Carrossel de Histórias

7 História 7 - Simplesmente Alícia


Notas iniciais
O capítulo acabou ficando muito longo. Sou suspeita a dizer, já que ela é uma das minhas personagens favoritas xD Temas: Amizade, drama.

Alícia Gusman sempre foi uma menina diferente das outras. Os interesses dela eram diferentes das demais. Gostava de futebol, de esportes radicais e coisas que considevam “de menino”. Ela não tinha frescura, mas sempre se deu bem com suas amigas.

Porém, mesmo com seu jeito decidido, às vezes, ela sentia-se deslocada, diferente. Ela era a única menina com esses interesses e os únicos que gostavam eram os meninos.

Em um dia na escola... Era início da aula, as crianças da escola corriam de um lado pro outro, outros conversavam, etc...

— Meninas, meninas, eu tenho uma novidade pra contar! – Maria Joaquina chegou toda animada na escola ao avistar as amigas.

What happened, Maria Joaquina? – A Americana Bibi indagou.

— O Restart vai fazer um show aqui na cidade!

Todas elas vibraram de emoção.

— Ai, os garotos do Restart são tão românticos... – Suspirou Laura, toda sonhadora.

— São mesmo. – Concordou Carmen, sorridente.

— O meu irmão disse que eles são bregas. – Marcelina comentou.

— Seu irmão não entende nada de música de verdade, Marce. – Valéria respondeu.

— Sim, eles são demais! – Margarida suspirou.

Logo, chega Alícia, montada em seu skate, sendo repreendida por Firmino pela enésima vez.

— Menina, quantas vezes já disse que você não... – Mas a moleca não ouviu o senhor que morava na escola, já estava longe.

— Oi, meninas! – Cumprimentou ela, colocando o skate embaixo do braço.

As meninas a cumprimentaram.

— Sobre o que estão falando? – Perguntou Alícia.

— Sobre o Restart. Eles vão fazer um show na nossa cidade! – Respondeu Laura, suspirando novamente.

— Nossa, mas como vocês são bregas. – A moleca fez careta.

— Ah, não, não começa igual meu irmão! – Choramingou a pequena Marcelina.

— Eles são lindos e talentosos! – Valéria disse, sorrindo.

— Pra mim, não. Eu não gosto dessa banda. – A moleca defendeu sua opinião.

Maria Joaquina revirou os olhos.

— Claro que não gosta. Já viu seus gostos? Você é diferente de todas nós. – MJ disse, com seu ar superior. – Olha esse skate, seu estilo...

— O que tem? – Quis saber Alícia.

— Nem preciso comentar, né? – Maria Joaquina riu, cínica.

Alícia estava com raiva, mas no fundo, estava muito magoada também. Detestava sentir-se diferente, apesar de que ser assim a fazia feliz.

— Como poderia entender nossa emoção com a banda se você não é como nós? – Continuou Maria Joaquina. – Você gosta de coisas de menino. Por isso, pensa igual a eles. Por isso a Marcelina disse que você falou igual ao Paulo.

Alícia lutou contra as lágrimas. Ela não queria chorar por pouca coisa.

— Menos, Maria Joaquina! – Repreendeu Valéria.

— Ela é diferente, mas é nossa amiga! – Defendeu Marcelina.

— Nós gostamos muito dela! – Laura ajudou.

— Eu não ligo pro que pensam de mim! Eu sou do jeito que eu quero, entendeu, Maria Joaquina? Se eu quiser gostar de coisas de “menino” como você diz, eu vou gostar e ninguém tem nada com isso!

— Isso aí, Alícia, você tem um estilo único e um charme todo especial! – Margarida disse.

You’re so special! — Bibi elogiou.

— Ai, me poupem. Ela se veste mal, tem péssimo gosto e ainda anda com aqueles nojentos dos meninos. – A riquinha fez careta.

Alícia sentiu o sangue ferver, mas não queria ter que brigar com Maria Joaquina, por mais que ela merecesse.

— Cansei de ouvir essa besteira. – Alícia disse, séria, saindo de perto delas.

— Olha só o que você fez, sua fresca! – Reclamou Valéria, a ponto de pular na patricinha. – Ela é mais legal que você!

— Não foi nada romântico o jeito que você falou com ela! – Laura também reclamou.

As outras também defenderam a moleca.

— Ai, gente! Falei o que eu penso! Não tem nenhuma mentira nisso. – A riquinha deu de ombros, nem se importando com o que dissera.

Enquanto isso, Alícia ainda estava com raiva. Mais do que isso, estava muito chateada. Ela nunca imaginou que era tão diferente. Não queria ligar pro que ela dizia. Mesmo as amigas a defendendo, não adiantou. Ela ainda era diferente. Mas afinal, isso era tão errado assim? Era ruim a ponto de ter que ser rejeitada?

Ela sentou-se na escadaria, longe das garotas e abaixou a cabeça. Sentiu uma lágrima solitária escorrer por seu rosto, seguido de um soluço.

— Por que estou me sentindo tão mal? – Murmurou ela, derramando outra lágrima.

Jaime e Cirilo que estavam chegando naquela hora notaram a garota isolada e cabisbaixa e foram até lá.

— O que aconteceu, Alícia? – Jaime quis saber.

— Não foi nada...

— Então, por que está chorando? – Cirilo indagou.

— Ah, bobagem minha... – A moleca tratou de limpar aquelas lágrimas intrometidas do rosto.

— Você não choraria por nada. – Jaime disse, calmo. – Pode contar o que aconteceu.

Alícia deu um sorriso triste.

— Eu descobri que sou diferente de todas as meninas daqui.

— Ah! Isso eu já sabia! – Jaime riu.

— Mas não de um jeito bom, Jaime. – Disse a garota, sem sorrir.

— É por que não tem gostos iguais? – Cirilo perguntou.

A garota assentiu.

— Hoje, eu ouvi verdades da Maria Joaquina e percebi que ela tem razão.

— Ah, não liga pro que aquela chata diz. Você é do jeito que você é. – Jaime bateu de leve no ombro da amiga.

— Ei! Não fala assim da...

— Deixa o Cirilo aí. É claro que vai defender aquela fresca. – Jaime levou Alícia até os outros garotos, deixando Cirilo isolado.

— Mas eu só queria defender... – Cirilo deu de ombros.

***

— Quantas figurinhas faltam pra completar seu álbum, Davi? – Perguntou o estudioso Daniel.

— Duas. Mas estão muito difíceis de conseguir... – Suspirou o garoto de cachos.

— Eu já completei. – Vangloriou-se Adriano.

— Grande coisa. Eu também já. – Kokimoto assentiu com a cabeça.

— Eu completei antes que vocês. – Mário falou.

— Ui, quem iria querer perder tempo com uma coisa tão estúpida quanto essa? – Jorge cruzou os braços.

— Tinha que ser o vaca lambida do Jorge. – Paulo deu um tapa na testa.

Jaime e Cirilo chegam com Alícia, o que deixam os garotos intrigados.

— O que ela tá fazendo aqui? – Paulo foi o primeiro a falar.

— Não reclama senão vai levar um soco no meio da cara, ouviu bem, moleque? – Jaime mostra seu punho e Paulo levanta os braços, rendendo-se.

— É que... A Maria Joaquina foi má com ela. – Cirilo sentiu-se mal ao falar isso.

— Tinha que ser. – Os garotos, menos Jorge disseram.

— E o que ela fez? – Perguntou Jorge, de braços cruzados ainda.

Jaime começou a explicar tudo, o que espantou os meninos.

— Ah, não liga pra Quiquina, ela não sabe de nada. – Paulo disse, na maior tranquilidade.

— É! Ela é mó chatonilda! – Concordou Koki.

— O seu jeito é muito daora! Não mude quem você é! – Mário disse.

— Eu queria ser um pouco mais feminina às vezes... – Alícia disse, sem jeito.

— Pra mim, tá perfeita do jeito que tá. – O irmão encrenqueiro de Marcelina comentou.

Todos se viraram para Paulo.

— Hmmm...

— V-Vocês entenderam errado! Quis dizer que ela não precisa mudar nada!

Alícia sorriu.

— Valeu. Mas acho que devo me esforçar para mudar um pouquinho. Para melhor, é claro.

O sinal tocou e Alícia foi até a fila.

— O que aquelas meninas fizeram com ela? – O japonês indagou.

— Sabe como são as meninas... – Jaime disse. – Se bem que eu acho que a Alícia não precisa de nada pra chamar atenção. Ela não é fresca que nem a Maria Chatonilda.

— Ei!

— Qual é, Choco? Vai defender a Quiquina depois do que ela fez com a Alícia? – Paulo perguntou, irritado.

— É verdade! – Cirilo respondeu, para a surpresa de todos. – O que ela fez foi errado!

— Aleluia! – Mário comemorou.

— Até que enfim se mancou. – Jaime deu risada.

Depois da aula, ao invés de Alícia ir de skate, ela foi andando, com o objeto embaixo do braço.

Nessa hora, os garotos estavam na casa abandonada, com um plano de fazê-la desistir daquela ideia maluca e sem sentido.

— Bom, pessoal... Sabem aquele jogo de futebol que vai ter nesse fim de semana? – Daniel perguntou.

— Claro, né? – Jaime respondeu como se fosse óbvio.

— Temos que mostrar pra Alícia que gostar do que ela gosta não é errado.

— Resumindo? – Perguntou Mário.

— Vamos colocá-la no time. – Respondeu Daniel.

— Como? – Perguntou o japonês ruivo. – Ela não vai querer!

— Ah, ela vai. – Paulo concordou. – Sabem como ela é.

— Mas ela é teimosa, isso é. – Cirilo assentiu com a cabeça.

— Não esqueça que a culpa disso tudo é da Maria Chatonilda. – Paulo o fuzilou com os olhos.

Cirilo não respondeu nada. O que Paulo disse era verdade, pela primeira vez.

— Bom, então está decidido. Ela vai jogar. – Daniel disse. – Só temos que convidá-la.

— Eu e o Koki vamos falar com ela. – Paulo se pronunciou e todos os olhares se voltaram pra ele. – Que foi?

— Nada, não. – Todos sorriram.

— Finalmente, você tá fazendo algo de bom por alguém. – Cirilo concordou.

— E por uma menina. – Davi segurou o riso.

— Mas não é qualquer menina, é a Alícia. – Paulo cruzou os braços, alegando que não era nada de mais.

— Tá legal, vocês vão falar com ela, patrulheiros. – Daniel deu risada da lógica do amigo.

***

Alícia estava no shopping procurando alguma outra roupa que pudesse usar, que fosse mais feminina. Como previa, ela não encontrou nada de seu agrado.

— Como é difícil mudar... – Suspirou a menina.

Nessa hora, Paulo e Koki estavam passando por ali e a avistaram.

— Olha, japa, ela tá ali!

— É mesmo!

Os dois foram até a loja onde a menina estava.

— O que vocês tão fazendo aqui? – Ela estava um tanto surpresa.

— E o que VOCÊ está fazendo aqui? – Foi a vez de Paulo perguntar.

— Comprando roupas? – Respondeu ela, na dúvida.

— Ah, conta outra. Você comprando roupas? – Koki começou a rir.

— Para com essa bobagem! O que aquela fresca disse não tem sentido, eu já disse! – Disse Paulo, irritado.

— Mas em um ponto ela tem razão, eu não sou muito feminina.

— E precisa? – Perguntou o encrenqueiro.

— Ué, claro! Só não ser fresca como ela, claro. – Alícia deu de ombros.

— Ainda bem, porque senão, você seria a cópia dela. – Koki disse, batendo a mão na testa.

— E isso seria um desastre. – Complementou Paulo.

— Desastre? – Alícia não havia entendido.

— Não pode deixar seu jeito único morrer. – Argumentou Paulo. – Senão, você vai ficar igual a todas as meninas. Você não vai querer isso, né? Abrir mão do que você gosta só pra se encaixar! Se elas não te querem, o problema é delas! Tem quem queira!

Koki e Alícia ficaram surpresos com a colocação do encrenqueiro.

— Nossa, Paulo. Quando foi que você tinha alguma coisa de bom nesse cérebro? – Provocou Alícia, mesmo surpresa.

— Ah, vê se me levem a sério, vocês dois!

— Na verdade, a gente queria fazer um convite pra você. – Koki disse.

— O que?

— Vai ter um jogo de futebol no sábado, às três horas e nós queremos você no time. – Explicou o ruivo.

Ela deu um sorriso triste.

— Eu adoraria ir, mas... Assim eu vou perder tudo o que conseguiu até agora...

— Perder o que? Você nem ao menos tá feliz com essa mudança! – Falou Paulo.

Era verdade. Ela não queria ter que mudar o jeito que era.

— Tudo bem... Eu vou jogar com vocês, se é isso que querem.

— Sabemos que você também quer. – Koki deu um sorrisinho.

— Só não quero que as meninas estejam lá. – Bufou Alícia, ainda chateada.

— Relaxa, só nós do clube e os outros meninos estarão lá. – Respondeu Paulo. – E você, é claro.

— Serei a única menina, de novo.

— Ué, como sempre! Você nunca ligou pra isso. – Koki respondeu.

— Vocês nunca vão entender. – A moleca fechou a cara e saiu correndo.

— ALÍCIA! VOLTA AQUI! – Gritou Paulo.

— Ai, ai... O que a gente fez? – Perguntou o japonês.

— Mulheres são mais complicadas do que a gente imagina. Mesmo que seja a Alícia, continua sendo um problema. – Paulo disse, dando de ombros.

***

DIA DO JOGO

Naquele dia, Alícia estava muito nervosa. Queria muito jogar, mas por outro lado estava apreensiva. Não queria ser chamada de garoto, já que seria a única menina a jogar, mesmo que isso aconteça sempre. Ela estava com conflito interno.

— Será que devo ir nesse jogo? – Perguntava-se ela, lembrando das palavras dos amigos.

Ela levantou-se da cama, decidida.

— Não pode decepcionar meus amigos! Esse é meu jeito! Goste quem gostar! Essa sou eu, Alícia Gusman!

Eles contavam com ela e isso era o que a motivava ainda mais. Não precisava dar ouvidos àquelas palavras maldosas de Maria Joaquina. Se os garotos estavam insistindo para ela participar, era o que importava.

Então, mais tarde, trinta minutos antes do jogo...

Os garotos estavam todos juntos, se preparando para o jogo. O único que não estava presente era Jorge, como sempre, muito fresco.

— Ô, gente, será que ela vem? – Jaime começou a se preocupar.

— É pra vir, né? – Mário afirmou.

— Tomara que ela pare de paranoia e venha jogar com a gente. – Paulo disse.

— É, ela é uma ótima jogadora, mas sobretudo, é nossa amiga! – Daniel lembrou.

— E se as meninas vão ser más com ela, pelo menos nós somos legais! – Assentiu Kokimoto, deixando seu cabelo ir todo nos olhos.

— A Maria Joaquina agiu muito mal. Não posso acreditar... – Cirilo ainda estava incrédulo com o que a riquinha tinha feito.

— Ela sempre age mal, Cirilo. – Davi disse.

— Bom, gente, se ela não vir, ainda temos o Jorge de reserva. – Adriano deu de ombros.

— Não temos, não. Ele não quis participar. Como se fizesse falta! – Jaime revirou os olhos, enojado.

— Prefiro uma menina jogando com a gente do que aquele mauricinho mimado! – Foi a vez de Paulo ficar enojado.

— Uma menina que joga melhor que você. – Provocou Mário.

Os garotos começaram a rir.

— Ah, me deixem, vai. – Pediu o Guerra, irritado.

Eles não seguraram o sorriso ao ver a moleca se aproximando deles.

— Oi, pessoal! Bora ganhar esse jogo?

— ALÍCIA!

— Achamos que você ia desistir! – Koki falou, surpreso.

— “Desistir” não está no meu dicionário. – Alícia negou com o dedo.

— É você mesma! Está de volta! – Daniel sorriu.

— Sim. Estou mais motivada que nunca! – Sorriu a moleca, exibindo o uniforme do time com muito orgulho.

***

As garotas souberam do jogo, mas não sabiam que Alícia jogaria. Tamanha foi a surpresa delas ao verem a amiga em campo.

— Ih, olhem! É a Alícia! – Carmen gritou ao ver a menina no campo.

— Claro que ela vai jogar com eles. São da mesma laia! Ui, credo, ficar toda suja... – Maria Joaquina comentou, enojada.

— Cala essa boca, metida! – Valéria a repreendeu, com um olhar fulminante. – Ela joga melhor que eles. Devemos torcer pela nossa amiga!

Maria Joaquina deu de ombros.

O jogo começou e o primeiro a tomar a bola foi Jaime, totalmente imerso naquele universo. Quem dera ele fosse assim nos estudos...

A torcida vibrava, mas Alícia só se concentrava no que tinha que fazer. Seu objetivo era bem claro.

Ela se esforçou o suficiente e fez o gol de vitória do seu time! 3-1!

— Ela ganhou! Ela ganhou! – Laura vibrou.

As demais vibraram junto.

Maria Joaquina, mesmo prepotente, teve que concordar que havia sido um bom jogo e que Alícia era muito boa.

— Aee, Alícia! Ganhemooo! – Jaime comemorou, abraçando a garota.

— Se diz “ganhamos”, Jaime. – Corrigiu Alícia, sorrindo.

O gordinho deu de ombros e os demais vieram para abraçá-la.

— Valeu, Alícia!

— Você foi ótima!

— Você joga muito bem!

— Viu com você não precisa ser como as outras meninas? – Paulo disse.

A moleca assentiu, muito feliz.

— Eu sou feliz como eu sou! Eu sou assim desse jeito, goste quem gostar! Pois o meu jeito eu não mudo! Essa sou eu, Alícia Gusman! – A garota piscou.

— Assim que se fala! – Koki concordou.

As meninas vieram até ela.

— Você foi incrível! Super demais! – Valéria abraçou a amiga, que estava surpresa ao vê-las ali.

— Vocês vieram? Nossa... Que surpresa... – Alícia começou a ficar sem graça.

— O Davi nos convidou, não sabia bem o motivo... Mas agora eu entendi. Foi um jogo alucinante! – Continuou Valéria.

Alícia sorriu com os elogios das amigas. Maria Joaquina timidamente foi até ela.

— Hã... Alícia... Você jogou muito bem.

Alícia ficou surpresa, porém respondeu:

— Valeu, Maria Joaquina.

— Eu sei que não fui muito legal com você. Me desculpe pelas coisas que eu disse. Eu gosto de você, do seu jeito. Você não é como um garoto, é uma ótima amiga. – Disse a riquinha, timidamente.

— Sério? Valeu! – A moleca, toda suada, abraçou a amiga. – Você também não é de todo mal, Maria Joaquina. É um pouco fresca e tal, mas sabe ser legal também.

Maria Joaquina sorriu e deu de ombros.

— Eu sou diferente, isso é verdade. Isso nunca vai mudar. Eu tenho que ser feliz com quem eu sou! – Dizia Alícia, toda decidida.

— Nossa, como ela é decidida! – Paulo provocou-a.

— Nossa, como ele é invejoso! – Alícia entrou no jogo.

O encrenqueiro fez careta pra ela, que deu risada, assim como todos os outros.

— Valeu por acreditar em mim e no meu potencial, Paulo. Você é mais que uma peste. – Alícia sorriu e beijou o rosto do Guerra, que enrubesceu.

Os amigos começaram a provocar os dois, mas Alícia estava muito feliz para poder se zangar com alguma coisa.

Paulo sabia que Alícia era incrível, mas não que podia ser dessa forma, delicada e meiga. Talvez ela só precisasse continuar como era. Corajosa na medida certa. Feminina na medida certa.

Uma garota de atitude e diferente. Sem medo de arriscar. Assim era ela, Alícia Gusman.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.