Cartas de amor - Crônicas

17 Quando o amor chega...


Notas iniciais
Eduardo B.

Antes de você aparecer, eu estava sem nenhuma perspectiva, sem chão… pensando o quanto você era mais um garoto que iria me iludir, me magoar, tentar me persuadir e brincar comigo e como eu não deveria me importar. Mas, então, você chegou com esse seu jeito brincalhão, todo querido, me fazendo sorrir e tentando me provar que era diferente e eu, toda desconfiada, pois todos os outros também diziam que não iriam me magoar… fui me entregando aos poucos, toda orgulhosa, dura e, às vezes, até mesmo grossa.

E você, com toda calma, paciência e dedicação foi se provando carinhoso, amigo e pronto para ser meu namorado. Porque, sim, você queria ser só meu, me assumir para os seus amigos, para sua mãe, para qualquer pessoa que perguntasse quem eu era. Eu não era mais uma garota, mais uma conhecida, colega ou amiga. Eu era sua namorada, sua menina, sua mulher, sua amante, quando quisesse e a parte que faltava no seu coração.

Nós somos pessoas tão diferentes, que eu jamais pensei que poderíamos ter nos completado tanto. Veja bem… jamais acreditei que os opostos se atraem porque eu sempre me atrai tanto por quem era igual a mim e, talvez, por isso não tenha dado certo com ninguém até você aparecer. Você sempre está sorrindo e de bom humor, cheio de segurança, otimista, brincalhão, inteligente, persuasivo, calmo, sempre racional e procurando a melhor saída para as situações, enquanto eu, sou toda nervosa, irritada, sempre variando de humor, pessimista, insegura, sempre sentimento, sempre coração… sempre procurando chorar e entrar em desespero ao invés de enxergar soluções que poderiam estar bem na minha frente e só eu não via, mas você vê. E ainda bem que eu tenho você… Você que me guia, me alucina, me conquista mais a cada dia, me enche de vontades, alegrias, poesias, otimismo. Você que me faz ver a alegria dos meus dias, mesmo quando tudo dá errado, sempre poderia ter sido pior ou sempre existe um lado bom. Você me trouxe a razão que me faltava, completou todos os encaixes que pareciam ser impossíveis de completar, de corrigir, de consertar…

Você me provou que, quando o amor chega, você tem que dispensar a armadura, deixar que ele entre, limpe os pés, sente e peça um café. Você me mostrou que, quando o amor chega, tem que se deixar amar. Sem jogos, sem planos, simplesmente deixar-se amar e ver no que dá.