Cartas do Passado

12 Capítulo 12 - Carta número 01


Notas iniciais
Aqui estamos com a segunda fase da fic. O Beward logo vai começar. Quem está preparada? E quem ainda não superou a morte do Tom? Comentem e recomendem!!

Titânio

I'm bulletproof, nothing to lose

Sou à prova de balas, nada a perder

Fire away, fire away

Atire, atire

Ricochet, you take your aim

Ricocheteiam, você acerta o alvo

Fire away, fire away

Atire, atire

You shoot me down but I won't fall

Você me derruba, mas eu não caio

I am titanium

Sou de titânio

You shoot me down but I won't fall

Você me derruba, mas eu não caio

I am titanium

Sou de titânio

Nova York, 20 de dezembro de 2014

Como vão as coisas, irmão? Eu sei que demorei. Comecei minha residência tem pouco tempo e ainda estou me acostumando a não dormir.

Fico muito feliz em saber que encontrou alguém. Mesmo que eu seja o mais charmoso de nós dois, me preocupa o fato de você sempre viver sozinho. Como ela é? Tenho a impressão de que ainda vou ouvir muito falar dela.

Gosto quando as garotas mostram esse lado sincero. Talvez sejamos dois românticos incuráveis, mas não há nada que se possa fazer, não é?

Também sinto sua falta mais do que consigo me expressar em palavras, irmão. E você sabe como sou bom com elas. Acredito que todos tenhamos feito escolhas das quais nos arrependemos ao longo dos anos.

Apesar de ter me ressentido muito no passado, entendo suas razões para ter feito o que fez. E me arrisco a dizer até, que no seu lugar, teria feito o mesmo.

Sei que não posso ir aí tão cedo e você tão pouco vir aqui, mas não quero que se sinta sozinho.

Você se lembra de quando éramos pequenos e nos uníamos? De qual era nosso lema? Nada importa, eu tenho você irmão.

E mesmo hoje, depois de todos esses anos, as coisas continuam iguais, Clarke. Podem se passar cinco anos, vinte anos e nós ainda seremos os mesmo. Nada do que aconteceu importa para mim. E tenho você irmão, assim como você me tem. Para sempre.

Prometo não demorar muito para responder. E quero saber sobre mais sobre minha possível futura cunhada. Não demore a dar noticias.

Do seu irmãozinho;

Anthony.

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— Bella? – Ela ouviu uma voz a chamando, mas não respondeu. – Bella?

— Aqui. – Murmurou quando Rosalie entrou no quarto.

— Vim ver como você está. Emmett me contou. Sobre Edward. – Explicou, se sentando ao lado da amiga.

— Lamento ter deixado ele entrar na sua casa. Você tinha razão no que disse. – Acrescentou.

— Não poderíamos saber que ele era irmão do Tom.

— Não, não poderíamos, mas quer saber? Não importa! Ele mentiu para mim. Nos conhecemos há dois anos e ele nunca nem disse que tinha um irmão! E o Tom? Como eu nunca vi nenhuma foto vi uma foto do irmão dele. – Resmungou, cobrindo os olhos.

— Bella...

— Não! Eu andei pensando, nessas ultimas semanas. Eu pensei em me mudar.

— Se mudar? O que isso... – Declarou, mas Bella a interrompeu, se levantando e caminhando pelo quarto.

— Eu só não... Não quero mais viver aqui. Não quero mais essas lembranças e não quero esse silencio. Essa casa era barulhenta e viva. Com a música e os vídeo games do Tom e agora só esse silencio.

— Bella

— Não! Eu só quero sair daqui. Eu sinto que tudo que tem acontecido está me sufocando. – Gritou, esbarrando na cômoda, derrubando o retrato deles que havia em cima.

— Querida, se acalme, está bem? – Rosie pediu segurando suas mãos. — Emmett me contou outras coisas. Queria saber até que ponto ele tem razão. – Declarou.

— Eu não entendo... Sobre o que...? — Indagou confusa.

— Eu não sei, mas você não acha que anda meio sensível? Esses ataques de raiva...

— Acha que não tenho razão para estar com raiva? – Questionou, ainda mais furiosa. – Eu sei que você diz que estou sensível, mas francamente, com tudo que anda acontecendo.

— Bella, eu entendo totalmente, mas já faz dois meses. Eu quero dizer, é normal estar sensível, mas você não acha que anda sensível demais? Algum tempo atrás uma amiga do trabalho estava assim e ....

— E? – Questionou, cruzando os braços.

— E ela estava grávida, Bella. Por isso as mudanças e humor e... Bella? – A chamou.

— Eu não tenho certeza. – Declarou a interrompendo.

— O que quer dizer com isso? – Indagou.

— Eu não tive coragem de fazer o teste. – Respondeu se sentando e cobrindo os olhos.

— Bella! – Exclamou. – Por que? — Perguntou acariciando seus cabelos, a confortando.

— Porque qualquer um dos resultados, vai ser demais para mim. – Explicou.

— O que quer dizer? – Perguntou, quando Bella deitou a cabeça no colo dela.

— Se der negativo, significa que nossa briga foi por nada, que eu não precisava ter saído e ele ainda podia estar vivo. Além disso, quer dizer que eu realmente perdi todas as partes de Tom. Que não sobrou nada. – Respondeu voltando a chorar.

— Bella isso... – Tentou argumentar, mas o soluço da amiga a cortou.

— E se der positivo, então eu estarei sozinha com a criança que eu tanto desejei. Com um filho que nunca irá conhecer o pai. E eu não tenho ideia de qual das duas possibilidades me assusta mais, Rosie. Eu estou com medo.

— Eu sinto tanto, Bella. Ninguém deveria passar por isso. Nunca. – Declarou, acariciando os cabelos da amiga. – Você ainda tem os testes? – Questionou e ela assentiu. – Quer saber? Levanta.

— O que você...?

— Vamos resolver isso. Saber se você está ou não grávida.

— Olha Rosie, eu entendo que você...- Tentou argumentar, mas foi interrompida.

— O que? Quer se mudar? Encontrar um novo apartamento? Eu ajudo você, mas antes vamos resolver isso, Bella. Você nunca estará sozinha. Se você estiver grávida, você vai ter esse bebe e eu vou ter um lindo afilhado. Vai ser difícil? Claro, mas você não está sozinha, Bella!

— Eu estou com medo.

— Eu sei, querida. Tudo vai ficar bem. – Respondeu a abraçando.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Edward estava sentado no corredor, ainda esperando que alguma hora ela abrisse a porta e pudesse perdoa-lo

Seus olhos estavam fechados, quando sentiu algum se sentar ao seu lado.

— Pensei que ela tivesse te mandado embora. – Emmett declarou.

— Ela mandou, ela gritou e chorou. E isso acabou comigo, porque eu realmente pensei que nós pudéssemos resolver isso. Eu pensei que chegaria a tempo e poderia salvar meu irmão. E agora eu perdi tudo.

— Eu não disse nada, mas sinto muito. Tom era meu melhor amigo. – Respondeu. – Ela está com muita raiva. Mas ela gosta de você. Pode ser que demore um pouco, mas ela vai te perdoar.

— Ela disse que foi um ataque cardíaco. Foi o que os médicos disseram. – Declarou. – Você e meu irmão eram próximos não eram? Você sabe sobre, você sabe, a morte dele.

— Ele contou para você? – Sussurrou. – Sobre...

— O câncer? Contou. Mas não é sobre isso que estou falando. Eu vim para Chicago por causa de uma carta.

— Uma carta? – Emmett questionou.

— Tom me mandou uma carta contando muitas coisas, sabe. Então, o que eu quero saber, é, até onde você sabe das razões da morte dele? – Indagou.

— Eu não sei onde quer chegar. – Respondeu olhando para Edward.

— Também acha que foi um ataque cardíaco? – Indagou e Emmett negou.

— Não, mas a outra alternativa não me deixa feliz. – Respondeu. – Você sabe a verdade, não é? Seu irmão contou a você? Eu não entendo, se ele contou a você, como é que você não sabia sobre ela? – Perguntou apontando para o apartamento.

— Eu realmente não fazia ideia. Ele me contou sobre ela, mas eu nunca pensei... Nunca me ocorreu. – Rosnou, cobrindo os olhos, apoiando a cabeça na parede.

— Quer saber? Eu sinto muito mesmo.

— Sobre o que? – Questionou.

— Pelo seu irmão. Eu sei que todos dissemos isso a Bella, mas você perdeu seu irmão. Eu amo aquela garota e sei como ela tem sofrido, mas ele era seu irmão. Deve doer. – Declarou.

— Obrigado. . – Respondeu

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Bella abriu a porta, levando o lixo para fora, quando tropeçou em algo que resmungou.

— Você. – Rosnou , quando Edward se levantou. – Pensei que tivesse ido embora.

— Não consigo. – Respondeu, colocando as mãos nos bolsos. – Não com as coisas assim. Eu sei que você me odeia, mas...

— Não odeio. – Respondeu, se apoiando contra o batente. – Eu não odeio você.

— O que?

— Eu não odeio você. Eu tenho passado muito tempo odiando, ou tentando odiar, mas não consigo. – Declarou.

— Eu só queria explicar. – Começou, quando ela o interrompeu.

— Está bem, explica. – Pediu.

— O que? – Indagou.

— Explica, Edward. Me explica porque você nunca disse que tinha um irmão. Que seu pai o expulsou de casa. Explica como entrou no nosso apartamento e encontrou Tom. Explica o que você estava fazendo aqui e como sabia que Tom... – Parou de falar, sufocando um soluço.

— Bella, eu não fazia ideia. Nunca fiz a ligação. Eu estava aqui, porque... Não importa. Eu só quero que as coisas se resolvam. Que possam ser como antes e .... – Ele dizia, mas ela negou.

— Vem aqui. – Pediu, lhe dando passagem para entrar.

Eles caminharam pelo apartamento silencioso, Bella foi até o quarto, com Edward atrás dela.

Haviam algumas fotos e porta retratos quebrados pelo chão.

— O que você vê? – Perguntou para Edward.

— O que? – Perguntou confuso.

— Olha ao redor, Edward. E me diz, o que você vê? – Pediu, se sentando na cama.

— Roupas? Fotos? Eu não sei, o que quer que eu veja, Dory. – Declarou, esfregando os cabelos.

— Olha esse retrato. Como ele está? – Perguntou calmamente.

— Quebrado. – Ele respondeu.

— Exatamente. – Declarou, pegando o retrato de volta. – Está quebrado, Edward. Lamentar isso não vai arrumar as coisas. Não importa o quanto eu sinta muito, as coisas não serão as mesmas.

— Me diz como eu posso consertar isso. – Pediu.

— É isso que estou dizendo Edward, mas tudo bem e quer saber? Eu sei que não é justo. Afinal, ele era seu irmão. Eu sinto muito como as coisas acabaram. Mesmo. – Respondeu, abrindo o armário.

— São as coisas dele? – Edward perguntou.

— São. Eu ainda não consegui me desfazer delas. Ainda não consigo. – Respondeu. – São as roupas, alguns livros e outras coisas. Os discos dele estão na sala, pode traze-lo para mim, por favor?

Ele assentiu, enquanto Bella subia no banco, tentando pegar a caixa que ficava dentro do armário. Sua mão encontrou algo, quando ela se desequilibrou, trazendo com si, vários papéis.

Edward ouviu um barulho e um grito, seguido de um som abafado. Ele correu até o quarto e a encontrou sentada.

— Bella? — a chamou, mas ela pareceu não notar sua presença e mantinha algo nas mãos- Você as encontrou.

— Você mandava cartas para ele. – Declarou, olhando para os papeis espalhados.

— Não. Eu só as respondia. – Respondeu, a ajudando a se levantar.

Notas finais
Parece que as cartas eram respondidas afinal. Edward não abandonou o irmão. Será que isso vai amolecer o coração da Bella e ela finalmente vai ouvir o que ele tem a dizer? Comentem e recomendem!!