Cartas na manga
1 Capítulo 1
Mais uma fuga perfeita do maior criminoso do mundo. Coringa ainda não podia se dar ao luxo de comemorar. Foram seis longos meses que ele alegremente chamou de “férias”. O porquê de Arlequina não o resgatar ou, pelo menos ser presa tentando estava além dele.
Por pouco tempo...
Sorte ele ter cartas na manga. Pelo visto, ela também tinha algumas.
Só havia um lugar em Gothan onde o onde seu brinquedinho poderia esconder-se por tanto tempo.
Na calada da noite ele pode ouvir ao longe as sirenes dos carros de polícia. Sua fuga era conhecida. Ao menos o sinal do “Morcegão” não havia sido emitido. Ele era o único capaz de capturá-lo.
Horas depois ele chega ao esconderijo. Os vestígios não deixam dúvidas de que ele estava certo. Mas, quando ele não estava? Sinceramente ele não lembra. Diferentemente do que ele tinha previsto Arlequina não estava sozinha.
Ele franziu o cenho.
Pode ouvir lamentos de Arlequina .
De longe.
Puta!
Mordendo o lábio inferior ao ponto de quase sangrar e de posse de uma arma ele caminha em direção aos sons.
Parecia que a cadela estava sendo torturada
Como ela ousa ser torturada por outra pessoa que não ele?
“O papai vai lhe ensinar uma última lição!”
“Você está indo bem querida!” Coringa reconhece a voz. Hera. Claro!
Ele foi trocado por Hera!
Isso quer dizer que ele tem uma puta há mais para torturar. Isso poderia tornar um jogo mais interessante, não?
Não!
Mais lamentos de Arlequina.
Ele chuta a porta aberta! Tem certeza de estar enxergando tudo vermelho, tamanha a raiva que está sentindo.
A cena que se presencia é de longe mais bizarra do que sua vívida imaginação lhe apresentou.
Hera está sentada ao lado de uma Arlequina grávida. Muito grávida.
Não por muito tempo...
Havia um homem que ele presumiu ser um médico, parado a poucos passos de Arlequina, com um semblante apavorado, olhando para a arma em sua mão.
Coringa tem uma ficha criminal muito maior do que a polícia de Gothan lhe atribui. Matou, roubou, torturou, estripou rindo. Literalmente.
Mas o sangue que viu em Arlequina o deixou enjoado.
“Ora, se o palhaço não tem um timing perfeito!” Hera diz que desdém
“O que esta acontecendo?” ele pergunta quando encontra sua voz novamente.
“O que você acha que esta acontecendo, gênio?” Arlequina pergunta ofegante.
Não! Aquela não era Arlequina.
“Estou dando a luz seus filhos!”
“Filho?” Isso é humanamente impossível!”
“Jura? Arlequina sempre descreveu você como um homem viril!” Hera não esconde a diversão em sua voz
Ok, não era impossível! “Grávida?”
“Vocês terão tempo para conversar depois! Doutor” O médico que observava tudo ainda atônito retoma o trabalho.
Ao menos ela tinha um bom motivo para não resgatá-lo. Sim, esse era um ótimo motivo para deixá-lo onde estava.
“Eu vou esperar lá fora. Talvez de volta a prisão.
“Seu CRETINO! Você não vai a lugar nenhum!” Arlequina rosna “Você fez isso e já que está aqui vai me apoiar!”
Ela gritou comigo? Arlequina gritou com Coringa?
Ele olha novamente para seu semblante perturbado, ofegante , suado...
“Onde está o Batman quando mais se precisa?”
Pelo olhar que recebeu de ambas as mulheres ele disse isso em voz alta.
Ao menos o conforto de que essa dor foi causada por ele. Ele sorri para si mesmo.
Ainda tentando esgueirar-se ele foi detido por hera que o segurou pelo braço.
“Você vai sentar aqui, e sem gracinhas!”
Ele suspira e senta no banquinho antes ocupado por ela. Olhando para o outro lado, segura a mão da mãe de seu filho.
Filho!
Ele deveria ter ficado na cadeia...
O médico ordena que ela empurre e ao fazê-lo ela esmaga os dedos dele. “Ei, vá com calma Boneca! Isso dói!”
O choro do bebê abafou uma série de obscenidades que ela proferiu.
“É uma menina! Parabéns! O médico anuncia “O senhor coringa gostaria de cortar o cordão umbilical?”
Coringa balança a cabeça negativamente com desdém. Uma menina. O que no mundo ele faria com uma menina? E com os genes de Arlequina.
Ele olha para Arlequina que parecia, bem... Ainda grávida. O médico entrega o bebê a Hera e retorna a posição anterior.
“Pronta para outra?” O médico tenta sorrir
Não. Não. Definitivamente. “nós teremos outro bebê?”
“Nós? Por acaso o Puddin está em trabalho de parto?”
Mais alguns minutos de agonia. Essa tortura jamais acabaria.
Arlequina encosta na cama “ eu não posso!”
Algo gelou dentro dele. Talvez medo, mas muito pequeno. “ Claro que você pode! Não podemos deixar uma das maiores mentes criminosas esperando!”
Mais um empurrão e ele não se importam com os dedos desta vez.
“Um menino! Parabéns!” o médico diz novamente
Ele poderia trabalhar com isso...
Alguns minutos depois, os bebês estão limpos no colo da mãe visivelmente emocionada.
“Parabéns papai Puddin!” essa parecia mais com sua... Com Arlequina.
“Com quem você acha que eles se parecem?”
“Com tortas de abóbora?”
“Eles se parecem com você querida!” Hera diz “Você já escolheu os nomes!”
“Estive pensando, acho que podemos chamar a menina de Yvy!”
“Você não precisa fazer isso!”
“É boneca, você não precisa fazer isso!”
“E o menino poderia se chamar Puddin! Puddin Júnior!”
“Só passando por cima de meu cadáver!”
“Isso pode ser providenciado!” Hera retrucou
Isso tinha que ser um pesadelo. Ele precisa matar alguém.
Ele era pai.
Pai!
Papai Puddin!
Puddin Júnior!
Mini Yvy!
Precisa de uma bebida. E precisa matar alguém!
Esse alguém pode ser o médico que tentava sair do quarto de forma sutil
“Vamos doutor, vou mostrar a saída!”
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