Cartas para você
4 05/06/2017
Notas iniciais
Cidade, 05 de junho de 2017.
Eu queria seu sorriso grudado em mim como um amuleto da sorte.
Ainda penso em idealização de um sonho impossível, apenas porque não tenho coragem em gritar pelo seu nome. Talvez se eu tentasse mais, aventurar- se e aprender a me machucar conseguiria parar de dizer “e se...”. Queria tanto, mais tanto que não saberia o que dizer, as palavras fogem da boca. Minhas mãos parem e meu corpo paralisa. Sou tão inacabada. Preciso de muita lapidação.
Hoje, sei de tudo que sinto falta, mas não enxergo algo que esteja tão perto. Cega que ostenta a habilidade de ver. Faz sentido? Pessoas que me entendem levanta mão!
O que preciso é diferente de o que quero. O que quero não é essencial. Confundimos estas frases. O que quero é você. Entretanto, não preciso. Sei disso. Posso escolher almas que parecem mais comigo. Mesmo sabendo, quero você. Pior, sinto que nunca serei aquela pessoa especial pra você. Só necessito urgentemente parar. Parar e esquecer que já existiu.
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