Notas iniciais
GENTE, NÃO, EU NÃO MORRI. SÉRIO. Apesar de ter uma pequena noção de que, provavelmente, muitos(as) -sei lá, tem algum menino aqui?- de vocês queiram minha cabeça. Eu não vou ser cara de pau e mentir. Então eis o que aconteceu: eu entrei em férias. Quando isso acontece, meu corpo não consegue obedecer meu cérebro. Então, eu fico em um estado parecido com o de hibernação, chamado Preguiça de Fazer Qualquer Coisa. Além de que, rolaram festas de final de ano, último ano no colégio, festa na piscina com os coleguinhas :3 rs. E, como a cereja no bolo, eu tive um puta bloqueio. Tanto que eu realmente pensei em desistir da fic. Escrevi o atual capítulo quinhentas vezes e, mesmo assim, não ficou do jeito que eu queria. MAS não desisti. Vou trabalhar para melhorar isso. That’s it. Se ainda tiver alguma alma viva por aí, pode me xingar. Eu só mordo na cama, bjs. AH, e o POV Brittany foi escrito pela minha querida Larissa, então, créditos à ela. Boa leitura –se ainda tiver alguém lendo essa joça.

Flashback. Algumas horas antes:

Suspirei pela milésima vez. Eu tentava, de qualquer maneira, me concentrar, mas até o ar desse maldito apartamento, que eu costumava chamar de “lar”, estava pesado demais para mim. As fotos espalhadas pelos corredores só me faziam lembrar de memórias de um passado que parece ter acontecido há tanto tempo, mas que, na verdade, não está tão distante quanto parece; todos com sorrisos tão lindos que poderiam iluminar uma cidade inteira. Quando isso deixou de existir? Eu já nem sei quem sou e quem nós nos tornamos.

Parei em uma foto, ao lado da cama de Manoela, e comecei a observá-la. Samuel, com sua expressão feliz, jovial e estonteante de sempre, me abraçava por trás, enquanto eu tinha nossa filha recém-nascida nos braços. Ele estava tão feliz naquele dia. Seus brilhantes olhos verdes e o largo sorriso no rosto denunciavam aquela alegria que, ele dizia, ser a maior já sentida em toda sua vida.

“Eu te amo tanto, Santana. Você me presenteou com o bem mais precioso que eu poderia pedir. Eu prometo que sempre vou proteger e amar você e a nossa princesinha. Sempre estarei com vocês! Enquanto em puder, lhe farei a mulher mais feliz desse mundo, eu prometo.”

Admito que, durante muitos anos, ele cumpriu sua promessa. Ou, pelo menos, tentou. Entretanto, creio que uma hora ele simplesmente cansou. Eu nunca fui a esposa perfeita ou, até mesmo, o mínimo da esposa que ele esperava que eu fosse. Nessa família, eu sempre me dediquei em ser mãe; nada mais.

–O que aconteceu? –virei abruptamente; o porta-retratos que antes estava em minhas mãos, agora se espatifava no chão. –Santana, o seu rosto! Eu sabia que não poderia te deixar sozinha com aquele idiota! –rosnou Rachel. –Nós vamos ligar para a polícia agora!

–Não! –respondi séria, ainda tentando normalizar minha respiração pelo susto anterior. –Já passou... Foi um erro, ele nunca mais vai repetir isso. Chamar a polícia não será necessário.

–Santana, seja racional! –ela esbravejou, mas logo abaixando o tom de voz. –Ele bateu em você!

–Rachel, eu já...

–Mamãe? –ouvi uma voz mais do que familiar, e passinhos no corredor. Em seguida, a miniatura minha e de Sam apareceu atrás de Rachel. –Por que a senhora tá com o rosto machucado?

Levantei o olhar para a morena parada em minha frente, que ainda mantinha um olhar de ódio, enquanto sentia meus olhos lagrimejarem. Suspirei, abaixando o olhar para minha filha novamente, e sorri, tentando passar uma tranquilidade que eu não tinha no momento.

–Nada, meu amor. A mamãe só caiu e machucou o rosto no banheiro. –me abaixei e abri os braços em sua direção. –Agora vem aqui me dar um beijo, que eu estou morrendo de saudades do meu bebê.

Ela veio correndo em minha direção, jogando-se em meus braços. Levantei-a em meu colo, e não consegui mais me segurar... Chorei. Chorei como uma criança, agarrada em minha filha. Chorei por ela. Chorei por nossa família. Chorei pelo Sam. Chorei por mim.

–Tá tudo bem, mamãe, eu vou cuidar de você. –dito isso, ela passou suas pequeninas mãos em meus cabelos e deu um beijo ao lado do corte em meu rosto. –Você não precisa chorar.

Abri um sorriso triste para a doce criança em meus braços. O erro mais certo que já havia cometido.

Dado alguns minutos, larguei Manoela e olhei para cima, resignada, em direção à outra mulher.

–Manu, querida, por que não vai assistir algum desenho enquanto sua mãe e eu arrumamos as malas? –começou Rachel, calmamente, dirigindo-se à minha filha.

–Nós vamos viajar, mamãe? –virou seu rostinho completamente para mim.

–Sim, meu amor. –respondi com um sorriso contido em meu rosto.

–E o papai? –perguntou. Seus lindos olhos brilhavam em expectativa, deixando meu coração em migalhas.

–Seu pai, infelizmente, não vai poder ir, meu anjo. –acariciei seu rosto com as costas da mão direita, vendo sua expressão antes entusiasmada transformando-se em decepção. –Eu te explico melhor depois, ok? Agora desça assistir alguma coisa, que eu vou fazer nossas malas, mocinha.

Ela assentiu com um sorriso triste no rosto, pegou seu cachorrinho de pelúcia que se encontrava sobre sua cama e sumiu pela porta.

Suspirei audivelmente, desviando meu olhar do de Rachel. Sei o quão preocupada ela se encontra nesse momento, mas as circunstâncias já não importam mais. Eu só quero esquecer.

Fui até meu quarto em busca de uma mala com bastante espaço, a fim de colocar as roupas minhas e de minha filha, com Rachel em meu encalço.

–Já comprou as passagens? –indagou. Ela estava escorada no batente da porta, com seus braços cruzados na altura dos seios e uma ruga de preocupação da testa.

Eu até riria desta Rachel séria e preocupada, se o momento não fosse completamente desagradável e, até mesmo, trágico.

Não a respondi, apenas fiz um som com a garganta confirmando. O que eu menos quero agora é bater papo. Minha cabeça está prestes a explodir, e meu rosto parece estar em chamas devido à força aplicada ali anteriormente. Tudo o que meu corpo pede, no momento, é por um descanso. Mas logo aboli essa ideia de meus pensamentos. Precisava chegar na Itália o quanto antes, Claire precisa de mim.

Terminei de guardar minhas coisas na mala e, antes que pudesse passar pela porta, Rachel segurou delicadamente em meu pulso esquerdo.

Levantei a cabeça lentamente, mas assim que o fiz, deparei-me com seus olhos castanhos me fitando com carinho. Antes que pudesse esboçar qualquer reação, ela me puxou para um abraço apertado. Fechei meus olhos, absorta naquele carinho tão necessário.

–Você não está sozinha. Eu estou aqui por vocês duas, não se esqueça disso, está bem? –disse, com seu corpo ainda colado no meu. –Mesmo não nos aturando algumas vezes, nós somos irmãs. E eu estarei ao seu lado, San. Sempre!

Senti seus braços me apertarem, mas de uma maneira reconfortante. Lágrimas se acumularam nos cantos dos meus olhos, mas os apertei com força. Não iria mais chorar. De agora em diante, só procuraria motivos para sorrir.

Afastei-me dela e abri um dos primeiros sorrisos genuínos das últimas horas.

–Eu te amo. –sussurrei.

–Eu também te amo, latina.

–----------xxxx-----------

Já no aeroporto, sentei em uma cadeira, entre Rachel e Manoela, enquanto esperávamos por Brittany.

Faltando exatos 50 minutos para embarcarmos, avisto-a caminhando apressadamente até onde estávamos.

–Você está atrasada. Já poderíamos ter feito check-in. –disse, já de pé.

–Eu sei disso. Surgiram alguns imprevistos, e eu demorei mais que o esperado na casa de minha noiva. –respondeu com um pequeno sorriso no canto dos lábios.

Isso, Brittany. Esfrega na minha cara que tem noiva e que, provavelmente, estava transando com ela até pouco tempo, sua piranha.

–Tudo bem. –devolvi o sorriso, igualmente falso. –Vamos então?

–Santana! –ouvi um grito de longe.

Por que, toda vez que parece que as coisas estão dando certo, algo tem que dar errado? É uma provação? Eu dancei nua e bêbada sobre a mesa da Santa Ceia?

Eu não sei. Mas que eu sou fodida, ah... Isso eu sou.

–O que você quer aqui, Samuel? –perguntei, virando sobre meus calcanhares em sua direção.

–Eu vim buscar minha mulher e minha filha, e levá-las para casa. –respondeu, sem firmeza alguma. Seus olhos estavam muito vermelhos, e seu hálito denunciava que ele tinha bebido.

–Bem, então você pode continuar procurando-as. –sorri. –Vamos meninas?

Olhei para trás, e só vi Brittany me olhando com uma sobrancelha arqueada, demonstrando toda sua dúvida. Forcei meus olhos, e vi Rachel levando Manoela para longe, que por um milagre não tinha visto Sam, e acompanhava a mais velha de bom grado.

–Você não vai me dar as costas novamente! –disse, espumando de raiva. –Santana!

Fui até Brittany, deixando Sam para trás, mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa, sua mão puxou meu braço fortemente, fazendo com que meu corpo chocasse contra o seu violentamente.

–Você não me ouviu, sua puta?! –rosnou em meu ouvido. –Ou quer apanhar de novo?

Em menos de dois segundos, o corpo de Sam já não estava mais grudado ao meu. Olhei para o lado, totalmente atordoada, e Brittany que, com a mão direita fechada em punho e coberta por sangue, mantinha uma expressão assassina em seu rosto.

Sam, jogado no chão, olhou para nós duas. Suas roupas encontravam-se sujas e sua aparência era deplorável. Cuspiu um pouco de sangue, rindo cinicamente logo depois.

–Resolveu defender a namoradinha, é? –sorriu, mostrando seus dentes brancos cobertos por sangue. –Já sei. É porque essa puta geme gostoso pra caralho, não é?! Ela dá bem gosto...

Antes de terminar a frase, ele já estava com o rosto no chão novamente. E antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, a loira que estava ao meu lado já estava sobre ele desferindo golpes sem parar em seu rosto, enquanto Samuel tentava, inutilmente, afastar a loira de si, já que seus sentidos não estavam muito bons devido ao álcool.

Eu tentei me aproximar deles, mas Brittany estava cega de raiva.

–Brittany, por favor, para! Já chega! –gritei.

Ela pareceu recobrar os sentidos, levantando seu olhar para mim. Pude ver sua mão direita toda machucada, tremendo descontroladamente. E seu rosto coberto por alguns respingos de sangue.

–San, eu...

–Sua vadia! –gritou Sam, cuspindo no rosto de Brittany.

Ele acertou um soco em seu rosto, tentando agarra-la pelo pescoço. Entretanto, Brittany foi mais rápida e lhe acertou um chute no meio das pernas, fazendo-o gritar de dor.

Antes que eu tentasse apartar alguma coisa, vários seguranças passaram por mim, tentando, em vão, tirar Brittany de perto do Samuel.

–Eu vou te matar, seu corno! Não ouse chegar perto dela, me ouviu?! –dito isso, ela deferiu um último soco no rosto de meu ex-marido.

POV Brittany

Após me despedir de Patrícia, fui às pressas ao aeroporto, pois já estava um tanto quanto atrasada e, para minha infelicidade, o trânsito ainda estava um caos, o que acabou por deixar meus pensamentos livres, e assim eles se direcionaram até meu único tormento: Santana. Parte de mim ansiava por esta viagem, outra parte temia por ela. Eu lutei por tantos anos para colocar um ponto final nessa história, nesses sentimentos ridículos que habitam meu peito, que cheguei a esquecer como era boa a sensação de estar próxima à mulher que sempre sonhei. E esse é um problema. Eu simplesmente não posso voltar a me sentir assim.

Chegando ao aeroporto não demorei muito a encontrar a morena, que estava com um corte no rosto. Fiquei surpresa, afinal, aquilo era algo recente, já que algumas horas atrás ela não se encontrava assim. Tentei ignorar todo e qualquer sentimento de curiosidade e preocupação que dominavam meu corpo, e continuei meu caminho. Ela estava acompanhada por Rachel e uma garotinha, que julguei ser sua filha. Incrível como são os filhos... A única coisa que eu via naquela pequena garota eram os traços de Santana. Alguns de Samuel, claro, mas poderia julgar uma verdadeira cópia da mulher que eu tentava arrancar de meu coração. Quando voltei a analisar a garota, desta vez tentando encontrar as semelhanças dela com Samuel, um sentimento ruim se apossou de meu corpo; demasiada inveja, seria o correto a pressupor. E uma vez que esse sentimento se instalou dentro de mim, seria difícil tirá-lo de lá.

Quando Santana disse que eu estava atrasada fiz questão de explicar o porquê, mesmo que o deixando de forma subentendida. Tá, tudo bem que o sexo de despedida com Patrícia não tinha sido algo muito extraordinário, mas queria mostrar a Santana que eu já segui em frente e que coisas extraordinárias acontecem sem ela, apesar de realmente não acontecerem. Quando estávamos indo fazer o check-in, escuto uma voz grossa, levemente embargada, chamando por Santana.

Samuel, que se encontrava extremamente bêbado, começou a confrontar a latina no meio do aeroporto. O que me deixou curiosa sobre o porquê dele estar armando todo aquele escarcéu, já que horas atrás, no restaurante, eles faziam questão de mostrar o quão apaixonados são um pelo outro. Contudo, toda a minha curiosidade se esvaiu deixando em seu lugar a minha raiva. Aquele ordinário agarrou a minha Santana e começou a insultá-la além de qualquer limite e, apenas então, me dei conta do por que do corte no rosto de minha latina. A partir deste momento, ódio era a palavra que me definia, e com um impulso acertei o rosto de Samuel em cheio, todavia, o mesmo ainda não parou as provocações, e toda a raiva que havia em mim eu transferi em Samuel descontroladamente, com os meus pensamentos desordenados. "Um chute por ter maltratado a minha mulher, outro por você ter tirado ela de mim, outro por você ser um completo babaca, etc." Apesar de saber que nem todos os meus pensamentos eram coerentes, o esmurrava assim mesmo; o esmurrava pela raiva que sentia de mim mesma também, por ter deixado a minha Santana nas mãos desse desgraçado, há anos atrás.

POV Brittany off

Os seguranças a colocaram de pé, mas ela parecia incontrolável. Tentava, de qualquer modo, acertar Samuel com chutes. Três homens tiveram de segurá-la, mas ela ainda tentava se libertar de seus braços. Brittany estava com o rosto sangrando e a mão machucada, mas, mesmo assim, não parava de se debater.

Foi preciso que um paramédico do aeroporto lhe aplicasse uma espécie de calmante para ela, finalmente, parar e, enfim, cair adormecida.

Olhei ao redor e percebi que tínhamos uma gigantesca plateia, apesar do horário. Todos haviam parado seus afazeres para vislumbrar o escândalo. Certa de que amanhã a famosa escritora Santana Lopez estaria na primeira página de revistas de fofocas, abaixei a cabeça e segui os seguranças até uma salinha que nos foi indicada.

Conversei com o pessoal do aeroporto e, por ter certa influência (lê-se dinheiro), consegui fazer com que eles deixassem com que nós embarcássemos, mesmo que Brittany ainda estivesse sob efeitos do calmante.

Com a ajuda de um armário, ou segurança -como preferir-, colocamos Brittany em sua poltrona no avião.

Já havíamos limpado o sangue de seu rosto, e enfaixado sua mão, mas ainda era possível visualizar o corte em seu supercílio.

Mesmo dormindo, sua expressão não era tranquila. Suas sobrancelhas juntas e seu nariz inflado demonstravam toda a angústia e raiva que ainda dominavam seu corpo.

–Ela vai ficar bem, mamãe? –Manoela falou baixinho, com medo de acordar a moça em sua frente.

–Sim, meu amor. –respondi na mesma altura. –Agora vamos para os nossos lugares. Logo, logo vamos deixar o solo.

–Tudo bem. –ela sorriu e abaixou, dando um beijinho no rosto de Brittany. E como se soubesse que eu esperava por uma resposta, ela continuou: –É para sarar.

Dito isso, buscou minha mão com a sua, e fomos para nossos lugares no avião.

Notas finais
GENTE, CASAMENTO BRITTANA AMOLECEU MEU CORAÇÃO. Deu até uma vontade de fazer hot’s e tirar todo o drama (lê-se FODA-SE TUDO, FIQUEM JUNTAS DE UMA VEZ), scr. Da última vez que eu estive aqui eu deixei meu número? Idk, faz séculos, né. Mas como foram me pedir, eu deixo aqui pra quem quiser: (54)99133663. Vlw, flw. Eu estava com saudades... Beijos no core pessoinhas lindas =*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.