Cartas de um amor desconhecido

21 Capítulo 21- Esclarecendo as coisas


Assim que a aula de matemática acabou, fui pro meu armário colocar meus livros lá, ao passar pelos corredores bege e largos daquela enorme escola, comecei a pensar sobre o Jack, sobre o que as pessoas estavam achando que tinha entre eu e o Math e sobre O Menino Apaixonado, não sabia o que fazer...

—Sofia? Vamos....

—Oi Jack, vamos sim..

Estava com medo do rumo que aquela conversa poderia tomar.. A Gabriella e a Isabela passaram por mim dando risadinhas, ai eu não suporto elas, pra que tudo isso?

—Então Sofia, precisamos conversar..

—Pode falar Jack, estou te ouvindo

—Eu só quero que você me esclareça as coisas,tem vezes que eu acho que você não gosta de mim, ainda mais com essa.história de que você e o Math estão juntos, eu estou tentando não acreditar, mas depois dele ter te tirado da sala naquela vez, mesmo sendo por causa do Gabriel, eu sei o quanto ele é importante.pra você e agora esse buquê de flores que você recebe....

— O math é só meu amigo Jack, ele veio falar comigo no intervalo, falar que o.pessoal tava achando que a gente tava junto e que ele tava falando que não porque ele sabe que eu gosto de você e aquele buquê não foi do Math...

—Então tem mais alguém na jogada?

Naquele momento eu não podia mentir pro Jack, precisava falar pra ele do Menino Apaixonado, mesmo não querendo..

—Olha eu preciso te contar uma.coisa Jack..

—Pode falar, eu quero saber

—Eu ando recebendo cartas, eu não sei de quem é, a pessoa se identifica como "O Menino apaixonado", eu até cheguei a pensar que era você, são cartas lindas, com palavras mais bonitas ainda, mas eu não sei quem as escreve, estou tentando achar o autor, mas até agora nada..

—E eu posso ver uma dessas cartas?

—Ah, pode sim, veja a que estava no buquê, toma ta aqui...

Ele leu e disse:

—É verdade o que você falou, mas você sente algo por esse alguém que manda essas cartas?

—Eu acho fofo e romântico Jack, mas não sei se a ideia de me apaixonar por alguém que eu não sei quem é, é uma boa ideia, no momento eu estou gostando das palavras dessa carta, mas.eu gosto mesmo é de você...

Naquela altura eu e ele estávamos sentados num banco que ficava na esquina da rua onde a gente mora, estávamos olhando para as casas da vizinhança quando eu disse que gostava dele, foi de repente, nem percebi quando eu falei isso,fique muito envergonhada.

Assim que eu disse isso, o Jack pegou na minha mão, com a outra mão ele puxou delicadamente o meu rosto em direção ao seu, me fazendo olhar em seus olhos, aqueles olhos penetrantesn me faziam ficar perdida, de repente ele começou a chegar mais perto e cada vez mais perto, eu sentia a respiração dele no mesmo ritmo da minha e finalmente nossos lábios se encontraram, o beijo dele tem gosto de sorvete de baunilha, ele me beijava com uma delicadeza, como se eu fosse uma boneca de porcelana, aqueles lábios quentes e carnudos, nos quais eu quero muito que fossem meus, aquela experiência única de beijá-lo, de me sentir querida, gostada e cuidada, eu não sei como é o amor, mas se for pelo o menos um.pouco disso que eu estou sentindo, eu já estou adorando.

Nossos lábios se afastaram depois de um beijo delicado e demorado, ele me disse:

—Quero que você saiba que você é muito importante pra mim, que eu gosto muito de você, que eu vou lutar por você e te ajudar a descobrir quem é esse tal "Menino Apaixonado", eu quero passar mais tempo contigo, seja onde for, quero que você seja a minha menina, meus olhos lindos.

Eu não sei por que, mas eu comecei a chorar, ele atingiu o meu coração com aquelas palavras, de repente surgiu um medo que eu não tinha sentido antes, medo de perdê-lo.

—Jack, você me faz sentir tão bem, eu gosto muito de você, quero que saiba que essas palavras atingiram o meu coração, estou com medo de perder você...

Ele passou a mão no meu cabelo e começou a fazer carinho..

—Você não vai me perder, eu prometo

Me senti mais segura naquele momento, ele me passava essa segurança, uma pergunta surgiu na minha cabeça no momento em que levantamos e cruzamos a esquina pra ir pra casa. Será que eu tinha encontrado o amor?!