Cartas para uma noiva. Dramione
2 Carta número Dois: Discussão no banheiro.
Hermione olhava atônita para a carta, ela tentava entender o que levou Draco a ter coragem pra escrever pra ela.
Eles sempre brigaram muito, inclusive por culpa do próprio, que sempre declarou a todos que pudesse que odiava Hermione.
— Que momentos podem ser esses?
Hermione lembrava de apenas dois.
“ Hermione querida, está tudo bem?”
Ela ouviu a senhora Weasley do outro lado da porta.
— Sim, senhora. Estou terminando de me arrumar, e pedi pra ficar alguns minutos sozinha.
— Eu entendo querida, quando estiver pronta pode descer.
A senhora Weasley a deixou sozinha novamente.
— Eu leio, ou não leio as cartas?
Hermione andava de um lado do outro do quarto, confusa e com medo. Ela não queria ler as cartas, sentia raiva de Draco, de sua família que contribuiu para a guerra bruxa, de sua tia Belatrix que a torturou e ele não fez nada pra impedi-la.
Mas ao mesmo tempo ela estava curiosa, queria saber sobre esses momentos que ele mencionou.
“Já sei, vou ler a próxima, se não gostar do conteúdo, rasgo as outras.”
Ela pensou.
E então abriu o envelope de carta número dois.
“Hermione, pelo visto atendeu meus apelos, mas creio que vários pensamentos devem estar passando pela sua cabeça.
O momento que percebi que poderia está me afeiçoando a você vai te surpreender, foi no nosso terceiro ano, alguns dias depois de você me dar aquele soco para ser mais exato (ainda não acho que mereci, mas entendo suas razões).
Depois da morte daquele Hipogrifo do Hagrid, que você me bateu, eu fui com meus amigos andar pelo castelo, estava planejando uma vingança contra vocês, principalmente contra você.
Blásio estava rindo de mim, já Crabbe e Goyle, estavam me apoiando.
— Draco é sério que você levou um soco da Granger.
— Aquela sangue ruim, vai me pagar. Eu sou Draco Malfoy, ela não devia ter feito isso.
— Podemos te ajudar Draco a se vingar dos três. –Disse Crabbe...
— Ela bate bem pra uma garota. –Disse Blásio.
— Sabe o que eu acho Blásio, que você está gostando disso... – Eu disse irritado.
— Me escute Draco, depois do que aconteceu, acho que no fundo você deve ter uma queda pela Granger.
— Acho que quem levou um soco foi você... Está maluco, aquela garota sangue ruim me causa repulsa, ela e aqueles amigos imbecis dela.
— Vocês fariam um casal interessante, imaginem só, a Grifinória nascida trouxa, e o Sonserino sangue puro, que sempre é pressionado pela família a seguir linhagem de sangue puro, se apaixonando por uma nascida trouxa, melhor amiga do menino que sobreviveu. Dá até um romance...
Engraçado como depois daquilo, a visão que tinha sobre você mudou. Deixa-me explicar melhor. Eu era perverso, sim, era cruel, muito, mas até aquele momento eu a via como uma pirralha, uma criança, irritante, mas depois que o Blásio, disse que poderia estar a fim de você, me fez ver você como uma garota, comecei a observa-la melhor e vi que você estava se tornando uma mulher muito bonita, a pensar muito em você, o que se intensificou no nosso quarto ano.
Surgiu o baile do torneiro Tribuxo, era claro que eu levaria a Pansy comigo, mas como sempre Blásio, em uma conversa casual sugeriu.
— Leva a Granger.
— Blasio, serio? – eu o olhei incrédulo. – Depois do que eu e a Passy fizemos com os dentes dela, você ainda acha que gosto dela. Sabe o que eu acho, acho que você é que tem uma paixão platônica pela Granger...
— Não sou eu que fica quando está dormindo murmurando.
“Hermione... Mione”
— Você está tomando cerveja amanteigada demais, se eu algum dia tiver sonhado com a Granger, teria que ser um pesadelo...
— Pode até ser, mas que você murmura o nome dela durante o sono, isso você faz.
Blásio se mostrou um grande amigo no futuro, ele de alguma maneira não a considerava uma sangue, ruim, inclusive acredito que ele até gostava de você, pela forma como você me enfrentava. Ele sempre disse que eu tinha que arrumar uma mulher que me menosprezasse, pra eu dar valor a alguém, acho que a eleita segundo ele sempre foi você.
E mais uma vez, Blásio conseguiu fazer eu ficar noites e noites pensando em como seria se eu tivesse a convidado ao baile.
Mas ai a situação mais incrível aconteceu, naquela noite do baile, você apareceu com Victor Krum, e estava linda, como eu jamais tinha te visto antes, e no instante que te vi no grande salão me fez sentir uma enorme vontade de ti tirar daquele baile, nem que fosse apenas pra conversar com você, e olha, devo contar que quase fiz isso, fiquei te seguindo por um tempo, pra vê se achava um momento pra implicar com você, mas então eu vi sua discussão com o Weasley, e vi o quanto aquilo te abalou, e então percebi que você não gostava do Victor, você gostava do Weasley o tempo todo. Não poderíamos conversar, não poderia arriscar a vida que tinha, ficar contra a minha família, apenas pra ficar com uma garota que eu achava insignificante, e que jamais iria querer se quer olhar pra mim, então foquei em outras coisas, inclusive aquela que você já sabe, me tornar um comensal, achei que se me tornasse um comensal, iria conseguir destruir o desejo que tinha por você.
Então no quinto ano tivemos nossa primeira discussão intensa.
Meu pai estava insistindo para que eu me junta-se a ele para me tornar um comensal, eu sabia que isso era uma grande honra para nossa família, mas eu tinha medo, e então fiz algo menos arriscado como ajudar a Umbridge, mas ouve um momento que toda aquela coisa, me fez sentir uma solidão profunda. Papai e mamãe estavam chateados que eu não tomava uma decisão sobre ser um comensal, devido a pressão que sofriam dos outros comensais, e do próprio Você-Sabe-quem evitavam falar comigo, e então em uma noite fui até o banheiro da murta que geme, ficar sozinho, pensar, e então eu a vi. Você estava lá, sozinha. Eu pensei em ir embora, mas foi inevitável não implicar com você, ao mesmo tempo que era divertido, eu gostava de ficar perto de você.
Se lembra da nossa primeira discussão?
— Sangue ruim, o que faz afastada de seus escudeiros? –Eu disse assustando você.
Você me olhou confusa, sem saber o que eu estava fazendo ali.
— Por que está aqui Malfoy?
— Eu que pergunto, esse lugar é proibido para os alunos, ainda mais essa hora da noite, engraçado como uma sangue ruim irritante sabe tudo, que segue sempre as regras da escola, quis quebrar essa única regra. A Umbridge vai gostar de saber disso.
— Eu vou aonde bem entender. Você é insuportável, como consegue se olhar no espelho todos os dias, você e a Umbridge podem ir para...
— hei não precisa concluir, que boquinha suja em Granger... Essa falta de educação só pode vim de uma sangue ruim como você.
— Dá pra me deixar em paz Malfoy, eu quero ficar aqui sozinha.
Aquilo despertou minha curiosidade.
— Seu namoradinho cabeça de cenoura Weasley achou diversão melhor com outra garota por ai...
— Cala essa sua boca, Rony não é meu namorado, ele é ... meu amigo.
— Há saquei, você queria que ele fosse seu namorado, mas pelo visto os Weasley não são tão traidores de sangue assim, quem em sã consciência iria namorar alguém assim como você, você nem se quer parece uma garota.
Entenda Hermione, hoje eu sei que fui um mostro insensível, principalmente com você, mas ver você triste por causa do Weasley, me deixou com muita raiva. Hoje sei que era ciúmes. Mas aquelas palavras que disse a você me assombram todas as noites, não queria realmente ter dito aquilo, eu queria que você fosse minha, na época achei que era desejo, por você ter se tornado uma linda garota, mas depois do que aconteceu a seguir, eu revi meus sentimentos.
— CALA ESSA SUA MALDITA BOCA, SEU MONSTRO.
Você veio pra cima de mim, com uma fúria ainda maior que aquela do terceiro ano, e então quando você ia me dar um outro soco, eu segurei seu braço. E a puxei contra meu corpo, para impedi-la de me bater de novo, ficamos com nossos rostos bem próximos. Você não faz ideia o quanto foi bom, sentir o calor do seu corpo, pela primeira vez.
— Dessa vez não, você nunca mais vai encostar em mim de novo.
Apertei sua cintura com força. Você começou a ficar vermelha com vergonha.
— O que houve Granger, está nervosa?
— Eu... nervosa? Você pode me soltar.
— Eu até que poderia..., mas você assim, desse jeito, perto de mim assustada, é tentador sabe, você até que tem olhos bonitos, e seu perfume...
Eu tentei me controlar, mas seu perfume, seus lábios... foi inevitável não te beijar.
Você relutou um pouco, tentou se soltar do meu abraço, quando eu ia parar de te beijar, você me beijou de volta... Aquele nosso beijo deve ter durado alguns segundos, Hermione ter você daquela maneira foi a sensação mais incrível da minha vida naquele momento. Finalmente tinha conseguido beijar você, aquilo me trouxe tanto calor no peito, uma espécie de alivio misturado com euforia, que eu não queria parar de te beijar jamais. Mas aí o inevitável aconteceu, a dor.
Você me deu um chute forte na virilha, que cai no chão e gemi de dor. (Aquilo foi maldade)
Você limpou os lábios, e disse com tanto ódio, que me feriu como nunca ninguém tinha me ferido antes.
— Você nunca mais encoste esses lábios nojentos em mim de nojo. Eu sinto nojo de você Malfoy. Nunca mais se dirija a mim. Na próxima vez que isso acontecer não vai ser só um chute.
E você me deixou lá, sozinho. Eu estava sozinho, sempre estive sozinho. Mas naquele momento, percebi que o que Blásio disse, esteve sempre certo, eu gostava de você, e não era desejo de você ser uma garota super gostosa, depois que a beijei percebi que a amava, e pior, sabia que esse amor era impossível, porque você não gostava de mim, e meu destino era ficar ao lado da minha família, me tornar um comensal. Jamais poderíamos ficar juntos, e isso me fez sofrer, mas como eu disse lá em cima na carta, talvez se eu fosse definitivamente para o lado das trevas e me tornasse um comensal da morte, o amor que eu sentia por você, finalmente acabaria, e eu não sofreria mais.
Doce engano, não demorou muito pra eu perceber que isso só piorou as coisas.
Bom agora você entende que eu te amo faz um bom tempo, pode ser que você não acredite nas minhas palavras, mas elas são verdadeiras, espero que leia as outras cinco cartas, elas são importantes.
“Seu beijo aqueceu meu coração.”
Draco Malfoy.
FIM DO CAPITULO.
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