Carpe Diem Reescrita

1 Acidente (Prefácio)


Notas iniciais
Olá!!
Espero que gostem da Fanfic. Decidi continuar a escrever Carpe Diem, mas para isso eu precisava reescreve-la. Então aí está, a mesma história, mas com uma cara nova.

E eu não poderia de deixar de agradecer a Isa pela capa perfeita, eu amo demais!!

Espero que gostem dessa nova cara de Carpe Diem =D

Por Violetta

Existe aquele momento em que você apenas se entrega ao sono, você sente o seu corpo ser abraçado por uma sensação boa, calma e que aos poucos vai tomando conta da sua mente e te levando para o mundo dos sonhos.

Fazia tempo que isso não acontecia, levando em consideração que minhas noites nas últimas semanas foram marcadas por pesadelos estranhos, com palavras sem sentindo, gritos e uivos. Mas naquela manhã de sábado estava tudo tranquilo, nada tinha atrapalho minha noite e eu continuaria dormindo por várias horas se um barulho irritante não tivesse me obrigado a levantar da cama.

Violetta: Alô? – levei o telefone a orelha após atender sem nem mesmo conferir o visor.

Camila: Corre se não quiser se atrasar! – sua voz soou animada demais para um sábado de manhã.

Só podíamos ter trocado os papéis nesse dia, já que normalmente sou eu que preciso atazanar a vida da minha amiga Camila para que ela pelo menos finja ser uma pessoa pela manhã, e não um zumbi que só quer voltar para a cama.

Deixei um grunhido escapar da minha garganta à medida que tentava manter os olhos abertos.

Violetta: Que horas são? – minha voz rouca denunciava o fato de que eu tinha acabado de levantar da cama.

Camila: Hora de acordar!

Violetta: Mas por quê?

Camila: Violetta!! – afastei o telefone do ouvido ao escutar o seu grito – Estamos te esperando! – e então ela finalizou a chamada.

Foram necessários alguns segundos encarando a parede do meu quarto, para que meu cérebro processasse as suas palavras.

Violetta: Ah, merda! – arregalei os olhos ao me dar conta.

Comecei a correr pelo quarto tentando dar um jeito na minha cara amassada pelo travesseiro. Tomei o banho mais rápido da minha vida e nem se quer penteei os cabelos, o prendi em um rabo de cavalo, coloquei a primeira roupa que achei e sai correndo do quarto.

Violetta: Por que raios a Francesca tinha que inventar isso logo em um sábado? – resmunguei enquanto descia as escadas.

Eu sabia que isso não era culpa dela, mas por que em um sábado? Quando a Francesca contou para o nosso grupo de amigos que se candidataria a presidente do grêmio estudantil, tenho certeza que nenhum de nós sabia que nas entrelinhas das suas palavras tinha: ‘O debate para a escolha será em um sábado de manhã e vocês virão me assistir’.

Não encontrei ninguém ao atravessar a casa, estava tudo em silêncio, então deduzi que meus pais já tinham saído para o trabalho. Peguei as chaves de casa, e ao chegar à porta foi que me dei conta que não poderia contar com uma carona do Broduey.

Violetta: Ele já deve estar lá – sussurrei sozinha – Ah, merda, Francesca! – fechei a porta atrás de mim.

Comecei a andar o mais rápido possível, mas levariam bons minutos para chegar até a escola. Tentei lembrar o porquê eu concordei com isso, ou quando concordei com isso, mas eu sabia que se eu não fosse encontraria mais tarde uma Francesca brava comigo. Se a Camila tinha acordado cedo para prevenir a ira da Francesca Cauviglia então o assunto era sério, pelo menos pra Fran.

Apressei os meus passos à medida que descia o quarteirão. Uma brisa fria passou pela rua fazendo os pelos dos meus braços se arrepiarem, me arrependi por não ter pegado um casaco, e foi aí que senti uma sensação estranha.

Olhei para trás enquanto caminhava não encontrando ninguém, mas a sensação de ser observada ainda persistia. Alguns quarteirões depois as ruas estavam mais movimentadas, mas eu não conseguia deixar de olhar para trás e conferir se tinha alguém me seguindo.

Violetta: Para de paranoia, Violetta – sussurrei me repreendendo.

Parei na beirada da calçada, assim como outras pessoas que também esperavam o sinal abrir para poder atravessar. Eu olhava para o sinal a cada segundo esperando que ele abrisse, eu já estava atrasada demais. A mulher ao meu lado notou a minha inquietação e olhou para mim com um sorriso de compreensão, sorri de volta e olhei mais uma vez para o sinal.

Verde.

Respirei fundo já sem paciência e estava prestes a pisar o pé na rua quando escutei uma voz me chamar. Olhei para trás tentando identificar quem me chamava, e foi quando tudo aconteceu. As coisas passaram tão rápidas, mas os meus olhos foram capazes de registrar cada acontecimento. A mulher ao meu lado passou em minha frente, mas ela não tinha chegado nem na metade da rua quando um carro em alta velocidade passou a atropelando. As sacolas que ela segurava se espalharam pela rua, a mulher ficou caída no chão enquanto o carro seguia em alta velocidade, como se nada tivesse acontecido.

Meu corpo entrou em choque, enquanto as pessoas se aproximavam da mulher no chão e chamavam os bombeiros. Notei alguns cochicharem perguntando se tinha anotado a placa do carro prata. Eu conseguia distinguir tudo a minha volta, mas o meu corpo não respondia. Tudo o que eu conseguia pensar é que segundos me livraram de ser a pessoa no chão. Segundos e uma voz desconhecida.

Me assustei ao escutar meu celular tocar, no automático o puxei da bolsa e atendi a ligação.

Violetta: Alô? – minha voz saiu arrastada.

Do outro lado da linha o silêncio tornou-se incomodo.

Violetta: Quem está falando?

Nenhuma resposta veio e então a ligação foi encerrada.

Registrei como um fato estranho, mas não dei muita importância para isso, o que foi um grande erro. Meses depois eu descobriria que os sinais estiveram sempre na minha frente e eu nunca me dei conta.

Escutei o burburinho das pessoas a minha volta e meus olhos focaram na mulher no chão, a sua volta vestígios de sangue manchavam o asfalto. Podia ter sido eu ali...

Meu celular voltou a tocar mais uma vez, mas agora o nome e a foto da Camila se destacavam no visor. Me afastei um pouco da multidão enquanto escutava a sirene da ambulância se aproximando.

Camila: Vilu! – escutei a voz apressada dela assim que atendi a ligação.

Violetta: E-Eu estava – respirei fundo fechando os olhos por um momento – Eu estava indo para a escola quando...

Camila: Você está bem? – sua voz soou mais preocupada do que eu esperava.

Violetta: Sim – confirmei, apesar de não ter certeza.

Camila: Onde você está? – olhei para a plaquinha do outro lado da rua, perdida em meio à confusão.

Violetta: Rua 17 com 21.

Camila: Certo. A Fran vai para o palco daqui a pouco... – ela deixou a ligação de lado por um momento, como se estivesse conversando com mais alguém – O Broduey está indo te buscar, quando chegar aqui você conta o que aconteceu, certo?

Violetta: Certo – obriguei minha voz responder.

Camila: Só espere onde você está, tenta ficar fora de problemas e principalmente viva.

E assim ela desligou o telefone.

Olhei para o outro lado da rua, o carro de polícia tinha se juntado ao emaranhado de vozes, sirenes e os curiosos que paravam para saber o que aconteceu . Cruzei os braços sobre o peito e tentei de todas as formas não prestar atenção ao que acontecia, mas o barulho não tornava isso fácil, e para completar a sensação de estar sendo observada só aumentar. Respirei fundo e me obriguei a manter a calma, e apenas esperar....

Notas finais
E então? O que acharam?

Vejo vocês no próximo cap!
#Mymi
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.