Notas iniciais
Bom para quem estava esperando ansiosa pela reação do nosso querido Edgar Vieira ai esta!
Queria agradecer novamente o carinho de todas vcs que vem acompanhando a nossa história, não achei que iria curtir tanto uma história feita em parceria mas estou adorando cada minuto que passo discutindo e trocando ideias com a minha parceira sobre o rumo que iremos dar ao fake... Mari obrigada por me aturar viu? eu sei que não sou fácil kkk

Por Edgar.


Eu já havia lido a carta que a Laura escreveu para o Ferreira duas vezes e ainda não tinha me convencido do que os meus olhos estavam vendo, as palavras estavam ali naquele pedaço de papel, não tinha como não entender ela fora clara e objetiva não usou meias palavras... ela não tinha desistido de conhecê-lo apenas tinha percebido que não alcançaria nada por intermédio do Guerra e decidiu agir por conta própria. Eu amasso o papel com raiva e o atiro contra a porta fechada de meu escritório.



Antes não tivesse lido a tal carta, pois se antes estava tendo dificuldades de me concentrar no meu serviço só pelo fato de estar longe dela e não encontrar uma forma de aproximação, agora o motivo da minha inquietação era outro... eu não iria permitir que a Laura levasse essa ideia adiante, no que depender de mim ela não vai conhecer o Ferreira nunca e nem ira receber uma linha sequer em resposta a sua carta, ela que ache o que quiser disso... por mim que pense que ele se trata de um homem egocêntrico e vaidoso que não tem a delicadeza de responder nem que seja em poucas palavras a carta de uma leitora agradecida.



Os dias foram passando e ao invés de abrandarem o meu ciúme estavam tendo efeitos contrários a mim, ainda não tinha encontrado com a Laura e a única noticia que eu tinha dela era o projeto da escola no morro da providência, eu descobri que estavam tendo dificuldades financeiras e procurei a Isabel e me ofereci para ser sócio da escola e é claro a convenci a não revelar nada desta sociedade a Laura.



Também estava evitando o meu amigo, ainda não tinha contado para ele que havia aberto e lido a carta que ele me entregara dias antes, estava concentrando a minha atenção e o meu tempo no meu trabalho, passava horas e horas no fórum e também gastava um tempo desnecessário na revisão de alguns processos, tudo para tentar afastar os meus pensamentos daquela maldita carta e tudo em vão... hoje decidi que não tenho mais como fugir ao assunto isso já estava a ponto de me deixar louco, então fui até o Correio da Republica precisava entregar a matéria que o Guerra tinha solicitado e também esperava pôr para fora esses sentimentos que estavam me sufocando.



– Boa tarde Guerra.



– Ora, quem é vivo sempre aparece... a que devo a honra de ilustre pessoa aqui em meu jornal?



– Vim te entregar a matéria do Antônio Ferreira e também para me desculpar pela forma com que te tratei à alguns dias.



– Não se preocupes meu caro, sei que perdes a estribeira quando estas com ciúmes.



– Não era por ciúmes Guerra eu...



– Você estava morrendo de ciúmes Edgar e não me venhas com desculpas, pois te conheço muito bem... alias estava não seria a palavra certa, você ainda esta morrendo de ciúmes, me diz aconteceu mais alguma coisa que ainda não é do meu conhecimento? Você encontrou a Laura?



– Não Guerra eu não encontrei a Laura, eu estou assim porque eu li a carta que ela escreveu...



– E então?



– E então que você estava enganado Guerra, ela não desistiu coisa nenhuma de conhecer o Ferreira ela só achou melhor caminhar por conta própria.



– Como assim caminhar por conta própria?



– A carta não era só de agradecimento Guerra, ela insinuou que gostaria de conhecê-lo.



– E você o que pretende fazer diante disso? Vai responder a carta?



– É claro que não Guerra eu não vou alimentar essa loucura.



– Mas você vai simplesmente ignorar a carta dela? Olha Edgar eu a encontrei a pouco em frente o bar Guimarães e ela me pareceu decepcionada quando lhe disse que não tinha nenhuma resposta para a sua carta.



– Pois que fique decepcionada Guerra, no que depender de mim a Laura não terá nenhum contato com esse infeliz.



Eu mal termino de preferir essas palavras e me deparo com a entrada repentina da Laura no escritório do Guerra, eu troco um olhar com o meu amigo imaginando o que ela pode ter ouvido da nossa conversa ao mesmo tempo que praguejo mentalmente por não ter fechado a porta ao entrar no escritório... ela parece constrangida com a situação, acredito que não esperava me ver ali ela fica parada ainda por algum tempo, parece se decidir se fala o que veio fazer ou se pede desculpa e se retira, até que o Guerra quebra o silencio.



– Laura que surpresa vê-la de novo, esta me aguardando há muito tempo?



Ela desvia o seu olhar do meu e encara o Guerra ainda pensando na pergunta que ele lhe fez, enquanto eu permaneço a encarando em seu momento constrangido curioso por saber o que passa em sua cabeça.



– Não, imagina, eu acabei de chegar, mil desculpas não queria interromper a porta estava aberta e eu fui entrando... não tinha a intenção de atrapalhar eu volto outra hora.



– Laura não precisa se retirar só porque me viu aqui eu já estava de saída...



– Ora mais para que tudo isso, vocês não são dois estranhos... Laura sente-se, por favor, você também Edgar ou o que você tem a me dizer não pode ser dito na frente do Edgar?



Eu fuzilo o Guerra com os olhos e depois volto a minha atenção para ela para ver a sua reação, ela engole em seco não esperava tal comentário do guerra e percebo um leve rubor subir em sua face ela evita olhar para mim mais acho que percebe que eu a estou encarando e então levanta a cabeça e sem mas delongas se dirige ao Guerra.



– Não, não há nada a ser dito que não possa ser feito na frente dele, assim como ele não me deve satisfações da vida dele eu também não devo da minha... eu não quero me sentar obrigada, pretendo ser breve, só vim te pedir para que entregue uma segunda carta ao Sr Ferreira... podes fazer isso?