Notas iniciais
Fiquei muito tempo sem adicionar novos capítulos a essa fic, e embora eu ache que ninguém esteja lendo não vale a pena tentar né? T-T

Misterioso M,


Não me guilhotine, não me mande para a bastilha! Ou melhor, venha comigo até lá. Pois a prisão não existe mais. Foi ao chão para acabar com as lembranças tétricas dos tempos do terror revolucionário. Agora na Place de la Bastilhe existe a construção moderna de um teatro especializado em óperas. É a óperada Bastilha.

Como chegamos lá? Bom. Existe uma estação de metrô chamada Concorde e outra Bastilhe... Deve haver alguma linha de ônibus. Mas agente está curtindo mesmo é andar a pé. Pois então vamos dar meia-volta, retornar a Rua de Rivoli e caminhar até o final. Ela vai dar numa rua bastante curta chamada Saint-Antonie. E esta rua vai acabar justamente na praça da Bastilha. Só que eu proponho a você um desvio. Vem comigo. Agente pega a esquerda. Há uma ruazinha estreita, cujo nome nem da para ler no mapa. Mas ela vai cair numa praça. É a Place des Vozes. É quadrada, tem jardins cercados por uma grade. Em volta dela todas as construções são iguais e agente caminha pela calçada através de arcos. Quero que você conheça um museu. Foi lá que viveu um escritor. Seu nome é Victor Hugo. Nada mais nada menos que o pai de Quasímodo, pois foi foi ele quem criou o Corcunda de Notre-Dame!

E então? Você vem comigo conhecer a Place des Vozes? Desiste de me condenar a masmorra? É claro, misterioso, que Você nunca seria o Micael nem o Marcos. E você sabe muito bem por que!

Estou te aguardando em frente casa do escritor.


Sempre seu,

Paulo


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Paulo Sérgio,


Então, agora, você é ''sempre meu''? Lógico que eu sei muitíssimo bem que eu não sou nem o Marcos nem o Micael. Mas, por favor, me explique, com todos os detalhes como é que VOCÊ chegou a esta conclusão!

Enquanto isso, vamos voltar ao nosso passeio, concordo em visitar com você a casa onde viveu o senhor Victor Hugo. Já vi um retrato dele... lembra o nosso imperador Pedro II pelas barbas brancas. Ele também escreveu '' Os miseráveis''. Pois então vamos ver a escrivania onde ele um dia, muito inspirado, imaginou Quasímodo. E também Esmeralda, a cigana que contracena com o Corcunda. Só não quero que você me chame de Esmeralda, ou algo do tipo. Além do mais, não estou contracenando com nenhum monstro. Monstros não costumam ter covinhas e uma voz tão bonita quando a sua... Enfim!

Imagino que a Place des Vozes deva ser linda, com suas arcadas e seus conjuntos de casas. Mas já que tem um jardim, que tal, depois de ter visitado o museu, atravessarmos o seu gradil e procurarmos um banco onde possamos nós sentar? Quero descansar um pouco, antes que você me leve até Bastilha. É tempo de a gente conversar mais. Assuntos pessoais. Aliás, você está me devendo uma explicação. Por que eu não sou nem o Marcos e nem o Micael?

Seu,

Misteriossímo