Carta De Um Serial Killer
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Oi Lúcio,
Não. Não foi um engano. Há alguns anos que mando cartas para todo o país, e parece que rejeitam o fato de eu ser mesmo um serial killer, mas eu entendo. Não é todo dia que uma carta de um cara se chamando de serial killer aparece na sua casa não é mesmo? Eu queria que isso acontecesse. Eu gostaria de expor ao mundo para que as pessoas entendessem o que realmente são os serial killers. Parece que dessa vez eu enviei para a pessoa certa.
Eu aceito a sua proposta de descobrir quem é ou o que é um serial killer, quem sabe um dia você não nos torna famoso? (risos).
Não me importo de que tenha postado na internet, contato que preze minha identidade ou qualquer outra coisa que possa me prejudicar, caso isso ocorra, mas cedo ou mais tarde posso te fazer uma breve visitinha. Sei muito bem onde mora.
Respondendo a sua pergunta, Sim. Eu escolho as minhas vítimas e escolho muito bem. Minhas vítimas são adolescentes, na maioria 16/17 anos. Por que? Porque foi como tudo começou, aquele idiota do James O’Donnel, ele tinha entre 16/17 anos. Mas também as vezes mato adultos que me lembre o rosto dele.
O mais interessante. Os policiais ficam intrigados com os meus assassinatos. Porque não deixo uma pista se quer. Já caçoei deles e não me importo. Sei tudo o que aqueles inúteis fazem dentro daquela corporação. Atualmente o detetive Charles Rubberman está no meu caso. Ele é esperto. Muito esperto. Mas não tanto quanto eu. Eu trabalhei na polícia durante 3 anos, fui investigador criminal e já desvendei muitos crimes. Sou experiente. E caso eu seja pego, sei o que posso fazer para me livrar. Eu trabalhei como advogado. Sei todas as leis possíveis. Sei o que é taxado de louco, maníaco, psicótico, ou coisas do gênero. Existem casos que me liberam, por ser um cara desnorteado que mato sem saber que matei. No caso, insanidade.
Eu quero te contar uma coisa. Existem milhões de jovens sofrendo ao redor do mundo. E o mais interessante é que isso ocorre nos lugares mais desenvolvidos. O principal lugar que mais ocorre suicídio é no Japão. Pense nisso. Nós somos mesmo felizes hoje em dia, ou nós somos felizes por que dizem que somos?
Eu admito, sou um serial killer sentimental. Eu tenho sentimentos. Não sou tão frio assim como pensam, eu me preocupo com as pessoas que merece.
Um recado para você. Continue sendo forte como você é, admito que eu fui fraco e me deixei levar, mas isso me faz corajoso, porque só os corajosos se revelam fracos. Em pensar que já perdi a minha vida. Hoje eu me orgulho do que sou. Faço algo que ajuda milhões de adolescentes em minha cidade e sei que não me arrependerei de nada que eu fiz até hoje. Pois faço algo ótimo para uma sociedade futura sem idiotas e destruidores de sonhos como hoje existem nesse lixo de sociedade. Não acredito em sorte e/ou azar, e sim em acontecimentos. Fatos. Por algum motivo você conseguiu. As pessoas que mato, não tem azar e sim uma mente chula e subdesenvolvida que não é aberta para o mundo. Eu as escolho a toa. Foi por um motivo mais que óbvio.
Mato porque amo. E porque estou afim de matar.
Vou te dar um conselho. Quando você estiver em qualquer lugar, seja qual for, se avistar uma pessoa chorando, vá até ela. Converse com ela. Essa pessoa precisa. Se não. Apenas de um simples abraço nela... Isso muda a vida de qualquer um. Tenho certeza.
Se um dia eu for pego... Eu te daria uma fita. Irá conter tudo sobre mim. Tudo. Mas por enquanto. Serão cartas. Mas acho que esse dia está para chegar. Logo-logo.
PS: Não se preocupe, não te matarei. A não ser que expunha-me, ou faça mal a alguém. Eu saberei.
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