Notas iniciais
Quem diria que um fake que já estava com os dias contados fosse chegar até o cap 30.... e que venham os proximos! ;)Novamente agradecemos o carinho de todas vcs, amamos cada um dos comentários apesar de anda não termos respondido a tds, uma hora agente se acha! rssssbeijokas

Por Laura

Ainda fico encarando a porta boquiaberta, pensando que a qualquer momento ele vai abrir a porta com um sorriso maroto nos lábios revelando a sua pilhéria, porem isso não acontece... Coço o meu queixo e olho em volta com a outra mão sobre a minha cintura tentando entender o que acabou de acontecer aqui ao mesmo tempo em que a minha respiração e os meus batimentos cardíacos vão tomando o ritmo certo.

Caminho em direção à porta pronta para desafia-lo e ver até que ponto ele manteria a pose, mas assim que a minha mão toca a maçaneta eu refreio o meu impulso e dou dois passos para trás, tentando me decidir se seguia ou não com o meu plano... No final das contas não foi preciso uma decisão da minha parte já que o choro do Antônio me desperta dos meus planos e me trás a realidade...

Depois de cuidar do meu pequeno e deixa-lo entregue ao seu sono vou até o quarto de banhos para me preparar para dormir, acabei me demorando um pouco no banho e na volta para o quarto parei em frente a porta do quarto de hospedes e fiquei me perguntando qual seria a reação dele ao me ver entrando alegando que tinha desistido da minha noite de núpcias... acabo virando as costas e voltando para o quarto, já conformada com uma noite longa e mal dormida, mas não consigo evitar o sorriso na hora que vou me deitar quanto eu reparo no raminho de alecrim deixado em cima do meu travesseiro, o Edgar esteve aqui enquanto eu estava no quarto de banhos e deixou algo que sabia que iria me ajudar a suportar a sua ausência.

Na manhã seguinte Edgar me acorda com um beijo, todo bonito com o seu melhor terno e diz com um sorriso no canto da boca:
– Vamos senhorita Assunção hoje é o grande dia.
– Grande dia para que? é alguma data especial que eu não estou sabendo?
– Se é uma data especial? Acho que irei decretar feriado em função da data e você me pergunta se é um dia especial...
– Sinto muito, mas não estou em clima para comemorações.
– O que foi meu amor você não esta se sentindo bem? — Ele desmancha o semblante descontraído e se senta a minha frente na nossa cama todo preocupado levando a mão em minha testa para verificar a minha temperatura.
– Eu não estou febril Edgar, estive febril ontem a noite. — digo toda manhosa envolvendo o seu pescoço e passeando com os meus lábios pela sua barba.
– Oh meu amor se eu soubesse teria vindo pra cuidar de você.

– Teria nada.

– Claro que teria, ficaria a noite em claro se fosse possível.
– Mas se não foi o senhor o culpado pelo meu estado febril. — Digo essas palavras bem junto da sua orelha para no fim morde-la.
– Oras Laura esta brincando comigo e eu aqui caindo feito bobo nessa sua conversa. — Ele faz cara de ofendido enquanto se coloca de pé e ajeita a lapela de seu terno.
– De bobo o senhor não tem nada senhor advogado... você mereceu por me provocar daquela maneira ontem e também não resisti ao vê-lo assim tão garboso, me diz onde arranjou essa roupa se não notei a sua entrada aqui no nosso quarto até agora?
– Pois não se lembra deste terno? Foi o mesmo que usei em nosso casamento... A Lurdes o tinha enviado junto com algumas de nossas roupas para que a minha mãe levasse a igreja para ser doado aos pobres, eu não sabia que este tinha ido junto foi minha mãe que percebeu... Ontem eu liguei para ela e pedi que me mandasse o terno.
– Então ainda esta convicto de que assinarei a revogação do divorcio?
– Laura nem brinca com uma coisa dessas...
– Eu não sei, acho que deveria aproveitar mais esse meu período de solteira... Ser casada é tão maçante.

Ele me encara de um jeito todo bravo, leva as mãos os cabelos tentando se controlar e depois vem pra cima de mim e me da um beijo de tirar o folego.
– Estou te esperando lá em baixo, se você não estiver lá, pronta pra sairmos em 20 minutos eu volto aqui em cima e te arrasto até o cartório de camisola mesmo.

Dizendo isso ele se põe de pé novamente e se retira do quarto sem olhar para trás... eu poderia me vingar do Edgar, agindo de forma teimosa e desafia-lo quanto a questão do divorcio, mas resolvi acatar os seus planos, pois a saudade era grande e ele não merecia um susto desses, por mais que tentasse se mostrar desinteressado nessa revogação e alegar que isso era só pelo nosso filho eu o conhecia o suficiente para saber que isso não era nem de longe a verdade ele queria essa revogação apesar de dizer o contrario.


Por Edgar

Confesso que tive dúvida da reação da Laura, mas quando ela desceu a escada da nossa casa tive orgulho de estar renovando os meus votos com alguém tão linda. O Juiz era o mesmo do tempo do divórcio, ele estranhou a nossa solicitação e só acreditou que de fato estava entendendo certo quando lhe entreguei os papeis com o pedido de revogação e sob votos e declarações de amor nos casamos novamente.

Comemorar é a palavra que vem a minha mente quando penso em tudo que aconteceu nesse último ano, Laura voltou para casa, a Melissa está morando comigo, meu primeiro filho com a Laura nasceu e finalmente pedimos ao juiz a revogação do divorcio. Por isso fiz questão de chamar os nossos amigos mais chegados para comemorarmos na nossa casa todos esses acontecimentos, pois à apenas poucos meses eu me sentia triste sem a presença da minha amada e agora estava realizado.

Planejei uma surpresa para Laura após sair do tribunal onde assinamos os papeis para anulação do divórcio rumamos para a nossa casa onde já estavam reunidos os nossos amigos e familiares, graças a ajuda da Isabel, que apesar do meu pedido feito em cima da hora conseguiu organizar tudo como eu havia pedido. Entro em casa com Laura nos braços e somos aplaudidos pelos convidados.