Carrie - A estranha
8 - Insanidade.
Notas iniciais
Ficar no hospital era realmente legal, sei que pode parecer loucura alguem dizer que gosta de hospitais, mas agora esse local com certeza entrou pra minha lista de lagares favoritos. Eu podia assistir televisão! Ja estava ate com medo de que isso fosse um sonho, eu conseguia assistir televisão ate a hora que quisesse, nao tinha que orar para comer e o melhor de tudo, Sue.
–-- Ta legal, essa vai ser bem dificil.--- Sue disse, tive que fazer força para não rir da cara que ela estava fazendo.--- É impressão minha ou você esta rindo de mim?
–-- Não estou... Assumo que estou.--- Respondi rindo e abaixando a cabeça.
–-- Posso saber por que a senhorita esta rindo? --- Ela perguntou levantando da cadeira e pegando um copo d'agua.
–--Você esta dizendo que "essa vai ser dificil ", desde a segunda.--- Respondi como se fosse uma coisa obvia.
–-- Vou ignorar sua ironia e surpreender você, por que essa é realmente dificil e incrivel. --- Ela voltou a se sentar na cadeira ao meu lado e me entregou o copo de agua.
–-- Tudo bem...Mande.
–-- O que é oque é, um ponto roxo no fundo da piscina? --- Ela perguntou rindo. --- Agora eu te peguei, essa foi muito bpa, você nunca seria capaz de descobrir sobre essa, eu fui muito boa pensando nessa...
–--Uma ervilha prendendo a respiração. --- Respondi cortando todo aquele discurso.
–--Qual é! --- Ela resmungou afundando-se na poltrona. --- Já tentei todos que eu sabia.
–-- O que vale é que voce tentou. --- Respondi sorrindo.--- Como voce mesma disse; eu leio muito.
Era facil ficar com Sue, ela é agradavel e nunca tenta me forçar a falar quando não quero.Passamos a noite toda nesse jogo de perguntas, ela não era muito boa nisso, mas só de passar meu tempo com ela, valia a pena cada pessima pergunta. Obvio que eu não queria , mas eu tinha que mandar Sue pra casa, ela passou todo esse tempo sentada, ela tenta não demostrar mais sei que ela esta cansada.
–--Você meio que ...Tem que ir né.--- Disse coçando a cabeça.
–-- Isso parece você , me expulsando. --- Ela disse com a cabeça pendendo para o lado e sorrindo para mim.
–-- Não...Não é isso...--- Respirei fundi, era bem mais facil conversar com ela quando não estava dando um desses sorrisos.--- Você esta aqui desde ontem a tarde...Aposto que...Que sua familia esta procupada com você...E... Tommy.
–-- Tommy só anda pensando em uma coisa ultimamente...
Não entendi muito bem o que ela quis dizer, vontade de perguntar não me faltou, mas como ela parecia ter dito mais isso para si mesma, preferi deixar esse assunto pra la.
–--Não posso ir embora e deixar você aqui sozinha...
–-- Agradeço tudo que tem feito por mim Sue , mas você realmente tem que ir para casa e descansar.
Depois de uns 30 minutos desse mesmo papo , Sue se rendeu e admitiu que estava cansada e tinha que ir para casa, claro que eu preferia ela aqui , pela primeira vez na vida me sentia a vontade com alguém, sei que muitas BBB vezes eu tratava quando estava falando com ela, ou como nas vezes que eu não consigo olha-la diretamente , mas eu estava tentando, e com ela eu me sentia...Normal, era tudo tão mais simples.
***
P.O.V Sue.
Sabe quando você é criança e ganha seu primeiro caderno, aquele que você nunca retira as figurias, aquele que você nunca rabisca , que você evita fazer orelha e nunca emprestaria para um amigo? É assim que eu sinto a Carrie nesse momento, como a primeira pessoa, quero cuidar dela, não deixar que nada a machuque novamente, e isso é tão insano...Insano por que não deveria ser para ela esses sentimentos, claro que ja cogitei a ideia de que estava apaixonada por ela, mas essa foi apagada rapidamente da minha mente...Eu tenho um namorado, eu amo esse namorado, eu nunca gostei de garotas...Certo?
–-- Sue estou tentando conversar com você a mais ou menos 20 minutos, você pode focar em mim e sair do mundo dos sonhos? --- Tommy perguntou me arrancando da grande bagunça que estava minha cabeça.
–-- Desculpe Tommy, professor quer que eu entregue um trabalho, mas esta complicado de entender sobre oque é exatamente...---"muito complicado de entender".
–-- Entendo. --- Ele logo voltou a sorrir pra mim. Esse era o maravilhoso lado do Tommy, ele acredita em qualquer coisa que eu diga...Fico me perguntando se issl faz dele inocente...Ou burro.--- Meus pais vão comemorar o aniversario de casamento deles fora hoje...
–-- Meus parabens para eles...--- Respondi destraida, o que realmente passava pela minha cabeça era se a mãe de Carrie ficaria com ela bo hospital, ou se daria para eu ir ver ela.
–-- Eu estava pensando se você não estava afim de ir la em casa...Podemos assistir um filme.
Agora chegamos exatamente aonde ele estava querendo chegar ; sexo .Eu entendo o Tommy, nós namoramos desde muito jovens, tudo muito inocente no começo, mas agora era diferente, obviamente, crescemos e Tommy quer o que qualquer outro rapaz da idade dele quer , o pequeno problema nisso é que eu não estou nem um pouco pronta para esse passo, ficar fugindo dele e inventando desculpas estava me cansando.Dessa vez fui salva de ter que pensar em alguma coisa, Chris se jogou na cadeira ao nosso lado.
–-- Você esta com uma cara pessima Chris. --- Comentei tentando ignorar o odio que estava sentindo dela , não preciso ser da policia pra saber que foi ela que fez aquilo com a minha Carrie...Que fique claro, que vou ignorar esse "minha Carrie", a cabeça é minha então eu posso.
–-- Posso dizer o mesmo de você amada...---ela respondeu.--- Passei a noite com o Billy no hospital.
–--Como assim? --- Perguntei quando me lembrei da quantidadd de sangue espalhado no banheiro, e nem de longe aquele sangue era apenas de Carrie.
–--Como eu disse antes...Nós mostramos para aquela estranha o lugar dela...Não ficaria surpresa se ela estivesse morta besse momento ou com uma lamina cortando os pulsos.--- Chris disse rindo.
Respirei fundo e fechei minhas mãos em punhos, a força que estava fazendo era tão grande que começava a sentir minhas unhas entrando na carne, mas apenas isso me impedia de partir para cima dequele monstro que um dia eu chamei de melhor amiga.
–--O que vocês fizeram com a garota? --- Tommy perguntou raivoso, ele podia ser muitas coisas, mas ele odiava injustiça
.
–--Apenas recolhendo o lixo, pequeno Tommy. --- Ela disse balançando a mão em sinal de desdem .
–-- E o Billy? --- Perguntei tentanto ser o mais casual possivel.
–-- Essa escola velha caindo aos pedaços... Billy acha que a estrutura balançou o que fez os espelhos se quebrarem, boa parte em cima dele, teve alguns cortes, mas ja esta pronto p ter a outra.--- Ela disse pensantiva.
Claro que eu sabia que Carrie nunca faria mal a ninguem, mas ter a confirmação disso era otimo.
Assim que a aula terminou , aai correndo , inventei uma desculpa qualqued para Tommy e parti em direçao ao hospital,queria visitar a Carrie, mas para o meu grande azar a mãe dela estava la, esperei cerca de uma hora ate que tive a certeza que ela passaria a noite. O resto da semana se passou da mesma maneira, sempre que eu chegava e ela esta lá eu esperava, mas ela não ia embora. No domingo fui informada que ela já tinha sido liberada...Tinha que assumir pelo menos para mim mesma, eu sentia falta dela, e queria mais que qualquer coisa ver ela novamente.
–-- Desculpe, a senhora sabe se ela foi liberada para voltar pra escola ? --- Perguntei pra enfermeira que tinha me informado de sua alta.
–-- Pelo o que parece ela foi liberada sim, mas não tenho total certeza...Com licença.
–-- Claro, obrigada mais uma vez.
Voltei para casa e sentei nas escadas de entrada, eu estava esperando para pelo menos ver ela de longe? Sim... Isso parece insanidade? ...Não pro meu coração.
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