Carry on, baby!
11 Cause baby, I did it.
Notas iniciais
- Mas enfim brasileira, o que você quer fazer? Nossas mães esperam que sejamos amigos. — Ele disse, malicioso.
- Elas esperam, mas não podem me obrigar. Sua namorada já me ameaçou, e não que eu tenha medo daquela ali, mas não quero ficar com fama de ser mais uma das suas. Então, tchau. — Falei tudo de uma vez. O perfume que vinha dele já estava me deixando alucinada, era muito bom. O melhor era sair dali antes de fazer alguma besteira.
- Mas, wait... — Eu o interrompi e saí correndo. Deixando-o perplexo.
Voltei pra casa, tomei um longo banho, coloquei meu pijama e dormi. Sonhei com ele.
Acordei e fiz o mesmo de sempre. Eu estava 10 minutos adiantada, então sentei e comecei a pensar. Poxa, eu não sou linda, sou só... eu. Por que Justin veio implicar logo comigo? Eu não tenho nada de especial. É divertido, todos me olham estranho, sendo que eu não tenho nada de perfeito. Sou diferente, apenas isso. Estou cansada disso, e aposto que outros também. Mas peraí, quem disse que eu não posso ser a melhor? A mais bonita?
Voltei correndo pro meu quarto, e tirei meu vestido. Era um vestido normal, mas agora eu iria me vestir do meu jeito. Coloquei um short jeans, uma bata branca e bege e tirei toda a maquiagem, tudo. Só passei um gloss, e saí. Estava frio, mas tudo bem. Agora, eu seria a verdadeira Duda.
Saí de casa, encontrei as garotas e logo estávamos na escola. Sentei na terceira cadeira da direita, era aula de matemática. Droga. Justin veio andando na minha direção. Chegou perto de mim, mordendo os lábios, assim como todos os outros garotos estavam.
- Olá D. — Sorriu, e praticamente babou. — Bonita a roupa.
- Obrigada. — Me virei, e a professora começou a explicar.
Ele sentou-se atrás de mim, e seus amigos estavam confusos. Claro, o babaca-mor estava longe deles, e agora? Haha.
- Ficaria mais bonita sem roupa nenhuma. — Me arrepiei. Como Justin ousa dizer algo assim durante a aula? Fingi que nada tinha acontecido, e logo o tempo acabou. Saí correndo para a próxima sala. Era português. Opa, pelo menos isso! Eu sou boa nessa matéria.
A professora me chamou. Levantei-me e fui até ela.
- Olá Maria Eduarda. — Ela disse sorridente, e em português, apesar de se embolar com as palavras. — Sei que você é brasileira, e queria que ajudasse um aluno que tem certa dificuldade na matéria.
- Quem? — Perguntei. Que saco.
- Ele. — Virei-me para onde seu dedo apontava, e me deparei com Justin.
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