Carta de Neve.

1 Carta de Neve.


Notas iniciais
Oi Minna, espero que gostem da história e depois leiam as notas finais tá bom?

A neve caia sobre a cidade de Odaiba. Nada naquele dia convidava as pessoas a sair a rua, pois, se saíssem, iriam morrer congeladas.

Takeru estava em seu quarto olhando o presente de natal que tinha recebido da sua melhor amiga na noite anterior. Era um cachecol azul escuro, com uma pequena rendinha branca no fim, feito a mão pela própria Hikari. Dentro da caixa vinha também uma carta.

Pois, porque no meio de tudo isto, o que mais o intrigava era a mensagem que vinha dentro da carta. Ele não a tinha lido na noite em que Hikari lhe entregou o presente, porque ela mesma não deixou. Disse-lhe para a ler em casa, sozinho.

E ele fez isso. Era a vontade dela e ele não poderia ir contra isso. Quer dizer, poder podia, mas não queria. Não teria coragem de fazer isso com Hikari.

Todos os digiescolhidos se tinham reunido na casa da Mimi, que tinha voltado para Odaiba nesse ano, para festejarem o natal com as suas famílias. A casa da família de Mimi era incrivelmente grande e tinha espaço até para o dobro das pessoas que tinham ido.

Depois da festa, Takeru e a sua mãe voltaram para casa. Quando chegaram, o loiro foi imediatamente para o seu quarto. A curiosidade era tanta que ele mal podia esperar para ler o que Hikari lhe tinha escrito na carta.

Ele fechou a porta e tirou o seu casaco de frio. Pegou a caixinha com o cachecol que tinha pousado em cima da mesa e abriu-a. Lá estava um pequeno papel bem dobrado em cima do cachecol feito a mão. Ele pegou-a e começou a ler:

“ De: Hikari Yagami

Para: Takeru Takaishi

Nem sei por onde começar. Temos sido amigos por imenso tempo não é? Somos os melhores amigos desde sempre. E nesse sempre, tu me protegeste, tu me aconselhastes, tu me ajudaste em tudo o que precisei. A ti devo muito. Quando era pequena, sempre dependi do meu irmão, mas tu fizeste-me perceber que sou capaz de fazer coisas sozinha, de enfrentar os meus medos e seguir em frente. Não sou mais a menina frágil que era, tudo graças a ti. Mas... posso não precisar mais da proteção do meu irmão, mas preciso da tua. Quando estas comigo a minha alma fica mais calma e perco o medo de tudo. Só tu me fazes sentir bem. A tua esperança dá sempre uma nova luz ao meu coração.

Feliz Natal:

Hikari Yagami.”

Mas o que aquilo queria dizer? Ele já deu voltas e voltas a cabeça e não chegava a lado nenhum. Aquilo seria Hikari a tentar dizer-lhe que o amava? Ou seria apenas a agradecer o facto de eles serem melhor amigos e de ele a ter protegido sempre? E se ele fosse a casa dela dizer-lhe que também sentia o mesmo por ela, que a amava, e afinal... era apenas uma confusão da sua mente. Seria melhor arriscar? Ou deixar ficar as coisas assim?

Bem, no mínimo ela merecia um agradecimento. A carta era, sem dúvida, muito bonita.

Ele levantou-se da cama então e vestiu o seu casaco de frio e pôs o cachecol que Hikari lhe tinha dado ao pescoço. Enfiou a carta no bolso e pegou nas chaves de casa.

– Mães vou sair, volto daqui a pouco. – Disse ele saindo do quarto e batendo a porta de saída.

“ Porquê ficar a pensar em tudo aquilo se lhe posso perguntar eu mesmo?” – Pensava ele no caminho para casa de Hikari e Taichi.

Quando chegou a frente do prédio dos amigos, respirou fundo. Lembrou-se do que tinha pensado em dizer a Hikari assim que a visse e, a medo, tocou na campainha. Uma voz do outro lado da porta ouviu-se. Era a de Hikari, a voz que ele mais queria ouvir naquele momento.

– Já vai. – Dizia a menina do outro lado da porta.

Ao abrir a porta deparou-se com Takeru, com leve sorriso nervoso no rosto, o que a fez corar, pois, já tinha ideia do porquê de ele estar ali, ainda por cima, com o cachecol que ela lhe tinha dado.

– Olá... – Disse ele sorrindo fracamente.

– Oi... – Respondeu ela ainda corada. – Entra.

Ela dá passagem para ele entrar e os dois sentam-se no sofá da casa de Hikari.

– Bem...Eu.. – Ele queria lembrar-se do discurso que tinha planeado enquanto caminhava para casa dela, mas naquele momento, não se lembrava de nada e ficava cada vez mais nervoso.

– Vieste por causa da carta? – Ela o interrompe olhando o chão. – Já a leste não foi?

– Sim li. Ela está aqui comigo por acaso... – Ele tira um papel do bolso, meio dobrado, e mostra a Hikari. – Eu queria perguntar...

– O que isso realmente quer dizer? – Ela consegue perceber o que ele queria dizer, mais uma vez.

– Pois bem, fiquei meio confuso quando li.

– Entendo... – Ela suspirada, continuando a olhar o chão. Encara-lo naquele momento não era fácil.

– Podes explicar melhor então?

– Tal como dizia na carta... não sei por onde começar nem o que dizer... simplesmente não consigo dizer o que sinto por ti. Se é algo para além de amizade? Sim é. Se é amor verdadeiro? Não faço ideia, nunca senti isto antes.

Ele fica então surpreendido pelas palavras que acabam de sair da boca da menina. Seria possível ela estar a começar a ama-lo?

– Eu...

– Não precisas dizer nada. Basta-me que digas que continuamos a ser amigos, para mim isso chega. – Sorri contra o chão.

– Mas... nós não podemos ser mais amigos como éramos antes... Hikari...

Ela levanta a cabeça e o olha pela primeira vez nos olhos. O coração dela batia rápido e única coisa que lhe passava pela cabeça era:

“ Hikari... acabaste de estragar tudo.”

– Peço desculpa, nunca deveria ter escrito essa carta... – Ela lutava para que nenhuma lágrima lhe caísse do rosto.

– Olha para mim Hikari. – Pede o loiro.

Ela então olha-o nos olhos, com eles um tanto molhados e tristes. Ele levanta a mão e faz um carinho no rosto dela, a fazendo fechar os olhos. Vai aproximando cada vez mais os lábios dele aos dela, e quando estavam mesmo roçando um no outro, ele sussurra:

– Espero que isto ajude a perceberes o que realmente sentes... e o que eu sinto por ti.

Ele então a beija. Sentir os seus lábios juntos com os dela era a melhor sensação da sua vida. Parecia que o mundo tinha parado e, naquele momento, só existiam eles os dois.

Ficaram assim por alguns segundos, até que ele ganha coragem e tenta aprofundar mais o beijo, pedindo passagem com a língua, ela apercebe-se e entre abre os lábios, permitindo que o beijo fosse mais além.

Quando se separaram, ela abriu os olhos e o viu sorrindo.

– Hikari...

– Não precisas de dizer nada, eu amo-te. Amo-te como nunca amei ninguém.

– Afinal eu tenho razão, não podemos continuar a ser amigos... ou apenas amigos...

– Não, a nossa amizade vai muito mais além disso. Sempre foi. Eu é que nunca me tinha apercebido antes.

– Já eu, sempre soube... que seria contigo que eu queria passar o resto da minha vida.

Ela sorri, depois do que ele disse. Ele pega-o pela cachecol que ela mesma fez, e junta os seus lábios nos dele mais uma vez.

Notas finais
Então? Que acharam?Digam ai nos comentários o que acharam. Uma pequena história apenas para marcar a minha volta a ação ^-^Espero que tenham gostado e até a próxima!Beijoos da Xana! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!