Carry On, My Devil Son

1 One-Short - Carry On, My Devil Son


Notas iniciais
Para aqueles de coração mole, cuidado! Vocês podem chorar. Boa leitura.

Carry On, My Devil Son

Escócia, 1317

Uma figura encapuzada tecia seu caminho nas sombras de uma floresta. Era tarde da noite, o frio quase insuportável. A figura corria, movida pelo desejo, não, pela necessidade de voltar para casa. O uivo de um lobo não a alarmou, pois já estava acostumada a ouvir aquele uivo e nunca ser atacada. Em suas mãos nuas e geladas, ela trazia uma bolsa de couro, com toda a comida que tinha conseguido.

Eram tempos difíceis na Europa. Uma crise que corria mais do que má notícia por todo o povo europeu. As chuvas furiosas haviam resultado em terríveis colheitas, e as áreas agrícolas passaram a ser usadas para a criação de ovelhas e a extração de lã. A fome se assolava sobre cada cidadão, camponês, do Clero ou da Nobreza, há dois anos.

Num período de tanto sofrimento e dor, em que famílias perdiam seus membros para a fome, toda a culpa caía sobre o mais infame de todos. E, na Escócia, a única pessoa que, supostamente, poderia fazer tal feitiçaria, era a terrível bruxa que morava floresta, a cruel Salene.

Mas verdade seja dita, Salene não era uma bruxa. Ela era uma mulher comum, que tinha a má sorte de ser pobre e um filho para cuidar. Em seu desespero de ter um lar para criar o filho, ela procurara até achar uma pequena cabana abandonada no bosque.

Estabelecendo-se ali, Salene permitiu-se sentir um pingo de alívio e calor depois de noites no frio. Ela olhara para o pequeno rosto de seu menino, pensando que, mesmo nas circunstâncias de seu nascimento, ela o amava mais do que tudo no mundo.

Salene criou o filho na floresta, e gostaria de dizer que eles viveram felizes pelo resto de suas vidas. Mas não era bem assim. Não era assim, desde que o menino havia aberto seus olhos para o mundo. Olhos negros, com chamas ao redor da pupila que faria qualquer um chamá-lo de demônio. Os animais do bosque, tão gentis com Salene, olhavam para seu jovem filho como se ele fosse uma aberração. A frustração em seu pequeno rosto quase sempre se transformava em raiva, e seus dentes e unhas cresciam afiados.

Carry on my wayward son

There'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

Don't you cry no more

Salene tentava seu máximo para ignorar isso. Seu filho, seu pequeno Jimmy, era tão bom e gentil quanto ela queria que ele fosse. Não importava que ele parecesse um monstro quando estava com raiva, se ele fosse um monstro apenas em seu exterior. Seu Jimmy era lindo; sua razão de viver. E Salene fazia de tudo para deixá-lo feliz, rezando para que aquela bondade e inocência nunca fossem destruídas pelo que estava fora dos limites da floresta.

Once I rose above the noise and confusion

Just to get a glimpse beyond this illusion

I was soaring ever higher

But I flew too high

Ela se envergonhava por falhar. A fome havia chegado, a comida que Salene roubava vinha acabando aos poucos, os animais da floresta morrendo rapidamente enquanto ela forçada a caçá-los. Não havia solução. Salene via enquanto, a cada dia, mais dos ossos de seu filho era visível através de sua pele mortalmente pálida, e Jimmy tentava esconder o quão dolorosamente faminto ele estava.

Though my eyes could see I still was a blind man

Though my mind could think I still was a mad man

I hear the voices when I'm dreaming

I can hear them say

Apesar de sua promessa de protegê-lo, Salene observava enquanto Jimmy sofria com a fome e o frio do inverno, sem poder fazer nada para salvar seu filho, cuja vida era tão frágil e vulnerável em tais tempos difíceis. E, como se não fosse o suficiente, acontecera o pior:

Jimmy estava doente.

Era algo que Salene nunca tinha visto antes. A primeira evidência, fora quando Jimmy esbarrara com o ombro num tronco de árvore. Mãe e filho esperavam que o hematoma sumisse com o tempo, mas isso não aconteceu. A segunda evidência, quando Jimmy desmaiou com o esforço de tentar levantar a mãe quando ela tinha tropeçado e caído. Então, ele começou a sentir uma dor no peito que com certeza não era emocional, e tossir sangue como se tentasse cuspir fora os pulmões.

Carry on my wayward son

There'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

Don't you cry no more

Salene estava desesperada. Não era difícil adivinhar que seu filho estava morrendo. Ele estava mais fraco a cada dia, até que chegara o ponto de nem sequer conseguir se levantar da cama. Às vezes, Jimmy dormia por dias inteiros, e Salene sempre temia que ele nunca fosse acordar.

Correndo para casa, com a única comida que pudera achar, Salene rezava para que Jimmy ainda estivesse vivo. Melhor, que nunca tivesse estado doente e aquilo tudo fosse um sonho, e ele estaria esperando pela mãe com vida no rosto.

Era estúpido sequer pensar nisso, porque nunca seria possível.

Salene enfim chegou a sua cabana, notando a única luz acesa brilhando na janela do quarto de Jimmy. Ela entrou o mais silenciosamente que conseguiu, apertando a bolsa de comida contra o corpo numa vã tentativa de aquecê-la. Subiu as escadas, ouvindo as tábuas rangendo sob seus pés, mordendo o lábio enquanto se preparava para o que veria.

Chegando à porta do quanto de Jimmy, Salene estendeu a mão para empurrá-la, mas hesitou ao ouvir a voz do filho:

– Ah, olá.

Salene estremeceu com o quão terrivelmente fraca estava sua voz, e se perguntou se ele estava falando com ela. Aparentemente não, pois segundos depois ele disse:

– Eu já te disse. Não posso ir contigo. – Uma pausa. – Não, não. Minha mãe ficaria muito triste. – Silêncio. – Mas como ela iria ficar bem se eu estaria morto?

Salene sentiu o sangue fugir de seu rosto. Oh, Deus. Era a Morte falando com seu filho naquele quarto? Será que chegara a hora? Ela ainda não estava pronta para dizer adeus!

Ela empurrou a porta às pressas, olhando em volta alarmada para ver que não havia ninguém além dela e do filho no quarto. Salene pôs a mão sobre o peito, tentando acalmar o coração do susto, mas não conseguiu. Não tinha ouvido ninguém falando com o filho, mas duvidava que ele fosse louco. Será que a Morte era visível para quem estava perto de morrer?

– Mamãe? – Veio uma voz baixa de trás dela, e Salene se virou.

Deitado na pequena cama de madeira, Jimmy parecia tão ruim quanto antes de ela sair. A noite estava fria, mas seu cabelo, que era negro como breu e alcançava a linha da mandíbula, grudava em seu rosto com suor. Excluindo o rosto corado pela febre, sua pele estava pálida como a de um cadáver, e Salene podia ver cada osso através dela. Seus lábios, que haviam perdido o tom de rosa que um dia tiveram, estavam secos, rachados e manchados de sangue. Seu peito magro subia e descia lentamente sob o cobertor fino, o ar passando sibilante por entre seus dentes. Parecia uma tarefa árdua apenas manter os olhos abertos, mas ele o fazia para tentar enxergar o rosto triste da mãe.

Jimmy sorriu levemente.

– Olá, mãe. – Sussurrou ele, antes de ver sua expressão. – Estás bem?

Salene apertou os lábios um contra o outro, segurando as lágrimas. Nenhuma mãe deveria ter de passar por aquilo. Ver um filho morrer lentamente diante de seus olhos, quando tudo o que importava para o menino era se ela estava bem. Oh, meu pequeno Jimmy...

Ela forçou-se a sorrir.

– É claro, querido. – Salene se sentou ao lado dele na cama, cuidadosamente ponto a palma da mão em sua pequena testa pálida, com a impressão de um único toque poderia machucá-lo. – Oh, meu amor, tu estás quente. Espera um momento.

Salene foi até a mesa de madeira que ficava encostada na outra parede do pequeno quarto, e pegou uma tigela feita de barro com água dentro. Pegou também o pano velho que repousava ao lado da tigela, e então voltou a se sentar ao lado de Jimmy.

Masquerading as a man with a reason

My charade is the event of the season

And if I claim to be a wise man, well

It surely means that I don't know

Ela molhou o pano na água fria da tigela, antes de colocá-lo sobre a testa do filho, que olhou para a mãe através dos longos cílios negros, as chamas fracas em seus olhos.

– Eu vou morrer, não vou? – Perguntou fracamente.

Salene arregalou os olhos e deixou o pano sobre a testa de Jimmy, pegando sua pequena mão ossuda entre as próprias.

– Não, não vai. – Ela disse a ele, mas estava claro em seu tom que estava tentando convencer os dois. – Eu não vou deixar. Você vai ficar melhor. Nós vamos passar por isso. Nós...

– Mãe. – Jimmy a interrompeu, apertando sua mão de leve num gesto reconfortante. – Por favor, não minta para mim.

Foi nesse momento em que Salene sucumbiu sob todo o peso de tudo que havia acontecido desde que conhecera o pai de Jimmy. Bem, tecnicamente não o conheceu, ele a atacou. Em seguida o nascimento de Jimmy, seus pais a expulsando de casa, a pobreza, a casa na floresta, a forma monstruosa do filho, a fome, a acusação de bruxaria, a doença. Tudo a atingiu de uma vez com uma onda do mar sobre qual ouvira falar, e ela começou a chorar.

On a stormy sea of moving emotion

Tossed about like a ship on the ocean

I set a course for winds of fortune

But I hear the voices say

Instantaneamente, ela sentiu os braços magros de Jimmy ao redor dela, puxando-a para se deitar ao lado dele, sussurrando em seu ouvido:

– Vai ficar tudo bem, mamãe.

Salene o abraçou firme, mas cuidadosamente, chorando ainda mais ao perceber que ele não deveria estar dizendo aquilo para ela. Deveria ser o contrário. Mas aqueles eram tempos de desespero.

Carry on my wayward son

There'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

Don't you cry no more

Ela adormeceu ali, deitada ao lado de seu filho morrendo, sonhando com um mundo em que seriam felizes.

Salene acordou com um estrondo. Vários estrondos.

Ela não sabia como reagir. Sabia que aquele era o som de sua porta sendo arrombada, que alguém estava entrando em sua casa para provavelmente matá-la, e sabia que aquilo eventualmente iria acontecer. Afinal, ela era a “cruel bruxa Salene”. Com a crise que estava acontecendo, era questão de tempo até que viessem atrás dela.

Salene virou a cabeça para Jimmy. Ele ainda estava dormindo, as bochechas coradas pela febre que parecia ter aumentado, o peito magro subindo e descendo muito mais rapidamente que o normal. Era óbvio que ele estava tendo dificuldades em respirar.

Salene respirou fundo e fechou os olhos, tentando acalmar o coração acelerado. Tudo o que poderia fazer era rezar para que eles tivessem piedade e não fizessem mal ao seu filho. Ele era só uma criança. Nunca tinha feito mal a ninguém.

Logo quando Salene se levantou, com cuidado para não acordar Jimmy, a porta caiu para revelar os homens da cidade. O coração de Salene se apertou. Aquelas eram pessoas com as quais ela havia crescido. O velho John, o açougueiro Jeremy, o padeiro Edward, o comerciante inglês Samuel e o Padre Lucian. Mas ela os havia perdido no momento em que negara se livrar de Jimmy para seus pais.

Carry on my wayward son

There'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

Don't you cry no more, No!

A expressão em seus rostos era de puro choque. Eles não sabiam que Salene tinha um filho. Claro que não, seus pais deixaram-na trancada em seu quarto durante os nove meses de gestação, não deixando que ela visse ninguém além da criada.

Salene levantou as mãos para mostrar que estavam vazias, movendo o próprio corpo para que estivesse na frente da figura pequena e fraca de Jimmy, como se isso fosse escondê-lo dos olhos maliciosos de seus antigos vizinhos, mas ela sabia que era em vão.

– Façam o que quiserem comigo. – Ela falou cuidadosamente para não assustá-los. – Mas poupem-no, pelo amor de Deus. Ele é uma criança. Nunca fez nada a ninguém.

O padeiro arreganhou os dentes amarelos para ela, como um cão.

– E como sabemos que você não vendeu a jovem alma dele ao Diabo, bruxa? – Ele vociferou. – És má por natureza, Salene, mas o que não daria por uma maldade a mais?

– Quieto, Edward! – Rosnou o velho John. – Por mais que eu deteste admitir, Salene está certa. O garoto não fez nada.

Salene tentou esconder o sorriso. John era um amigo de seu pai, e costumava levá-la para passear pela cidade e comprar-lhe vestidos e brinquedos. Agora, ele a defendia disfarçadamente, e ela não poderia estar mais grata.

– Mamãe? – Salene se virou para o filho quando ele falou, e observou as chamas lentamente se acenderem em seus olhos antes de estes de arregalarem. – Mãe, quem são essas pessoas? O que estão fazendo aqui?

O coração de Salene se apertou ao ver o olhar de admiração no rosto de Jimmy. Ela percebeu que, além dela e ele mesmo, Jimmy nunca tinha visto um ser humano. Depois de oito anos vivendo isolado na floresta, aquela era a primeira vez que ele via um homem adulto.

O silêncio chocado fez com que Salene se virasse novamente para seus convidados indesejados. Ela esperava que, se eles olhassem para Jimmy, veriam que ele estava tão faminto e doente quanto eles (mais, na verdade) e não haveria como Salene estar fazendo aquela crise de fome e mesmo seu filho estava morrendo.

Mas o que ela viu não era o esperado. A expressão nas faces dos homens era de puro horror enquanto olhavam para os olhos de seu pequeno Jimmy, olhos tão cativantes em suas chamas, mas tão horríveis em seu rosto encovado e pálido.

– Eu sabia! — Resmungou Edward.

Salene arregalou os olhos quando ouviu o som de metal vindo do açougueiro e levantou as mãos.

– Não! — Tentou dizer. — Espere, por favor...

De repente, tudo parou. O olhar de horror do velho John agora estava voltado para Salene. Motivada por seu olhar, ela olhou para baixo, para a faca de Jeremy cravada em sua barriga, sentindo-se estranhamente dormente. Então, ela olhou para trás, para seu Jimmy, cujo olhar espelhava o do velho John.

– Mamãe! — Ele gritou roucamente, levantando-se da cama e correndo até a mãe com uma força que ele não tinha.

Salene caiu de joelhos e sentiu os braços esqueléticos do filho ao redor de seus ombros. E então ela estava olhando para seus olhos amedrontados, mas que haviam amedrontado tanta gente.

Ela sentiu Jimmy tremer, mas dessa vez não foi de frio ou de medo. Foi de pura raiva. Enquanto olhava para seu rosto, Salene o viu se transformando como sempre fazia quando ele estava com raiva.

Carry on, you will always remember

Carry on, nothing equals the splendor

Now your life's no longer empty

Surely heaven waits for you

O laranja e o vermelho que antes era apenas uma faixa fina cresceu até tomar toda a íris. O branco de seus olhos escureceu até se tornar num negro macabro, e sua pupila afinou até ficar elíptica como a de uma cobra peçonhenta. Fileiras de dentes brancos a afiados como navalhas apertaram-se uns contra os outros enquanto ele rosnava de modo feral para os homens. Salene sabia que suas unhas haviam enegrecido e se transformado em garras, e sua pele rachado em linhas sem padrão em sua pele branca que agora acinzentava.

E os gritos começaram.

– Demônio!

– Monstro!

– Santo Deus!

– Fujam!

Salene viu todos correrem para a porta do pequeno quarto e fecharem-na com força, logo antes do corpo magro cinzento de seu filho bater nela, exatamente onde Jeremy estava antes. As unhas negras e afiadas de Jimmy cortaram a madeira como manteiga, e um rugido monstruoso deixou sua boca.

– Jimmy! — Salene chamou fracamente.

Ele se virou imediatamente. Sua expressão furiosa suavizou-se, e os olhos, unhas, dentes e pele voltaram ao normal junto com sua força física. Seus joelhos tremeram violentamente, e ele caiu no chão com um baque surdo.

– Mamãe. — Sussurrou.

Enquanto Jimmy se arrastava para tentar chegar até ela, Salene percebeu que ainda estava sangrando muito, e pela primeira vez notou os pontos negros em sua visão. Ela piscou contra tontura, e viu seu filho sentado a sua frente, as pequenas mãos tremendo quando tocou o rosto da mãe.

Carry on my wayward son

There'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

Don't you cry

Don't you cry no more!

– Mamãe. — Ele não parava de sussurrar, as lágrimas escorrendo por seu rosto. Lágrimas vermelhas como sangue, as mesmas lágrimas que ele sempre tinha derramado quando estava triste ou com medo. — Mamãe.

Salene sentiu os próprios olhos se encherem de lágrimas, mas não pela enorme tristeza que estava sentindo ao compreender que estava morrendo e que em breve seu filho não teria ninguém para cuidar dele. Não. Suas lágrimas foram causadas por fumaça.

Os desgraçados haviam ateado fogo a sua casa.

– Jimmy. — Salene disse, usando as mãos trêmulas sujas de sangue para segurar os rosto do filho. — Jimmy, você tem que ir embora. Ou nós dois vamos morrer.

– Mamãe. — Ele repetiu mais uma vez, balançando a cabeça. — Não, eu não vou deixar você. Não vou, não vou, não vou.

Salene deixou as lágrimas caírem quando olhou em volta, para o quarto feito de madeira que, provavelmente como o resto da casa, já estava pegando fogo. A porta havia sido totalmente tomada pelas chamas. Seu filho agora não tinha nenhuma chance de escapar.

Ela abraçou Jimmy, tentando segurar os soluços. Ele abraçou de volta, seu pequeno corpo tremendo.

Salene conseguiu conter o berro que tentou sair de sua garganta quando sentiu o fogo se arrastar por suas costas, mas Jimmy não teve sucesso nessa tarefa. O grito que escapou de seus lábios era cheio de tanta dor que Salene teve ainda mais vontade de chorar. Mais lágrimas caíram de seus olhos, e Salene o abraçou mais firmemente.

Juntos, mãe e filho queimaram.

Eles ficaram lá, abraçando-se enquanto sua casa pegava fogo ao seu redor, as chamas consumindo-os também. Eles sentiam suas roupas e sua pele sendo incinerados, mas de repente não temiam mais. Eles não estavam sozinhos. Tinham um ao outro.

Isso era tudo o que importava.

E, mesmo quando eles não passavam de dois esqueletos carbonizados nas ruínas de uma pequena cabana, e o mito da “cruel bruxa Salane e seu filho demônio” já havia sido esquecido, isso ainda era tudo o que importava.

No more!

The End

Notas finais
E aí? O que vocês acharam? Eu aceito comentários, favoritos e recomendações! Mas que tal os comentários serem obrigatórios, hein? Seven kisses for you all!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!