Notas iniciais
Bom para quem queria ver como seria a reação do Edgar...
Este capitulo será narrado por ele!

bjss e mais uma vez obrigada pelos comentários... ainda não respondemos todos mais estamos no processo rsss ;)

Por Edgar

Eu estava em casa em meu escritório tentando inutilmente me concentrar em alguns processos que eu tinha para revisar, mais meus pensamentos insistiam em voltar aquele dia em que encontrei a Laura na rua, ainda não consegui entender o que se passou naquele dia, eu estava nervoso por causa da minha conversa com o Guerra, ele insistia em me atormentar com aquela história de que a Laura havia elogiado o Antônio Ferreira, e eu sai do jornal irritado.

Essa parte estava clara para mim eu estava nervoso por causa do meu ciúmes por esse repentino interesse dela pelo Ferreira, mas me pergunto a que se devia a irritação dela... aquelas coisas que ela me disse e depois indo embora desejando que eu fosse feliz, o que ela queria dizer com aquilo, como eu poderia ser feliz se a minha felicidade se encontrava ao lado dela. Meus devaneios são interrompidos por batidas na porta, eu me recosto na cadeira e começo a mexer em alguns papeis a fim de disfarçar meu estado melancólico enquanto espero que a Lurdes encaminhe o tal visitante até o meu escritório.

– Atrapalho?

– Claro que não Guerra entre, se veio até aqui para cobrar a matéria que você solicitou ao Ferreira saiba que ainda não esta pronta, ele anda muito ocupado nos últimos dias.

– Ocupado até para uma determinada dama que atende pelo nome de Laura Vieira?

– De novo com isso Guerra, não adianta insistir mais com isso eu já lhe disse que a Laura não vai ser apresentada ao Ferreira nem passando por cima do meu cadáver.

– Edgar meu amigo é só falar o nome da Laura que você perde o prumo... olha só o que você esta dizendo, como se ela já não conhecesse o Antônio Ferreira.

– Ela não saber que ele sou eu Guerra, como não perder a cabeça em saber que ela esta interessada em conhecer outro homem?

– Então pode respirar mais tranquilo meu caro, a Laura desistiu de ser apresentada ao Ferreira.

– Desistiu?

Não pude deixar de sorrir ao ouvir essas palavras, se ela desistiu assim tão rápido é porque não dava tanta importância ao caso, afinal sendo teimosa como é não iria desistir só em perceber a má vontade do Guerra com o arranjo.

– Parece que sim, hoje ela veio até o jornal me dizendo que não precisava mais me incomodar em apresenta-la ao Ferreira e que iria agradecer ao gesto dele por carta.

– Carta? Como assim Guerra, como a Laura pretende enviar uma carta ao Antônio Ferreira?

– Como assim como Edgar? as vezes penso que o seu ciúme além de deixa-lo sem nexo afeta também a sua inteligência meu caro... Ela entregou a carta a mim para que eu a repassasse para o Ferreira.

– E cadê a carta?

– Ah me desculpe, aqui esta.

Ele tira o envelope do bolso interno do paletó e o estende em minha direção, eu o apanho e reparo no nome Antônio Ferreira no campo do destinatário escrito naquela letra que me era tão familiar, fico durante algum tempo encarando o envelope ate que percebo o olhar curioso do Guerra sobre mim.

– O que foi?

– Nada! Não vai abrir o envelope?

– Não eu não vou abrir o envelope, inclusive ele vai direto para o cesto do lixo.

Respondo zangado enquanto atiro o envelope em cima da mesa, esse se junta à pilha de papeis já espalhados na secretaria.

– Ora Edgar, não seja tão turrão, vai me dizer que não esta nem um pouco curioso em saber o que a Laura escreveu para o Ferreira?

– Não eu não estou, não me interessa saber o que ela tem a dizer a outro homem... e você não tem mais nada para fazer em seu jornal?

– Calma Edgar, eu entendi o seu recado já estou de saída, mas antes deixa eu te dizer uma coisa, não adianta em nada ficar ai se mordendo de ciúmes da Laura sem nem saber qual é o verdadeiro interesse dela pelo Antônio Ferreira.

Depois que o Guerra se retira eu avanço sobre a carta a tomando em minhas mãos, é claro que eu estava curioso em saber o que a Laura havia escrito para o Ferreira, só não queria ler a carta na frente dele, não sabia que sentimentos essa leitura iria despertar em mim, por isso preferiria fazer isso sozinho. Então sem mais demora eu rasguei o envelope e comecei a leitura.