Cartas para Julieta
2 Capítulo 2 - Romeu e Julieta
Após uma semana do acontecimento passado, retomávamos os estudos, a maior parte estava comum, igual quando estava antes das férias, Anne sempre contando suas viagens internacionais sempre com a mesma empolgação, as outras contavam o que haviam comprado de novo, de fato, a conversa de Anne era a mais interessante ela dizia as culturas e o modo de vida das pessoas em diferentes países o que me deixava fascinada. As aulas também continuavam as mesmas, apenas os assuntos é que mudavam.
Neste semestre, na aula de literatura, iremos aprender sobre William Shakespeare um escritor inglês, de fato, o meu favorito, o modo como ele falava, o modo como ele se expressava era magnífico, sempre lamento por não ter homem igual ao Shakespeare, apesar que muitos ainda são cavalheiros.
- O que é um Montéquio? Não é mão, nem pé, nem face.... nenhuma parte pertencente ao homem.... – dizia a professora recitando uma parte do livro de Romeu e Julieta, minha história favorita, conhecia a história como a palma de minha mão.
Após um tempo a professora acabará de ler o livro com uma lágrima no rosto misturado com um sorriso, a mesma após o atocaminhava pela sala perguntando algumas perguntas para os alunos, a maioria delas sabia a resposta de tantas vezesque havia lido tal livro, ficava sem responder as perguntas da professora apenas ouvindo as suposições dos outros alunos, em meio de muitas, ela fazia a pergunta que me sacrificaria.
- Como é que vocês classificariam Julieta na história? – dizia a mesma rondando a sala.
- Sortuda.... – dizia falando baixo, nem ao menosolhando para a professora, minha intenção nem era falar em voz alta.
- Sortuda? Como assim sortuda? Julieta morreu! Isso é algum tipo de piada? – dizia a mesma indignada com minha resposta.
- Não, não foi piada.... me desculpe, eu... – dizia tentando conformá-la
- Pois bem, não teve a menor graça, mas como teve a ideia de classifica-la deste modo? – dizia a professora cruzando os braços.
- Bom, ela encontrou o homem perfeito e teve um verdadeiro amor – falava para a mesma, no fundo da sala alunos começavam a rir, e em um ato de vergonha, colocava as mãos em meus cabelos arrumando uma de minhas madeixas. A Professora não demonstrava nenhuma feição por minha resposta, apenas dava meia volta em seu lugar voltando a falar.
-Hoje ou amanhã, por favor, tente mandar uma carta para pais ou responsáveis parao intercâmbio para Verona, e procurem dar a resposta o mais breve possível –dizia a mesma finalizando a aula, segundos depois, ouvia apenas o sinal do sino para o fim da aula.
Fale com o autor