Carry on, baby!
4 Canadá, here we go ! Part. one
Notas iniciais
No dia seguinte, acordei bem cedo. Hoje ia ser um longo dia... Levantei e corri para o banheiro. Tomei um longo banho, fiz minha higiene e saí do banheiro já com a roupa que usaria na viagem. Peguei minhas malas que nem tinha feito, minha mãe que acordou de madrugada, lembrou-se desse pequeno detalhe e fez enquanto eu dormia (é por isso que eu a amo tanto, haha).
Enfim, fui tomar meu café da manhã e econtrei minha mãe dormindo com a cabeça em cima da mesa e com o jornal ao lado. A noite deve ter sido exaustiva....
Rapidamente, a acordei com um grito e saí correndo. Ela ia me matar, ah, se ia. Parei de correr, não conseguia mais respirar de tanto rir. Ela também não.
Depois dessa brincadeira boba, terminamos nosso café, e era a hora de nos despedirmos do nosso apartamento. Íamos deixar tudo aqui, no Canadá compraríamos todos os movéis de novo. Eu chorava descontroladamente, e minha mãe ainda conseguia conter suas lágrimas. Até dar a chave para o síndico do prédio. Estávamos deixando tudo, todas as nossas lembranças, toda a minha infância, toda a nossa vida juntas para trás. Estávamos indo embora do nosso lar. Minha mãe chorava como um bebê, e acho que eu não estava muito diferente disso não.
Chegamos ao aeroporto com os rostos vermelhos e inchados. Mamãe pegou nossos passaportes, e fomos para o Check-In. A atendente rapidamente nos fez perguntas (a quantia que estávamos levando e coisas do gênero), as quais respondíamos com muita facilidade, éramos fluentes em inglês. Check-In terminado, fomos para a imigração. Mais chatice, blá blá blá e conversa fiada.
Quando finalmente embarcamos, estávamos exaustas. Sentamos nas poltronas indicadas (primeira classe, poltronas 1A e 2B), trocamos rápidas palavras, algo como "está confortável? gostou do lugar? quer alguma coisa? ok, que bom" e cada uma colocou seus fones de ouvido, que estavam conectados em Ipods. Até tentamos assistir o filme que passava na TV, mas era muito entediante, então logo depois do jantar, adormecemos.
Acordei com a voz do piloto, avisando-nos que o avião iria pousar daqui a 5 minutos e que deveríamos voltar nossas poltronas a posição normal. Tentei acordar minha mãe, mas já estava ficando frustante.
- Mãe, acorda. Manhêeee. Mãe. MARISTELLA, ACORDA! — Dei um berro, assustando o avião inteiro. Discreta, claro.
- Aqui, aqui! Já vamos pousar? — Balbuciou mamãe.
- Éééé mãe, acorda e coloca a cadeira na posição certa.
- Ok.
O pouso foi tranquilo, e logo estávamos em um aeroporto coberto de gelo e neve.
- Nossa mãe, eu nem tenho roupa para esse frio todo! Vamos sair do aeroporto e ir direto para o shopping, feito? — Comentei, assustada com o tamanho das roupas de frio que as pessoas usavam.
- Falou de shopping, tô dentro! — Ai ai, minha mamis é uma figura.
Saímos do avião, pegamos nossas malas e fomos até o carro, onde o motorista já nos esperava. Estava muito, muito frio, e eu estava congelando.
- Philippe, já mudei de ideia. Antes de irmos para casa, poderíamos ir ao shopping? — Mamãe disse, em inglês, claro. Eu teria que me acostumar a falar uma língua que com certeza não era a minha língua natal. Mas ok, tudo pela minha mãe.
- Claro, madames. — Respondeu o tal Philippe, que parecia ser legal até. Devia ter uns 25 anos, no máximo, e tinha uma boa aparência. Mentira, ele era lindo, tinha uma excelente aparência. Estava babando nele quando mamãe chegou perto do meu ouvido e falou:
- Não gaste toda sua saliva nele não, filhota. É só uma casquinha do que termos por aqui. — Ri alto.
- Mãe, você é muito, muito safada! — Gritei em português, deixando Philippe completamente confuso. Ainda bem.
- Também te amo. — Sussurrou mamãe.
Logo estávamos no shopping, e dona Maristella fez sua típica pergunta:
- Por que loja começamos? — Sorri de orelha a orelha.
- Não sei, que tal uma das minhas favoritas, Abercrombie E Fitch? — Respondi rapidamente. Será que só eu sei que essa loja no exterior é um paraíso?, pensei. Não, acho que não, respondi à mim mesma mentalmente.
- Vem mãe.- E a saí puxando pelo braço. Ela nem sabe o que a aguarda!
- Feito
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