Notas iniciais
Olá terráqueos, gostaria de compartilhar que aceito qualquer tipo de critica construtiva. É isto, boa leitura!

Eu me formei em fotografia, mas raramente tocava em câmeras profissionais.
Minhas melhores lembranças estavam em minha mente, e de vez em quando, quando meu lado fotografa falava mais alto, eu tinha minha câmera em mãos.

A primeira vez que vi a Isabel eu tinha acabado de voltar de férias da faculdade. Ela entrou na minha sala, e com os olhos centrados em um livro, se direcionou até a primeira carteira. Sem olhar para ninguém, ela permaneceu ali por alguns minutos, até que o professor notou sua presença e sorriu:

— [Tossida] com licença, você é aluna nova? – exclamou o velho senhor, com ajeitava a câmera em sua mesa de trabalho.

— Ah... – ela finalmente soltou o livro, e pela primeira vez, observou o espaço em que estava – [Risada sem graça] essa não é a sala de biologia? Desculpe-me, eu sinto muito mesmo, essa troca de sala por semestre me deixa maluquinha. – a garota se levantou rapidamente da cadeira, e abriu bem os seus olhos esverdeado.

A sala toda riu quando a porta se fechou, e eu só consegui pensar em que livro era aquele.

Depois disso, eu só encontrava com Isabel quando chegava cedo à faculdade, e ela sempre sentava na mesma cadeira, e lia o mesmo livro.
A minha curiosidade aumentava cada vez mais.

A primeira vez que conversei com Isabel, foi dia 18 de setembro de 2011, em uma noite chuvosa, e tinha molhado meu passe livre do ônibus. Eu estava desesperada, porque não havia trago nenhum dinheiro para o Uber, e ligava desesperadamente para a minha mãe.

— Por favor, atende, atende...
— Ei, posso te ajudar? – e ela surgiu com um guarda-chuva enorme, dividindo comigo no meio-fio em frente ao ponto de ônibus.

— Está tudo bem, não se preocupe. – comentei, desistindo de ligar para minha mãe.
— Eu me chamo Isabel, e tenho quase certeza que é algo relacionado a transporte. Você quer rachar um Uber?
— Bom, ai que está o problema, eu estou sem dinheiro. – eu ri de nervoso, e levantei o olhar.
— Não tem problema, eu pago, e você pode me pagar de volta quando tiver dinheiro em mãos.

Naquela noite, Isabel pagou meu Uber, e me deu o número de telefone dela, para que eu avisasse quando tivesse em casa. Era pra ser só isso, mas a nossa conversa pelo WhatApp foi sobre milhares de coisas. No dia seguinte, eu a paguei com um café depois da faculdade.
Isabel era divertida, e demonstrava se importa com outras pessoas além de si mesma. Ela falava sorrindo quando contava sobre seus planos, e seus olhos brilhavam quando se imaginavam sendo uma bióloga.

Dois meses depois disso, Isabel tinha virado minha melhor amiga, e éramos inseparáveis. Ela me buscava em casa, e me ajudava a estudar quase sempre.

Foi ela que me deu a minha primeira câmera fotográfica, e se ofereceu para ser a minha primeira modelo.

Em janeiro de 2013, Isabel comemorou seu aniversário comigo, em um rodeio de pizza. Quando estávamos voltando para casa, nós nos beijamos pela primeira vez.
Foi incrível, tirando a parte que tínhamos comido cebola.

Eu me formei primeiro, e usava um vestido longo azul. Não foi algo deslumbrante, até porque a beca de formatura cobria tudo. Isabel e eu estávamos comemorando quase um ano de namoro, e ela gritava junto com minha família quando recebi o certificado.

Eu nunca entendi o porquê dela ter chorado tanto na minha formatura.
Mas foi lindo, e depois da festa de formatura, eu peguei o carro dos meus pais e fui até a praia mais próxima com Isabel.
Eu continuava com a Nikon que ela tinha me dado, e tiramos várias fotos naquela noite.

Sentamos na areia, e nos declaramos quando bateu meia-noite, porque tínhamos completado um ano de namoro.

— Eu não sabia que ia dar nisso tudo, Bel. – eu a olhei, e ali vi aquele mesmo sorriso que ela dava quando imaginava o futuro. – É difícil de acreditar que você é a garota que entrou na sala errada, e que me emprestou dinheiro para poder ir embora. Isto é coisa de filme, não é?
— Ah, que história clichê a nossa! Vou ter que inventar uma nova história para contar aos nossos filhos, essa é muito chata. – Isabel exclamou com ironia, e em seguida, nos beijamos. – Eu amo você, Amy!

Notas finais
Até o próximo capítulo, minhas pessoas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.