parou de coçar a nuca na mesma olha e me encarou assustado, ele estava louco?
— Você entendeu quando eu sinalizei “seu nome”. Lembra?
— Você sinalizou? Sério? – Ele dizia meio boquiaberto enquanto olhava pra cima, parecia que estava desacreditado daquilo e tentando recordar desse momento.
— Quando, fui falar do ingrediente...
—Caramba! É mesmo! Você fala libras! Que legal! Por que quis aprender? – Ele explodiu em uma fração de segundos, dizia com um sorriso enorme no rosto e me encarava admirado, como eu havia feito ao descobrir que ele havia entendido minha sinalização.
—Sim – eu ri vagarosamente – Eu falo, mas não possuo amigos surdos, às vezes me deparo com algum na rua e os auxilio, mas só.
— Sério? É tão difícil encontrar pessoas assim. Sasuke odeia todo mundo por conta disso, aquele Teme emburrado mal agradecido. – Naruto cruzou os braços e olhou para o lado, fazendo um bico enorme e fechando a cara, como se estivesse vivendo um momento com o amigo.
— Então já posso ir embora? Não somos mais estranhos?
— Oi? – Naruto direcionou sua cara de espanto a mim quase que no mesmo instante.
— Tire as mãos quando não forem mais estranhos, é o que está escrito. – Apontei para o cartaz com minha mão livre, o outro braço já estava cansado de ter que ficar naquela posição, mas honestamente? Eu não me importava, valia a pena. Naruto olhou para seus braços e rapidamente colocou a mão novamente no Cartaz.
—Eu nunca tirei minha mão daqui! Pra eu tirar teria que saber do mínimo, se tem irmãos, como são seus pais...
— Ah sim, nunca tirou. Você pode jurar por isso? – Ele levantou sua mão estendendo a palma pra mim.
— Eu juro!
—Mas é com a direita que se jura!
—Sou canhoto.
—Mentiroso!
—Só agora. – Ele riu, um sorriso alegre, mas parecia mais como um sorriso nostálgico.
— O que foi? – Perguntei, imitando o seu gesto de inclinar a cabeça como pequenos e fofos animais.
— Nada, eu só... Lembrei-me de algumas coisas. – Ele disse ainda divertido, dando uma risada mais fofa no final, deixando ser entregue a um sorriso triste em seguida.
— Do que você lembrou? – tentava soar a mais calma e doce possível, meu coração se partia ao vê-lo daquela forma, era como se uma tristeza estivesse se ampliando e mesmo sem nos conhecermos bem, gostaria que ele pudesse compartilha-la comigo, para que o peso fosse menor em suas costas.
Naruto abaixou a cabeça e respirou fundo, depositei minha mão esquerda em seu ombro. Fazendo um leve carinho, mostrando que eu estava ali. Respirei fundo e toquei seu queixo com meu dedo indicador, como um pedido para que ele olhasse pra mim, e meu pedido foi ouvido. Ele olhou pra mim e seus olhos brilhavam, não aquele brilho encantador, mas um brilho triste. Sentia como se meu coração fosse uvas e estivessem pisando em nele, como os gregos para fazer o vinho. Céus, por que eu havia de estragar o momento?
— Vai ficar tudo bem, eu estou aqui. – Minha vontade era implorar desculpas, mas isso não apagaria meus atos, e assim como eu estaria ali, disposta para ajudar qualquer estranho que visse nessa situação, estaria disposta a ajuda um semi-estranho. Naruto sorriu pra mim.
—Por que eu acredito que realmente vai estar Hina-hime? Eu sei que não há quaisquer motivos para você ficar, e que essa fala poderia ser dito da boca pra fora como muitos fariam, mas vindo de você... Eu acredito que realmente vai estar, não importando a hora, dia ou sei lá o quê. – Eu estava atônita, sua voz, seus gestos, seu olhar, todos esses fatores eram os mesmo que eu havia visto anteriormente com aqueles desconhecidos, o olhar de admiração, onde pareciam que se conheciam há anos, mas eram apenas minutos, o olhar apaixonado, encantado com a pessoa à sua frente, o olhar que eu direcionava a ele todas às vezes e que sempre julguei ser impossível de conquistá-lo pra mim. Permaneci calada, a falta de frases a serem ditas era grande, não havia redações, poemas, canções ou interpretações que pudessem demonstrar o que eu estava sentindo. Naruto sorriu desconcertado, talvez fosse meu silêncio que houvesse constrangido-o. – Desculpa por isso.
—N-n-não se desculpe Naruto-kun. E-e-eu vo-vou estar contigo. – Minha gagueira agiu de forma intensa, não me permitindo responder da forma segura que eu queria.
—Eu sei que vai. Por isso, acho que já podemos descansar o braço não é mesmo? O meu já está doendo. – Ele massageou seu ombro direito e eu ri de sua cara de dor.
— Mas ainda somos estranhos. – Provoquei, queria saber se ele ainda ficaria ali por mim, era uma dúvida boba que eu tinha.
—Ah, mas sempre seremos. Sempre vai ter coisas novas pra se fazer e conhecer, e eu vou aproveitá-las, então, me tornarei um pouco estranho porque vou estar diferente. Entende?
— Acho que sim. – Ri de sua confusão, era incrível como em apenas segundos o sorriso estava lá de novo, como em segundos ele conseguia falar tão agitado e se confundir na explicação.
— Gomene, ficou muito confuso. – Ele riu coçando a nuca – O que quis dizer é exatamente o que meu pai dizia pra minha mãe. – Naruto tirou o gorro, bagunçou seu cabelo e abriu um sorriso enorme em seu rosto, começando a dizer com um timbre de voz mais grosso que o seu natural. — “Eu sou uma máquina de mudança constante, procurando aprender novas coisas, pra não ser um velho chato, briguento e sem graça. Mas tem coisas que nunca vão mudar, como por exemplo: O certo ser Biscoito!”. E ai, começava a treta. – Ele riu de forma doce e nostálgica de novo, mas sem perder o brilho do olhar. – Então, não podemos sair por ai com um cartaz na mão.
— Seria engraçado, poderíamos tirar esse aqui e sair andando com ele. – Após dizer isso, minha mente gritava, implorava pra Kami-sama que ele recusasse a oferta, ou seria o dia mais vergonhoso da minha vida.
— NANI? Tirar o cartaz e fazer com que pessoas percam oportunidades de conhecer anjos como você? Não sou um monstro Hina-hime. – O tão lindo e glorioso tom escarlate tomou conta da minha pele de novo, não sabia como era possível ter tanto sangue acumulado em minhas bochechas.
—Naruto-kun! – Desviei o olhar e ele riu alto.
—Minha hime, você tem que se acostumar com isso, não tem como olhar pra você e não admirá-la. – Abaixei a cabeça e fechei os olhos, tentando respirar calmamente e bem fundo, para que eu pudesse controlar a quantidade de sangue que ia para meu rosto, eu precisava dele no resto do corpo! Não só na cabeça, poderia inchar!
— Me pergunto se você também derruba o mundo, assim como minha Kushina fazia quando estava nervosa. – Ele riu e deitou sua cabeça no braço que estava apoiado na árvore. – Vocês são muito parecidas.
—Q-q-quem? – Torcia pra que ele respondesse e permanecesse no outro assunto, ia ser ótimo não ter a atenção voltada contra mim, eu amava os elogios, mas ainda não era acostumada com eles e muito menos meu corpo.
— Kushina, minha Kaa-san. Ela e tou-san viviam com brigas bobas e saudáveis como a do Biscoito, mas quando se estressava, até o Chuck Norris fugiria.
— Mas o correto é bolacha. – Foi o que eu consegui responder, não queria tocar em uma ferida que ainda não havia cicatrizado, sabia que algo de ruim tinha acontecido, uma separação talvez. Mas, o carinho que ele diz sobre os dois, eu torcia em meu âmago para que não tivessem falecido.
— Claro que não! É Biscoito! – Ele disse arregalando os olhos.
—É bolacha Naruto!
—Não foi e nunca será! Biscoito é a palavra mais antiga, fora que em todos os pacotes está escrito biscoito!
— Pois então, é mais velha, ta na hora de atualizar!
— “Mas tem coisas que nunca vão mudar, como por exemplo: O certo ser Biscoito!” – Naruto imitou seu pai novamente e rimos juntos.
—Mas aposto que Jet Li não fugiria.
—Não! Não diga que prefere o Japa.
—Habilidade vence força!
— HINATA! – Ele levantou os braços como quem dizia que desistia. – É isso, eu desisto... Vou até embora! – Ele virou as costas e caminhou alguns passos, enquanto eu permanecia estática em meu lugar, tentando entender aquela loucura. – É nessa hora que você começa a andar do meu lado!
—Ah, me desculpa. – Eu ri e andei até ele que havia parado para me esperar, aproximei-me a ele e este me esticou seu braço, me oferecendo sua companhia. Íamos andando pelo parque, não sabia onde ele queria me levar, mas não me importava. Ele não era nenhum tipo de maníaco que tem sua cara em todas as redes sociais.
— Vai dizer também que o Batman é melhor que o Superman?
— Claro que é!
— COMO? – Ele parou brutamente no meio do caminho para me encarar, estávamos já na parte cimentada do parque, no caminho da saída pela viela, onde eu havia visto-o pela primeira vez no dia, certamente, pela primeira vez de verdade e fora de meus sonhos. Havia me esquecido de procurar pelas meninas e avisar aonde eu iria, mas pra onde eu iria? Mandaria mensagem depois, assim que eu chegasse no local. Eu estava divagando nessas coisas até Naru me despertar. – Viu? Ele não é melhor! – Abriu um sorriso vitorioso em seu rosto.
—Ele ganha naquela batalha não ganha?
—Ele se entupiu de Kriptonita!
—Ele ganha não ga...?
— Não foi justo...
—Ele ganhoi, não gan...
— PORQUE ELE TAVA LOTADO DE KRIPTO...
—NARUTO! –Gritei chamando sua atenção! Ele estava agitado e eufórico não me permitindo falar, mas quando chamei seu nome, ele silenciou no mesmo segundo. – É DIFICIL ADMITIR QUE O BATMAN GANHA? – Ele engoliu seco e negou com a cabeça.
— O Batman ganha. — Disse temeroso, minha vontade era de rir, mais precisava aproveitar um pouco mais daquela vantagem.
— E Senhor dos Anéis é melhor que Harry Potter!
– Nunca... — Naruto abriu sua boca para me responder de forma negativa, mas ao mesmo instante semicerrei meus olhos, o vendo coçar a nuca e rir desajeitado. – Nunca, que HP venceria.
— E agora o mais importante. – Seus olhos mais azuis que o mar não se distraia um segundo sequer, encarava-me esperando o que viria, e pela sua feição ele imaginava o pior.
— O correto a se dizer é Bolacha!
—Isso NUNCA! – Naruto cruzou os braços como quem mostrava que não mudaria de ideia.
— NARUTO!
— HINATA!
— NARUTO!
— KUSHINA! – Abri minha boca para dizer seu nome de novo, mas fechei de acordo com a estranha sonoridade escutada. – Desculpa, é que isso parecia realmente uma briga entre Minato-san e Kushina-san, precisava honrar sua memória. – Ele disse divertido, mas honrar sua memória? Então, ela realmente havia partido. Entristeci-me por isso, deveria ser uma ótima mãe, ele comentava com tanto carinho.
—Eu sinto muito Naru. – Ele abaixou a cabeça e respirou fundo. Levantando-a em seguida e me mostrando seu melhor sorriso.
—Não sinta. Só seja a partir de agora a Kushina do meu Minato interior. – Sem ser intencional eu havia prendido a respiração, ele estava pedindo, com todas as letras, que eu fosse a Julieta de seu Romeu, a Louis Lane de seu Clarck Kent, a Mary Jane de seu Homem Aranha. Ele queria iniciar ali uma história de amor verdadeira com ele, da forma mais inusitada e que eu menos esperava. Ele queria ser meu, e queria que eu fosse dele. – E então você aceita? – Ele me perguntou temeroso. Segurou minhas duas mãos e me olhou firme, mostrando que aquilo era sua real vontade. – Aceita namorar com esse estranho?
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—Sim!
Notas finais
Espero que tenham gostado!!!!
Por favor.. comentem! Necessito saber da opinião de vocês!!!
Essa demora do "Sim" foi só pra criar um draminha básico kkkkk
Ahhhh antes que eu me esqueça... o correto.. É BOLACHA! ( Que a treta comece!) kkkkk
XOXO ♥ ♥
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