Notas iniciais
Essa é a carta dele. Como eu pedi... Ele relatou uma de suas mortes, eu achei foda. A morte dele foi literalmente sem querer querendo. Mas enfim. E é isso aí.

Oi Lúcio,

Fã de um serial killer? Talvez você tenha a mesma mente doentia que a minha, talvez pior. Acredito que você imagina pessoas morrendo. Acredito que é viciado em filmes de horror, suspense e filmes e séries policias. Aposto que torce pelos vilões e assassinos. Se sim. Acho que daria um belo cúmplice, mas trabalho sozinho. E apenas sozinho.

Sim. Eu tenho uma mente sã. Já pensei em ser filósofo, mas mesmo assim, o meu instinto assassino é maior. Você não sabe o quão bom é sentir uma faca atravessar todas as camadas da pele, o músculo, as vezes um órgão. É muito boa essa sensação. É como tirar a virgindade de uma garota.

O bom de matar é você ver a cara de pânico. O bom é brincar com a pessoa até o último instante. Me faz gozar de prazer, em ver o sangue escorrendo por todo o corpo da vítima, me da as vezes vontade de lamber o sangue, de sentir o sabor de ferrugem descendo por minha garganta. Não existe coisa melhor que matar.

Nem todos os serial killers matam uma pessoa por um motivo específico. Existem os doentes mentais que matam por matar e só. Que por nada surgiu esse prazer insano. Esses sim são loucos, são capazes de admitir que mataram, e rirem histericamente na cara do juiz. Esses casos, não é necessário nem segunda cessão no tribunal.

Como pediu... Eu vou te falar como matei duas pessoas em apenas um dia. E foi tipo que acidente esse assassinato, mas tive que terminar meu trabalho.

Era madrugada de sábado. Eu estava meio que bêbado já. Estava na estrada, rua deserta, dos dois lados mata e árvores. E eu estava brincando de zigue-zague no meu caminhão. Mas eu não tinha percebido que uma motocicleta estava vindo. – Única coisa que eu me arrependo em toda a minha vida, mas ao mesmo tempo não – E o caminhão bateu de jeito na moto, por sorte o meu caminhão não capotou, mas por compensação. A moto voou para longe, com o garoto por baixo dela. E a garota de acompanhante prendeu suas pernas de algum modo no meu caminhão que as arrancou. Eu freei o caminhão desnorteado. Ouvi um choro de uma garota, eu sai do caminhão desnorteado. Quando eu vi aquela menina, sem as duas pernas, chorando histericamente meu instinto atacou completamente eu sorri e falei para mim mesmo.

– Ela vai morrer mesmo...

Eu cheguei perto da garota e falei:

– Calma... Tudo isso vai acabar...

– Por favor... Me ajuda... – ela falou chorando.

Eu toquei no osso amostra e ela gritou com todas as suas forças. Eu apertei o osso entortei completamente, ela arregalou os olhos e gritou mais ainda, ela perdeu a voz e finalmente desmaiou de dor. O osso saiu pela única parte da perna que tinha, como se fosse uma adaga.

– Continue apagada. Em dois minutos, quase todo o seu sangue já se foi.

Eu me levantei e olhei para o garoto com os meus olhos verdes insanos, meu nariz estava começando a arder. O garoto tentou retirar a moto de cima de sua perna, mas o movimento que ele fazia só fazia com que ele prendesse mais a sua perna. Eu sorri por dentro, fiz um rosto de preocupado e falei:

– Garoto... Você está bem? Posso te ajudar?

– O que fez com ela?

– Eu não fiz nada. – falei cético – As pernas dela foram arrancadas fora. Ela desmaiou de dor.

– Ligue para uma ambulância! Agora!

– Não. – falei sorrindo.

Ele tentou se afastar, eu me levantei e tirei a moto dele.

– Disse que ia te ajudar. Vou te levar no hospital.

Eu o ajudei a levantar e o deixei na porta do caminhão. Acho que talvez ele pensou mesmo que eu ia ajudá-lo, mas acho que quando ele viu um gancho em minha mão ele começou a mancar e querer correr. Mas eu fui mas rápido.

Eu o peguei pela camisa e o joguei no chão com tudo. Suspendi a pele de suas costas e enfiei o gancho com o maior prazer em sua pele, senti aquela ponta afiada perfurando cada camada de sua pele, e atravessando pelo outro lado. Amarrei uma das pontas da corda no gancho, e a outra no fundo do meu caminhão.

Ele não conseguia mover os braços e a cada movimento, mais dilacerava a sua pele. Eu acelerei o caminhão e arrastei o jovem pela estrada. Ele começou a gritar, gritar e gritar. É tão bom ouvir o som de horror de uma pessoa... Eu podia ouvir a pele dele se dilacerando pelo caminho.

A cada metro, mas eu aumentava a velocidade. Cheguei a 250Km/h, quando os gritos cessaram. Parei o caminhão e vi o belo estrago que tinha feito, em várias partes de seu corpo sangrava e mostrava o osso. Parte de seu crânio estava amostra e tinha um cheiro de queimado vindo de todo o seu corpo.

Retirei o gancho de seu corpo, guardei e segui minha viajem para casa.

No dia seguinte já estava nos jornais e nos noticiários locais: “Mas um assassinato inexplicável ocorre”, “Mas uma vez os policiais ficam inconformados com a falta de pistas dessa atrocidade”.

Esse foi um dos meus assassinatos favoritos.

Desculpa, mas eu não posso falar sobre Charles. Vai que ele esta lendo o que você posta... Não posso correr o risco. Mas sim, eu já o observei. Ele é muito inteligente.

Notas finais
Gostaram? Querem um próximo capítulo? Mandem review!