Cartas Para Você

12 Your idiots and beautiful gray eyes...- Rose para Scorpius, HP


Notas iniciais
Oi, pessoas! Antes de chegarem atacandos com as facas, machados, varinhas, espadas ou sei lá, esperem nossa explicação! Demoramos porque um vírus atingiu a todas nós: o bloqueio criativo! Agora temos as suas sugestões e estamos tentando nos concentrar nisso, mas às vezes a criatividade não vem. Então mil desculpas!!! Aí está a carta de Scorose, dedicada à Amora Cadeado que pediu a carta. E obrigada pelos comentários, acompanhamentos e à Francieli Azevedo e Stars Pika pela favoritação. Então aproveitem!!! Boa leitura e até lá embaixo.

Scorpius Malfoy!

Imbecil, metido, arrogante, mimado, idiota, ridículo, mesquinho, insuportável, ignorante. Tudo isso é o que penso a seu respeito. Tudo isso é o que me ensinaram a pensar sobre você. Meu pai e meu tio Harry sempre tiveram uma rixa com seu pai, talvez se essa rixa tivesse acabado há alguns anos atrás, pequena observação: não sei se seu pai acabou com essa briguinha ridícula, o que eu sei é que meu pai ainda tem certa cisma com o seu, talvez eu não tivesse feito um julgamento precipitado e totalmente errado sobre você, a não ser na parte idiota, isso você sempre vai ser.

Quando te vi entrando naquele trem, todo arrumadinho, cabelo loiro brilhante e penteado, a maioria dos garotos estavam arrumados, mas você estava impecável, então eu achava que meu pai estava certo e pensei: “Ai que legal mauricinho por aqui!”, e depois no trem quando nos esbarramos você foi grosseiro, e sim a culpa foi sua. Para entrar em Hogwarts fomos de barco, e para minha felicidade não fui com meu primo, James, que é o ser mais chato da face da Terra, em troca fui ao mesmo barco que você, naquele momento estava soltando fogos de artifícios, só que não, você olhava com um olhar superior no começo, mas depois parei de reparar em você, fiquei olhando para as pequenas luzes da escola que com o tempo se tornavam grandes. Quando chegamos saímos dos barcos, primeiro saiu um garoto, depois eu, junto com outra garota e por fim você, eu comecei a andar mais rápido que os que vieram com a gente, e percebi que você fez o mesmo por um momento, um breve, bem pequeno momento nossos olhares se cruzaram, e pude perceber que seus olhos eram acinzentados, mas perto da íris era marrom, foi tão rápido que mal consegui distinguir o que eles estavam transmitindo, mas foi tão demorado que acho que me perdi no cinza de seus olhos. Naquele momento queria poder conversar mais com você, descobrir mais a seu respeito, e torcia para que meu pai estivesse se enganado sobre você, mas ai veio a seleção do chapéu seletor, onde você foi escolhido para a Sonserina, então naquele instante minha ficha caiu, eu percebi que meu pai estava certo, eu não posso querer descobrir mais uma pessoa se ela é da casa das cobras, não se eu fosse escolhida para a Grifinória, o que tinha mais chance de ocorrer. Então chamaram meu primo Alvo e ele foi para a Corvinal, então eu percebi que também podia ir para aquela casa, pois herdei a inteligência de minha mãe, mas isso não aconteceu, fui escolhida para a Grifinória.

Das aulas que tivemos você parecia o que não se importava com a matéria, que não prestava atenção na aula, é nesse ponto eu estava certa, anos foram se passando e nenhuma palavra trocada entre nós, quando estávamos no nosso quarto ano em Hogwarts, aconteceu o acidente, aquilo não podia ter acontecido ia destruir meu histórico de aluna aplicada, EU PEGUEI UMA DETENÇÃO. Isso foi horrível, eu e outra garota da Sonserina começamos a duelar, você deve muito bem se lembrar, eu realmente não sei o que deu em mim naquele instante, só sei que quando vi estava lançando feitiços e me protegendo para não ser acertada por nenhum. Logo os professores chegaram e nos pararam, a garota da Sonserina, que até hoje não sei o nome, conseguiu se livrar do castigo alegando que fui eu que comecei e seus outros amigos confirmaram já eu não pude me defender não me lembrava e até hoje não me lembro se fui eu mesmo que comecei a duelar ou foi ela, e se foi eu mesmo, porque eu fiz isso, não descobri a resposta e nem sei mais se quero descobrir. Aquela detenção mudou minha vida de cabeça para baixo, e acho que não foi só a minha. Quando entrei na sala para prestar minha “querida” detenção, o que eu menos esperava, eu encontrei naquela sala: você.

A professora Minerva veio falar comigo quando cheguei, ela falou que como suas notas estavam baixas, e como eu era uma ótima aluna, minha detenção seria lhe dar aulas particulares até suas notas começarem a melhorar. No início foi meio difícil tanto para eu saber por onde ou como começar, tanto em como colocar algo em sua cabeça, mas depois de algumas explicações, e perguntas da sua parte, vi que você não era o que eu imaginava você prestava atenção nas explicações, respondia tudo o que lhe perguntava, e tirou dez num teste surpresa que fiz para você. Fiquei realmente chocada, a professora Minerva tinha me dito que você era um aluno difícil, mas eu não vi dificuldade nenhuma. Com o tempo você foi ficando cada vez melhor, e eu já não via mais necessidade de continuar te dando aulas particulares, resolvi falar com a professora para parar de lhe dar aulas, mas antes, fui falar com você para saber o que você achava, e você agiu indiferente, no outro dia falei com a professora, mas ela falou que você tinha tirado uma nota baixa, naquela manhã, num teste que ela aplicou o que eu achei estranho, porém não comentei nada, estudamos por mais três semanas e seu desenvolvimento estava ótimo, mas acabou acontecendo à mesma coisa de antes num teste você tirou nota baixa e assim foi por um ano.

Já no nosso sexto ano, eu continuava lhe dando aulas particulares, acho que essa foi à detenção mais longa da face da Terra, com o tempo não via mais aquilo como detenção. Estava começando a perceber que você não era tão ruim como eu imaginava, até que estava me divertindo nas nossas aulas, e percebi que você também. Numa certa noite, você esqueceu seu caderno na sala, no outro dia ignorando os olhares que recebia enquanto caminhava a mesa da Sonserina parei atrás de você, cutuquei suas costas, você virou estava rindo de uma piada, quando me viu, seu olhar foi de divertimento passou por confusão, depois seus olhos passaram pelos meus braços e perceberam seu caderno ali, seus olhos passaram a transmitir de compreensão a seria raiva ou indignação? Isso tudo numa fração de minuto. Você se levantou ainda me lembro de suas palavras grotescas como se fosse ontem, devia ter esquecido, mas parece um mosquitinho chato que fica rodeando a minha mente, você falou/berrou, todo o salão parou para ver. “O que você está fazendo aqui com o meu caderno?” “Vim lhe devolver.” “Me devolver? Desde quando está com você?” “Desde que você esqueceu na sua aula particular.” “Não preciso de aula particular, principalmente com uma mestiça como você, agora me devolve o caderno.” Pronto aquilo foi à gota d’água. “Posso ser mestiça mais tenho orgulho disso. Melhor ser mestiça e saber todos os feitiços do que um sangue-puro que precisa de aulas particulares para melhorar a nota ou compra alguns professores com elogios e até com galões. Só vim aqui para te entregar a porcaria do seu caderno então toma.” Dito isso joguei com toda a força que tinha seu caderno, você não estava preparado então deu uns dois passos para trás, acertei o caderno em seu rosto, lembrando agora tenho vontade de rir da cara de bunda que você fez depois do caderno ter acertado seu rosto. Depois de ver seu rosto ficar vermelho, vi que todos no salão prendiam a respiração, com medo de deixarem o ar escapar e fazer muito barulho. Me virei e saí caminhando normalmente, senti o seu e os olhares de todos voltados para mim. Quando a porta do salão fechou, eu senti uma lágrima cair dos meus olhos, uma teimosa e simples lágrima. Fiquei surpresa por me ver chorar, varias pessoas já tinham me chamado de mestiça e eu não dava bola, para mim aquilo não era uma ofensa, mas sim uma qualidade, eu tenho muito orgulho de ser da família que eu sou. Porém ver e ouvir você falar aquilo para mim, foi forte demais, foi como se tivesse me dado um soco no estômago, que acho que doeria menos, mas não sei por que estava assim. É típico seu fazer isso, achava que você tinha mudado, entretanto estava totalmente errada. Quando vi minhas pernas tinham me levado a uma sala, não era qualquer sala era a sala em que te dava aulas particulares, fiquei um tempo parada na porta em dúvida se entrava ou não, mais uma vez fui traída por minhas pernas, que sem minha permissão entraram na sala, meus olhos correram pelo local, acho que fiquei muito tempo ali parada, pois percebi que tinha acabado a minha primeira aula, mas não me sentia muito bem para ir para aula, o que era uma coisa muito rara já que eu amo estudar, estava saindo quando lhe vi parado na porta me observando, você caminhou até mim, eu estava paralisada demais, só quando consegui me mover já era tarde demais, você estava muito perto, com seu braço estendido em direção ao meu rosto, eu achava que você iria me bater e eu ficaria ali parada só sentindo a ardência do seu tapa, mas não, você tocou com sua mão o meu rosto, com delicadeza, um simples toque me fez sentir uma corrente elétrica pelo meu corpo, fez meus pelos da nuca se arrepiarem, minha respiração falhar, meu coração acelerar, sua mão foi trazendo meu rosto para mais perto do seu, até que nossos lábios se tocaram, começou com um selinho, mas com o tempo foi se aprofundando, foi ficando mais intenso, nossas línguas travavam uma guerra que nenhuma das duas pareciam ganhar, quando a maldita falta de ar veio, paramos o beijo. Eu estava confusa e perdida, só sabia que queria mais daquele beijo e ao mesmo tempo me amaldiçoava por querer mais, e te amaldiçoava por causar esse efeito em mim. Olhei em seus olhos esperando uma explicação e ela veio. Você falou que tinha vergonha de admitir que tinha aulas particulares para seus amigos, mas que não queria me magoar, não queria ser a chacota dos amigos e também não queria me machucar, não queria me ver triste como tinha me visto, não queria me ver chorar, e não me queria ver assim por sua causa, não lhe agradava nem um pouco ver que o motivo da minha tristeza era você. E finalmente falou com todas as letras “Eu estou perdidamente apaixonado por você Rose Weasley. Amo o jeito que seus cabelos ruivos combinam com suas sardas ao redor da sua bochecha, amo seus lindos olhos marrons esverdeados, amo o jeito de quando você sorri, quando fica envergonhada e quando tenta achar a resposta para alguma pergunta. Eu, Scorpius Malfoy, não sabia que poderia sentir isso por alguém que não fosse meus pais, não sabia que poderia sentir algo tão puro e bonito por alguém e é com toda a certeza do mundo que te digo Rose: EU TE AMO!” Quando você terminou de falar, foi que eu percebi que não estava mais confusa com meus sentimentos, agora a resposta era clara, eu estava completamente, perdidamente apaixonada por ti. Lhe disse isso e começamos a namorar.

Quando nosso estudo em Hogwarts acabou, você foi chamado para ser artilheiro, você aceitou na hora e está passando um ano fora, enquanto isso eu estou passando um ano aqui na casa dos meus avós trouxas. Acho que o nosso namoro a distancia só me faz perceber que a cada dia te amo mais, e cada dia preciso de você.

Sinto tanto a sua falta, Scorpius!

Com amor.

Rose Weasley!

Rose foi andando até a gaiola de sua coruja e lhe entregou a carta, a coruja mais do que depressa foi fazer sua entrega. Rose foi para o andar de baixo fazer algo para comer, quando seu lanche estava pronto ouviu a campainha tocar, como seus avós tinham saído para jogar bingo, um jogo dos mortais, Rose atendeu a porta. Imediatamente se jogou nos braços do rapaz, que a apertou tanto, ambos sentiam falta daquilo.

– O que faz aqui? Pensei que estava jogando. – Falou a ruiva.

– Recebi sua carta, então pedi para o técnico dia de folga. Cá estou eu. Agora que tal a senhorita me deixar entrar para matar a saudades da minha namorada? – Falou o loiro.

– Claro, ela também está com saudades. – Quando Rose acabou de falar, Scorpius a beijou. O beijo transmitia saudades, paixão, todos os sentimentos que eles sentiam um pelo outro, eles foram entrando na casa ainda se beijando, e Scorpius fechou a porta com o pé.

Naquela tarde Rose não matou sua fome, mas matou algo maior, a saudades de seu amor: Scorpius Malfoy.

Notas finais
Então, o que acharam? Comentem, favoritem, acompanhem e se quiserem até recomendem! A gente pede, porque vai que né... Tentaremos não demorar tanto para postar. Bjss e até o próximo!