Cartas ao Fogo

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Oi gente. Esta é uma pequena fanfic que eu fiz de um dos meus vários OTPs. Na verdade ela começou sendo uma fanfic Sorento x Kanon, mas no final acabei mudando para Milo x Camus (Nada a ver, mas tudo bem).
Queria deixá-la depressiva, mas não consigo, sorry. Estou acostumada a fazer finais felizes, nunca tinha feito nada deste tema.
Se acharem algum erro de ortografia ou pontuação, por favor, me avisem. Escrevi pelo celular e revisar nele é horrível, erros sempre passam.
Bem, espero que gostem.

Milo escrevia em um papel antigo. Aparentava estar sem dormir durante muitos dias, seu cabelo louro, antes bem tratado, agora estava completamente desgrenhado e seus olhos, antes alegres, pareciam não ter vida.

Tinha ficado daquele jeito depois que ele morrera. Qual era a sua razão de viver se não pudesse passar a vida inteira ao lado da pessoa que amava? Ele se perguntava isso todo dia, e se culpava por não ter feito nada para impedir. Tinha como impedir.

As lágrimas já rolavam em seu rosto enquanto escrevia para alguém que sabia que nunca leria nada daquilo. Uma das milhares cartas já escritas por ele que cairiam no esquecimento eterno. As frases que pareciam não fazer sentido para quem as lesse, mas que para o escorpiano tinham um significado imensurável. As lembranças e momentos especiais que jamais ocorreriam novamente. A pior coisa era saber que a morte de seu amado já estava arquitetada, e isso tinha ficado bem claro para Milo quando ele achou uma carta póstuma escrita pelo francês. E se tivesse achado-a antes? E se tivesse matado o russo antes que ele tirasse tudo que lhe era mais importante? Provavelmente a deusa na qual ele tinha jurado a vida estaria morta. Mas pra que jurar a vida à alguém se essa pessoa só piora a sua vida? Ela poderia ter salvado ele, mas não quis. A verdade é que os deuses são maus e impiedosos, não importa qual. São superiores aos seres humanos, e por isso os menosprezam.

Mas agora tudo estava perdido. Mesmo fazendo,pouco tempo que tudo havia acontecido, o jovem já não queria mais viver. Estava cansado daquela vida antes mesmo dela começar.

Ao terminar de passar as palavras que rodeavam a sua mente ao papel, o cavaleiro mórbido ateou a carta ao fogo. Sem muita delonga o papel virou cinzas, da mesma maneira que a alma de seu autor estava ficando. Não haviam mais vestígios de que um dia ela existira, e ninguém mais poderia descobrir o que se passa na mente perturbada do rapaz.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!