Cartas Para Annabeth
1 As Cartas para Annabeth
Notas iniciais
Espero que gostem e qualquer erro me avisem!
Recomendo que ouçam a música Bethany Dillon Beautiful e a deixe repitir
PS: NÃO ME RESPONSABILIZO POR CHOROS OU DEPRESSÕES, OK
(Link da música: http://www.youtube.com/watch?v=_Vu_nmZ1pXc)
POV ANNABETH
Era um dia qualquer (era assim que eu pensava antes de Hermes aparecer) e estava sentada na mesa de Atena comendo com os meus irmão e minhas irmãs. Comia mais desanimada do que nunca. Tudo me lembrava aquele guloso do meu cabeça-de-alga. Até a comida! Dei um pequeno sorriso com esse pensamento mas logo ele desapareceu. Eu estava mais fria e quase não sorria ultimamente. Não tinha para que.
Iríamos para o outro acampamento daqui a umas duas semanas, no máximo, de acordo Leo. Ele está fazendo o máximo que pode. Na verdade todos estão. Aprecio e agradeço isso.
Estava quase terminando o meu almoço quando uma luz dourada invade o pavilhão. Fechei os olhos e quando percebi que a luz havia ido embora fui ver o que era. Com certeza era um deus. E eu acertei. Grande novidade. Era bom sempre acertar para poder jogar na cara do Percy que sou muito mais inteligente do que aquele lerdo, ele mostrar a língua para mim e falar que não adianta eu ser mais inteligente que ele por que eu nunca seria mais linda que ele. Nós iríamos rir muito e depois nos beijar. Mas agora isso não era possível. Não ainda...
_ HERMES? – gritei
_ Ah, Annie – exclamou Hermes muito desanimado. Era ele o dono daquela luz dourada. Espera ai, os olhos de Hermes estavam vermelhos. Ele andou chorando? O que aconteceu?... PERCY! – Oi
_ Oi – falei indecisa
_ Hermes! – exclamou Quíron – o que aconteceu para que você viesse nos visitar?
_ Preciso falar com Annabeth. – falou Hermes desanimado
_ Comigo? – perguntei sei entender o que estava acontecendo. Era óbvio não? – PERCY! – gritei
Hermes só concordou com a cabeça. As lágrimas começaram a voltar aos meus olhos.
Levantei em um salto e fui correndo até Hermes:
_ O que aconteceu Hermes? – perguntei segurando com todas as minhas forças aquelas maltidas lágrimas. Não gosto de chorar. Não sou fraca e a água salgada que tocava os meus lábios me lembrava de Percy. Droga. Tudo me lembra dele!
Os olhos de Hermes se encheram d’água. Sim, ele havia chorado. Hermes chorando? Di immortales, o que aconteceu? Não, por favor, não era possível. Não, Nico teria sentido se ele... não Annabeth, não, ele não m... fez uma visita permanente a Hades. Não consigo dizer nem pensar na possibilidade dele ter... morrido. Uma lágrima de desespero correu de meus olhos e marcou minha bochecha. Não me preocupei em secá-la.
_ Annie, primeiro eu sinto muito. – começou Hermes – Percy saiu em uma missão no outro acampamento e não se tem notícias ainda. Eu fui ao outro acampamento e vasculhei as coisas de Percy e descobri uma coisa. Uma pequena caixa debaixo da cama dele. La haviam cartas. Cartas para você Annabeth. Ele lembra de você! – exclamou Hermes com um sorriso.
_ Co... como assim? – perguntei sem entender. – como você sabe? E como assim você não tem noticias de Percy. Que missão? O que aconteceu? HERMES!
_ Calma Annabeth. – disse Hermes – Percy foi em uma missão com mais alguns meio sangues do outro acampamento. Vocês logo vão para lá e conseguiram as notícias necessárias. E eu sei por causa das cartas. Me desculpa, eu as li. Mas são todas para você, então te pertence.
Hermes pedindo desculpa? Hermes chorando? O que tinha nessas cartas? Algo me diz que ele não era o único deus que havia chorado.
Hermes tirou uma caixa média de madeira de sua bolsa. Ele a abriu e me mostrou dezenas de cartas. Talvez umas 30. Aposto que são mais ou menos uma ou duas a cada dia. Hermes tirou uma carta do bolso e me entregou
_ Essa ainda estava na escrivaninha dele. Acho que não teve tempo de guardar antes de ir para a missão. Acho que deve começar por essa e depois ler as outras. Tenho que ir. E vamos achá-lo Annabeth. Eu te prometo. Vamos trazer Percy de volta e acabar com toda essa ameaça. Acredite em mim. Percy é forte. Vai aguentar até nos encontrar. Seja forte Annie.
Hermes me entregou a carta e a caixa e sumiu. Coloquei a caixa na mesa ao meu lado. Que surpresa, era a mesa do Chalé 3 que agora se encontrava vazia. Abri a carta e comecei a ler, reconheci a letra esquisita de Percy e logo no começo as lágrimas conseguiram ser mais forte do que eu e saíram desesperadas.
“ Annie,
Essa já deve ser a milésima carta que escrevo para você, meu amor. Sonhei com você essa noite de novo. Sonhei com seus cabelos perfeitos e com seus olhos cinza me olhando. Sonhei que estávamos juntos novamente. Acordei no meio da noite e não consegui dormir de novo. Tentei, pela quinquagésima vez tentar falar com você por M. I., mas parece que Íris está com raiva de mim. Só sei seu nome: Annabeth Chase. Acho que não é o suficiente.
Vou em uma missão com mais alguns campistas aqui do acampamento. Não irei parar de escrever para você. Talvez um dia você leia essas cartas. Tento saber se você ainda pensa em mim como eu penso em você. Na verdade, só penso em você. Você é a única coisa de que e lembro.
Estou com saudades minha sabidinha. Estou com saudades de quando estava com você. Afrodite deve amar brincar com nos dois, não?
Tenho que ir Annie. Me desculpa, queria poder estar ai com você.
Ainda vamos nos encontrar um dia, eu te prometo.
Eu te amo minha sabidinha
Seu cabeça-de-alga”
Terminei de ler a carta e comecei a chorar. Abracei a carta e disse baixinho: “Sinto tanto a sua falta. Ainda vamos nos encontrar, eu sei disso, cabeça-de-alga. Eu te amo.”
Logo levantei a cabeça e lembrei de onde estava. Todos olhavam para mim e alguns até choravam
_ Annie, o que está escrito? – Nico se arriscou a dizer
_ Leia você mesmo. – disse e o entreguei a carta
Ele leu e voz alta e logo começou a sorrir e eu o acompanhei. Muitas garotas e até mesmo garotos, todos, começaram a chorar e a sorrir. Nico se levantou e me abraçou e eu retribui:
_ Ele se lembra de mim, Niquinho! – Eu disse
Nico sorriu e não se estressou de eu ter o chamado de Niquinho. Havia tanto tempo que não o chamava assim.
_ Vamos achá-lo. – disse Nico assim que nos distanciamos. Com o seu dedão limpou uma lágrima que escorria e beijou minha testa – agora vá.
Eu o olhei sem entender e ele completou
_ Sei que você quer terminar de ler as cartas. Agora vá!
Sorri, peguei a caixa de madeira e sai quase correndo do pavilhão. Fui direito para a praia. Sentei na macia areia e olhei para o mar. As lágrimas continuavam, mas agora eram de alegria. Alegria de saber que ainda poderia encontrar meu cabeça-de-alga e de saber que ele ainda pensava em mim.
“Annie, diga para Percy que a culpa não é minha de estarem separados. A culpa é minha de vocês estarem apaixonados, é diferente” – Afrodite disse em minha cabeça – “ Estou chorando aqui junto com você. Até Atena está, acredita?! Ares saiu do Olimpo com a desculpa que tinha coisa mais importante para resolver do que ficar vendo umas cartas de um idiota apaixonado. Mas sei que ele vai chorar por um canto qualquer.” – Afrodite riu e terminou – “Agora continue a ler. Eu amo a primeira carta. Na verdade amo todas, mas para mim essa é a mais fofa e linda. Quem diria que o filhote de Poseidon poderia ser romântico, hein?! Agora vai ler! Beijinhos linda e não irá demorar muito para que vocês dois se reencontrem. Acredite.”
E Afrodite sumiu da minha cabeça. Peguei a primeira carta, que de acordo a deusa do amor é a mais fofa, e comecei a ler. Chorei e chorei. Uma mistura de felicidade e saudade. Mas logo iríamos nos reencontrar. Fiquei a tarde inteira e até a noite lendo as cartas e ninguém veio me atrapalhar. Nico trouxe um cobertor e uma bandeja com comida para mim e perguntou se estava tudo bem. Respondi que sim e ele foi embora. Fiquei até depois do toque de recolher, mas me escondi das harpias. Já era bem fácil enganá-las, já que eu e Percy fazíamos isso direto.
Chorei tudo o que tinha guardado naquela noite. Tenho que admitir que fiquei com medo de morrer desidratada, mas tudo bem. Quando fui para o meu Chalé, tomei um banho e deixei que a água levasse toda a desesperança e sofrimento. Com o maior cuidado que consegui ter, me deitei sem acordar os meus irmãos e assim que deitei na minha cama e me cobri adormeci. Dormir como desde o desaparecimento de Percy não havia dormido. Na verdade, eu não dormia. Só ficava acordada e deixava que a paranoia e o medo tomasse conta da minha mente e chorava silenciosamente.
Dormir sem medo, sem pesadelos. Sonhei com ele. Com seu sorriso, com seu rosto, com tudo o que passamos juntos. Simplesmente aproveitei aquela paz e felicidade em saber que ele se lembrava de mim. Apesar da preocupação, somente aproveitei aquele maravilhoso sonho onde eu estava vestida de branco, indo em direção a ele e logo depois ouvi Quíron (que seria o padre) dizer: “ E você Percy Jackson, aceita Annabeth Chase para ser sua legítima esposa. Aceita amá-la e respeita-la, protegê-la, na saúde e na doença e em qualquer missão que fizerem” risos de todos “até que a morte os separe?” E Percy respondeu “Não.” Choque de todos que estavam ali, mas ele logo completou percebendo que logo sairia correndo dali se ele não se explicasse “ Tem algo errado nessa sua frase Quíron.” Então Percy se virou para mim e disse “ Nem a morte irá nos separar, meu amor. Nem Hades, nem monstros, nem Atena ou Afrodite. Eu te amo e quero ficar com você toda a minha vida, ou morte. Sim, eu aceito.” Sorri e comecei a chorar e Quíron começou a dizer “E você Annabeth, aceita...”, mas eu o interrompi e respondi “Sim.” Todos nós rimos e eu e Percy trocamos nossas alianças e depois Quíron disse
_ Bem, Percy, já pode beijar a noiva. – e assim Percy o fez. Nós beijamos e Percy me prometeu que nunca mais iríamos nos separar.
POV Narradora
Em algum lugar, onde quer que Percy estivesse, ele sonhava a mesma coisa. E ele prometeu uma coisa a si mesmo: Era isso que ele iria fazer, assim que tudo isso acabasse. Nada os poderia separar. Ele seria para sempre o seu cabeça-de-alga e ela seria para sempre a sua sabidinha.
Notas finais
Minha amiga falou que entrou em depressão c-c KKKKK
LEIAM O PRÓXIMO CAPÍTULO!
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