Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOWN, REVIEWS, QUE COISA MAIS CATITA! :3Ai gente, brigada mesmo pelos coments, é tanto carinho *---*Mais um cap quentinho aqui pra vocês.

Ai senhor. Tem um bicho passando na minha perna. Deve ser um rato peludo, sujo e mutante, por que essa coisa é grande demais pra ser um rato comum.

Kiki, juro que qualquer dia eu te taco na parede, cachorra! Ta louca?

Não, pelo jeito quem está louca aqui sou eu. São 6:00 da madruga e daqui 30 minutos o ônibus vai passar na minha rua. Fudeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu geraaaaaaaaaaaaaaaal.

Comi, bebi, escovei os dentes, dei uma ajeitada no cabelo, to no ponto. Bem a tempo, o ônibus ta passando.

Subi no ônibus e esse motorista FDP (Fandangos De Presunto) acelerou antes que eu pudesse me sentar. Resultado = Meti a boca no chão e quase virei a mão na cara de um menino ali perto. Quem não adora pagar mico de manhã?

Cindra: E qual é o gosto do chão?

Eu: Gosto de sola de sapato e água de chuva. Gostinho de delicia.

Me sentei correndo ao lado dela. Tomara que ninguém tenha visto isso alem dela e o menino que quase foi estapeado por mim.

Meus dedos estão congelados. Esta muito frio e essa blusa do colégio não esquenta porra nenhuma. Cindra (tentava) ficar desenhando rostinhos no vidro embaçado, mas os movimentos do ônibus não a deixavam. Ela desenhou um rostinho sorridente no vidro, com um sorriso que pareciam duas salsichas amassadas por uma manada de elefantes.

Cindra: Olha Cady, igualzinho você.

Eu: Vai se fuder Ci.

Eu olhava pro chão do ônibus pensando na origem do universo quando de repente um par de all stars preto passou diante dos meus olhos. Ergui a cabeça e lá estava o menino com piercings e maquiagens. Cara, me ensina a ser linda?

Uma mão gelada encostou na minha bochecha e eu sai de transe. Cindra, sua fandangas de presunto.

Cindra: Para de secar o menino, pelo amor de Deus? Ta me dando agonia.

Eu: O que eu posso fazer se ele é gato?

Ela pegou um pirulito de dentro da bolsa e colocou na minha boca, provavelmente, pra calá-la. Não vou reclamar, é 7 belo.

Na minha escola, é “termina e expressamente proibido chupar balas ou pirulitos em sala de aula”. Foda-se, só se é jovem uma vez, eu tenho mais é que quebrar as regras mesmo.

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Estava havendo uma guerra de bolinhas de papel no fundão da sala. Uma acertou minha cabeça e eu a joguei no lixo. Juro que se eu descobrisse quem foi que me acertou, afundaria a cabeça dessa pessoa na privada com a descarga ativada.

Alguem rabiscou um belo dum “vá se fuder” na lousa, com letras daqueles pichadores de rua. Que coisa linda. Meus olhos chegam a estourar só de olhar pra isso.

A professora entrou. Acho que alguém esta ferradooo... (8)

Neusa: Olá pessoal, sou a professora Neusa e serei a professora de artes de voc... Ora, ora ora, o que temos aqui? Quem foi que fez isso?

Uma bolinha de papel voou na cara da professora. Ela abriu e o leu em voz alta.

Neusa: “Sai daí, sua vagabunda miseravel.” Eu darei 10 segundos pra que a pessoa que fez isso assuma. 10... 9... 8...

Oh oh. Olhei pra trás pra ver se alguém assumiria a responsabilidade. Aposto que nenhum desses insetos vai se levantar. Ótimo, estamos fudidos. Bufei e coloquei a mão em cima da cabeça com tanto desespero.

Neusa: 3... 2... 1... Ninguem? Ótimo. Arranquem uma folha do caderno de vocês e escrevam uma redação com 1000 palavras sobre o por que vocês devem sempre respeitar os professores. Há, detalhe: Se vocês errarem qualquer palavra, deverão escrever tudo de novo em outra folha. Podem começar.

Professora, você não sabe disfarçar. Todo mundo já percebeu que você é o capeta.

Arranquei outra folha preciosa do meu caderno e comecei a escrever. Até que foi rápido. Olha só:

“Eu sei que devemos sempre respeitar os professores, principalmente a Neusa, porque ela é muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito (...) Brava. Com amor, Cady.”

Perfeito. Achei que fosse demorar mais.

Entreguei minha redação a professora e ela me olhou com aquela cara de assasina mortífera. Acho que é assim que o demônio demonstra felicidade, então sorri de volta pra ela.

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Ultima aula. Hora de suar que nem macaco na sauna.

A professora nos reuniu no centro do ginásio e nos disse que pra algumas aulas, nós precisaríamos de pares. Então ela começou a nos separar em casais.

Ela disse que eu deveria ficar com o tal do Andrew Biersack, o mesmo menino o qual eu peguei a carta.

O garoto gatinho do ônibus esta vindo na minha direção. Ai Deus.

- Oi, você é a Cady?

Eu: S – sou eu mesma. Como sabe?

Andrew: Você é meu par da aula de dança. Oi, meu nome é Andrew.

Ok. Ele é o garoto da carta. Coincidência essa, né?

Eu: Nossa, que coincidência! Eu peguei a sua carta na aula da Sônia!

Andrew: Eu também peguei a sua.

Eu: Você parece desanimado... – Falei pra parecer preocupada. Pessoas normalmente gostam disso.

Andrew: É sono. E fome. E cansaço.

Eu meio que tenho problemas de socialização, então não sabia o que dizer. Merda.

A professora nos passou alguns passos de jazz novamente, mas dessa vez em duplas, claro.

Dizem que tudo que é bom, dura pouco ou passa rápido. Essa aula passou em praticamente um segundo.

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Em casa, almocei e já fui ligando o computador. Enquanto isso, separava minhas roupas pra ir tomar banho.

Assim que sai do chuveiro, a campainha de casa tocou. Fui ver quem era.

Cindra: Cady, vamos sair. Agora.

Eu: Como assim, sair? Pra onde?

Cindra: Eu estava passeando e achei um lugar que faz muito tempo que a gente não vai! Rápido, vamos logo!

Desliguei meu computador e fui correndo pro portão. Ela me guiou até um lugar que me deixou totalmente nostálgica.

Era uma clareira no meio do mato que costumávamos ir quando éramos pequenas. A única diversão daquele lugar era um balanço feito com um pedaço de madeira e uma corda amarrada num tronco de uma árvore. Claro que agora a corda já estava bem velha e desgastada, mas ainda agüentava nosso peso.

Cindra e eu passamos a tarde ali conversando sobre tantas histórias e situações que passamos naquela clareira. E eu lembrava de cada detalhe: A velha reclamona da casa 127, o sorveteiro caolho e até o garoto de preto que ficava abandonado numa pedra perto do balanço.

Sei lá por que, mas... Esse garoto meio que me remete a imagem de Andrew.

Notas finais
Mals a demora, mas eu viajei nesse feriado e a net aqui é HOR-RI-VEL. Vou tentar agilizar nos proximos caps!Bjs, até o próximo cap!