Carta De Um Serial Killer
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Oi Lúcio,
Você está me elogiando por matar uma pessoa? Isso não é muito natural, nem normal... Mas obrigado. Isso é muito hilariante, mas tudo bem.
Matar membros de sua família? Nossa, ela é tão ruim assim para você? Imagino como deve ser... Ou não. Ao contrário de você... Sempre amei a minha família. Deixei-a para trás em troca de um vício doentio e que todos sabemos o fim. Prisão. Morte. Cadeira elétrica. Troquei uma vida com filhos, uma esposa, netos, por um caminho doentio e sem volta. As vezes eu me arrependo disto. Mas então eu me lembro do que essa sociedade já fez comigo e o meu lado obscuro, destruidor e incansável retorna.
Sobre o meu nariz arder... Eu não uso drogas... Mais uma merda criada pela sociedade. Eu tenho um probleminha de sangramento nasal. Eu esqueci de citar, mas é algo muito estranho... Eu sinto tanto prazer em matar pessoas que meu nariz começa a arder e sai um filete de sangue sai do meu nariz. Tenho que ter cuidado com isso. Já pensou se cai uma gota por lá?
Sim. Eu já amei. O amor é realmente uma droga. Me esqueci do meu foco principal. Me arrependo amargamente do tempo que amei Stella Jackson. Eu a conheci depois que já tinha virado Alan. Ela era muito gente boa, morena, olhos castanhos, me compreendia, concordava com meus pensamentos. Quase todos. Ela não sabia do monstro que vivia dentro de mim. Eu tinha virado novamente o que as pessoas normais taxam de humano. Cheguei a conhecer os pais dela. Eu era realmente feliz. Mas um dia. Ela mexeu no meu guarda-roupa e achou uma caixa. A caixa que estava todos os planos de jeitos e maneiras variadas de matar pessoas, fotos de pessoas mortas e outras coisas desse tipo. Ela chegou até mim e perguntou o que era aquilo. Eu falei tudo para ela. Não queria mentir. E nem sabia o que mentir. Estava na cara que era meu...
Depois de eu falar tudo para ela. Ela simplesmente pegou suas malas, arrumou todas as suas roupas e falou: “Me desculpe, mas eu não posso conviver na casa de um louco. Nem acredito que pude me apaixonar por isso que você é. Tchau Ethan.”
Ela foi embora. Eu não chorei. Não forcei-a a ficar... Eu fiquei sentado em minha cama, fiquei em transe... Acho que nem pisquei. Não durmi. Foi como se eu tivesse tido um blackout. E quando acordei... Minha sede de matar pessoas, estava maior... Eu falei para mim mesmo... “Amor? Que porra é isso?”
Eu já matei por amor. Estávamos num restaurante e então ela me falou, que o seu ex-namorado a perseguia e ela já via a hora de ele tentar sequestrá-la. Na noite seguinte eu tive o prazer de ir atrás desse cara... E encontrei-o no lugar certo. Em uma ponte. Ele era um alcoólatra. Ele estava andando e cambaleando e então ele “decidiu voar”. Quando ele estava prestes a cair no chão, um caminhão passou bem em cima de sua cabeça espalhando miolos por vários quilômetros. E partiu a perna dele ao meio. Eu fiquei olhando de cima, e dei um sorriso disfarçado, o sangue escorreu de meu nariz, limpei com as costas da minha mãe e falei: “Ops, caiu.”
E então... Você vai me deixar? Como Stella Jackson me deixou? Isso não é justo sabia Lúcio. Você era meu novo amigo... Eu não gostei dessa sua ideia de me deixar. Mas se é necessário... Tenho apenas que falar: “Adeus Lúcio.” Não esqueci da minha promessa da fita. Se um dia eu for pego. Te enviarei ela. Mesmo que seja anos depois. Mas eu te enviarei.
E é assim que acaba? Minha história resumida em 4 páginas... Adeus Lúcio.
Notas finais
Que tristeza agora...
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