Notas iniciais
Bom dia povo bonitoooo! pedimos desculpa pela demora para atualizar a fic e agradecemos a paciência e o carinho de todas vocês... Bom domingo pra vcs esperamos não decepcionar depois de tanta demora... beijokas!

Por Laura

Acordei sozinha na madrugada os lençóis no ao meu lado estavam bagunçados, mas o Edgar já não os ocupava e mesmo lembrando que dormi aconchegada em seu peito a sua ausência me falta e causou estranhamento. Deixo o meu quarto e saio a do meu marido me perguntando o que ele estaria fazendo a essas horas.Minha intenção era procura-lo primeiramente no escritório, mas a porta do quarto da Melissa entreaberta me chamou a atenção, encontrei o quarto ainda na penumbra entrei sem fazer barulho olhei para cama da Melissa, a pequena ainda dormia tranquilamente, o que me chamou a atenção, no entanto veio da outra extremidade do quarto próximo a janela, na poltrona, o Edgar estava com o Antônio embalado em seus braços ambos dormindo num sono leve, eu nunca teria imaginado cena tão linda. Andei sem fazer muito ruído e após passar a mão na cabeleira do meu filho pousei a mão no ombro do pai tentando acorda-lo sem acordar o Antônio e a Melissa.
– Edgar meu amor acorda.
– Humm
– Você dormiu no quarto da Melissa... Faz tempo que você está aqui?
– Não tenho ideia... O Antônio acordou no meio da noite, você tinha acabado de pegar no sono não queria que acordasse.
– E resolveu trazer ele para o quarto da Melissa?
– Na verdade eu fiquei andando pela casa para distraí-lo, mas ele pareceu tão tranquilo aqui que eu acabei ficando.
– E aí dormiu na poltrona.
– Parece que sim.
– Vem vamos voltar para o quarto antes que a Melissa acorde com a nossa falação. Assim que retornamos para o quarto eu devolvo o Antonio ao berço e o Edgar se senta na beira da cama com um ar cansado.
– Você podia ter me acordado meu amor, eu não me importaria.
– Queria deixá-la descansando um pouco.
– Meu amor você também precisa descansar passou o dia correndo de um lado para o outro nessa cidade, vai passar horas na estrada hoje... Acho melhor adiarmos a nossa partida.
– Eu estou bem meu amor, não iria expor a minha família se não estivesse em condições de dirigir.
– Então descansa um pouquinho não há necessidade de tanta pressa, não precisamos pegar a estrada tão cedo... Que tal um banho morno vai te fazer relaxar um pouco.
– Você esta certa acho que vou tomar um banho e depois tirar um cochilo.
– Então Fica aí quietinho que eu preparo um banho pra você. ...

Eu estava certa sobre o banho o Edgar estava mesmo precisando relaxar um pouco esse problema da fazenda juntando ao meu estado nos últimos dois dias o estavam sobrecarregando e eu pude sentir isso pela rigidez de seus músculos conforme eu ia esfregando a esponja sobre a sua pele.
– Laura não precisa desse trabalho todo eu posso cuidar do meu banho.
– Está me dispensando senhor meu esposo?
– Não é isso meu amor...
– Pois parece, antigamente você apreciava a minha ajuda em seus banhos.
– E continuo apreciando, mas sei que está cansada e não quero ser outro bebe dependente de seus cuidados.
– Edgar para, você vem sendo cuidadoso e compreensivo comigo nos últimos dias e eu seu grata, mas você está me tratando como se eu fosse de porcelana.
– Não pra tanto meu amor.
– Está sim e não estou reclamando, você está cuidando muito bem de mim e das crianças, mas precisa se deixar cuidar também.

] Ele analisa as minhas palavras e depois deita a cabaça na borda da banheira para olhar nos meus olhos... Parecia mais um menino de olhos ternos do que um rapagão daquele tamanho.
– Obrigado.
– Não precisa agradecer eu gosto de cuidar do que é meu. Ele abre um sorriso diante das minhas palavras e tira a sua mão da água para passar em meu rosto.
– Eu também gosto de cuidar do que é meu.
– Eu sei disso, sei muito bem.

Termino a frase unindo os nossos lábios num beijo cheio de amor, que é retribuído da mesma forma, eu não conseguia ver a minha vida sem aquele homem e tenho pra mim que ele pensa da mesma forma.
...

Com a ajuda da Lurdes organizei a nossa bagagem na sala e assim que a Melissa levantou eu a acompanhei até a mesa para o desjejum, já tinha feito o meu, mas queria ter certeza que era iria se alimentar bem.
– Come mais um pedaço de bolo meu amor.
– Mas eu já comi um tia Laura.
– E fruta? Ainda não vi você comer nenhuma... Anda não faz essa cara e escolhe uma antes que eu escolha ao meu gosto.

Ela fica encarando as frutas que a Lurdes tinha arrumado sobre a mesa com uma carinha de concentração até se decidir por uma maçã, ela da uma mordida caprichada e olha pra mim e eu lhe devolvo uma piscadela quando ouvimos batidas a porta.
– Deixa que eu atendo Lurdes deve ser o meu irmão, prepara um lanchinho pra levarmos pra a Melissa comer durante a viagem... Melissa não se esquece de escolher qual das suas bonecas você vai levar assim que o seu pai levantar nos já vamos sair então temos que nos aprontar antes.

Ela mal espera eu terminar e sai em disparada da cozinha com medo de que sua boneca fique para trás e então eu vou atender a porta.
– Oh minha irmã ainda bem quem eu cheguei a tempo o Edgar pediu para eu vir cedo porque vocês vão para a fazenda, mas acabei me atrasando.
– Não faz mal, nós nos atrasamos também, mas me diz não vai me dar nem um abraço?
– Claro que vou minha pentelha favorita é claro que vou. Se antes já estava querendo chorar ouvir ele me chamar de um apelido da nossa infância fez descer a primeira lágrima que queria tanto refrear.
– Deixa o meu marido ouvir-te me chamar assim que você vai ver quem é a pentelha, vem entre que quero vê-lo melhor, você emagreceu ou é impressão minha? O Edgar me desse que você está trabalhando no Correio da República, eu fiquei toda orgulhosa...mas afinal de contas aonde é que você está morando?
– Calma maninha uma pergunta de cada vez, deixe me sentar antes e primeiro quero saber de você como você está com tudo o que aconteceu?

Eu encaro a minhas mãos sobre o meu colo e respondo sem encara-lo.
– Estou tentando entender o por quê?
– Como assim Laura? O porquê do que?
– Da mamãe Albertinho, quer dizer ela sempre teve tudo o que queria, um marido que a amava, filhos que a respeitavam, a posição que sempre quis eu não entendo porque ela escolheu esse caminho, eu simplesmente não a entendo.
– E nem vai entender Laura, então não perca o seu tempo tentando... Você pensa diferente da mamãe em todas as maneiras possíveis, você não vai conseguir uma justificativa para isso.
– Mas Albertinho ela é a nossa mãe.
– Ela não pensou muito na gente quando fez o que fez.
– Não esperava ouvir isso de você... Vocês sempre foram tão unidos.
– Unidos Laura? Tem certeza que você está usando a palavra certa... Eu venerava o chão que a mamãe pisava, e ela muita das vezes se aproveitou do meu jeito fraco para me manipular como bem queria, você sabe que eu sempre fiz o que a mamãe queria apesar de nem sempre estar de acordo eu sempre fazia as suas vontades.
– E parte disso era porque você tinha o apoio dela para encobrir os seus deslizes te livrando do papai.
– Eu sei, eu me aproveitava disso as vezes, sabia que ela iria passar a mão na minha cabeça depois.
– Nossa nunca pensei que estaria viva para ouvir uma confissão dessas.
– Brinca mesmo que eu mereço, Laura eu não gosto do homem que eu me tornei principalmente se eu olho pra trás e vejo as coisas que aprontei... Se eu tivesse tido metade da sua personalidade.
– Dai a gente matava a mamãe do coração.
– É verdade, mas em contra partida teríamos enchido o Dr Assunção de orgulho. Sorrimos entre as lágrimas e logo surge um momento de silêncio entre nos dois.
– Você foi ver o papai depois de sair de casa?
– Não, mas nos encontramos outro dia na colonial, ele ainda está bem abatido.
– Eu sei e conhecendo o papai do jeito que eu conheço acho que isso não é temporário.
– Pois eu estou torcendo para que ele conheça uma mulher para se curar da mamãe.
– Albertinho!
– Oras e eu estou dizendo alguma besteira, nada melhor do que uma mulher de fibra e de bom caráter para tirar o papai dessa.
– Eu não acredito que estou ouvindo isso Albertinho e eu aqui achando que você tinha mudado.
– Nem brinca com isso Laura, eu mudei sim estou longe de se aquele janota que já fui um dia, aquilo foi passado e hoje eu sou um novo homem.
– Acho bom isso ser mesmo verdade viu, eu torço muito por você meu irmão, ainda quero vê-lo casado e com uma boa mulher.

Ao ouvir as minhas palavras ao invés de fazer uma careta ou revirar os olhos como o de costume ele abre um sorrisinho de canto que me chama a atenção.
– O que foi esse sorriso em Alberto Assunção Filho, o que o senhor está a me esconder?
– Reze minha irmã, reze por mim que logo estarei com uma aliança no meu dedo anular e andarei pelas ruas dessa cidade com a cabeça erguida cheio de orgulho da minha família.
– Albertinho isso é sério? Você está fazendo a corte a alguma moça? Albertinho você está apaixonado?
– Sim eu estou apaixonado e se ela não fosse tão arisca eu bem que gostaria de lhe fazer a corte.
– Não entendi a moça em questão não se rendeu as encantos desse meu irmão tão garboso?
– Não, acho que o charme do Alberto Assunção Filho já me foi mais útil, ultimamente ele não está me valendo de nada se não fosse pela ajuda do meu filho acho que já teria entregado os pontos.
– Ajuda do seu filho? Mas o que o Elias tem a ver com isso?
– Ele já percebeu no meu olhar e está louco para que a sua mãe me de uma chance.
– A Isabel é a tal mulher por quem você se diz apaixonado?
– Sim, porque o espanto eu já fui apaixonado por ela uma vez.
– Foi coisa nenhuma, olha aqui Albertinho se você estiver com a intenção de brincar com a minha amiga de novo eu vou...
– Você não vai nada Laura, não precisa se preocupar que as minhas intenções com a Isabel são as melhores possíveis.
– Albertinho você já se sentiu atraído por ela uma vez e acabou por enganar a pobre coitada e larga-la grávida.
– E não sabe como eu me arrependo de ter sido tão covarde, se eu tivesse sido homem eu teria dado ouvidos ao meu coração assumindo a Isabel e o meu filho e não deixaria a nossa mãe tomar uma atitude que só cabia a mim.
– Você tem certeza que isso não é só uma leve inclinação? Apenas um desejo de concertar um erro do passado?
– Laura é claro que eu quero me redimir com a Isabel e com o Elias por tudo que eu lhes causei, eu vou viver a minha vida inteira tentando fazer isso... Mas o que me faz querer me aproximar da Isabel é algo totalmente diferente ela me faz perder as estribeiras.
– Olha Albertinho eu nem sei o que te dizer, eu vi de perto o sofrimento da minha amiga depois que você a deixou, não quero vê-la daquele jeito de novo... Eu sei que ela e o Zé Maria estão vivendo um período separados, mas se o amor deles foi suficiente para superar o período que ele estava na maninha e ela em Paris, acho que isso é só uma fase e que eles vão se acertar.
– Eu não vou deixar ele se aproximar dela para tanto.
– Albertinho não seja egoísta, você não pode se meter na vida de alguém assim dessa forma, não tem esse direito.
– Não acho que a Isabel se importe com o fato de não ter a atenção do capoeira, ela gosta de mim só é orgulhosa demais para admitir isso.
– Você tem certeza disso?
– Quando eu a pego desprevenida, isso quer dizer, de guarda baixa eu vejo nos olhos dela que ela gosta de mim... Mas infelizmente eu fui um cretino com ela no passado e agora ela tem medo de se deixar levar... Mas eu vou provar pra ela que eu mudei e vou colocar um anel no seu dedo.
– Albertinho se você estiver mesmo falando sério.... Meu Deus eu vou amar ver o meu irmão e a minha amiga dando uma família ao meu sobrinho.
– Ele já está todo feliz por eu estar morando lá, quando ver eu e a mãe juntos então...
– Como é que é? Você está morando na casa da Isabel?
– Sim, posso dizer que tenho essa vantagem sobre o capoeira.
– Albertinho você criou essa situação de propósito?
– Não, claro que não, quando eu sai de casa a minha intenção era ir para uma pousada, mas sem emprego eu iria depender da ajuda do papai e pra te falar a verdade Laura eu cansei de depender dos nossos pais pra tudo, estava na hora de eu virar homem.
– Você não sabe como fico orgulhosa em ouvir isso.
– Eu não fiquei orgulhoso de mim no dia, pelo contrário... Sabe o que é olhar pra si mesmo e não encontrar nada de bom?
– Não fala assim...
– Mas é verdade, eu não conquistei nada Laura vivia a sombra de nossa mãe, foi aí que lembrei da Isabel, ela me acusou uma vez de viver na barra da saia da minha mãe e ela estava certa, eu lembrei das coisas que eu havia feito no passado, de como eu poderia estar diferente se tivesse dado ouvidos aos conselhos do nosso pai ao invés de obedecer cegamente os das dona Constância.
– Ainda está em tempo de você concertar isso Albertinho é só você querer.
– Eu quero e vou Laura, o meu objetivo inicial era o emprego e isso eu já consegui... E acho que devo isso ao Edgar, o Guerra não teria aberto as portas do jornal para mim, conhecendo a minha fama, se não fosse o fato de eu ser cunhado do seu melhor amigo... Por falar nele, onde ele está?
– Está deitado ainda, passou um bom tempo as claras cuidando do Antônio essa noite, ele estava exausto.
– O Edgar cuidando ele próprio do bebê? Mas pelo visto eu ainda tenho muito o que aprender com o meu cunhado.
– Querendo aprender a trocar fraudas cunhado, o Elias não está muito grande para isso?

A voz do Edgar vinda da escada nos chama a atenção e ambos levantamos do sofá, eu para receber o Antônio do colo do pai e o Albertinho para cumprimenta-lo.
– Vou ter que aprender não quero cometer o mesmo erro sendo um pai negligente de novo, mas vamos com calma primeiro tenho que convencer a mãe a me aceitar de volta.
– Convencer a mãe a te aceitar de volta? É impressão minha ou estou perdendo algo aqui?
– Acho que é isso mesmo que você entendeu Edgar o meu irmão está tentando reconquistar a Isabel.
– Eu sabia que a tal coisa que ele queria te contar era boa... Mas me diz você percebeu algum interesse da parte dela?
– Edgar!
– O que foi? Vai me dizer que não está torcendo para ele e a sua amiga se acertarem?
– Estou mas perguntar uma coisa dessas já é demais.
– Ela fala isso Edgar mais aposto que quando ela encontrar com a Isabel vai ser a primeira coisa que ela vai querer saber.
– Ela me contaria antes que eu perguntasse fique vocês dois sabendo.
– Isso quer dizer que vocês falam sobre tudo? Quer dizer tudo mesmo?
– Sim Albertinho nós somos quase irmãs uma da outra porque?
– O que ela fala de mim? Quer dizer depois que ela voltou de Paris, qual a opinião ela tinha de mim?
– Aí Albertinho que coisa, ela não falava muito no seu nome até você reaparecer na vida dela querendo fazer parte da vida do Elias.
– E o que ela dizia?
– Primeiro ela ficou com medo da sua aproximação por causa da mamãe, mas depois que ela percebeu o seu interesse sincero pelo Elias ela ficou feliz pelo filho.
– Só isso?
– Albertinho o que você quer afinal de contas?

– Sei lá maninha, algo que me permitisse reafirmar as minhas esperanças a sua amiga é muito teimosa ela não admite de forma alguma que sente algo por mim.

– Ih Albertinho as mulheres não conseguem ser muito boas escondendo sentimentos... tem certeza que não esta se enganando?

– Olha Edgar não se ofenda mas acho que eu conheço o universo feminino melhor do que você.

– Então você não tem duvidas quanto aos sentimentos dela?

– Ai é que esta cunhado, há dias que eu consigo alguma aproximação outros ela não baixa a guarda de jeito maneira... mas eu sinto que ela gosta de mim, nem que seja um pouco só, eu pude sentir isso nas vezes que lhe roubei um beijo.

Até eu me distraio do Antônio quando ouço as ultimas palavras do meu irmão, o Edgar disfarça uma risada e então tenta retomar a conversa com o meu irmão.

– Cuidado Albertinho, vocês tem um filho não complique a situação de vocês se não tem certeza se ira encarar a situação depois.

– Mas isso é uma coisa que eu não tenho duvidas Edgar, eu quero encarar a situação, quero assumir a Isabel e o meu filho, quero ter a minha família.

– Se é assim Albertinho, então tens o meu apoio e o apoio da sua irmã, fazemos muito gosto dessa união de vocês dois, tenho certeza que a Laura ira sondar a amiga assim voltarmos de viagem para saber se o sentimento é reciproco.

– E que fique bem claro meu irmão que eu não irei ajuda-lo em nada se desconfiar que a minha amiga ainda gosta do Zé Maria.

– Isso se até lá eu não tiver convencido por mim mesmo... bom não vou incomoda-los mais, a essa hora já deviam estar pegando a estrada e eu aqui com os meus colóquios, espero que tenham uma boa viagem e acho que não preciso pedir, mas vou fazer assim mesmo, cunhado cuida bem da minha irmãzinha e dos meus sobrinhos eu realmente espero ter novidades para partilhar com vocês neste retorno.

– Não precisa pedir Albertinho.

Ele olha para mim com o olhar amoroso e carregado de orgulho e sem tirar os olhos de mim termina a sua frase.

– Não tem nada que me da mais prazer do que ter a minha família por perto, sobre os meus cuidados... mesmo não acertando sempre, gosto de pensar que terei mais uma chance para tentar me sair bem.

– Humm esse olhar da minha irmã diz tudo Edgar, acho que você vem acertando mais do que imagina.