Notas iniciais
Voltei! @-@Acho que esse é o cap mais comprido que já escrevi até agora...Vai ter uma cena quase surreal no meio do capitulo, mas finjam que isso é uma coisa completamente normal, que acontece todo dia, ta? Hihi.Bom divertimento *-*

It’s Friday, Friday... Hã? Oi. Desculpem minha empolgação excessiva, mas é que numa sexta feira, é difícil segurar, sacumé, né?

Tanto que acordei cedo de novo. Não é uma maravilha?

Hoje to até com paciência pra me arrumar. Acordei numa calma hoje, estou um quase um Buda na versão feminina, só que com menos massa gordural.

Recado pra mim: Verificar no dicionário se a palavra “gordural” existe.

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Eu: Cindra, eu agradeceria muito se você soltasse minha cara. Sabe, meus olhos não conseguem girar a 360º e eu também não tenho olho na nuca.

Cindra: Cala a boca e presta atenção. Olha, olha, é agora! HAAA, MOTORISTA FILHO DA PUTA!

Se você tem uma amiga que quer te mostrar que o motorista do ônibus tira tatu do nariz enquanto dirige, meus pêsames. Eu entendo sua dor.

O pior é quando o bosta do motorista não colabora pra que eu possa voltar a olhar pros lados como um ser humano normal.

Eu: Ci, desiste, ele não vai fazer isso.

Cindra: HÁ, ok. Mas eu to falando, não encosta nesse volante!

Ok, ok. Vamos fingir que essa cena nunca aconteceu.

E lá vem a perfeiç... Digo, o Andrew.

Andrew: Bom dia gente.

Eu: Bom dia Andrew.

Cindra: Bom dia.

Ela falou com os olhos vidrados no espelho acima do motorista. Parece até um zumbi.

Andrew: O que deu nela?

Eu: Ela esta tentando flagrar o motorista numa cena nada agradável. Não olha, por favor.

Ele se sentou e começou a me encarar. Eu fiz o mesmo. E ficamos assim.

Andrew: O que foi?

Eu: Nada, você estava me encarando e eu comecei a te encarar também. Involuntariamente.

Andrew: É? Eu nem reparei.

Eu: Tudo b...

Neste momento, o maldito ser guiando o ônibus freiou de uma forma tão brusca que eu praticamente voei pelo corredor. Seria mais divertido se eu fosse um superherói com poderes, um pássaro ou um avião. Mas não. Cá estou eu, deformando meu rosto contra o chão.

Cindra: Qual é a sua afinal? Você ama tanto esse chão ou esta presa a ele por um campo magnético?

Eu: As vezes eu acho que é macumba sua. Só pode.

Alguem chutou minha bunda, que estava virada pro alto.

Andrew: Veja pelo lado bom, estamos em frente a escola e sua mochila foi mais longe que você. Levanta logo ou vai se atrasar.

É verdade, a escola. Afinal, com a cara quase enterrada no chão, como eu poderia esquecer da escola? Obrigada pela sua preocupação Andrew.

Em fim, vou pegar logo essa merda de mochila e me dirigir ao infer... digo, escola.

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Bom dia, querida professora... (Sentiram a ironia?)

Sônia: Tudo bem pessoal, já que é sexta feira, vamos começar com uma aula mais “light”. Façam grupos de 4 que eu entregarei uma folha com 10 questões pra vocês. Vocês também podem usar a apostila.

De 4, né professora? Danadjenha.

Me sentei com Cindra, Andrew e um garoto 7 metros maior do que eu chamado Gustavo. Me sinto uma anã de jardim perto desse menino.

Depois de uns 30 minutos que mais pareciam 30 horas, Andrew pediu para ir ao banheiro. Tadinho. Se ele soubesse que vai ter que passar pelo corredor da 1º série pra chegar até lá...

A professora o liberou e 1 minuto depois se virou pra mim.

Sônia: Cady, querida, poderia entregar esses papéis na sala do diretor? Eu tenho muita coisa pra arrumar aqui e você não parece estar fazendo grande coisa...

Bate aqui se você tem certeza de que ela disse que eu era uma imprestável e não estava fazendo nada pra ajudar.

Em fim, ela estava certa. Peguei aquela pilha de papéis e lá fui eu, carregando e espalhando toda a minha imbecilidade pela escola.

Assim que entrei na sala do diretor, não quis nem saber. Deixei os papéis em cima da mesa e comecei a fuçar em tudo. Até que achei o temido livro negro. É aqui que todos os alunos mal comportados assinam quando aprontam alguma. Vamos dar uma olhada...

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Caramba, a Cindra não perdoa! Até aqui ela fica de graça! Bom, deixa eu vazar daqui antes que alguém perceba que eu mexi nessas coisas.

Assim que botei o pé fora da sala do diretor, o sinal dos pequeninos tocou. E a ultima coisa que me lembro foi uma nuvem de mini furacões uniformizados vindo na minha direção.

Ok, ok. Eu ainda estou viva, mas é melhor me assegurar que ninguém roubou nada de mim.

E os banheiros estão bem ali na frente. Andrew já deve ter saído.

E vocês não vão acreditar no que eu vi quando virei o corredor.

3 garotos grandalhões do 3º ano rindo e apontando para o chão. Quando olhei para o chão, eis que vejo uma cena totalmente agonizante: Andrew estava se contorcendo de dor no chão frio, com as mãos na barriga.

Um dos garotos, o que estava de boné azul e branco, xingava até não poder mais:

- Ta gostando de apanhar, sua bicha? Ta?

Um outro, mais gordinho, gritava:

- Vai seu viado, sua bibinha! Vai dar o cu pros seus amigos viados!

O terceiro, magricelo e cabeludo, não gritava ou gesticulava. Apenas dava uma risada totalmente forçada.

De repente, o gordo deu dois chutes na barriga de Andrew.

Vou contar um segredo pra vocês: Eu sempre fui uma pessoa muito “defensora”. Passei por essa mesma situação quando estava na sétima série. Meu amigo no chão apanhando de garotos mais velhos... Eu agi de uma forma muito brusca.

Mas quem disse que eu não vou fazer de novo?

Eu: HEY, PARA COM ISSO! QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

Garoto 1: E quem VOCÊ pensa que é? Vaza daqui menina!

É nessas horas que eu agradeço infinitamente a Cindra por me forçar a ter feito aquelas aulas de capoeira, karatê e luta livre.

O de boné foi o primeiro a ir pro chão. Assim que consegui achar o ponto de pressão dele e apertar, ele desmaiou. O gordinho foi um pouco mais difícil. Tive que imobiliza-lo pra depois achar o ponto de pressão. E neste momento, o magricelo já tinha fugido.

Eu: Andrew, você ta bem?

Andrew: Ai... To... Eu acho.

Ajudei ele a se levantar e o levei pra sala. Assim que ele se sentou, o diretor Eustácio apareceu na porta.

Eustácio: Cady? Pode vir a minha sala, por favor?

Claro diretor. Adoraria te visitar no seu hábitat natural. Seu animal.

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Eustácio: Cady, você já fez isso uma vez na sétima série. Por que fez isso de novo?

Eu: Sabe, não seria preciso fazer isso se os alunos dessa escola se comportassem como seres civilizados. Eu estava defendendo um amigo. Aqueles garotos não tem o mínimo direito de dizer o que disseram.

Eustácio: Você podia ter vindo me avisar do ocorrido. Simples assim.

Cady: Se eu tivesse feito isso, provavelmente Andrew já estaria morto.

Ele se calou por um minuto. Começou a olhar pro livro preto.

Eustácio: Infelizmente, não há desculpa que a livre de seu castigo. Entendo que foi por uma boa causa, mas...

Eu: Tudo bem. Eu assumo. Mas o garotos vão pagar também, não vão?

Eustácio: Sim. Dois vão ser expulsos por que já é a terceira vez que aprontam. O outro vai pegar 2 dias de suspensão.

Agora já me sinto melhor. :D

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A tarde, em casa, eu havia acabado de comer meu almoço. Alguem tocou a campainha.

Cindra: E ai, vamos no balanço?

Eu: Vamos. Ficou sabendo do Andrew?

Cindra: Fiquei. Ele ficou bem machucado. Pelos menos ele vai ter o fim de semana inteiro pra descansar.

Sai de casa e nos pusemos a caminhar em direção ao balanço.

Eu: Sabe, eu me sinto muito mal. Odeio ver gente tratando os outros como trataram ele hoje. Cara, que ódio! ÓDIO, ÓDIO, ÓDIO!

Cindra: Tudo bem. Tudo o que fazemos volta pra gente em dobro. Aqueles meninos vão ser expulsos.

Eu: Espero que sofram mais. Quem eles acham que são?

Cindra: Relaxa. Esquece isso se não você vai morrer de velhice precoce.

Eu: Velhice precoce?

Cindra: É só uma desculpa que eu inventei pra você parar de pensar nisso. Agora vamos. Quem chegar por ultimo é mulher do padre!

Eu: Padre não tem mulher.

Cindra: Vásefu. Vamos.

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Cindra subiu o pequeno morrinho para pegar mais impulso e ir mais longe com o pequeno balanço de madeira. Eu estou aqui, sentada no chão gramado, sendo comida viva por formigas, mosquitos e outras espécies de insetos que a ciência desconhece.

Cindra: Ta pensando no que?

Eu: Na origem da vida e das estrelas. Ou no almoço de ontem, qual você preferir.

Cindra: Idiota.

Eu: Eu sou idiota? Por que?

Cindra: Por que eu quero que você seja. E eu mando em você.

Eu: Aham, senta lá.

Olhei para o meio do mato. Me levantei e fui olhar a pedra onde o garotinho ficava sempre sentado.

Só pode ser um sonho. Ou um fantasma. Não é possível!

Eu: Cindra, desce aqui!

Ela correu até chegar do meu lado.

Eu: Não é o garotinho da pedra? Ele ta ali!

Cindra: Não é possível! Rapido, pega uma pedra, vamos ver quem é!

Eu: Uma pedra? Você não pode jogar uma pedra nele, está doi...

Uma bola de lama passou voando diante dos meus olhos e acertou em cheio as costas do menino.

Eu: BICHA LOUCA! POR QUE VOCÊ FEZ ISSO?

Cindra: Você tava demorando demais pra me passar a pedra. Eu usei lama mesmo.

O garoto se virou e... E eu não acredito. Não pode ser!

Eu: Andrew?

Andrew: Cindra? Cady?

Eu: O que você ta fazendo aqui?

Andrew: Como o que eu estou fazendo aqui? Eu venho aqui desde pequeno. Essa pedra já é propriedade minha!

PARA TUDO BRASIL! ISSO QUER DIZER QUE...

Cindra: ANDREW, VOCÊ É O GAROTO DA PEDRA?

Andrew: Acho que sim, né...

Eu e Cindra demos um grito tão esganiçado que acho que até as almas que moram no centro do universo ouviram. Tadinhos.

Andrew: E parece que vocês são as meninas que vegetavam naquele balanço. Que coincidência, hein?

A partir daí, foi uma falação total. Começamos a discutir como isso tinha acontecido e assim foi até anoitecer.

Eu acho mesmo que isso foi muita coincidência. Coincidência demais, pra falar a verdade.

Notas finais
Gostaram? É, nem eu DX Saporra do Nyah não quer me deixar postar foto aqui, nem link. Uma pena, a história ia ficar mais legal .-. Em fim, deixa um reviewzinho pra animar meu dia pelo menos? Obrigada, vocês são tão gentis *----*