Cartas para Hope
9 Epílogo
Amy soltou o diário em cima da mesa, com olhos arregalados e com a respiração descompassada.
— Oh, meu... — Ela arfou. — Eu preciso... Eu preciso terminá-lo.
Ela abriu o diário novamente de onde havia parado.
"Amy e Dan, tudo bem? Se vocês estão lendo isso, é porque Tio Fiske conseguiu guardar isso, agradeçam principalmente a ele. Talvez nesse momento, Amy, Dan, eu não estarei aí, oh não, não! Não pensem que morri ou algo do tipo, apenas de que não estarei aí, porque estou viajando ou porque me encontro no trabalho, afinal, ser uma historiadora não é nada fácil, não é?
Meu pai escreveu cartas para mim com o intuito de me fazer ver que ele era um homem bom, e que, principalmente, me amava, apesar de estar morto. Durante minha vida perdi várias delas, e apenas encontrei cinco, que estão aqui, nesse lindo livro, e agora quem escreverá uma carta sou eu, e será para meus filhos, Daniel e Amy.
Queria lhes dizer que amo muito vocês, vocês foram uma das melhores coisas que já me aconteceram em toda a minha vida, e que eu seria capaz de morrer por vocês, eu seria capaz de qualquer coisa, apenas para vê-los felizes.
Apesar de tudo, quero que saibam, que eu amo vocês, e que quero que sejam felizes, do jeito que quiserem.
Com amor,
Hope Cahill"
— Nós... Também amamos você, mamãe...
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