Carta Para Carolyn
1 Carta para Carolyn
Notas iniciais
Carolyn
Se puder me fazer o favor de ler esta carta com a música Carolyn (Black Veil Brides), eu ficaria grato.
“Olá pequena cereja!
Sei que pode ser perda de tempo, mas estou aqui para dizer o que andei pensando, pensando de mais. Não negarei que não é a primeira vez que isso passa pela minha cabeça, e quando passou, eu me perguntei: Por que estou pensando nisto?
Fiquei meio sem jeito sabe... Mas acabei por me esquecer e fui tocando...
Lá por tantas, isso voltava. Não era com tanta frequência, não era dia sim, dia não, era lá por tantas... Mas o estranho disso tudo, é que voltava. Fiquei pensando: Por que estou com isso de novo? Mas logo passava, sempre passava.
Ainda acho que passa pequena cereja... Mas o fato é que, ando procurando explicações pra isso, e agora vejo que isso não passa, de fato nunca passou. Quer dizer, passou e resolveu ficar por aqui, mas nunca machucou, nunca feriu, nunca fez questão de incomodar, e eu deixei ficar...
Te amar? Estranho... Não o fato “amar”, mas sim o fato de ser você! Não, acho que no caso o verbo e o sujeito me assustam, mas não estamos aqui para alguma aula de português, não?
Não, isso não me incomoda, porque, creio eu, que como das outras vezes, isso passará, mas desta vez resolvi me expressar nesta carta.
Nunca te procurei, você muito menos a mim. Não vamos dizer que NUNCA nos procuramos, porque de fato, sempre estamos lá um para o outro, era só chamar... Sempre foi assim, e espero que nunca mude. Dou tanto valor a sua amizade, mais do que você pensa.
Você pode ler isso hoje e amanhã esquecer, talvez até mesmo eu prefira esquecer tudo isso para evitar perder-te. Isso seria terrível!
Escolho tudo, menos isso,gostaria até mesmo que essa opção não existisse...
Não creio que isso seja a mesma coisa que já me ocorreu, o antes foi mais profundo,este parece mais leve, como aquela brisa do mar que passa dentre os fios de cabelo. Como aquela brisa leve, de noitesinha, que faz a pele arrepiar.
A amor que sinto é leve... Tão leve que se eu deixar ele solto de mais, ele vai-se... Então logo nem sei se posso chamar de amor o que sinto por ti.
Então peço-lhe que não se preocupe, não deve ser algo forte o suficiente, até porque, o que sempre me convenceu até hoje, de todas as vezes que a ideia de amar-te vinha-me a cabeça, a única coisa que me fazia sossegar era a ideia que você era boa de mais pra mim, apenas isso. E acabava aí. Ponto.
E sempre foi assim, não foi milhares de vezes, pois consegui me livrar logo da ideia, e logo estava disperso dela e prosseguia, mas sempre sem deleta-la.
Você sempre foi uma fonte de inspiração para mim, além de uma excelente amiga, alguém que me mostrou que primeira aparência não conta, e sim o convívio e o conhecimento da pessoa em si. Foras sempre tão bela, tão expressiva que dava-me um nojo gostoso... Sempre inteligente, extrovertida, tão sonhadora, tão segura de si, mesmo eu sabendo que nem sempre a pessoa mais sábia do mundo tem a resposta na ponta da língua, que nem a pessoa mais segura do mundo não venha a sentir medo e não saber o que fazer, não ter pra onde correr...
Digo isso, pois sei que não és perfeita, que comete seus erros e que por vezes, não sabe para onde ir, se fica ou se vai, se chora ou sorri, se desaba ou ergue a cabeça, o ser humano é tão difícil de entender... Mas a minha disposição para tentar compreendê-lo é maior, estou em uma constante busca por respostas.
Será você uma delas? Acredito que vós seja uma das pessoas que eu deveria estudar, com cuidado e sutileza, não podemos esquecer da cautela! Pois tu em si, já és delicada, imagina machucar-te? Observar muito mais do que já me deixaste ver. Não quero lhe conquistar o coração, nada disso! Ao contrário, não quero que me julgues mal, só queria dizer o que sinto, expressar isso e não deixar passar em branco como doutras vezes.
Só queria que ficasse a par disto, desta coisa estranha (que acredito eu, você nunca cogitou que pudesse existir), pois afinal, nunca passamos de bons amigos, companheiros de loucuras, de conversas sérias e muitas até pessoais para ambos. Bons conselhos geralmente vem de pessoas velhas e sábias, como avós, mas muitos vieram de ti, pequena cereja, você com certeza é diferente de todos que conheci, nunca te deixarei para trás em minhas lembrança. Serás sempre lembrada como uma boa amiga do peito...
Bem... Acho que devo terminar por aqui, não sei se devo expressar-me mais, ou se me expressei de mais, só sei que és uma apreciadora dos detalhes como eu, sei também que detestas o português de Portugal, mas desta fez me fiz mais poeta nessa carta para tu. Se puder, até esqueça, deixe essas palavras passar, porque talvez até eu deixe passar...
Enfim, vá dormir pequena cereja! Está na hora dos anjos sonharem...”
Beijos e até!
PS: Espero que nem esteja lendo, mas deixarei a carta escapar... Creio que não precisarei por o nome, pois jás deve saber quem é o remetente.
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