Notas iniciais
Novamente uma reflexão sobre meu amor estranho.

Cidade, 22 de outubro de 2017.

Querido,

Parece meio óbvio,

Mas me apaixonei por você voluntariamente.

Bobo, não?

Conheço- o a distância.

Sei seus defeitos e suas qualidades,

Apenas o que todos sabem.

Mas não sei sobre o real você.

Não sou aquela que você vem e conta seus sonhos e suas angústias.

Não sou a primeira saber se está bem ou machucado.

Ou mesmo se sentiu abandonado ou se abandonou um amigo.

Sou um vulto que se amarga pelas escolhas não concretizadas.

Foi o medo de me decepcionar por não conseguir aquilo que idealizei.

Odeio a frustração...

Sinto mais ódio de mim mesma quando penso o quanto sou covarde em enfrentar minhas fantasias e torna-las minhas verdades.

Desculpe-me por sentir ferida por você.

Eu me quebrei sozinha...

Fui me despedaçando pouco a pouco...

Tornando-me uma alma penada,

Sentido inveja daquelas que estiveram ao seu lado.

Faltou empatia e coragem da minha parte.

Talvez eu tivesse o superado a mais rápido.

Obrigada...

Mesmo que esta carta nunca chegue a você.

Obrigada.

Notas finais
Vão me chamar de fraca, mas sou eu!